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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Unidade, Comunhão e o jogo dos números


Tradução do prefácio da edição de janeiro de 2012 do International Bulletin of Missionary Research, escrita por Dwight P. Baker.

Se a busca da igreja é pela unidade em Cristo, a realidade é de uma fragmentação caleidoscópica. E o caleidoscópio está girando com velocidade crescente. Nos últimos doze anos, a diversidade organizacional formal entre os cristãos cresceu 26 por cento, inchaço de uma estimativa de 34.100 denominações em 2000 para 43 mil denominações projetadas para meados de 2012 (ver "Status da Missão Global, 2012, no contexto da ad 1800-2025 ", de Todd Johnson, David Barrett, e Crossing Peter, linha 41, na p. 29 desta edição).

As tensões entre a aspiração eclesiástica e a realização são evidentes nas missões protestantes dos últimos dois séculos. O número de agências missionárias estrangeiras duplicou nos últimos quatro décadas (p. 29, linha 44). Não é o momento desse desenvolvimento, talvez, dar uma pausa, para medir o nível de redundância, o de concorrência, o de coordenação de esforços, e esforçando-se para estabelecer a identidade organizacional ou "marca" que este nível de multiplicação implica?

No entanto, louco como às vezes parece, este desenvolvimento não é necessariamente de todo negativo. Os documentos de fundação da igreja, e, portanto, da missão cristã, falam da diversidade de dons entre os indivíduos e as diferenças concordantes em sua função. Se os indivíduos variam em capacidade de condicionamento, de perícia, e de contexto cultural e social, há alguma razão pela qual as organizações não devem ser igualmente condicionadas?

Talvez diversidade organizacional em si mesmo dá testemunho ao amor multifacetado de Deus! Embora possa ser questionado se a diversidade e a fragmentação são sinônimos, é um fato histórico que as maneiras como essas tensões têm desempenhado na prática da missão e no resto do movimento cristão têm sido frequentemente menos edificante.

Quantas vezes falha na busca da unidade sido encobertas com uma máscara de cortesia?
Quão frequentemente a mentalidade da cristandade tem sacrificado complementaridade e diversidade funcional no altar da separação territorial ou quase territorial, como se os seguidores de Cristo pudessem ser suficientes em si e não precisarem uns dos outros?

Como os artigos nesta edição por RG Tiedemann, Gloria Tseng e Peter Ng mostram, o plantio da Igreja Protestante na China fornece um excelente exemplo. Barreiras territoriais, intelectuais, espirituais e, sobretudo, denominacionais, foram esculpidas. Quando a chamada de Cheng Jingyi veio, dando voz ao desejo na China para "uma igreja cristã unida que foi libertada da denominacionalismo" (Ng, p. 15), muitos o ouviram e seguiram o seu exemplo. Em 1927,  um quarto da comunidade cristã chinesa juntaram-se formando a Igreja de Cristo na China. A maioria, porém, mantiveram-se afastados. Tseng argumenta de forma convincente que as sementes da discórdia plantadas em seguida, continuam a dar frutos amargos até hoje.

Apesar de suas falhas, os missionários para a China no século XIX trabalharam em situação sacrificial. Eles traziam em seus corpos a verdade do ditado de Dietrich Bonhoeffer que, quando Cristo chama uma pessoa, Ele chama para ir e morrer. Nos primeiros anos em particular, muitos morreram, um grande número sofreu com a perda de cônjuges, filhos e colegas. Eles suportaram a solidão, sofriam de depressão, e de isolamento social em uma terra onde muitas vezes não eram bem-vindos e cuja língua eles raramente dominaram adequadamente.

