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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Missões em Londres


Neste ano temos Olimpíadas!

De 27 de julho a a 12 de agosto a cidade de Londres receberá a 30ª edição das Olimpíadas de Verão. Londres já recebeu as Olimpíadas em 1908 e 1948.

Receberá também os Jogos Paraolímpicos de 29 de agosto a 9 de setembro.

Pouco mais de 100 países com milhares de atletas estarão em Londres. Oportunidade única para o EVANGELISMO.

Evangelizar durante eventos esportivos é uma excelente oportunidade. Durante a Copa do Mundo da África do Sul relatamos esta situação:
Copa do Mundo FIFA 2010 e a Janela 10 x 40
Copa do Mundo 2010 - Todos os países
Tabela dos Jogos - Janela 10 x 40 e a Copa do Mundo FIFA 2010

Site Oficial das Olimpíadas 2012

Que tal ir até Londres trabalhar como missionário?
Agência More than Gold
que promove
trabalho voluntário
 nas Olimpíadas

Uma agência cristã chamada More than Gold ou Mais que Ouro, trabalha em eventos esportivos proporcionando oportunidades de evangelismo através do serviço às pessoas. Oferecer água, ajudar os embriagados, dar suporte a pessoas que foram roubadas, assistir (no sentido de dar assistência) os atletas, etc. Situações que servem para evangelizar.

Além de evangelizar os próprios londrinos e atletas, os turistas de nações fechadas ao Evangelho são o alvo principal! Você entende, não!?


Quanto custa?
Para ir com eles até Londres, você deverá desembolsar alguma grana para as passagens aéreas ida e volta (em torno de R$1.900,00 facilitado nos cartões de crédito) e refeições. A hospedagem é dada por eles por um preço módico em três categorias: Ouro a mais cara (75 libras a diária - aproximadamente R$200,00) e Bronze a mais barata (5 libras a diária - aproximadamente R$14,00). £ 1 (uma libra esterlina - moeda da Inglaterra) vale R$ 2,75 aproximadamente.

Os grupos de apoio estão organizados em três períodos, você deverá escolher um deles:

Bloco 1: Terça-feira 24 de julho a sexta-feira 03 de agosto de 2012 
Bloco 2: Sexta-feira 3 até segunda-feira 13 de Agosto, 2012 
Bloco 3: Terça-feira 28 de agosto até Segunda 10 setembro 2012 (Paraolimpíadas)


Não tem dinheiro?
Se você não pode ir, pode pelo menos orar:
- pelos atletas;
- pelos turistas;
- pelos voluntários;
- pelos jornalistas;
- pelos ingleses;
- etc.

 Que tal?

Fonte da imagem: mascotes da Olimpíada de Londres no site das Olimpíadas.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Avivamento


Já publicamos muita coisa sobre Avivamento! Muito já se falou sobre Avivamento! É Santificação. É Arrependimento. Visitação do Espírito. Um mover especial do Espírito. Um fogo do Espírito sobre a Igreja. Etc.

Creio que avivamento é criar vergonha na cara!

Como assim? Isto mesmo. Vergonha na cara!

Onde aparece a palavra Avivamento e suas derivadas no Novo Testamento? Há algum versículo do Novo Testamento que fala de Avivamento, que devemos buscar o avivamento? Que o Avivamento desceu sobre a Igreja?

Não há! Apenas no Velho Testamento tem. No Novo Testamento, não! Nós já temos o Espírito Santo! Somos morada dEle. Ele já está em nós. Somos nós que devemos orar mais, jejuar mais, deixar Ele agir, agradá-lo mais.

O Avivamento deveria ser o normal! Não há Cristianismo sem o Espírito Santo!

Temos que ter vergonha na cara!

É parar com a preguiça e acomodação. Parar com o egoísmo. Parar com as 'interpretações'. Parar com os ´não é bem assim!´'. Deixar de ser morno. Agir, praticar a Palavra.

Parar com o choro, com o emocionalismo, com o pulo, com a gritaria. Parar também com a racionalização de tudo.

Parar com o Pentecostalismo barato, com o Tradicionalismo engessado.

Parar com o descaso, com a hipocrisia, com o farisaísmo cristão. Parar de enterrar os talentos e dons dados pelo Espírito. Parar de profanar o Templo do Espírito.

Enfim, é criar vergonha na cara!

Para ajudar você - e a mim -  a buscar mais a santificação e a face de Deus, confira as obras que já publicamos sobre Avivamento:

Ministrações gerais sobre Avivamento:
Experiência na China, em Shantung:
Experiências no País de Gales:
Artigos de Henry Blackaby:
Artigos de Roger Ellsworth:

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Elemento Que Falta - Jim Cymbala



O artigo a seguir foi adaptado de uma mensagem dada na conferência “Heart-Cry for Revival” (Clamor do Coração por Avivamento) em abril de 2004 em Asheville, Carolina do Norte, EUA.

A segunda carta aos coríntios é uma epístola em que Paulo defende seu ministério apostólico. No capítulo 3, ele diz estas palavras: “Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito” (v.6). Podemos deduzir dessas palavras que é possível não sermos capacitados para ministrar a nova aliança ou, ainda, sermos ministros de uma aliança errada.

Na incrível passagem a seguir, Paulo diz que o que Deus escreveu numa pedra e entregou a Moisés representou um ministério que, apesar da glória que o acompanhou, era um ministério de morte. Aquilo que Deus proclamou à viva voz no Monte Sinai e que o povo jurou obedecer – Paulo chamou de ministério de morte. Agora, porém, o texto diz que fomos capacitados para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito que vivifica.

Como exemplo dos frutos desse ministério da nova aliança, vamos pensar no que aconteceu na cidade de Tessalônica. Os estudiosos não sabem dizer, com certeza, quanto tempo Paulo e sua equipe permaneceram lá, mas provavelmente foi menos que seis meses. É simplesmente impressionante o que Deus fez ali sem as Escrituras do Novo Testamento, sem aparelhagem de som, sem templos e sem qualquer estrutura física.

Leia 1 Tessalonicenses 1.4-10 e tire suas próprias conclusões. “...nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas sobretudo em poder, no Espírito Santo e em plena convicção... Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo, de sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia... Por toda parte se divulgou a vossa fé... a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma...

No Novo Testamento, quase não se encontra referência a avivamento. É preciso interpretar e analisar para ver como se encaixa a idéia de avivamento. Os termos avivar ou avivamento são mais encontrados no Velho Testamento. Por exemplo: “Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos” (Hc 3.2).

