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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Considerai Atentamente Jesus - Nancy Leigh DeMoss


Duas vezes, no livro de Hebreus, somos exortados a considerar, contemplar, examinar atentamente o exemplo de Jesus:

Hebreus 3:1 - "Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus,"

Hebreus 12:3 - "Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma".

Observe abaixo alguns fatos importantes na vida de Jesus, estude e medite nas referências:

1. Antes da criação, Jesus estava com o Pai como o Verbo, em perfeita união. (Jo 1.1,2 - "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.").

2. Na criação, Jesus concordou com o Pai e cooperou com ele em perfeita harmonia. "Façamos o homem..." (Gn 1.26 - "Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra."). Veja também:

  • João 1.3,10 - "Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez... O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu."; 
  • Hebreus 1.2 - "nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo."; 
  • Colossenses 1.16 - "pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele."; 
  • Provérbios 8.29,30 - "quando fixava ao mar o seu limite, para que as águas não traspassassem os seus limites; quando compunha os fundamentos da terra; então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo;". Observe especialmente a descrição em Provérbios 8 da alegria que Jesus, representado pela Sabedoria, tinha durante o projeto da criação junto com o Pai.

3. Na encarnação, Jesus veio ao mundo, não para desenvolver um projeto próprio, mas para fazer a vontade do Pai;
  • João 6.38 - "Porque eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade....";
  • Hebreus 10.7 - "Eis aqui estou... para fazer, ó Deus, a tua vontade";
Ele estava dizendo: "Não tenho agenda própria. Não tenho planos. Não estou dirigindo minha própria vida. Vim para fazer a vontade daquele que me enviou. É por isto que estou aqui."

4. Como filho, era submisso aos pais (Lc 2.51 - "E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração.").

5. Na tentação, não cedeu a Satanás para conseguir controle ou domínio para si mesmo, mas afirmou a dependência e a adoração a Deus (Mt 4.4,10 - "Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.").

6. Todo seu ministério na terra foi desenvolvido em dependência e submissão total ao Pai.
  • Jo 5.19 - "O Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai"; 
  • Jo 7.16 - "O meu ensino não é meu, e, sim, daquele que me enviou";
  • Jo 8.28,29 - "Nada faço por mim mesmo, mas falo como o Pai me ensinou";
  • João 8.42 - "Replicou-lhes Jesus: Se Deus fosse, de fato, vosso pai, certamente, me havíeis de amar; porque eu vim de Deus e aqui estou; pois não vim de mim mesmo, mas ele me enviou."; 
  • João 14.10, 31 - "O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar".
7. Antes de sua maior crise de angústia e sofrimento, dispôs-se a servir aos seus discípulos, lavando-lhes os pés (Jo 13.2-5 - "sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.").

8. Sabendo que o caminho que o Pai lhe havia determinado significava ir para Getsêmani e a cruz, ele aceitou o maior desafio à sua própria vontade que homem algum havia ou haveria de enfrentar.
Jo 14.31 - "Contudo, assim procedo para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me ordenou. Levantai-vos, vamo-nos daqui";
Lc 22.42 - "Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e, sim, a tua";
Hb 5.7,8 - "Tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu";
Jo 10.17,18 - "Por isso o Pai me ama,porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou";
2Co 5.21 - "Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós".

9. Na cruz, seu último ato antes de entregar o fôlego, foi inclinar a cabeça, simbolizando o final de uma vida inteira de entrega (Jo 19.30 - "Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito.").

10. A atitude que caracterizou toda sua vida e sua disposição de entregar-se à vontade do Pai pode ser definida como "abrir mão de seus direitos".
Fp 2.5,6 - "Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se" NVI
Fp 2.5,6 - "Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha: Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus." NTLH.

11. Como resultado de sua perfeita obediência e entrega, o Pai o exaltou acima de todo nome (Fp 2.9,10 - "Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
").

12. Quando Jesus voltar como o Filho exaltado e reconhecido, ele ainda haverá de se cingir como servo e servir àqueles que lhe foram fiéis (Lc 12.37 - "Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá."). Que chocante!

13. Depois que todos os rei nos do mundo passarem a ser do nosso Senhor e Cristo (Ap 11.15 - "E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre."), ele ainda haverá de demonstrar sua total e perfeita rendição ao Pai, entregando tudo que recebeu a ele (1 Co 15.24,28 - "24. Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. 28. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos").

O que faremos diante de todas essas coisas? Temos duas respostas corretas: adorar a este Jesus inigualável e tornar-nos servos semelhantes a ele (veja Filipenses 2.5-11 - "De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.".)

Jornal O Arauto da Sua Vinda - Ano 22 nº 5 - Setembro/Outubro 2004

Imagem extraída do site http://www.reviveourhearts.com/ de Nancy Leigh DeMoss

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