Jessie Lutz coloca essas pressões em relevo como ela tabula mudanças nas taxas de atrito missionário em todo o século XIX. A busca para o ministério relevante foi não só organizacional e denominacional, mas às vezes, profundamente pessoal. Ian Welch relata a vida de Lydia Mary Fay. Ela finalmente encontrou carácter estável supervisionando uma escola onde ela nutria "seus meninos", visto com ela na gravura, na página 1. Uma professora realizada e administradora que teria preferido a vida doméstica de uma mulher casada, ela se ofereceu para o serviço missionário na China, onde ela dedicou os últimos 28 anos de sua vida. Ela aplicou-se com diligência ao estudo da língua, ganhando uma fluência que escapou a outros. Mas em meados do século XIX, ela se irritou na China no âmbito das questões políticas da missão que a colocaram sob a autoridade de homens menos dotados, que serviram apenas em curto prazo em sua escola. Em 1878, após sua morte, a escola que passou para seu sucessor foi, sem dúvida "sua escola", que era um crédito para sua determinação, trabalho duro, e inatas capacidades administrativas. Mas suspeita-se que, no final, ela ganhou o dia em grande parte, porque o dia se tinha mudado. Mulheres solteiras e casadas tinham começado a ser contadas nos livros de membros de sociedades missionárias. Homenagens a dois indivíduos que colocaram sua marca no século XX na erudição cristã aparecem nesta edição. As formas que cada um de nós pensa sobre tradução da Bíblia, bem como as traduções si, dão a impressão de Eugene Nida. E David Barrett, um editor de contribuição cujos resumos de estatísticas missional divulga novamente sua estatística, como faz desde 1985 na edição de janeiro do BOLETIM INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO MISSIONÁRIA. Estamos ansiosos para curso anual dessas atualizações estatísticas das mãos de seu antigo colegas Todd Johnson e Peter Travessia.

Ilustração: Lydia Mary Fay e "seus meninos" uma ilustração do jornal Espírito de Missões n° 37, de fevereiro de 1872, página 137


Texto em inglês, extraído aqui e traduzido com ajuda daqui.


Clique aqui para a versão de 2011 das estatísticas da situação missionária do mundo em 2011.


Clique aqui para ver mais sobre a difícil situação das missões chinesas no século 19.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Milagres existem!

Vocês acreditam em Milagres?

Acreditam que a cura divina é possível?

Acreditam que a mão poderosa de Deus pode intensificar os remédios e tratamentos propostos pelos médicos?

Eu sim!

Aconteceu comigo! Ou melhor, com minha esposa! Ela vinha reclamando de dores estomacais, fez os exames, entre eles, a endoscopia em maio desse ano e deu gastrite bacteriana e hérnia de hiato (uma expansão do estômago acima do diafragma, como uma bolsa, tratável com cirurgia).

Veja o resultado do exame realizado em maio:


Agora veja o exame realizado em dezembro:



Cadê a erosão?

Cadê a bactéria?

Cadê a hérnia de hiato?

Sumiram, para a glória de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo!

Este foi mais um milagre que Deus fez para nós!

E para vocês, Deus já realizou milagres?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Centro de Treinamento Cristão


Tem Chamado Missionário e não sabe como proceder?
Tem vocação missionária e está em dúvida?
Quer ir para o campo missionário e está com dificuldades?
Quer ganhar almas para Jesus, ir para a Janela 10/40, para missões transculturais, aos povos ribeirinhos?

Posso te ajudar!

Minha igreja criou o Centro de Treinamento Cristão. Uma entidade sem fins lucrativos estabelecida no Recanto S.A.L., em Americana, SP.  Tem por objetivo oferecer a todos os cristãos uma preparação teológica e discipular de qualidade.

O C.T.C. oferece atualmente duas modalidades de treinamento:
C.T.T. - Centro de Treinamento Teológico - com dois cursos
- - Médio em Teologia (2 anos) - período noturno;
- - Bacharel em Teologia (3 anos) - período noturno.
C.T.D. - Centro de Treinamento e Discipulado
-  - Ensino e Prática Cristã (5 meses+ prático em uma base missionária) - período integral.



Recomendo a todos! Sou um dos professores deste seminário! Meu futuro genro estuda lá e minha filha entrará no próximo semestre!

Saiba mais no Facebook! Ou entre em contato comigo!

As matrículas para 2013 já estão abertas! Entre em contato conosco!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Paralisia no Chamado Missionário


Este contato recebido no meio do ano me deixou muito feliz, pelo menos no início! Como é bom ouvir que um jovem está tão desejoso de se comprometer com o Reino de Deus. Contudo, o mundo oferece tanto! E meu receio era que, passados alguns meses, o chamado dele estivesse paralisado! Que o desejo estivesse lá, porém paralisado, sufocado, sem movimento efetivo!