Havia homens e mulheres no Velho Testamento que se encontravam com Deus e eram usados por ele para trazer reformas e uma volta à verdadeira adoração. Entretanto, logo tudo voltava a uma mera forma exterior (Is 29.13). A lei não tinha poder para transformar corações. Os profetas falavam de um dia em que Deus faria uma nova aliança com seu povo (Jr 31.31), uma aliança melhor (Hb 8.6). O Velho Testamento é caracterizado por Moisés e pela lei. O Novo Testamento é caracterizado por Jesus Cristo e pela mensagem da graça. Hoje, não vivemos mais na aliança do Velho Testamento.

Avivamento no Sentido do Novo Testamento

Dentro do conceito de reforma e avivamento no Velho Testamento, o melhor que conseguiam era fazer novos votos de obediência, os quais logo eram quebrados. No Novo Testamento, não estamos mais debaixo da dispensação da lei. Estamos na dispensação da graça. Vivemos na época do Espírito Santo. Vivemos no período profetizado pelo profeta Joel, mas que nunca foi experimentado no Velho Testamento. Vivemos sob o ministério de profetas, pastores, mestres e evangelistas, o que naquela época não conheciam. Eles tinham reis, o sacerdócio de Arão, o templo e sacrifícios diários de animais. Vivemos numa era muito superior. Vivemos na era de Jesus e do Espírito derramado.

No lugar de votos de obediência, o Novo Testamento enfatiza mais uma vida cheia do Espírito, produzindo fruto. Mais do que a exortação para obedecer, a ordem é: “Abra sua vida para o meu Espírito, para que ele produza fruto por seu intermédio”. Não somos nós, mas Cristo operando em nós pelo Espírito.

É por isso que Efésios 5.18 é tão importante. Traduzido literalmente, seria: “Continue enchendo-se constantemente do Espírito”. Por quê? Porque, como disse Samuel Chadwick certa vez, “o cristianismo é impossível sem o Espírito Santo”.  Podemos dar a lei ao povo, podemos adverti-lo sobre o inferno, podemos discipular pessoas até a volta de Jesus, mas nada acontecerá a menos que haja a bênção e o sopro do Espírito Santo sobre o que estamos fazendo.

Somente o Espírito Santo pode nos tornar semelhantes a Jesus. Somente o Espírito Santo operando dentro de mim poderá mudar esta pessoa antipática dentro de mim chamada Jim Cymbala. Com você é o mesmo caso.

O Novo Testamento, portanto, enfatiza a necessidade de estar cheio do Espírito Santo. Isso significa que nem todos os cristãos estão cheios do Espírito. Do contrário, Paulo não daria essa ordem que é muito forte na língua grega: “Enchei-vos do Espírito”, ou “Vá enchendo-se continuamente do Espírito”.

Nossas igrejas estão cheias do Espírito Santo? Cada um de nós está continuamente buscando se encher do Espírito? Lembre-se do que Jesus disse: “Pelo fruto se conhece a árvore”. Isso vale para pessoas, mas também para igrejas e ministérios. Portanto, indiferentemente do que uma pessoa ou igreja afirma a respeito de si mesma, se não houver fruto em alguma medida, sabemos que o Espírito de Deus não está operando ali. Alguma coisa está errada.

Veja por exemplo este texto em Atos 13.52: “Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo”. Pense nisso! O Espírito Santo é a terceira pessoa da divindade! Eles estavam cheios de Deus. Será que ao menos arranhamos o significado dessa frase? Cheios de Deus!

Imagine o que significa ser cheio do Espírito Santo – não tentando viver para Deus, mas cheio de Deus! Não é nós fazendo alguma coisa. O que, afinal, eu sozinho poderia fazer? Porém eu, cheio de Deus – aí é outra coisa!

Agora, no sentido coletivo, como isso funciona? De acordo com 2 Coríntios 3, deveria ser assim: “Vocês são cartas escritas por Cristo, cartas que ele mesmo enviou, não escritas com tinta. Vocês não foram programados como quem sofre lavagem cerebral. O Espírito Santo foi quem escreveu nos seus corações. Vocês são novas criaturas por meio do nosso ministério”.

Paulo não está se gabando. Está desafiando os crentes de Corinto e a nós até hoje. “Por meio do nosso ministério, Deus escreveu nos seus corações.” É isso que eu desejo. Não é o que você também almeja – que Deus escreva nos corações das pessoas, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo? Deus nos capacitou para sermos ministros da nova aliança, não da letra, mas do Espírito que dá vida. Como em 1 Ts 1.5: “não... somente em palavra, mas sobretudo em poder, no Espírito Santo e em plena convicção”.

Catarina Booth, por volta de 1890, disse: “Palavras de fogo! É isso que estou procurando. Viajo por toda parte e ouço oratória, ouço pregações engenhosas. Contudo, estou procurando por algo que venha incendiar meu coração como aconteceu com os homens no caminho para Emaús” (Lc 24.32).

Isso aconteceu em Tessalônica. Os judeus eram contra os apóstolos e a nova igreja, e as autoridades romanas em geral também o eram. Mesmo assim, Paulo fundou uma igreja em poucos meses porque o evangelho veio não só em palavra, mas em poder, no Espírito Santo e com grande convicção. Não tinham nenhuma das vantagens modernas que temos hoje.

O Que Significa Ministério da Nova Aliança

O elemento que falta para o ministério da nova aliança é a vida cheia do Espírito. Paulo não se envergonhava do evangelho de Jesus Cristo (Rm 1.16). Ele pregava a lei para trazer convicção, mas logo acrescentava o bálsamo do evangelho, pois a lei sozinha mata. Pode trazer convicção, mas deixa as pessoas prostradas em miséria e fraqueza. Seu método era ser guiado pelo Espírito Santo.

É melhor buscar a Deus sobre o que pregar no domingo do que seguir um plano mecânico de pregação. Só Deus sabe do que a congregação precisa. Só Deus sabe que plano o diabo está armando para derrotar sua igreja. Deus pode lhe dar uma mensagem antes do inimigo desferir o seu golpe. Então, faça seu planejamento, mas seja guiado pelo Espírito.

Porém, além da mensagem do evangelho e da metodologia de ser guiado pelo Espírito, o elemento da eficácia de Paulo que nos falta hoje inclui a verdadeira motivação. Paulo disse à igreja em Tessalônica, uma igreja que tinha apenas alguns judeus no meio de uma maioria gentia: “...nos tornamos dóceis entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos” (1 Ts 2.7). A figura usada é de uma mãe tomando seu bebê e amamentando-o no peito. Em seguida, Paulo diz algo que tenho visto em pouquíssimos ministros em toda minha vida: era que ele e seus companheiros estavam determinados a amar tanto os tessalonicenses que estavam dispostos a dar-lhes não só o evangelho, mas a própria vida (1 Ts 2.8).

