domingo, 31 de julho de 2011

Ramadã: 1 a 30 de agosto

1º de agosto começa o Ramadã! O período de jejum dos muçulmanos que vai até o dia 30. Eles jejuam durante a luz do dia. Comem apenas à noite!

É momento de orarmos ao verdadeiro Deus por eles.
Eles se consagram ao deus Alá neste período, esperando agradá-lo. Esperando ser abençoado. Um momento de purificação.

Quantos de nós, cristãos, não nos consagramos ao verdadeiro Deus! Não nos rendemos a Ele, mortificando nossa carne. Não para alcançar uma graça, mas, agradar a Deus pelo que Ele é!

Vamos orar pelos muçulmanos? Expresse sua compaixão pelas almas através de oração e jejum.

Leia mais sobre o Ramadã aqui no nosso Blog Missões e Adoração.

Fonte da imagem: mer inew s.com




quinta-feira, 28 de julho de 2011

Um Dia de Colheita no Japão - Edwin I. Kilbourne


“Dinheiro, passe tudo que tiver, se quiser ficar viva!” O invasor falava em tons baixos, porém enfáticos.

Despertada rudemente por uma mão áspera no seu ombro, a pequena senhora esforçou-se para enxergar no ambiente sombrio do quarto. O homem segurava um punhal acima de sua cabeça, pronto para atingi-la.

A esposa de pastor japonesa havia se deitado naquela noite com o coração pesado. Agora, porém, mesmo diante do perigo refletido da lâmina fria do punhal, ela deu um profundo suspiro de alívio; chegara, finalmente, a resposta às suas orações!

“Que história maluca é essa?”, você deve estar pensando. Ocorre que o superintendente geral da Igreja Evangélica Coreana havia anunciado uma campanha evangelística, convidando todas as 250 igrejas da denominação no Japão a participarem. Num determinado dia, todo membro da igreja deveria testemunhar e procurar ganhar pelo menos uma pessoa para Jesus.

O dia seria chamado “O Dia da Colheita”. Uma grande quantidade de orações seria oferecida a Deus, antes da data, em favor dessa colheita. Os cristãos, despertados e com ansiosa expectativa, responderam ao convite e assumiram sua responsabilidade. E, no grande dia, crentes em todo o país se reuniram em suas igrejas para relatar as conversões que resultaram do seu testemunho.

Contudo, as coisas não tinham ido tão bem para essa esposa de pastor. Presa em casa por suas responsabilidades familiares, ela havia orado para que Deus mandasse à sua porta pessoas a quem pudesse testemunhar. Várias chegaram: o verdureiro, o comerciante de peixes e um vendedor de frutas. A cada uma, ela relatou fielmente a história do Calvário. Porém, nenhuma delas se rendeu à sua oferta de aceitar aquele que lhes podia trazer paz e alegria ao coração.

Ao ouvir as histórias animadas das vitórias dos outros irmãos, ela foi se sentindo envergonhada. Ela, a esposa do pastor, havia falhado nesse ministério precioso do dia especial da colheita. Ao chegar a noite, um profundo desalento a inundou. Em lágrimas, enfiou-se no meio dos acolchoados no piso de tatame e adormeceu.

Mas, agora, pouco antes da meia-noite, sem que o dia tivesse ainda terminado, o ladrão com seu punhal acabara de entrar, de mansinho, através das portas de papel. Olhando bem no rosto dele, a vítima jubilosa desarmou completamente o invasor.

“Ah, nós somos apenas uma pobre família cristã”, ela lhe disse. “Temos pouco dinheiro que lhe daremos com todo prazer. Mas escute! Tenho uma história maravilhosa para lhe contar.”

Com ousadia dada pelo Espírito Santo, ela contou a história da redenção. Enquanto isso, o marido, despertado pelas vozes, orava em silêncio enquanto sua esposa fazia a pregação, para variar!

Em poucos instantes, lágrimas brilhavam no rosto do ladrão. O marido “entrou” na reunião e, orando juntos, conduziram o bandido ao Reino de Deus. Depois, com autêntica hospitalidade asiática, levantaram-se para servir chá verde ao novo irmão, e estenderam uma cama no chão para ele passar a noite.

No dia seguinte, no café da manhã, o hóspede revelou sua verdadeira identidade: um notório criminoso, procurado pela polícia. Regozijando-se na nova paz e alegria interior, ele anunciou sua decisão de se entregar.