Mas, antes de qualquer coisa, Leia os emails trocados para entender a história:

Oi, meu nome é D.
A algum tempo o Senhor Deus tem colocado em meu coração o desejo de anunciar o evangelho do reino de Deus, tem também me mostrado que não vale a pena viver essa vida se não for vivida pra Deus.
Diante de tais esclarecimentos vindos de Deus eu me faço uma pergunta: Como posso eu viver a vida da mesma maneira que vivia antes de ter sido revelado a mim a vontade de Deus?
Atualmente eu penso, se falamos e cantamos que o nosso Deus é maior do que os nossos problemas, e quando os grandes problemas vem, nós nos desesperamos, então falamos e cantamos com falsidade.
Eu não quero mais viver as minhas vontades, nem as vontades deste mundo. Eu tenho lutado contra mim mesmo, meu desejo maior é largar tudo e viver apenas para anunciar a palavra de Deus.
Não tenho como compartilhar isso com alguém da congregação onde faço parte, pois até mesmo pra o meu pastor acredito que isso seria loucura. Não quer ajuntar tesouro nesta terra, não quero ter carro, dinheiro, roupas caras, quero apenas o necessário para poder me sustentar em anunciar o evangelho do Senhor Jesus Cristo.
Estou atualmente buscando saber mais sobre os missionários Moravianos, que se vendiam como escravos pra poder pregar aos escravos, uma verdadeira demonstração de renuncia desta vida. Perdoe-me o e-mail tão grande, mas estava precisando compartilhar o que tenho em meu coração. Tenho certeza que o senhor Deus nós fez com um propósito.
Gostaria de receber uma resposta de vocês, porque a resposta de Deus eu já recebi.
Deus abençoe vocês.

Não é lindo ver a determinação de uma pessoa no Reino de Deus? Quantos assim falam, declaram! Ao escrever assim, ele decretou bençãos na vida dele, e para a vida da multidão dos convertidos pelo seu testemunho através do Espirito.
Respondi para ele:

Olá D. Graça e Paz
Obrigado pelo seu contato.
Seu testemunho neste email é maravilhoso. Gostaria de publicá-lo no site. Você autoriza?
Bem, quanto ao conteúdo em si do seu texto, digo-lhe algumas coisa:
O que você espera para ir até a JOCUM, fazer o ETED e começar para valer?
É a idade? A família? O Trabalho?
Tem pais para cuidar ou filhos menores de idade?
Mantenha contato. Relate experiências!
Gilson de Moura
Blog Missões e Adoração

Senti que ele já estava pronto e só faltava o empurrão! Então, o empurrei, curto e grosso como às vezes sou. Ele me retornou:

Olá. É ótimo receber a resposta Gilson. As coisas desse mundo querem sufocar tudo o que tenho sentido em meu coração, mas o amor por Jesus é maior do que os prazeres deste mundo.
Eu sei e tenho certeza que valerá a pena abrir mão de uma "boa vida" nesta vida para poder ser usado a anunciar o evangelho aos que precisam ouvir. 
Respondendo: eu não sei o que tenho esperado, não é uma decisão simples de tomar. Tenho 25 anos de idade, não tenho filhos e meus pais não precisam de maiores cuidados, eu sei que meu trabalho não é o principal objetivo.
Receber a sua resposta me dá forças pra fazer o que é preciso. Tem minha autorização para postar o e-mail no Site. Manterei contato, Deus Abençoe!
D.

Pronto! Ufa! Você leu!

Passados alguns meses, retomei o contato para verificar o que ele estava fazendo. Será que estava paralisado?

Ele me respondeu:

Oi Gilson, Graça e Paz também a você!

Bom quanto ao meu chamado o senhor tem me dado ferramentas para anunciar o evangelho através da Musica.
Comecei a Orar e pedir ao senhor qual a direção a Seguir, entrei também em contato com a Jocum, conheci os programas de lá como o ETED.

Eu sempre fiz parte do ministério de Louvor de onde congrego, mas nos últimos meses, um amigo meu me chamou para um ministério de Musica que não tem vinculo com Denominação. Aceitei o convite e fui conhecer de perto esse projeto, conversando com o fundador do projeto (H. M.) ele se abriu pra mim e falou sobre o desejo de anunciar, e sobre o que ele acreditava sobre missões, obviamente chorei muito ao perceber que realmente o Senhor tem me mostrado por onde ir.
Já temos algumas musicas próprias e algumas traduções como uma musica de Lincon, musica tema de missões e muito conhecidas fora do Brasil, e se o senhor permitir fará diferença na vida das pessoas aqui no Brasil.
.........
Quando tivermos algum material te enviarei.
Estou muito feliz com o que o Senhor tem feito na minha vida, mesmo não sendo merecedor do amor dele.
Mais uma vez, obrigado por manter contato, isso me ajuda muito.
se puder me manda o link da divulgação do e-mail.

Deus Abençoe, e nos dê forças para continuar a anunciar.