Paulo lembrou-lhes que trabalharam noite e dia entre eles, sem receber coisa alguma em troca; não que não tivessem direito de receber, mas por amor estavam dispostos a caminhar a segunda milha. Fico pensando em como deve ter sido ouvir as pregações de Paulo. Ele não só tinha verdade e não só estava sendo dirigido e ungido pelo Espírito Santo, mas era também profundamente tomado pelo amor ágape do Espírito de Deus, que o impelia com sua paixão. Era isso que ele sentia, não com relação às pessoas com quem foi criado, mas para com pessoas totalmente pagãs. O amor levou Jesus a ser amigo de pecadores. A maioria dos pastores nunca teria coragem de admitir que um pecador é seu amigo.

As pessoas precisam de amor. Paulo estava dizendo mais ou menos isso: “Eu cuidei de vocês com ternura. Eu queria tanto ir vê-los, mas Satanás me impediu. Mas no dia de Cristo, qual será minha alegria, minha coroa, meu galardão? Não são vocês? Estou enfrentando todo tipo de problema aqui em Corinto, mas agora que recebi boas notícias de vocês, posso viver, posso sentir alegria”. É exatamente como uma mãe falando com seus filhos.

Depois perguntamos por que não temos os resultados de Paulo. Estudamos sua mensagem, concordamos superficialmente com a necessidade de ser cheios do Espírito, mas ignoramos este cordão umbilical, este vínculo de amor com o povo que o ouvia, o qual somente Deus poderia dar. Isso só acontece quando o Espírito Santo nos faz ver as pessoas e sentir sobre elas da maneira que Deus vê e sente. Quando temos isso, pregamos e oramos com paixão. Quando você está apaixonado por alguém e sente desespero, você consegue tocar no seu coração.

Lembro-me de quando, anos atrás, minha filha mais velha, Chrissy, estava longe do Senhor. Minha esposa e eu estávamos com lágrimas jorrando dos olhos. Você acha que alguém precisava me exortar para orar por ela? Alguém precisou me dizer: “Jim, fale com ela!” Com lágrimas nos olhos, eu implorava: “Chrissy, não faça isso!”  Paulo sentia isso com relação a todos. Oh, como tenho orado antes de ir para o púlpito agora. “Sim, Deus, preciso da tua unção; sim, eu preciso de ti para pregar a verdade, mas ó Deus, ajuda-me a sentir sobre as pessoas como tu sentes. Ajuda-me a ver as pessoas como tu as vês, porque do contrário virarei as costas diante do que vejo nelas!”

Que Tipo de Igreja Nós Somos?

Que absurdo pensar que podemos pregar o evangelho com sucesso, indiferentemente do tipo de doutrina que temos, ou se temos ou não o Espírito e o amor do evangelho! Talvez pensemos que é algo meramente mecânico – é só falar a Palavra e a Palavra faz efeito. Não! Existe um cordão umbilical. O resultado tem muito a ver com o mensageiro. Uma boa definição de pregação é “verdade transmitida através de personalidade”. Paulo não estava somente transmitindo a verdade; estava se comunicando com eles por meio de um coração cheio de misericórdia, compaixão, amor e lágrimas.

Quantos pastores você conhece que diriam: “Eu não só quero pregar para você; estou disposto a morrer por você, se for preciso”? Não descarte isso como emocionalismo – é a Bíblia. Ninguém precisou dizer para Jesus que era hora de chorar sobre Jerusalém. Ele chorou sobre a cidade que o rejeitara. “Ó Jerusalém, Jerusalém...” Isso não é algo que se ensina; só vem quando o Espírito Santo me governa nas áreas em que preciso ser governado. Mas não alcançaremos resultados simplesmente repetindo o evangelho como papagaios, sem o Espírito do evangelho.

Você não acha que essa é parte da razão por que as reuniões de oração são tão mortas? É hipocrisia falar com Deus sobre responder às orações quando não oramos. Para alguns, é simplesmente uma questão da nossa cultura de igreja falar sobre Deus responder às orações. Quantas igrejas que você conhece tiram uma noite importante da semana, com toda a liderança presente, para dizer: “Estamos aqui para clamar a Deus”? Há um tempo para ensinar, um tempo para adorar, um tempo para o coral cantar, um tempo para evangelizar. Mas se não orarmos, o que vai acontecer em todas essas atividades?

E como você vai levar as pessoas a orarem se não se importam com ninguém? Oração intercessória significa que você sente por outra pessoa. Já observei isto: é tão difícil levar as pessoas a orar pelos outros; no entanto, basta que a filha entre numa encrenca, basta que o filho tenha um problema sério, e logo você verá lágrimas em abundância. Por quê? Porque todos nós temos amor pelo filho e pela filha, pela mãe e pelo irmão. Sem amor, não dá para levar as pessoas à oração. Pode dizer-lhes que precisam orar, que é necessário adquirir as disciplinas espirituais – mas não vai adiantar nada.

Quero ir mais um passo adiante. O que dizer do escândalo das igrejas que ficam de portas fechadas, que não abrem suas portas agressivamente a todos? Quantos pastores ou ministros, quando estão orando no sábado à noite (como se espera!) em favor da mensagem que vão pregar no domingo e em favor do culto – quantos você acredita possam estar orando algo assim, com sinceridade do coração: “Querido Jesus, eu sei que tu morreste em favor de todas pessoas da minha cidade. Sei que sofreste, sangraste e morreste em favor de todo ser humano que estiver passando perto do nosso santuário na hora do culto. Então, Jesus, peço que amanhã no teu nome, pelo poder do Espírito, que o Senhor os faça entrar – sejam de qualquer raça, sejam sem-tetos ou pobres. Faze-os entrar. Nós os amaremos. Seremos a tua mão estendida a eles. Cuidaremos deles. Abençoá-los-emos. Choraremos por eles. Envia-os para nós, ó Deus, em nome de Jesus.”

Tenho conversado com pastores bem-conhecidos sobre isso, e eles me dizem: “Se eu colocar em prática o que você está dizendo, Jim, metade da minha igreja vai levantar-se e ir embora”. Que tipo de igreja você tem? As pessoas para as quais Jesus morreu entram e seu povo vai levantar-se e sair? Você pode dizer que lhes ensina a Bíblia, que são fiéis para vir aos cultos e que servem ao Corpo. Mas não amam os outros seres humanos pelos quais Cristo morreu? Isso é cristianismo?

