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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Um Dia de Colheita no Japão - Edwin I. Kilbourne


“Dinheiro, passe tudo que tiver, se quiser ficar viva!” O invasor falava em tons baixos, porém enfáticos.

Despertada rudemente por uma mão áspera no seu ombro, a pequena senhora esforçou-se para enxergar no ambiente sombrio do quarto. O homem segurava um punhal acima de sua cabeça, pronto para atingi-la.

A esposa de pastor japonesa havia se deitado naquela noite com o coração pesado. Agora, porém, mesmo diante do perigo refletido da lâmina fria do punhal, ela deu um profundo suspiro de alívio; chegara, finalmente, a resposta às suas orações!

“Que história maluca é essa?”, você deve estar pensando. Ocorre que o superintendente geral da Igreja Evangélica Coreana havia anunciado uma campanha evangelística, convidando todas as 250 igrejas da denominação no Japão a participarem. Num determinado dia, todo membro da igreja deveria testemunhar e procurar ganhar pelo menos uma pessoa para Jesus.

O dia seria chamado “O Dia da Colheita”. Uma grande quantidade de orações seria oferecida a Deus, antes da data, em favor dessa colheita. Os cristãos, despertados e com ansiosa expectativa, responderam ao convite e assumiram sua responsabilidade. E, no grande dia, crentes em todo o país se reuniram em suas igrejas para relatar as conversões que resultaram do seu testemunho.

Contudo, as coisas não tinham ido tão bem para essa esposa de pastor. Presa em casa por suas responsabilidades familiares, ela havia orado para que Deus mandasse à sua porta pessoas a quem pudesse testemunhar. Várias chegaram: o verdureiro, o comerciante de peixes e um vendedor de frutas. A cada uma, ela relatou fielmente a história do Calvário. Porém, nenhuma delas se rendeu à sua oferta de aceitar aquele que lhes podia trazer paz e alegria ao coração.

Ao ouvir as histórias animadas das vitórias dos outros irmãos, ela foi se sentindo envergonhada. Ela, a esposa do pastor, havia falhado nesse ministério precioso do dia especial da colheita. Ao chegar a noite, um profundo desalento a inundou. Em lágrimas, enfiou-se no meio dos acolchoados no piso de tatame e adormeceu.

Mas, agora, pouco antes da meia-noite, sem que o dia tivesse ainda terminado, o ladrão com seu punhal acabara de entrar, de mansinho, através das portas de papel. Olhando bem no rosto dele, a vítima jubilosa desarmou completamente o invasor.

“Ah, nós somos apenas uma pobre família cristã”, ela lhe disse. “Temos pouco dinheiro que lhe daremos com todo prazer. Mas escute! Tenho uma história maravilhosa para lhe contar.”

Com ousadia dada pelo Espírito Santo, ela contou a história da redenção. Enquanto isso, o marido, despertado pelas vozes, orava em silêncio enquanto sua esposa fazia a pregação, para variar!

Em poucos instantes, lágrimas brilhavam no rosto do ladrão. O marido “entrou” na reunião e, orando juntos, conduziram o bandido ao Reino de Deus. Depois, com autêntica hospitalidade asiática, levantaram-se para servir chá verde ao novo irmão, e estenderam uma cama no chão para ele passar a noite.

No dia seguinte, no café da manhã, o hóspede revelou sua verdadeira identidade: um notório criminoso, procurado pela polícia. Regozijando-se na nova paz e alegria interior, ele anunciou sua decisão de se entregar.

Assim, a pequena senhora ganhou, enfim, a sua alma para Jesus no Dia da Colheita, como resposta clara à sua oração angustiada. De acordo com as estatísticas, nesse dia mais de 5.000 japoneses buscaram Jesus como seu Salvador.

A história do Dia da Colheita foi contada pouco depois na Coréia. “Por que não na Coréia”, os líderes perguntaram. A discussão levou à decisão e a oração ao planejamento. Mobilizar mais de 500 igrejas, com um total de 200.000 cristãos, não era um empreendimento fácil. Mas, com Deus, tudo é possível. Começando a orar no primeiro dia do ano de 1974, marcaram o Dia da Colheita para a sexta-feira “santa”, na semana da páscoa.

Cada cristão pediria a Deus para mostrar cinco parentes ou amigos não convertidos pelos quais se tornaria espiritualmente responsável. Passaria a orar por cada um deles diariamente.

“Não tente testemunhar para eles por enquanto”, era a orientação. “Só continue saturando essas pessoas com suas orações. Mostre amor de toda forma possível, mas não tente pregar”. Dessa forma, um milhão de pessoas passaram a ser alvos de oração.

Enquanto isso, as igrejas preparavam treinamento em evangelismo pessoal para cada congregação. Prepararam literatura especial para a ocasião. Cada cristão recebia cinco folhetos, um para cada pessoa que estava cobrindo com oração.

À medida que o Dia do Testemunho se aproximava, a expectativa crescia. No dia marcado, os cristãos saíram para visitar, cada um, as cinco pessoas pelas quais haviam orado durante três meses. O que aconteceu? De acordo com os números publicados pela Igreja Evangélica Coreana, em 1974 mais de 10.000 decisões por Jesus. No ano seguinte, o número chegou a quase o dobro. E, em 1976, mais de 35.000 pessoas passaram a fazer parte da família de Deus. Os resultados reais, ninguém poderá saber com certeza, pois dois milhões de folhetos foram entregues somente em 1976.

Que árvore imensa pode nascer de uma pequena semente de mostarda. Os orações de uma senhora japonesa trouxeram um ladrão para sua casa à meia-noite, o ladrão aceitou Jesus e a inspiração desse acontecimento maravilhoso despertou muitas igrejas na Coréia. Quando a pequenina senhora do Japão se encontrar com as multidões da Coréia que estão no céu por causa de uma pessoa que ganhou no Dia da Colheita, imagine a alegria que derreterá os corações de todos!


Fonte: O Arauto da Sua Vinda - Ano 23 nº 3 - Maio/Junho 2005

Um comentário:

  1. Testemunho maravilhoso, vou implantar na minha igreja.
    Pr. Edson
    Ministério Shaalom

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