Glória a Deus! O Chamado está lá Vivo! E ele está se movendo em direção a este chamado. Está, passo a passo, realizando ações, criando estruturas que Deusas organizará em um fim glorioso!

Nosso irmão D. está se movendo em sintonia ao chamado de Deus! E Você?

Você já esteve paralisado no seu chamado missionário?

Já se percebeu envolto em um emaranhado de situações que tentaram sufocar seu chamado?

O mais lindo, mas também o mais triste é que o chamado não morre! Ele permanece lá aniquilando a consciência! Como uma ferida aberta, cutucada pela presença do Espírito Santo. Não há descanso! O que há é uma acomodação à dor. Uma alteração no limiar de sensibilidade. Uma acomodação! Mas o chamado continua lá!

Oro pelo jovem D. Convido você a orar por ele e pelos que estão nesta situação!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Evangelismo e a Igreja Primitiva - Jerry Root


Não houve um período perfeito na história da igreja. A Igreja do primeiro século não deve ser sobre-idealizada. De acordo com o teólogo Walter Elwell, nas epístolas do Novo Testamento por si só, a Igreja teve que ser corrigida cerca de 150 ocasiões.(1) Devemos sempre ter cuidado para evitar projeções e sobre-idealizações de qualquer tempo ou lugar.

No entanto, a Igreja primitiva ainda tem muito a nos dizer hoje, e é sábio estar atento às suas lições. Há dois erros que podem ser cometidos sobre as tradições do passado: 
1) rejeitar o passado completamente como arcaico e irrelevante e passar para as questões do presente;
2) ser dominado pelo passado, deixando que convenções calcificantes dos tempos idos tiranizem o ​​desenvolvimento saudável das comunidades.

GK Chesterton diz que uma compreensão adequada do passado é fazer alguma acomodação para sua voz ainda pode ser ouvida. Toda vez que uma determinada idade se senta à mesa para considerar um evento ou desafio, deve sempre dar um lugar para a voz do passado. É, de acordo com Chesterton, a democracia estendida através tempo.(2)

A verdadeira compreensão da tradição dá um voto para os mortos. Desta forma, a sabedoria do passado não é negligenciada e os desafios do dia a dia se benefíciam de tal sabedoria, ao mesmo tempo que se  infunde com idéias novas. Para trazer este tipo de equilíbrio para a discussão, devemos considerar:

  • Será que a Igreja primitiva contribui em nada para a Igreja atual em relação à sua missão no mundo de hoje?
  • Quais são as formas que os cristãos do passado compartilharam sua fé em Cristo, e isso pode afetar positivamente os modos cristãos de compartilhar Cristo com os outros hoje?

Quando Jesus reuniu seus discípulos para si mesmo, ele usou um dos dois métodos a seguir:

Evangelismo de contato - Jesus simplesmente chegou para alguns e chamou-os a seguir. Um exemplo disso é Mateus.Pode ter havido um relacionamento anterior que existia entre Mateus e Jesus, mas não há nenhuma referência textual a ele.

Portanto, pode-se imaginar que Jesus simplesmente encontrou algumas pessoas e chamou-os para uma nova relação. Da mesma forma, algumas pessoas podem ser levados a Cristo depois de um contato inicial. É sábio ser sensível à forma como o Espírito de Deus pode estar se movendo em qualquer conversa dada como ele corteja os outros a si mesmo através de nós.

Evangelismo relacional (ie, "teias de relacionamento"). Em João 1, André foi e trouxe seu irmão, Pedro, a Jesus. Da mesma forma, Felipe encontrou seu amigo, Natanael. Assim também, Deus pode fazer-nos compartilhar Cristo através de amizades que já temos. Não devemos negligenciar o fato de que Deus muitas vezes se estende através de relações estabelecidas, a fim de tornar Cristo conhecido no mundo.
Ambos, evangelismo de contato e evangelismo relacional tem os seus riscos. No evangelismo de contato, a dificuldade está na tentativa de encontrar naturalmente seguidores para o evangelho em pessoas recém conhecida. Também é difícil estabelecer a credibilidade. Por outro lado, um velho amigo ou membro da família que conhece a nossa história também sabe das nossas deficiências. Isso pode prejudicar a nossa mensagem. Devemos confessar fracassos pessoais e testemunhar o amor e o perdão de Deus e seu poder em curso de perdoar e transformar.Quando isso ocorre, até mesmo os nossos fracassos podem ser um trunfo ao compartilhar Cristo.

