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sábado, 31 de janeiro de 2015

Geração desmotivada


Não a dos jovens! Mas sim, os da minha faixa etária, os com mais de 40 anos.

Uma geração que nasceu na igreja evangélica, ou foi para lá bem cedo na vida. Cresceu em acampamentos e na Escola Bíblica Dominical. Que presenciou o nascimento de diversos ministérios como a Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja Sara Nossa Terra, Bola de Neve, Mundial do Poder de Deus, etc.

Geração que viu o surgimento no Brasil da Teologia da Prosperidade, do enfraquecimento dos seminários e o surgimento da balada gospel, do show gospel, da coisa gospel.
Muitos traumatizados por tantas dores presenciadas dentro da própria igreja. Acabam exarando sua decepção na mesa de jantar, nos churrascos, com os parentes incrédulos e filhos ouvindo tudo.

Que lástima.

Isto pode influenciar os filhos que crescem desmotivados da igreja. Demoram para se firmar na igreja. A segunda geração cresce com problema.

Mas esta não é toda a verdade! Esta segunda geração foi consagrada a Deus na infância e Deus não permite que pais incautos manchem a glória de Deus nestes vasos. Claro que há evidências dessa segunda geração crescendo acomodada, mas não é a regra geral!

Claro que há pastores desanimados com missões, ignorantes com missões, porém, o Espírito Santo não está desanimado! Ele contagia, estimula, molda, dirige, etc.

Li um texto em tom de desabafo de um batista convencional. Não digo que ele é um frustrado, nem que é um decepcionado e desestimulado. Apenas um inconformado, como eu que não aceita a igreja como ela está. Mas, ao contrário dele, sou otimista. Consigo ver além da minha igreja e denominação. Há muita vida fora dos batistas! As cartas de jovens que recebo provam parte dessa verdade. Desculpe, não são cartas, são emails!!! KKKKKK

Este irmão em Cristo inconformado escreve:
O tempo foi passando, mais de duas décadas na verdade, e as igrejas cada vez mais se preocupando com os pregadores da prosperidade, com as vantagens pessoais em sermos crentes, com as bênçãos materiais, com questões locais e locais e locais, até o ponto do evangelho ser localizado em um minúsculo ponto de um alfarrábio qualquer.
Continua:
As igrejas vendem pasteis, tapiocas, sucos e guloseimas, em uma conta que dá prejuízo, mas não instigam seus membros a orar e abrir a mão com ofertas missionárias.
E mais:
Estávamos ainda discutindo se poderíamos usar bateria acústica nas igrejas, ou cantar batendo palmas, e os líderes batistas africanos e asiáticos clamando por bíblias, medicamentos, professores e missionários.
Gostei do texto dele (o texto completo você encontra aqui), escreveu o que gostaria de escrever, mas gostaria de acrescentar que a igreja brasileira não está tão ruim assim. Há muita vida missionária. Respondi para ele:
Parabéns pelo texto em tom de desabafo e inconformismo. Também sinto isto, contudo, várias coisas acalentam o meu coração.
Entre elas, a realidade de outras denominações que apartam-se dessas pregações egoísticas e incentivam missões no coração dos jovens e até de crianças. Ao contrário da discussão de bateria e guitarra no culto (que presenciei nos anos 80), a discussão é como negociar com os pais a liberação do filho para missões antes da faculdade, por exemplo.
A igreja brasileira está vigorosa. Mais que otimismo ingênuo, uma abertura na mente para visualizarmos outros parâmetros além daqueles da minha convenção.
O Boko Haram não mata apenas batistas, mas também católicos e ortodoxos que não negam a Cristo com o punhal na garganta, com meninas da igreja copta que sofrem o estupro de um muçulmano alienado.
E então, qual a sua opinião? 

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