Não, isso é um grande pecado! A pornografia derruba seus milhares. A falta de oração, falta de leitura da Bíblia, fanatismo, emocionalismo – sou contra tudo isso. Mas Deus é amor. Os anjos devem chorar por causa da nossa falta de amor. Eles sabem que Cristo morreu em favor de toda a humanidade, no entanto, as igrejas cristãs são menos integradas que o mundo. Na cidade de Nova Iorque, as pessoas usam cocaína, assistem a jogos no estádio, convivem em ambientes culturais – tudo com gente de outras raças.

Não vamos dizer: “É uma questão cultural”. Temos de entender que é falta de amor. Falamos sobre Deus vir para o nosso meio. Por que ele viria para o nosso meio? Por que ele viria se as pessoas pelas quais ele morreu não são bem-vindas? O Espírito Santo teria de negar sua própria natureza de amor.

“Não Tenho Tempo Para Você!”

Já fui repreendido muitas vezes pelo Senhor por causa disso que estou dizendo aqui. Não está sendo fácil aprender. Vou contar uma das ocasiões em que Deus me corrigiu. Era um domingo de páscoa, alguns anos atrás. Uma garota do coral, regido por minha esposa Carol,  deu seu testemunho no intervalo dos cânticos. Ela tinha um testemunho realmente impressionante de como fora alcançada pelo Senhor num profundo lamaçal de pecado. Depois preguei o evangelho. Algumas pessoas vieram à frente tomar sua decisão. Naquela época, estávamos fazendo três cultos aos domingos, cada um com duração de duas horas.

No final daquele dia, eu estava tão cansado que simplesmente soltei minha gravata e fui sentar na borda da plataforma, com meus pés pendurados no ar. Os voluntários de oração estavam intercedendo pelas pessoas que haviam vindo para aceitar Jesus. Eu estava exausto até aos ossos. Naquele dia, as pessoas haviam formado filas do lado de fora para assistir ao culto. Centenas de pessoas tiveram de ir embora por falta de espaço.

De repente, olhei para o auditório e vi no corredor do meio um homem que aparentava ter uns cinqüenta anos, todo desgrenhado, extremamente sujo. Ele estava olhando para mim um tanto embaraçado, com uma expressão de quem queria falar comigo. Nós sempre recebemos pessoas sem-teto que entram para pedir dinheiro ou algum tipo de ajuda. Então pensei comigo mesmo (para vergonha minha): “Que jeito maravilhoso de terminar um domingo. Foi tão bom até aqui, tivemos um bom tempo de ministração, mas agora este sujeito provavelmente está aqui querendo dinheiro para encher a cara”.

Enquanto isso, ele foi se aproximando. Quando estava a menos de dois metros de distância, um mau cheiro tão forte me atingiu, como nunca havia sentido antes. Foi tão terrível que, quando ele estava mais perto, tive de inspirar olhando em outra direção, depois falar com ele, em seguida virar o rosto para inspirar novamente, porque não conseguia respirar olhando para ele.

Perguntei: “Como é seu nome?”
“Davi.”
“Quanto tempo está nas ruas?”
“Há seis anos.”
“Quantos anos tem?”
“Trinta e dois.” Parecia que tivesse cinqüenta – cabelos emaranhados, dentes da frente faltando, aspecto de beberrão, olhos vazios, levemente vidrados.
“Onde você dormiu essa noite, Davi?”
“Num caminhão abandonado.”

Sempre guardo no meu bolso alguns trocados. Comecei a enfiar a mão no bolso, pensando em pegar algum dinheiro. Nem vou chamar um obreiro, pensei. Estão todos ocupados orando com as pessoas. Geralmente não damos dinheiro para as pessoas. Levamo-las para comer alguma coisa. Mas agora... Tirei o dinheiro do bolso.

Davi colocou seu dedo na frente do meu nariz. Ele disse: “Não quero seu dinheiro. Quero este Jesus de quem aquela garota estava falando, de quem você falou. Porque não dá mais para mim, vou morrer nas ruas.”

Esqueci-me completamente de Davi e comecei a chorar por mim mesmo. Eu ia dar alguns dólares para alguém que Deus estava enviando para mim. Vê como é fácil? Eu podia até dar a desculpa de que estava cansado. Mas não existe desculpa. Eu não estava cheio do Espírito. Eu não estava vendo aquele homem como Deus o vê. Eu não estava sentindo o que Deus sente. Mas, a partir daí, como tudo isso mudou!

Davi estava ali parado, em pé diante de mim. Ele não sabia o que estava acontecendo. Eu estava suplicando a Deus: “Perdoa-me, Deus! Perdoa-me! Por favor, perdoa-me. Estou tão arrependido por te representar desta forma. Estou tão arrependido. Aqui estou com minha mensagem e meus pontos, e o Senhor manda alguém para mim e nem estou pronto para recebê-lo. Ó Deus!”

E, ali mesmo, Deus me batizou de novo com seu amor. Algo começou a acontecer comigo. De repente, comecei a chorar mais profundamente, e Davi começou a chorar porque podia sentir o que estava acontecendo em mim. Ele caiu contra meu peito enquanto ainda estava sentado ali. Caiu em cima da minha camisa branca e gravata, e eu coloquei meus braços em volta dele e ali choramos um em cima do outro. O perfume da pessoa de Cristo tornou-se um maravilhoso aroma.

Aqui está o que penso que o Senhor estava me dizendo naquele momento: “Se você e a Carol (minha esposa) não amam esse cheiro, não posso usá-los, porque foi por isso que os chamei a esse lugar onde estão. É para isso que estão aqui. Vocês estão aqui por causa desse cheiro. É lindo”.

Cristo mudou a vida de Davi. Com mais ou menos seis dias, foi desintoxicado no hospital. Tinha outra aparência. Ele começou a memorizar passagens incríveis das Escrituras. Arranjamos um lugar para ele morar. Demos um emprego para ele fazer manutenção na igreja e mandamos arrumar seus dentes.

Ele passou o dia de Ações de Graças, aquele ano, na minha casa. Ele também passou o Natal comigo. Quando estávamos trocando presentes, ele tirou um objeto pequeno e disse: “Isto é para você”. Era um lencinho branco. Era a única coisa que pôde comprar.

Um ano depois, pedi-lhe que desse seu testemunho. No instante em que pegou o microfone e começou a falar, pensei: “Este homem é um pregador”.

Na última páscoa, ajudei a ordenar Davi como pastor. Ele é pastor auxiliar de uma igreja em Nova Jersey. E eu estava tão próximo a lhe dizer aquele dia: “Aqui, tome isto; sou um pregador muito ocupado”. Podemos ficar tão cheios de nós mesmos.