Assim, a pequena senhora ganhou, enfim, a sua alma para Jesus no Dia da Colheita, como resposta clara à sua oração angustiada. De acordo com as estatísticas, nesse dia mais de 5.000 japoneses buscaram Jesus como seu Salvador.

A história do Dia da Colheita foi contada pouco depois na Coréia. “Por que não na Coréia”, os líderes perguntaram. A discussão levou à decisão e a oração ao planejamento. Mobilizar mais de 500 igrejas, com um total de 200.000 cristãos, não era um empreendimento fácil. Mas, com Deus, tudo é possível. Começando a orar no primeiro dia do ano de 1974, marcaram o Dia da Colheita para a sexta-feira “santa”, na semana da páscoa.

Cada cristão pediria a Deus para mostrar cinco parentes ou amigos não convertidos pelos quais se tornaria espiritualmente responsável. Passaria a orar por cada um deles diariamente.

“Não tente testemunhar para eles por enquanto”, era a orientação. “Só continue saturando essas pessoas com suas orações. Mostre amor de toda forma possível, mas não tente pregar”. Dessa forma, um milhão de pessoas passaram a ser alvos de oração.

Enquanto isso, as igrejas preparavam treinamento em evangelismo pessoal para cada congregação. Prepararam literatura especial para a ocasião. Cada cristão recebia cinco folhetos, um para cada pessoa que estava cobrindo com oração.

À medida que o Dia do Testemunho se aproximava, a expectativa crescia. No dia marcado, os cristãos saíram para visitar, cada um, as cinco pessoas pelas quais haviam orado durante três meses. O que aconteceu? De acordo com os números publicados pela Igreja Evangélica Coreana, em 1974 mais de 10.000 decisões por Jesus. No ano seguinte, o número chegou a quase o dobro. E, em 1976, mais de 35.000 pessoas passaram a fazer parte da família de Deus. Os resultados reais, ninguém poderá saber com certeza, pois dois milhões de folhetos foram entregues somente em 1976.

Que árvore imensa pode nascer de uma pequena semente de mostarda. Os orações de uma senhora japonesa trouxeram um ladrão para sua casa à meia-noite, o ladrão aceitou Jesus e a inspiração desse acontecimento maravilhoso despertou muitas igrejas na Coréia. Quando a pequenina senhora do Japão se encontrar com as multidões da Coréia que estão no céu por causa de uma pessoa que ganhou no Dia da Colheita, imagine a alegria que derreterá os corações de todos!


Fonte: O Arauto da Sua Vinda - Ano 23 nº 3 - Maio/Junho 2005

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Meus filhos são melhores do que eu!

Minha família é a maior benção que Deus me proporcionou depois da Salvação.

Jesus pede para renunciarmos tudo, carregarmos a cruz e o seguirmos. Mas que benção maior é renunciar tudo e ver sua esposa e filhos fazerem o mesmo! Carregar a cruz, e ver sua esposa e filhos carregarem também! Seguir a Jesus junto com sua esposa e filhos!

Não precisei deixar minha família para servir a Cristo! Nós servimos juntos!

Jesus é mais importante que minha família! Ele é Deus! O autor da criação! A Ele sejam dadas todas as glórias e honras! Somente a Ele.

Panorâmica vertical
da trilha no Horto
Florestal de Tupi
Mas, porque Ele ama mais a minha família do que eu a amo, posso dizer o seguinte:

Minha família é mais importante que minha igreja. Não a Igreja, a Noiva do Cordeiro, mas, a igreja que tem prazo de validade (no Milênio). Minha família me acompanhará por toda a eternidade na adoração ao nosso Deus e ao Cordeiro que foi morto, mas vive pelos séculos dos séculos! Enquanto que a igreja será fechada pelo Anticristo. A Igreja não arrebatada viverá na clandestinidade, a igreja será deturpada e servirá de local para recebimento da marca da besta. Igreja são pessoas, igreja é prédio, é uso e costume. A Igreja é eterna, e minha família também. Existem muitas igrejas, mas, só tenho uma família!

Minha família é mais importante que meu dom espiritual, porque sem o apoio da minha esposa, meu dom estaria enterrado! Foi ela quem o Espírito usou para me fazer pegar a pá, desencavar, limpar e lustrar o dom espiritual que ganhei gratuitamente e sem merecer do nosso bom Deus. Ela representa 50% do meu ministério.

