Gilson Moura |
11.9.11 |
Uma parábola
sobre o papel da igreja:
Em certa
costa marítima muito perigosa, muitos barcos naufragavam e muitas vidas se
perdiam. Voluntários de uma vila de pescadores próxima muitas e muitas vezes
enfrentaram a tempestade e resgataram várias pessoas que se estavam afogando, e
aqueles que eram salvos geralmente se uniam a corporação de resgate.
Um dia, um
voluntário sugeriu que com treinamento poderiam fazer um trabalho melhor.
Assim, no verão as equipes de resgate praticavam remo e arremesso de boias, e
posteriormente se tornaram capazes de salvar mais vidas. Outro voluntário
pensou que deviam construir um abrigo próximo da costa para guardar os barcos de
resgate. Dessa maneira eles não perderiam mais tempo trazendo seus barcos da
aldeia. Depois de um tempo, um terceiro voluntário sugeriu que construíssem um
alojamento para as pessoas que eram salvas porque elas sempre morriam de frio. Outro,
recomendou que se
acrescentasse uma cozinha para fazer sopa e
aquecer as vitimas da tempestade. Todas essas inovações aumentaram a eficácia
do trabalho.
Depois, um
membro da equipe de resgate sugeriu que esperassem no abrigo dos barcos durante
as tempestades para que estivessem prontos quando um navio naufragasse. Outro propôs
adicionar uma sala de jogos para que não ficassem entediados, e um terceiro,
que aumentassem a cozinha para que tivessem bebidas e alimentos quentes enquanto
esperavam no abrigo dos barcos. Os participantes trabalharam com grande prazer
na construção de seus projetos e acrescentaram uma sala de estar e um
restaurante bem equipado. A estação de resgate cresceu em prestígio e muitos se
uniram para contribuir.
À medida que
o tempo passou, um membro verificou que o trabalho de resgate era tarefa muito
especializada e que só as pessoas altamente treinadas deveriam fazer o
trabalho. Então, contrataram homens jovens para enfrentar a tempestade enquanto
o restante os incentivava do complexo de resgate. Finalmente, os membros
tiveram uma reunião e decidiram interromper a parte de salvamento de vidas do
"clube". Ela era muito dispendiosa e todos estavam muito ocupados com
as reuniões relacionadas ao comitê e outras atividades.
Alguns
protestaram, porque isso colocava de lado o objetivo principal, demitiram-se e
começaram uma verdadeira estação de salvamento mais abaixo na costa. Novamente,
eles saiam no meio da tempestade e enfrentavam as ondas para resgatar aqueles
que se estavam afogando.
Um dia, um
voluntário sugeriu que com alguma prática, poderiam fazer um trabalho ainda
melhor. Assim, no verão eles recrutaram equipes treinadas em remo e arremesso
de boias e resgataram mais pessoas. Logo, as equipes do clube mais acima na costa
os desafiaram a uma competição porque, embora o grupo tivesse desistido do
salvamento real, permanecia fazendo "resgates" como esporte de verão.
E quando uma estação de resgate vencia, seus membros recebiam um troféu.
Mais tarde,
alguém do grupo mais recente sugeriu que construíssem um abrigo de barcos próximo
à costa para guardar seus barcos e outros acrescentaram que precisavam de
cozinha e abrigo para os que eram resgatados. Depois de um tempo, eles construíram
uma sala de jogos e um restaurante para as pessoas que esperavam na costa
durante as tempestades.
Com o passar
do tempo, o resgate se tornou uma prática altamente especializada e pessoas
experientes foram contratadas para o trabalho. Um dia, os membros decidiram
interromper o salvamento porque ele custava muito e estavam todos muito
ocupados. Alguns protestaram e se mudaram mais para baixo na costa e começaram
uma verdadeira estação de resgate.
Sabemos o
resto da historia.
Conta-se que
se visitarmos aquela costa marítima hoje, encontraremos uma série de clubes
exclusivos em toda sua extensão. Nenhum deles está muito interessado no
salvamento de ninguém, embora ainda ocorram muitos naufrágios naquelas águas e
muitas pessoas se estejam afogando.
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