Aprendendo com os primeiros discípulos

Os primeiros discípulos envolveram-se em ambos os tipos de evangelismo. Há muito que podemos aprender com aqueles que primeiro levaram o evangelho aos outros. O livro de Atos certamente nos dá exemplos de evangelismo de contato:
  • Paulo fala um a um com pessoas no mercado.
  • Felipe fala com o eunuco etíope que ele acabou de conhecer na estrada de Gaza.
  • Cornélio estende a mão a Pedro para que este possa compartilhar o evangelho a toda a teia das relações familiares estabelecida através de sua casa.

Mas os Evangelhos eo Livro de Atos falam de outros tipos de evangelismo também:
  • Jesus compartilhou o evangelho com grandes multidões de pessoas.
  • Na Festa de Pentecostes, Pedro prega abertamente sobre Jesus na praça pública.
  • Paulo vai para as pessoas parcialmente informadas reunidas na sinagoga, ou seja, ele chega para as pessoas com uma afinidade para a religião, mas que ainda não encontraram um relacionamento com o Cristo vivo.
  • Paulo usa cartas para apresentar o evangelho para os outros. (Equivalente hoje de redes sociais e e-mail oferece ampla oportunidade para fazer algo assim.)
O que podemos aprender com as abordagens empregadas pela Igreja primitiva para alcançar outros para Cristo?

Eram homens e mulheres cujas vidas foram transformadas comprovadamente pelo amor e pelo perdão de Cristo, e estavam com um coração cheio para compartilhar o evangelho com os outros. Quando deixamos de compartilhar Jesus com os outros, poderíamos perguntar se um novo reacender do amor de Deus precisa ser gerado de modo que sua graça possa voltar a fluir livremente.

Primeiros cristãos, cujo amor ardente por Cristo, obedeceram a Grande Comissão. Seu grande desejo era contar ao mundo sobre Jesus, Sua morte e ressurreição para o perdão dos pecados. Eles mostraram-se fiéis ao chamado de Deus em suas vidas.

Se era a apenas uma pessoa desconhecida em um local público, ou um pequeno grupo de amigos e conhecidos convidados a ouvir falar de Cristo, ou a uma multidão reunida, os membros da igreja primitiva fizeram valer a maior parte das oportunidades apresentadas diante deles.

Os primeiros cristãos pareciam demonstrar grande criatividade em se  manifestar de forma que sempre procuraram compartilhar o evangelho. Este deveria inspirar todos os que leem o Novo Testamento para procurar maneiras criativas e até mesmo divertidas para tornar Cristo conhecido aos outros.

Os primeiros cristãos não estavam dispostos a deixar que o medo impedisse a alegria de contar aos outros sobre Jesus.
Embora nenhum período na história da igreja já teve tudo isso junto, uma coisa pode ser dita sobre a Igreja primitiva: eles foram ousados ​​em cumprir sua vocação de tornar Cristo conhecido aos outros. Neste sentido, eles têm muito a dizer à Igreja em todos os tempos. A esperança para a Igreja em todos os tempos, qualquer que seja os erros cometidos em qualquer período da história, é que o Corpo de Cristo não pode negligenciar o chamado de tornar Cristo conhecido para o mundo.

Notas finais
1. Comentários feitos a mim em uma conversa no final de 1980.
2. Chesterton, G. K. 1986. Ortodoxia. The Collected Works of G. K. Chesterton. Vol. I. San Francisco: Ignatius Press, 251

Artigo publicado pelo Lausanne World Pulse, aqui. Imagem também!
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Bem irmãos, temos muito que aprender com os nossos irmãos do passado. Falhas, eles tinham como nós! Ninguém era ou é perfeito! Contudo, aproveitaram as oportunidades. 

E eu?

E você?

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Avivamento é Tempo de Reconciliação - Roger Ellsworth


Jamais houve um avivamento sem que os cristãos, individualmente, se reconciliassem com aqueles com quem tinham algum problema.

Esta é a introdução a mais um texto sobre AVIVAMENTO. Já publicamos muita coisa sobre Avivamento! Confira:

Ministrações sobre Avivamento:

Experiência na China, em Shantung:

Experiências no País de Gales:



Artigos de Roger Ellsworth:
1 - Desce, Senhor! Estamos com Saudades! - Roger Ellsworth
2 - Desce, Senhor! Precisamos de Ti! - Roger Ellsworth
3 - Desce, Senhor! Esperamos Por Ti! - Roger Ellsworth4 - Desce, Senhor! Queremos Encontrar a Ti! - Roger Ellsworth
5 - Desce, Senhor! Ofendemos a Ti! - Roger Ellsworth
6 - Desce, Senhor! Pertencemos a Ti! - Roger Ellsworth
7 - Suplicamo-te – Desce, Senhor! - Roger Ellsworth





“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. Seja a paz de Cristo o árbitro em vossos corações, à qual, também, fostes chamados em um só corpo: e sede agradecidos. Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em vossos corações” (Cl 3.12-17).