Minha família é mais importante que meu trabalho! Meu trabalho traz o dinheiro necessário para comprar o sustento. Mas minha família é maior que isso. É maior porque minha família não é efeito, é a causa! A frase não é esta: "Trabalho para sustentar minha família". Não. É assim: "Tenho família, logo, levo sustento ao meu trabalho"! O sustento da dedicação, do afinco, do amor aos meus alunos (na medida certa!), na compreensão das tribulações, nos conselhos e orientações que distribuímos, nos limites que sugerimos baseados na Palavra de Deus, etc.

Minha família é mais importante que este blog! O blog Missões e Adoração é uma benção! Me alegra sempre! Mantenho contato com diversas pessoas e levo Palavras abençoadas a elas, e recebo palavras abençoadoras delas! Mas com minha família é diferente! Deus usa o Blog para abençoar vidas, incluindo a minha. Mas, Ele usa muito mais a minha família para me abençoar!

Minha família é mais importante que eu para o Reino de Deus! Deus me havia chamado ao ministério pastoral na minha juventude, mas, devido ao meu descaso para com este chamado, Ele o deu a outro melhor que eu. Isto é um fato consumado! Me arrependo, contudo, devido as maravilhosas misericórdias do Senhor, Ele se apresenta novamente a mim com a oportunidade dada a meus filhos e netos de poderem receber este chamado (apesar de não ter nenhum neto e de meus filhos ainda serem menores de idade).


Meus filhos e netos serão melhores do que eu em tudo! 

Camila e Rafael,
meu futuro genro
Melhores em todas as áreas, inclusive para o Reino de Deus!

Lembra-se de Jessé, o pai de Davi? Pois é, qual o serviço dele para o Reino de Deus? Ter gerado filhos honrados, guerreiros e um rei, o rei Davi. Em si mesmo, Jessé não fez nada, mas, para a história de Israel, gerou a Davi! Um homem honrado que teve uma raiz magnífica. Jesus é chamado de a Raiz de Jessé.

Naquele dia as nações buscarão a Raiz de Jessé, que será como uma bandeira para os povos, e o seu lugar de descanso será glorioso. Isaías 11:10

Então, a graça de Deus me basta! Renunciei ao chamado uma vez, mas hoje, me rendo aos pés dEle e deposito meus filhos e netos (quando vierem) no colo de quem os ama mais do que eu!

No meu Orkut vocês podem encontrar estas e outras fotos do nosso passeio no Horto Florestal de Tupi, entre Piracicaba e Santa Bárbara d'Oeste, na rodovia Luiz de Queiroz SP 304 no dia 13 de julho passado. Inclusive um filme da trilha. Um testemunho do milagre de Deus em minha vida!







terça-feira, 26 de julho de 2011

Cooperadores de Deus

Email recebido da Missão Portas Abertas: 

"Como cooperadores de Deus, insistimos com vocês para não receberem em vão a graça de Deus." 2 Coríntios 6.1

 Gilson,

 É lindo demais saber que Deus pode nos usar. A nós, tão pequenos, falhos e muitas vezes negligentes, como seus cooperadores, ou seja, ajudadores, auxiliadores, colaboradores. O prefixo "co" quer dizer "junto" e "operador" é aquele que opera, ou seja, cooperador é aquele que está junto ao que opera.

O interesse de Deus em nós consiste em utilizar as nossas vidas para edificação do seu Reino. Podemos de certa forma atuar ao lado de Deus, estar junto d´Ele, sermos os canais do Seu agir. Somos necessários para Deus, para que o Seu poder se aperfeiçoe em nós.

 Somos membros que dão movimento ao Corpo de Cristo. Precisamos despertar em nós a cada manhã esse sentimento de compromisso com a Igreja Perseguida, pois fomos chamados para sermos cooperadores de Deus e, em especial, ajudadores da Igreja Perseguida!

 Nossos irmãos da Igreja Perseguida precisam de nós, assim como nós precisamos deles.Todos nós, quando recebemos o chamado para sermos cooperadores de Deus, recebemos também a orientação de como fazer, portanto, "não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade" (I João 3.18). 

Rycellia Martins
Portas Abertas Brasil

 A notícia de destaque da semana:

Eritreia: Cristão corre o risco de ser deportado ERITREIA (12º) - Ore por Eyob Mussie que é cristão, está na Arábia Saudita, foi descoberto evangelizando para os árabes e está prestes a ser deportado para seu país de origem, a Eritreia. Para quem não se lembra, a Eritreia costuma encarcerar cristãos e prisioneiros por consciência em celas subterrâneas e contêineres de metal, como aconteceu com a cantora Helen Berhane.