Quem quer se unir a mim e dizer ao Senhor: “Eu preciso de um batismo daquele amor”? Deus nos deu esse exemplo. Ele é amor. Que Deus mude a maneira como pregamos e a maneira como oramos. Que ele mude nossas igrejas e nossas equipes. Que haja quebrantamento, ternura, amor, compaixão, misericórdia, paciência e longanimidade!


Jim Cymbala é pastor da igreja The Brooklyn Tabernacle  em Brooklyn, cidade de Nova Iorque, EUA.

Fonte: O Arauto da Sua Vinda - Ano 23 nº 1 - Janeiro/Fevereiro 2005

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Impossível ao Homem, Possível a Deus - Andrew Murray



Jesus respondeu: as coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus” (Lc 18.27).

Cristo disse ao jovem rico: “Vende tudo que tens ... depois vem e segue-me”. O jovem afastou-se muito triste. Cristo voltou-se então para os discípulos, e disse: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” Os discípulos, muito espantados, perguntaram: “Sendo assim, quem pode ser salvo?” E Cristo lhes deu esta abençoada resposta: “As coisas que são impossíveis aos homens são possíveis a Deus” (Lc 18.22-27).

O texto contém dois pensamentos – primeiro, que salvar-se e seguir a Cristo, com uma vida santa, são tarefas impossíveis ao homem. E segundo, que o que é impossível ao homem é possível a Deus.

Esses dois pensamentos configuram as duas grandes lições que o homem tem de aprender na vida cristã. Às vezes, é preciso muito tempo para aprender a primeira lição, a de que o homem não pode fazer nada, que a salvação é impossível para ele. E muitos são os que aprendem a primeira lição mas não conseguem passar para a segunda – a que diz que o que é impossível a ele é possível a Deus. Bem-aventurado é o homem que consegue aprender as duas lições! Porque representam marcos fundamentais na vida cristã.

O Homem Não Pode

A primeira etapa é aquela em que o homem tenta dar tudo de si e falha, torna a tentar com o mais ingente esforço e falha novamente, esforça-se mais ainda e mais uma vez falha. Tanto esforço perdido, porque ele ainda não aprendeu a lição. Por sua própria força, o homem não consegue servir a Deus. Pedro levou três anos estudando na escola de Cristo e nunca aprendeu que isso é impossível, até que negou o seu Senhor, saiu e chorou amargamente. E aí, aprendeu.

Vamos dar uma olhada, por um instante, para essa pessoa que está aprendendo a primeira lição. Primeiro, ela luta contra ela. Depois submete-se, mas com relutância e em desespero.  No fim, aprende a aceitá-la de boa vontade e regozija-se nela.

Logo que se converte à vida cristã, a pessoa não faz idéia dessa verdade. Converteu-se, sente a alegria de ter Jesus no coração, começa a correr a corrida e a combater o combate. Está certa de que pode vencer, pois é devotada e honesta e crê que Deus a ajudará. Mesmo assim, logo falha onde menos esperava e o pecado vence a batalha. Está desapontada, mas pensa: “Não fui prudente o bastante. Não levei minhas resoluções a ferro e fogo”. E mais uma vez se dispõe, novamente ora e novamente fracassa.

Aí pensa: “Não sou uma pessoa redimida? Não tenho a vida de Deus dentro de mim?” E torna a pensar: “Sim, e tenho Cristo para me ajudar. Posso viver uma vida santa.”

Mais adiante, inicia-se uma nova etapa de sua consciência. Começa a ver que essa vida é impossível, mas não quer aceitar a realidade. Milhares de cristãos chegam a esse ponto do “não posso”. E aí pensam que Deus não havia de esperar que fizessem o impossível. Se você lhes disser que Deus espera sim, estará lhes propondo um mistério. Muitos cristãos estão vivendo uma vida pobre, uma vida de fracasso e pecado, em vez de descansar na vitória, porque começaram a dizer: “não posso, é impossível”. No entanto, não o entenderam plenamente. E assim, vivendo sob a visão do “não posso”, dão lugar ao desespero. Farão tudo que podem, mas sem esperar ir muito longe.

Mas Deus conduz seus filhos a uma terceira etapa. Eles passam a entender o “não posso” em sua verdade plena, e ao mesmo tempo dizem: “Eu tenho de conseguir, eu vou conseguir, mesmo que seja impossível ao homem!”. O desejo renovado passa a exercer força total, e começam a orar intensamente e a implorar a Deus: “Senhor, que significa isso? Como posso libertar-me do poder do pecado?”

Esse é o estado do homem regenerado, descrito no capítulo sete da carta aos Romanos. Ali encontramos o cristão dando o máximo de si para ter uma vida santa. A lei de Deus lhe foi revelada no mais fundo desejo de seu coração. E ele ousa dizer: “Eu me comprazo na lei de Deus segundo o homem interior. Porque no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Meu coração ama a lei de Deus e minha vontade a escolheu.”

Pode um homem nessas condições, com o coração cheio de regozijo pela lei de Deus e firmemente decidido a “fazer o que é certo”, falhar? Pode sim. É o que nos ensina o capítulo sete de Romanos. Há necessidade de algo mais. Não basta que eu me regozije na lei do Senhor em meu interior, nem que deseje o que Deus quer, preciso ainda que a onipotência divina opere em mim. É o que o apóstolo Paulo ensina em Filipenses 2.13: “Pois Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar segundo a sua boa vontade”.

Observe o contraste: em Romanos 7, o homem regenerado diz: “Pois o querer o bem está ao meu alcance, não porém o praticá-lo” (Rm 7.18). Mas em Filipenses capítulo dois, temos um homem que foi levado para mais além, alguém que compreende que quando Deus renova o desejo, concede também a capacidade de realizá-lo. Tomemos isso como a primeira grande lição de nossa vida espiritual: “É impossível para mim, meu Deus. Concede-me que a carne e seus poderes sejam subjugados, e também seja subjugado meu ego, e que minha impotência seja a minha glória”.

Agradeça a Deus pela divina lição que nos mostra que somos incapazes!

Não é verdade que, quando você se entrega totalmente a Deus, seu ego é subjugado? Percebe como você pode permanecer absolutamente rendido a Deus em todos os momentos de sua vida, em casa, no trabalho, no meio das provas e tentações? Minha oração a Deus é que você aprenda essa lição agora. Se você sentiu que não consegue vencer por si mesmo, está no caminho certo. Aceite essa posição e a mantenha diante de Deus. “O desejo e a alegria do meu coração, ó Deus, é entregar-me totalmente, mas eu não consigo, não tenho poder para efetuar esse desejo”. Submeta-se, aprenda que quando você está totalmente fraco, aí é que Deus efetua não apenas o querer mas o realizar.