Jamais houve um avivamento sem que os cristãos, individualmente, se reconciliassem com aqueles com quem tinham algum problema. Deus não vai passar por cima de ressentimentos e amarguras e conceder sua grande bênção do avivamento. Se queremos verdadeiramente o avivamento, teremos de tratar dessas coisas.

Parece haver muito desse tipo de problema hoje em dia. Quase todas as igrejas passam uma vez ou outra por tensões e conflitos não resolvidos. Às vezes são tensões entre os membros da liderança da igreja, outras vezes ocorrem entre pastores e membros e, ainda outras, acontecem entre membros e membros. Na maioria dos casos, a causa de tais problemas é algo muito insignificante.

Como precisamos atentar para as palavras do apóstolo Paulo registradas no texto acima! Temos aqui uma chamada retumbante para que os colossenses vivam em paz uns com os outros.


Os Deveres Prescritos

Ao examinarmos os versículos acima, vemos Paulo conclamando seus leitores a que “vistam” certas coisas:
• ternos afetos de misericórdia – um coração compassivo, isto é, um coração que é tocado e movido pela miséria de outrem
• bondade – uma disposição abrandada que já se livrou de todo resquício de aspereza
• humildade – um coração livre do amor próprio e do desejo de afirmar e promover o ego
• mansidão – um espírito que não se ofende com facilidade
• longanimidade – um espírito que pacientemente suporta provocações sem “explodir”
• suportar uns aos outros – a graça que capacita alguém a agüentar tudo o que é desagradável e indesejável nos outros
• amor – o dom supremo (1 Co13) que une os crentes. William Hendriksen escreve: “O amor, então, é o vínculo da perfeição no sentido de ser o elemento que une os crentes, fazendo-os caminharem em direção ao alvo da perfeição”.

Excluí da lista acima uma das expressões de Paulo a fim de dar-lhe uma consideração especial. Ela vai direto ao âmago da questão que está diante de nós. Além do que enumeramos acima, o apóstolo urge aos colossenses que perdoem um ao outro “caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem” (v.13). Em outras palavras, ele exorta aos cristãos que porventura tenham se afastado um do outro por problemas pessoais a que se reconciliem.

O próprio Senhor Jesus deixou algumas instruções específicas e detalhadas sobre como deveríamos lidar com isso. Se um amigo cristão peca contra nós, devemos falar com ele em particular e dizer-lhe em que sentido nos ofendeu ou prejudicou. A pessoa que é abordada dessa maneira deve se reconciliar conosco. Se ela se recusa a fazer isso, devemos ir para o passo seguinte que é levar mais uma ou duas pessoas conosco para tratar da questão. Se ainda assim ela recusa se reconciliar, o assunto deve ser levado a toda a igreja (Mt 18.15-17).

A lição de Jesus é claríssima: os cristãos devem sempre estar sequiosos de buscar e conceder reconciliação. Deixar de fazer isso é coisa muito séria aos olhos do Senhor.

Em outra ocasião, o Senhor mais uma vez salientou a importância da reconciliação nestas palavras: “E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celeste não vos perdoará as vossas ofensas” (Mc 11.25.26).

Aqueles que suplicam o perdão de Deus não podem reter o perdão de outros. Se não perdoarmos, não teremos o direito de pedir perdão. Os deveres que Paulo aponta nesta passagem são, na verdade, muito exigentes, tanto assim que será quase impossível executá-los se não nos atentarmos ao incentivo que ele também oferece.


O Incentivo Oferecido

Paulo sempre cobriu toda responsabilidade cristã pelo amor do Calvário. Ele faz o mesmo aqui. Nós que conhecemos o Senhor devemos perdoar porque ele nos perdoou a nós (v.13). Paulo também realça este ponto na sua carta aos Efésios: “Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou” (Ef 4.32).

A cruz do Calvário retira todo esconderijo daqueles que se recusam a perdoar. Se nós nos recusamos a perdoar alguém por considerarmos que não o merece, precisamos olhar para o amor do Calvário. O Senhor Jesus Cristo não veio e morreu por nós porque éramos ou somos merecedores. Ele veio e morreu por nós quando éramos ímpios e não merecedores (Rm 5.6-8).