 Ore conosco, o Ramadã começa em 1º de agosto Um dos eventos mais tradicionais e importantes no mundo muçulmano, o Ramadã, começa na próxima semana (de 1º a 30 de agosto). Ramadã é o 9° mês do calendário islâmico, no qual se acredita que o profeta Maomé recebeu a revelação do Alcorão. Os muçulmanos têm este mês como sagrado em diversos aspectos, praticam jejum e boas ações/obras. Porém este é um período crítico aos cristãos que vivem nos países islâmicos. É neste período que muitos cristãos deixam de ser secretos.  Acesse nosso blog para obter informações detalhadas, artigos, mensagens bíblicas, esclarecimentos do Ramadã e sobretudo pedidos de orações diários, que serão inseridos dia a dia durante o mês sagrado dos muçulmanos.


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Pulseira Missionária

Estratégia de Evangelismo, principalmente para jovens, adolescentes e crianças.

Recentemente minha esposa participou de uma tarde de evangelização em um bairro da nossa cidade com o uso, entre outras coisas, de uma pulseira.

Na verdade, uma pulseira bem simples: elástico, contas nas cores amarela, preta, vermelha, branca e verde.

Estas contas coloridas guardam uma história que atrai a atenção. A pergunta: "Você sabe o que estas cores significam?" não fica sem ouvintes atentos e curiosos.

Você quer também saber?

Meu filho responde!

E veja que foi a primeira e única gravação! Sem edição alguma! Glória a Deus. O meu filho é o melhor filho do mundo! E o seu, também é o melhor filho do mundo?

Quais outras estratégias você conhece?

terça-feira, 12 de julho de 2011

Não teria sobrevivido sem as orações

Email recebido da Missão Portas Abertas: 


"'Cante e alegre-se, ó cidade de Sião! Porque venho fazer de você a minha habitação', declara o Senhor." Zacarias 2.10

 Gilson,

Estar alegre é sempre bom, mas nem sempre nossa vontade é de se alegrar. Muitas situações nos entristecem, e quando nos depararamos com algumas realidades ficamos chocados. O simples pensamento de um momento desagradável é capaz de nos tirar a paz e a alegria do coração, mas no versículo citado acima o profeta Zacarias nos dá um grande (e real) motivo para nos alegrarmos: somos habitação do nosso Deus e isso é razão suficiente para ficarmos alegres.

 Quando escreveu aos romanos, Paulo disse que deveriam "se oferecer em sacrifício vivo, santo e agradável" (Rm 12.1) para viver a vontade do Soberano. Este sacrifício não é de emoções, mas racional e consciente. Nós temos a certeza de que Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador e habita em nossos corações através do Espírito Santo, e isto é o principal motivo para nos alegrarmos.

 Muitos irmãos da Igreja Perseguida dão tanto valor a esta habitação que seus testemunhos de perseverança nos encorajam a permanecer firmes na mesma fé, alegres e exultantes na salvação do Senhor. Retribua esta alegria e louve ao Senhor hoje. Ele escolheu a nós, os vasos de barro, para colocar o seu tesouro precioso. Aleluia! 

Carla Priscilla
Portas Abertas Brasil

 A notícia de destaque da semana:
"Não teria sobrevivido sem as orações", diz o pastor Ilmurad TURCOMENISTÃO (15º) - Temos o privilégio de ter o Espírito Santo em nossos corações, dando direção, ensinando, exortando e nos ajudando a permanecer firmes em Cristo, assim como o pastor ilmurad que está preso há quase 10 meses no Turcomenistão. Sua esposa Maya foi visitá-lo e trouxe notícias que você pode ler aqui.

 Começa uma nova onda de prisões de cristãos na Eritreia ERITREIA (12º) - Alguns irmãos da Eritreia têm passado por um período de intensa perseguição e necessitam de nossas orações. Helen Berhane é uma irmã em Cristo que felizmente prevaleceu em meio a tudo isso, e hoje alguns irmãos se encontram na mesma situação que ela. Saiba mais.