Deus Pode

Agora começa a segunda lição. “As coisas impossíveis aos homens são possíveis a Deus.”

Eu disse há pouco que muitas pessoas que aprendem a lição de que não podem, entram em desespero e desistem. Vivem uma vida cristã frustrada, sem alegria, sem luta e sem vitória. E por quê? Porque não se humilham o bastante para aprender esta outra lição: com Deus, todas as coisas são possíveis.

Sua vida cristã tem de ser uma prova permanente de que Deus realiza os impossíveis. Sua vida cristã deve ser uma série de impossibilidades que se tornaram possíveis e reais pelo poder onipotente de Deus. É disso que o cristão precisa. Ele tem um Deus onipotente a quem adora, mas precisa aprender que não basta apenas um pouco do poder de Deus, porém – digamo-lo com a devida reverência – da sua total onipotência para manter-se no caminho certo e ter uma vida cristã.

Toda a cristandade é obra da onipotência de Deus. Veja o nascimento de Jesus: foi um milagre do poder divino, como disse Maria: “Para Deus, com efeito, nada é impossível.” (Lc 1.37). Foi a onipotência de Deus. Veja a ressurreição de Cristo. Aprendemos que foi pela imensidão do seu poder que Deus resgatou Cristo dentre os mortos.

Toda árvore cresce a partir de suas raízes. Um carvalho de 300 anos cresce sempre pela força de sua primeira raiz. A cristandade tem sua origem na onipotência de Deus. E perpetua-se em cada alma por essa onipotência. Todas as possibilidades de uma vida cristã mais elevada originam-se de uma nova compreensão do poder de Cristo de operar toda a vontade de Deus em nós.

Quero pedir-lhe agora para adorar o Deus Todo-Poderoso. Já sabe como fazer isso? Já aprendeu como se relacionar de forma tão íntima com um Deus Todo-Poderoso que consegue reconhecer quando sua onipotência está operando em você? Na aparência externa, muitas vezes, há poucos sinais disso.

O apóstolo Paulo diz: “Estive entre vós cheio de fraqueza, receio e temor; minha palavra e minha pregação nada tinham de persuasiva linguagem da sabedoria, mas eram uma demonstração de Espírito e de poder...” (1Co 2.3,4). Do ponto de vista humano, era fraqueza, na perspectiva divina, onipotência divina. E isso é verdade para qualquer vida dedicada a Deus. Se aprendêssemos bem essa lição e nos entregássemos total e completamente a ela, descobriríamos quanta bênção há em permanecer cada hora e cada momento na companhia do Deus Todo-Poderoso.

Você já estudou na Bíblia o atributo da onipotência de Deus? Você sabe que foi a onipotência de Deus que criou o mundo, que tirou a luz das trevas, e que criou o homem. Mas já analisou a onipotência de Deus na obra da redenção?

Veja Abraão. Quando Deus o chamou para ser o pai daquele povo, do qual o Cristo haveria de nascer, disse-lhe: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1). E Deus preparou Abraão para confiar nele como O Onipotente.  Seja por sua ida para uma terra desconhecida, ou por andar como peregrino no meio de milhares de cananeus, sua fé dizia: “Esta é a minha terra”. Seja pela fé de esperar durante 25 anos por um filho em sua velhice, contra toda esperança, seja por ver Isaque restituído dos mortos no monte Moriá quando ia sacrificá-lo – Abraão confiou em Deus. Ele era forte na fé, dando graças a Deus, porque achou que aquele que prometeu é competente para executar.

A causa da fraqueza de sua vida cristã provém do fato de você querer vivê-la parcialmente e deixar Deus apenas ajudá-lo. E não pode ser assim. Você precisa tornar-se totalmente dependente e deixar Deus agir. Ele agirá gloriosamente. É disso que precisamos, se de fato queremos ser obreiros de Deus.

Posso provar através das Escrituras como Moisés, quando conduziu Israel para fora do Egito, como Josué, ao fazer o povo entrar na terra de Canaã, e como todos os servos de Deus no Velho Testamento, contaram com a onipotência de Deus para realizar os impossíveis. Esse Deus vive hoje, e é o Deus de cada um dos seus filhos.

Mesmo assim, alguns de nós queremos apenas uma pequena ajuda de Deus, enquanto fazemos o máximo esforço, em vez de compreendermos o que Deus quer, e dizermos: “Não posso fazer nada. Deus pode e fará tudo”. Você já disse: “na adoração, no trabalho, na santificação, na obediência a Deus, não posso fazer nada por mim mesmo e, portanto, meu papel é adorar a Deus e crer que ele trabalhará em mim todo o tempo”?

Oh, Senhor, ensina-nos isso! Oh, que Deus lhe mostre, pela sua graça, quem é o Deus a quem você serve, e em que Deus você confiou – um Deus onipotente. Ele deseja, com toda sua onipotência, colocar-se à disposição de cada um dos seus filhos. Você não quer aprender a lição do Senhor Jesus e dizer: “Amém, as coisas que são impossíveis ao homem são possíveis a Deus”?

Lembre-se do que dissemos sobre Pedro, sua autoconfiança, seu poder pessoal, sua vontade própria, e como ele chegou a negar o Senhor. Você tem sentido a lei da carne que governa sua vida. Mas, agora, você crê que ainda há libertação disso? Você duvida que o Deus Todo-Poderoso pode revelar Cristo em seu coração, deixar que o Espírito Santo o dirija, de forma que o egoísmo não terá poder nem domínio sobre você? Conseguiu juntar as duas coisas e, com lágrimas de penitência e completa humildade e fraqueza, gritar: “Oh, Deus, para mim é impossível, o homem não consegue, mas glória ao teu nome, contigo é possível”? Você clamou por libertação? Clame agora. Coloque-se em absoluta dependência nas mãos do Deus de amor infinito. Tão infinito quanto seu amor é o seu poder para fazê-lo.

Deus Opera no Homem

Mas voltemos à questão da rendição incondicional, e vejamos que é isso que falta na igreja de Cristo. Eis por que o Santo Espírito não pode nos encher, e por que não podemos viver como pessoas totalmente separadas para o Espírito Santo. Eis por que a carne e o egoísmo não podem ser vencidos. Nós nunca compreendemos o que significa entregar-se inteiramente a Deus, como Jesus fez.