Se nos recusamos a perdoar por causa do tamanho da ofensa praticada contra nós, precisamos novamente olhar para o amor do Calvário. Nenhuma ofensa pode ser maior do que aquela que os pecadores perpetraram contra Deus. E, no entanto, Deus tomou a nossa humanidade e, através dela, foi para a cruz. Lá ele clamou, “Pai, perdoa-lhes...” (Lc 23.34).

Se nos recusamos a perdoar porque a pessoa que nos ofendeu parece vil e detestável aos nossos olhos, também devemos olhar para a cruz. Lá Deus criou uma senda de perdão para as criaturas mais vis e desprezíveis imagináveis, aquelas que tinham desprezado a sua lei e que pregaram na cruz o próprio Filho de Deus.

Se nos recusamos a perdoar porque estamos esperando que a outra pessoa dê o primeiro passo, a solução, outra vez, é olhar para o amor do Calvário. Redenção é Deus dando o primeiro passo e, em seguida, todos os demais também. Sem essa iniciativa, nunca teria havido redenção, pois pecadores culpados nunca teriam nem a inclinação nem a capacidade de tomar o primeiro passo em direção a Deus.

Se nos recusamos a perdoar porque poderia ferir nosso orgulho ter de admitir que erramos, novamente nossa saída é olhar para o Calvário. Lá o Senhor, que não tinha orgulho e nunca fez nada errado, voluntariamente curvou-se em humildade e tomou sobre si as nossas culpas. A cruz de Cristo é sempre um antídoto para uma disposição antipática e um espírito que não perdoa. Quando persistimos em tais coisas, somente demonstramos que ainda não estudamos cuidadosa e profundamente as lições da cruz.


As Medidas Preventivas Propostas

É interessante que depois do apóstolo falar das coisas com as quais o cristão deve se “revestir” (vv. 12,14), ele passa a falar de dois fatores cuja operação deve ser permitida em sua vida. Primeiro ele diz: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vossos corações” (v.15). E, em seguida, acrescenta: “Habite ricamente em vós a palavra de Cristo...” (v.16).

Não posso deixar de ver essas ordens como medidas preventivas para os mesmos problemas que o apóstolo acabara de citar. Como é que se pode evitar uma disposição antipática e crítica? Como é que se mantém um relacionamento saudável com os irmãos e irmãs? Como é que se evita situações de tensões e conflitos?

Sugiro que a resposta esteja nestas duas ordens de Paulo: “Seja” e “Habite”. Devemos permitir que a paz de Cristo e a palavra de Cristo governem os nossos corações. A paz é um direito adquirido que pertence a todo cristão. A paz com Deus e a liberdade interior da culpa e da condenação do pecado foram compradas para ele através da morte redentora de Cristo na cruz.

O viver em paz com os outros acontece quando reconhecemos quem nós somos em Cristo Jesus. Quanto mais refletimos no que ele fez por nós, mais veremos sua paz dominando e controlando as nossas vidas. E quanto mais a paz nos controla, menos tensão teremos em nossos relacionamentos com os outros.

Em segundo lugar, devemos permitir que a palavra de Cristo habite ricamente em nós. Isso significa submeter-nos completamente e com imenso prazer e deleite a tudo o que a Bíblia ensina. Não é difícil perceber como isso nos livra de conflitos com os outros. Se cada crente abrir sua vida à ação poderosa da Palavra de Deus, haverá grande unidade e pouquíssimo espaço para conflito e dissensão.

Também não é difícil discernir quem permite que a Palavra de Deus habite ricamente em sua vida. Isso sempre se evidencia! Aqueles que estão cheios da Palavra de Deus são pessoas de louvor e adoração. Não conseguem ser outra coisa. Como sabemos, duas coisas não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Uma vai deslocar a outra. O coração cheio do deleite e do louvor produzidos pela Bíblia não terá espaço sobrando para ressentimento ou amargura.
Guardemos essas coisas em mente enquanto orarmos por avivamento. Se temos um relacionamento fraturado, procuremos perdoar e nos reconciliar, lembrando-nos do perdão que nós próprios recebemos de Cristo. E vamos permitir que a paz e a Palavra de Cristo habitem em nós de tal maneira que não tenhamos que passar pela profunda dor de alienação e o difícil trabalho de reconciliação.