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A Oração Precisa Ser Prioridade - Armin Gesswein

De um modo geral, a oração está em declínio na igreja, tanto nas vidas pessoais dos líderes como nas reuniões coletivas de oração. Esse fato causa ainda maior admiração quando consideramos a hora avançada e crítica em que vivemos e o fervor com que Deus nos conclama à oração em praticamente cada página da Bíblia.

O resultado: pouco ou nenhum avivamento! Nós pregadores simplesmente não estamos dando prioridade ao avivamento. Oh, sim, claro que, entre tantas outras coisas, gostaríamos de ter avivamentos também. Mas, nessa base, o avivamento não virá. Precisa ser prioritário. Senhor, dá-nos um novo “anseio” interior pelo avivamento, santo e profundo, que venha do teu trono!

Necessitamos novo poder e nova autoridade para levar o nosso povo a orar. Nós mesmos precisamos de uma nova vida de oração. A decisão de Atos 6.4 precisa ser a nossa também: “...quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra.” O avivamento não terá prioridade enquanto a oração não tiver prioridade.

Que tipo de cristianismo estamos vivendo atualmente? Um cristianismo laodicense: letárgico, preguiçoso, morno, ausente. No evangelismo há um senso de frustração e enfado. Há uma espécie de tranqüilidade glacial numa época de crise! Os cristãos agem como se houvesse fartura de tempo, como se a situação não fosse séria. No entanto, estamos numa crise muito grave, e não existe nenhuma outra saída a não ser em Cristo.

A única resposta para uma era apocalíptica é um cristianismo apostólico.

Se quisermos avivamento, sabemos que terá de começar nas nossas igrejas. Icabode precisa desaparecer. E para começar nas nossas igrejas, sabemos também que terá de começar nas nossas reuniões de oração. E para começar nas nossas reuniões de oração, é necessário começar conosco, os ministros. A oração precisa novamente ocupar o primeiro lugar em nossas vidas. Precisa ser prioridade. Necessitamos de uma revelação nova e correta a respeito da oração. Usando a Bíblia, quero apresentar pelo menos sete razões por que a oração deve estar em primeiro lugar.



Em Primeiro Lugar com o Próprio Deus

Recentemente, eu estava pensando: “Por que orar? Por que o homem é uma criatura que ora? De onde surgiu essa forma de comunicação que chamamos oração?” Sempre pensei que tivesse se originado no homem pelo fato dele ser uma criatura e ter necessidades. Mas passei a ver que, de fato, sua origem está em Deus. A oração não vem da carência do homem somente, mas da própria natureza de Deus. O encargo para oração não está somente no homem, mas em Deus.

Isto é um mistério, mas a oração é uma expressão da própria vida do Deus triúno – Pai, Filho e Espírito Santo. Mais ainda, para compreender realmente o que é oração e aprender a orar, devemos buscar a visão que o próprio Deus tem da oração.



Em Primeiro Lugar com Jesus Cristo

Podemos ver essa realidade de forma bem clara em Jesus Cristo, a imagem expressa da pessoa de Deus. A oração para ele estava em primeiro lugar. Quando na Terra, ele fazia tudo pela oração. Era o seu método, pois como Filho não fazia nada por si mesmo, mas dependia constantemente do Pai.

Todos os seus grandes passos, todas as suas obras maravilhosas e palavras majestosas vieram através de oração respondida. Seu ministério messiânico começou no Jordão, em oração; sua obra foi consumada na cruz, com oração. Ele morreu assim como viveu. Sua vida foi uma vida de oração.

O seu ministério número um era a oração. Ele levantava cedo para orar. Ia para montanhas e refúgios calmos para orar. Tudo o que ensinava a respeito da oração ele mesmo praticava. Foi enquanto orava que um dos seus discípulos pediu: “Senhor, ensina-nos a orar”. Primeiro, orava até que as coisas passassem a existir, como sacerdote e intercessor de Deus – e, depois, andava nelas abertamente em seu ministério.

O seu ministério era duplo: era, ao mesmo tempo, profeta e sacerdote. Porém, a função sacerdotal estava em primeiro lugar. Depois, como profeta, desenvolvia na prática aquilo pelo qual havia orado como sacerdote. A oração, para Cristo, era sua grande obra. Era nela que sua criatividade, no mais alto sentido, se manifestava.

Por sete vezes, Lucas descreve Jesus em oração, além das outras ocasiões descritas pelos outros evangelhos. Se examinarmos cada uma delas, veremos como cada passo decisivo ou cada novo ciclo do seu ministério era o resultado de nova intercessão.