Eu sei que muitos, honesta e sinceramente, dizem: “Amém, aceito a mensagem de entregar-me inteiramente a Deus”. Mas mesmo assim pensarão: “Será que serei assim? Posso contar com Deus para tornar-me alguém de quem se possa dizer, no céu, na terra e no inferno, que vive em absoluta submissão a Deus?” Meu irmão, minha irmã, “as coisas que são impossíveis ao homem são possíveis a Deus”.

Creia que quando ele se encarregar de você em Cristo, poderá transformá-lo em alguém totalmente rendido a ele. E Deus pode manter isso. Ele tem poderes para fazê-lo levantar da cama a cada dia da semana com este pensamento abençoado: “Estou entregue a Deus. Ele está cuidando de minha vida.”

Alguns estão cansados de pensar em santificação. Você ora, suspira e clama por isso e, mesmo assim, parece tão distante. Você tem plena consciência de quão longe está da santidade e da humildade de Jesus. Caros amigos, a única doutrina de santificação que está na Escritura e é real e efetiva é: “As coisas que são impossíveis ao homem são possíveis a Deus”. Deus pode santificar os homens. Por seu poder infinito e santificante, Deus pode guardá-los todo o tempo. Oh, que possamos aproximar-nos ainda mais do nosso Deus agora! Oh, que a luz de Deus possa brilhar, e que possamos conhecer melhor o nosso Deus!

Poderia continuar falando da vida de Cristo em nós – vivendo como Cristo, tendo-o como aquele que nos salvou do pecado e como nossa vida e força. É Deus no céu quem pode revelar-lhe isso. Que quer dizer essa oração de Paulo “para que, segundo as riquezas de sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior”? (Ef 3.16). Não vê que é um Deus onipotente que trabalha por sua onipotência no coração de seus filhos crentes, de tal forma que Cristo possa fazer neles morada como Salvador? Você tentou absorver isso, compreender isso e crer nisso, porém não aconteceu. Porque você não conseguiu acreditar que “as coisas que são impossíveis ao homem são possíveis a Deus”.

Nosso coração precisa ser cheio da vida que vem do alto – da fonte do amor interminável – para que flua o tempo inteiro. É até natural que amemos nosso semelhante, assim como é natural a ovelha ser mansa e o lobo ser cruel. Este é o estado em que quanto mais uma pessoa me odeia e me insulta, quanto mais se torna impossível amá-la, mais eu a amo; em que quanto maiores forem os obstáculos, quanto mais me cercarem o ódio e a ingratidão, mais o amor triunfa em mim. Enquanto eu não chegar lá, não direi “é impossível ao homem”. Mas se você for levado a dizer “Essa mensagem fala de um amor totalmente além de minha capacidade. É totalmente impossível.” Então poderemos ir a Deus e dizer “A ti é possível”.

Muitos clamam por um grande reavivamento. Esta é a oração de meu coração: “Oh, que Deus renove seu povo!” Não posso pensar nos formalistas descrentes da igreja, ou nos infiéis e nos céticos, ou em todos que caminham para a perdição à minha volta, sem sentir meu coração clamando: “Senhor, reaviva tua igreja e teu povo!” Não é por irracionalidade que tantos corações anelam a santidade e a consagração. É um precursor do poder de Deus. Deus opera para implantar o seu querer e, depois, trabalha para realizar seu efetuar. Esses anseios são o testemunho e a prova de que Deus operou em nós o seu querer. Oh, vamos crer que o Todo-Poderoso operará no meio de seu povo mais do que podemos pedir: “Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós... ” (Ef 3.20,21). Deixemos que nossos corações dêem glória a Deus, o Todo-Poderoso, que faz muito além do que ousamos pedir ou pensar.

As coisas impossíveis ao homem são possíveis a Deus. Você vive em um mundo de pecado e sofrimento, que jaz no maligno. Mas lembre-se: Cristo está no trono; Cristo é o mais forte; Cristo já venceu; e Cristo vencerá. Mas espere em Deus. As palavras “as coisas impossíveis ao homem” trazem desânimo; mas logo em seguida, as palavras “são possíveis a Deus” nos levantam. Fique ligado em Deus. Adore-o e confie nele como Todo-Poderoso, não somente em favor de sua vida, mas em favor de todos os que estão sob sua influência. Nunca ore sem adorar sua onipotência, dizendo: “Poderoso Deus, eu clamo tua onipotência” e a resposta  à sua prece virá. Como Abraão, você terá sua fé fortalecida, dando graças a Deus por contar com ele, que prometeu e está apto a cumprir.

Extraído de “Absolute Surrender” (Entrega Absoluta), de Andrew Murray (1828-1917), ministro, missionário e autor na África do Sul.

Fonte: O Arauto da Sua Vinda - Ano 23 nº 1 - Janeiro/Fevereiro 2005

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sertão - Janela 10/40 da Igreja Brasileira



Revista Povos - Edição Especial. Reportagem de Capa: Sertão - A Janela 10/40 da igreja brasileira. Uma benção!

Na reportagem, a cidade de Pedra Branca na Paraíba é citada como tendo apenas 0,8% da população de evangélicos. Como eu conheço o missionário que trabalha lá, conversei com ele pelo Facebook.

Perguntei para ele sobre a veracidade dos números e ele respondeu:
É VERDADE. MAS ESTE ANO EM NOME DE JESUS VAI CHEGAR  AOS 80%
Aleluia!

De quase 4 mil moradores, pouco mais de 30 pessoas são crentes!

E praticamente, todos estes estão com o missionário Aparecido Simão da Igreja Batista do Caminho de Santa Bárbara d'Oeste-SP, do Ap Jose Maria Savazzi.

Ele quer avançar mais! Para isto está desenvolvendo o projeto da Marcha para Jesus! Ousadia e Intrepidez!

Convido você para orar por estes irmãos em Cristo na cidade de Pedra Branca, PB! Se quiser contribuir, posso ajudar você!

Discípulos do Missionário Aparecido Simão
da Igreja Batista do Caminho em Pedra Branca-PB
Missionário Aparecido Simão

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Deus amaldiçoe o teu descanso


"Deus amaldiçoe teu descanso e a tranquilidade que buscas para estudar, se diante de uma necessidade tão grande te retiras e te negas a prestar socorro e ajuda".

Esta frase foi dita por um homem chamado Guilherme Farel, chefe do grupo de missionários protestantes que saíram da cidade de Berna e estavam em Genebra, ambas na Suíça durante a Reforma Protestante no século 16.

Esta frase foi dirigida a João Calvino, um dos gigantes da Reforma Protestante.