Poderíamos esperar que uma santa cortina de silêncio fosse colocada sobre sua maravilhosa vida de oração. Porém, pelo contrário, os escritores dos evangelhos não mediam esforços para abrir essas grandes cenas. Quanto mais elevadas e santas, como as de Getsêmani e de João 17, mais plenamente foram descritas. Ao encontrarem ali o maior segredo de Cristo, por inspiração no-lo transmitiram para que nós, também, pudéssemos possuí-lo no nosso ministério.

Depois, quando chegamos ao livro de Atos, capítulo um, vemos Cristo colocando esta ênfase número um nos seus discípulos, com mais intensidade ainda do que nos tempos da sua presença física. A oração agora cresce em importância, mesmo para ele, o ressuscitado. Pois ascendeu ao céu para fazer o quê? Para viver eternamente como intercessor e advogado.

Depois de deixá-los encerrados no cenáculo, ele mesmo partiu para encerrar a si mesmo, para sempre, no cenáculo superior do grande universo de Deus a fim de dedicar-se a essa obra suprema. Seu encargo é viver “sempre para interceder por nós” (Hb 7.25).

Embora agora Rei, ele ainda é sacerdote – mais do que nunca. Ele é “sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedeque” (veja Hebreus 7 e 8). Ele rege o mundo pela oração. Ele reina majestosa e eternamente pela oração. Que verdade tremenda! Senhor, ensina-nos a orar! (1 Pe 2.5,9; Ap 20.6).

A oração é o método eterno e universal de Cristo. Vemos nele também que a oração origina-se muito mais em Deus do que no homem.



Em Primeiro Lugar Com o Espírito Santo

Semelhantemente, a oração está em primeiro lugar com o Espírito Santo. Como Cristo, ele vive eternamente para interceder. Ele “intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26). O Espírito Santo é um Espírito que ora. Na verdade, Deus só pode abençoar aquilo que vem de si mesmo. E o Espírito, o Administrador da divindade, gera em nós o orar do próprio Jesus. Somente a oração que é feita pelo Espírito é eficaz e será realmente respondida. No Espírito, a oração torna-se intercessória.

Qualquer pessoa cheia do Espírito de Deus torna-se um intercessor. De fato, conforme se pode ver dos exemplos da Bíblia, começando com João Batista e Jesus, e mesmo antes deles, com Zacarias e Isabel, Maria, mãe de Jesus, e os anciãos Simeão e Ana, é preciso ser uma pessoa de oração para ser cheio do Espírito. Quanto mais consagrados, semelhantes a Cristo e cheios do Espírito nós nos tornarmos, mais saturadas de oração nossas vidas na Terra serão. A vida do Espírito é uma vida de oração.

Sabemos que a oração não é tudo. Mas parece que o que não sabemos nesta nossa geração é que “tudo é pela oração” (Fp 4.6,7).



Propósito Número Um da Palavra de Deus

Isso foi uma revelação para mim. A pregação não é a primeira nem a mais forte maneira de se usar a Palavra de Deus. A Bíblia tem inúmeros usos, mas a oração é a sua finalidade número um, a mais elevada de todas. A Bíblia é o grande e verdadeiro livro de oração.

Observe como Jesus usou essa espada naqueles quarenta dias de tentação no deserto (Mt 4; Lc 4). Antes de dizer: “Está escrito” em ministério público, ele primeiro usou as Escrituras no combate secreto da oração. Era o seu verdadeiro campo de batalha contra Satanás. Lá ele o venceu com a Palavra de Deus. Sua vitória pública seguiu-se como resultado desse conflito secreto. A oração veio em primeiro lugar.

É realmente muito importante que os ministros aprendam que o primeiro uso da Palavra não é em textos e sermões e, sim, na oração. Um velho irmão metodista me exortou no começo do meu ministério: “Jovem, aprenda a suplicar em cima das promessas de Deus”. Isso me ensinou o verdadeiro segredo da intercessão. A partir daí, passei a orar de maneira diferente. Ao invés de apresentar a Deus as minhas necessidades, desejos e aspirações em oração, aprendi a lembrar Deus das suas próprias promessas.

Isso me deu fé. Não é essa a essência do que fala em Isaías 62.6, de continuamente lembrar Deus da sua própria palavra? A oração deve ser do tamanho e da forma das promessas de Deus. Aqui, também, vemos que a oração origina-se em Deus.