Não se espante, vamos ver o contexto da situação nas palavras de Justo Gonzalez, no volume 6, página 113 do livro A Era dos Reformadores (de onde extraí a imagem acima):

Calvino não tinha a menor intenção de dedicar-se à vida ativa de seus muitos correligionários que em diversas partes levaram a cabo a obra reformadora. Mesmo que sentisse para com eles profundo respeito e admiração, estava convencido de que seus dons não eram os de pastor, ou um "cabo de guerra", mas sim os de estudioso e de escritor.
Depois de uma breve visita a Ferrara, e outra à França, decidiu estabelecer seu domicílio em Estrasburgo, onde a causa reformadora havia triunfado e onde havia uma grande atividade teológica e literária que lhe parecia oferecer um ambiente propício para seus trabalhos.
Mas o caminho mais direto para Estrasburgo estava fechado por razões de uma guerra, e Calvino teve que se desviar e passar por Genebra. A situação nessa cidade era confusa. Algum tempo antes, a cidade protestante de Berna havia enviado missionários a Genebra, e estes tinham conseguido o apoio de um pequeno núcleo de leigos instruídos que ansiavam pela reforma da igreja e de um forte contingente de burgueses cujo principal desejo parece ter sido o de ganhar certas vantagens e liberdades que não tinham sob o regime católico. O clero, em geral de escassa instrução e menor convicção, simplesmente havia seguido ordens do governo de Genebra quando este decidiu abolir a missa e optar pelo protestantismo. Isto tinha ocorrido poucos meses antes da chegada de Calvino a Genebra e, portanto, os missionários procedentes de Berna, cujo chefe era Guilherme Farel, se encontravam à frente da vida religiosa de toda uma cidade e carentes de pessoal necessário.
Calvino chegou a Genebra com a intenção de não passar ali mais que um dia e prosseguir seu caminho para Estrasburgo. Porém alguém avisou a Farel que o autor das Institutas se encontrava na cidade, e assim se produziu uma entrevista inolvidável, que o próprio Calvino nos conta.
Farel, que "ardia com um maravilhoso zelo pelo avanço do evangelho", apresentou a Calvino várias razões pelas quais precisava de sua presença em Genebra. Calvino escutou atentamente seu interlocutor, uns quinze anos mais velho que ele, porém se negou a aceitar seu rogo, dizendo-lhe que tinha projetado certos estudos e que não lhe seria possível terminá-los na situação em que Farel descrevia. Quando por fim, Farel tinha esgotado todos seus argumentos, sem conseguir convencer ao jovem teólogo, apelou ao Senhor de ambos e insurgiu contra o teólogo com voz estridente: "Deus amaldiçoe teu descanso e a tranquilidade que buscas para estudar, se diante de uma necessidade tão grande te retiras e te negas a prestar socorro e ajuda".
Diante de tal imprecação, nos conta Calvino: "essas palavras me espantaram e me quebrantaram e desisti da viagem que tinha empreendido". E assim começou a carreira de João Calvino como reformador de Genebra.
Entendeu as circunstâncias da frase acima?

Esta passagem da história da igreja é de alguma valia para nós hoje? SIM!

Quantos estão acomodados, com seus dons enterrados, sem fazer nada. Criando uma fortaleza na mente dizendo que o que estão fazendo para o Reino de Deus é o suficiente! Está bom assim, pensam eles!

"Este é o meu dom, orar pelos outros!" Dizem alguns, e acabam orando sofrivelmente!

Ou ainda "Este é o meu dom, contribuir". E acaba dando algumas migalhas para Missões.

Outros não fazem nada, esquentam o banco com a sua temperatura morna.

Missões também é ser Enviador! Também é ir com orações e com dinheiro, mas não exime as pessoas de testemunharem de Cristo!

Ficam em uma profunda sonolência. Dormem na luz! Acordarão no lago de fogo?

Vamos ler a frase novamente e tirar dela algumas lições:
"Deus amaldiçoe teu descanso e a tranquilidade que buscas para estudar, se diante de uma necessidade tão grande te retiras e te negas a prestar socorro e ajuda".

  • Necessidade de descanso e de tranquilidade para fazer algo - Jesus nos disse que no mundo passaríamos por tribulações, logo, não existirá real e duradouro descanso para os servos de Deus!
  • Estudar - o estudo é bom! É necessário! Contudo, lemos em Coríntios que a ciência (conhecimento) incha e o amor edifica. O amor é mais importante que o conhecimento. O amor precisa do conhecimento para ter equilíbrio. O conhecimento precisa do amor para manter-se relevante.
  • Diante de uma necessidade - as necessidades do corpo de Cristo existem, quer a gente queira ver ou não!
  • Retirar-se - fugir das obrigações, enterrar seu talento! Como Jonas! Você esperará ser engolido por um peixe? Não há aposentadoria para os cristãos! Se a pessoa está viva, tem de trabalhar!
  • Negar a prestar socorro e ajuda - Lembre-se que Jesus disse que o amor de muitos se esfriaria nos últimos tempos. Você está incluído nesta turma?

Vamos nos arrepender dos nossos desejos de descanso e da nossa preguiça ou indiferença. Que venhamos a nos comprometer mais com a obra de Deus!

O que você está fazendo para o Reino de Deus?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Igreja Livre e Igreja Perseguida: Graça de Deus no Conecta


Igreja Livre: aquela que tem liberdade de culto, de evangelizar e de se reunir!
Igreja Perseguida: aquela que não pode evangelizar, nem reunir-se à vontade!
O que conecta as duas igrejas?
A graça de Deus!

Assista esta interpretação da música Amazing Grace! Você vai chorar e louvar a Deus!




Que tal orar pelos irmãos perseguidos neste momento?

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

50 países perseguidores de cristãos 2012


Como faz todo ano, a Missão Portas Abertas divulga a lista dos 50 países que mais perseguem cristãos.

A cada ano a lista sofre alterações.

Os 5 piores países no quesito perseguição são:
1. Coreia do Norte
2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
4. Somália
5. Irã

Tem até um vídeo para você entender melhor:



Você pode baixar o mapa aqui.

Você pode ler o texto explicativo aqui.

Em 2011, a lista ficou desse jeito.

Mais que saber, você deve é orar!


domingo, 1 de janeiro de 2012

Missões: Status Global 2012

Ano novo! Glória a Deus!

Vamos começar trabalhando!

Publico a tradução do Status Global das Missões em 2012. Você pode ler aqui. Imprimir e distribuir numa sala de Escola Bíblica Dominical. A discussão pode ser maravilhosa! Desdobrada em mil facetas! Vale a pena!


Em 2011, fiz uma versão em slide show no Powerpoint. Você pode ver aqui.