O mesmo princípio pode ser visto no livro de Atos. No capítulo quatro, houve uma reunião na qual a súplica em cima da Palavra de Deus deu substância e poder à oração deles. As Escrituras foram usadas para formar uma ponta – a ponta de uma espada –, capacitando-os a prevalecer. Com isso, aprenderam como realizar as coisas por meio da oração. O resto do capítulo quatro e o capítulo cinco relatam o que aconteceu como fruto dessa reunião de oração.

Em todo o livro de Atos, os cristãos estavam ou de joelhos ou em ação. De joelhos, primeiro, e em ação, depois. Assim como Jesus fazia, cada passo e acontecimento era gerado por meio da oração. Tudo é pela intercessão. Essa característica acompanha a história inteira nos vinte e oito capítulos do livro.Tudo acontece por meio de respostas à oração.

O nível de oração corresponde ao nível do poder. É um só e o mesmo nível. Para roubar o poder da igreja, basta ao diabo interromper a sua oração. Poder e oração sempre andam juntos; mas entre os dois, a oração sempre vem primeiro. Intercessão é o método poderoso do próprio Deus.

Tomemos cuidado aqui com um raciocínio enganoso: “Deus vai realizar seu plano de qualquer maneira, quer eu ore como deveria, quer não ore”. Nada está tão próximo da razão, às vezes; ao mesmo tempo, nada está tão longe das Escrituras. Deus não faz coisa alguma sem revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas (Am 3.7). Porém, os profetas de Deus precisam primeiro ser sacerdotes, como Abraão, de quem disse Deus: “Ocultarei a Abraão o que estou para fazer...?” (Gn18.17).

Deus trabalha por meio dos seus sacerdotes. Ele faz tudo no seu plano redentor pela intercessão – a sua própria em favor de nós e através de nós. As grandiosas e maravilhosas obras de Deus são todas efetuadas pela oração. O sacerdócio está em primeiro lugar. Tem prioridade absoluta. Deus não fará sem intercessão aquilo que prometeu fazer através dela, e devemos buscar diligentemente nas Escrituras para descobrir o que isso inclui.



Em Primeiro Lugar na Luta Contra Satanás

Na verdade, é a única maneira de permanecermos firmes contra o diabo ou forças demoníacas, quer seja numa reunião ou em outro lugar. É na oração que a Palavra torna-se a espada do Espírito contra as forças espirituais. É aqui que acontece a verdadeira batalha. Esse é o ponto no qual a Igreja torna-se militante, o tipo de igreja que Cristo deseja. É na reunião de oração que se prova realmente se é uma Igreja do Novo Testamento ou não.

Efésios 6.10-20 deixa claro o seguinte:

(a) A verdadeira guerra é espiritual, contra Satanás e suas hostes;

(b) A Palavra de Deus é utilizada como uma espada, em primeiro lugar, não na pregação e, sim, na oração;

(c) No que concerne aos poderes e oposição satânicos, nada vai tocá-los ou derrubá-los a não ser o manejo da Palavra pelo Espírito Santo em intercessão.

A pregação não alcançará a vitória a menos que a oração o tenha feito primeiro. A pregação não poderá ir além do que foi alcançado na oração. Só podemos pregar com eficácia até o ponto alcançado primeiro pela oração. Precisamos prevalecer com Deus em oração e, depois, prevaleceremos na pregação.

Freqüentemente, o pregador pode chegar a um ponto de impedimento em que só falta o diabo jogar as palavras de volta em seu rosto. Como pode ser quebrada essa barreira? Não por insistir mais na pregação. O pregador precisa parar e orar ou pedir para que o povo ore em seu favor. Qualquer uma das opções pode ser embaraçosa porque a maioria das congregações não está treinada no Espírito para perceber o que está acontecendo. Contudo, se o povo não é sensibilizado e não sabe discernir o que está acontecendo, não conseguiremos agir contra Satanás e não conquistaremos terreno inimigo para Deus.

Observei recentemente em Lucas 9 que Jesus deu aos seus doze evangelistas “poder e autoridade” para as suas cruzadas nas cidades, a serem exercidos em primeiro lugar “sobre todos os demônios”. Que declaração! Demônios em primeiro lugar?

No trabalho de conduzir uma comunidade para Deus, lutamos não somente contra o pecado, mas também contra Satanás. Como podemos vencê-lo? Pela oração. Nada mais o moverá. Sim, Jesus disse, “sobre todos os demônios”. Esse ministério já era deles antes do Pentecoste.

Com todos os nossos métodos evangelísticos hoje, mesmo depois do Pentecoste e de toda a luz que recebemos desde então, não conseguimos impactar as comunidades nem como os discípulos faziam antes do Pentecoste! Quando eles ministravam, havia tanto poder como se o próprio Cristo estivesse lá.

Ó Deus, dá-nos um evangelismo como esse hoje! O testemunho que davam era tão poderoso que aquelas cidades terão de dar contas do que ouviram no juízo final. A grande quantidade de madeira, feno e palha – shows, exibições e atrações – que usamos no evangelismo hoje não levará ninguém ao juízo, a não ser nós mesmos!



Em Primeiro Lugar no Ministério da Igreja

Em Mateus 16.18, Jesus disse: “Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Quando Jesus deu o primeiro passo para construir a sua igreja, o que ele fez? Chegando a Atos 1.14, encontramos a resposta. Estupefatos, olhamos em admiração enquanto se abre a porta do Cenáculo, onde vemos a seguinte cena: “Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele”.

Se você me perguntar: “Qual foi o seu achado mais importante na Bíblia nestes últimos anos”, eu responderia que foi este: Quando Jesus Cristo começou a construir a sua igreja, ele construiu primeiro uma reunião de oração. Isso para mim é mais do que uma revelação: é um chamado para revolucionar a forma de desenvolvermos a obra de Deus.

Quando olhamos para as nossas pobres, mirradas e doentias reuniões de oração, fica claro que nossa geração não captou a idéia que Cristo tem da igreja. Mesmo quando se tem uma boa reunião de oração, achamos que o grupo de irmãos da igreja é uma coisa e que o grupo de oração é outra. Mas onde é que achamos isso na Bíblia? Não são dois grupos diferentes, mas é um só e o mesmo grupo. A igreja é, na verdade, uma reunião de oração. Não faltava nenhum membro na reunião de oração.

A oração não é tudo, de forma alguma; contudo, está em primeiro lugar. Como chegaremos às coisas que estão em segundo e terceiro lugares se não temos a que está em primeiro? Por que não temos uma igreja como no livro de Atos? Precisamos edificar, com Cristo, como em Atos 1, um cenáculo.

Freqüentemente, pensamos na reunião de oração como um pequeno rebanho ou como uma atividade separada da corrente principal de vida e atividade da igreja. “Claro, precisamos orar, fazer uma reunião de oração...”, mas pensamos nela como um prelúdio ou poslúdio do nosso programa tão cheio e tão planejado. No Novo Testamento, porém, a oração é o verdadeiro ministério da igreja.

Toda a igreja deveria ser organizada e integrada em torno da reunião de oração. Assim, ela seria edificada por Cristo e com Cristo, e não pelo homem em favor de Cristo. A reunião de oração deveria ser a reunião grande e realmente completa de toda a igreja – a melhor reunião da semana. Não é nosso papel dizer a Jesus que tipo de igreja nós queremos – estamos aqui para fazer o que ele quer, e o que ele quer em primeiro lugar é oração!



Em Síntese

A nossa dificuldade hoje é que não vemos a oração como ministério. Na Bíblia, o ministério secreto da oração era o segredo do ministério. A oração é o mais elevado de todos os ministérios. Hoje avaliamos os ministérios de modo diferente: “Ele é popular... uma grande personalidade... um grande pregador, etc.”. Nas Escrituras, quanto mais elevado o ministério de um homem, mais ele é um homem de oração.

Pense em Abraão, Moisés, Josué, Samuel, Davi, Elias e todos os profetas do Velho Testamento; no ancião Zacarias, em Simeão, João Batista, Jesus e todos os homens do Novo Testamento. A Bíblia é a biografia de homens de Deus que eram poderosos na oração e que mudaram a face da Terra porque buscavam constantemente a face de Deus. A oração para eles não era um ministério secundário nem uma preliminar às outras atividades mais importantes.

Para eles era o ministério dos ministérios. Era o seu trabalho e a sua batalha principal. Eles não somente “oravam a respeito” do seu trabalho. A oração era a sua grande ocupação. Era o seu ministério número um. Com todo o nosso coração, pedimos: “Senhor, ensina-nos a orar!”


Fonte: O Arauto da Sua Vinda - Ano 23 nº 3 - Maio/Junho 2005