Fonte: Arauto Ano 23 nº 2 - Março/Abril 2005


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Desce, Senhor! Esperamos Por Ti! - Roger Ellsworth


Artigos de Roger Ellsworth:
1 - Desce, Senhor! Estamos com Saudades! - Roger Ellsworth
2 - Desce, Senhor! Precisamos de Ti! - Roger Ellsworth
3 - Desce, Senhor! Esperamos Por Ti! - Roger Ellsworth
4 - Desce, Senhor! Queremos Encontrar a Ti! - Roger Ellsworth
5 - Desce, Senhor! Ofendemos a Ti! - Roger Ellsworth
6 - Desce, Senhor! Pertencemos a Ti! - Roger Ellsworth
7 - Suplicamo-te – Desce, Senhor! - Roger Ellsworth

Obstáculos à Adoração

Todos desejamos que nossa adoração seja agradável ao Senhor; entretanto, pode haver algumas coisas presentes nas nossas vidas que impedem a eficácia do nosso louvor:


Pecados Não Confessados ou Não Resolvidos
"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça"(1 Jo 1.9). É importante manter as "contas em dia" com Deus, para que sejamos santos como ele é santo. Não podemos adorar em espírito e em verdade quando temos pecados não confessados na nossa vida. Devemos aborrecer o pecado assim como o Senhor o faz; de outra forma, podemos nos abrir à dureza de coração. Nosso louvor pode ser bloqueado por pecados "ocultos" – aquelas coisas que guardamos com chave e cadeado, e que ninguém conhece além de Deus. É importante continuamente confessar os pecados, pois isto os tira das trevas e os coloca na luz. O temor de Deus é aborrecer o pecado.


Deixar de Receber Plenamente a Graça de Deus
O inimigo nos martela continuamente, tentando nos levar a duvidar do nosso valor, e até mesmo da nossa salvação! Fique firme nas promessas de Deus! A Palavra de Deus é a espada do Espírito. Derrote o inimigo com ela!


Temor dos Homens
Geralmente estamos mais preocupados com o que os outros pensam da nossa adoração do que com o agrado de Deus. A presença de Deus nos renova constantemente, a não ser quando deixamos a preocupação conosco mesmos (que é o temor dos homens) entrar no meio. Ficar preocupado com aqueles que estão à nossa volta nos impede de ficar sensíveis ao Espírito Santo na adoração. Pergunte continuamente ao Senhor: "Pai, o que te agrada?"

Se parece ser bom levantar suas mãos ao Senhor, então louve-o com esta oferta. Se sentir desejo de se ajoelhar diante dele em adoração, então honre-o com esta obediência à voz do Espírito. Não faça estas coisas porque sentiu uma mera emoção, ou porque os outros o estão fazendo. Que seu único desejo seja para agradar a Cristo. As tradições dos homens muitas vezes exercem mais pressão do que os desejos de Deus, e isto impede nossa adoração. Às vezes, Deus precisa ofender a mente racional do homem a fim de revelar seus propósitos. Lembre-se que seus caminhos são sempre mais altos.


Ofertas da Alma
De acordo com Jack Deere, "Deus não tem prazer naquilo que nós iniciamos". Não devemos adorar baseados nas nossas boas intenções. Se algo começou no poder do Espírito Santo, não deve ser continuado nem promovido na nossa carne. Há uma grande diferença entre o poder da alma (nossa mente, emoções e vontade), e o nosso espírito (a parte em nós que pode conhecer a Deus).

Nossos espíritos são o meio que temos para nos relacionar com Deus. O Espírito Santo habita no nosso espírito. Às vezes permitimos que nossa alma tenha mais influência do que nosso espírito, o que faz com que o poder do homem seja mais dominante que o poder do Espírito Santo. Devemos permitir que o Espírito habite ricamente dentro de nós! Adorar a Deus na carne não lhe traz honra.

Arauto da Sua Vinda - Ano 19 nº 3 - Outubro/Dezembro 2001
Origem da imagem: http://rogerellsworth.com/

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Evangelismo no Dia das Crianças


No dia das crianças deste ano, minha igreja promoveu um evangelismo no Assentamento Milton Santos, que fica entre Americana e Paulínia.

Para quem conhece a região, este assentamento fica perto do Sobrado Velho, antigo vilarejo onde os imigrantes italianos moraram quando chegaram no Brasil. Ali eles trabalhavam no cultivo de algodão. Produto que fez a riqueza de Americana no final do século 19 e início do século 20.

Esta região pertence à Usina Ester, empresa produtora de açúcar e álcool. No meio desta vasta terra, havia desde os anos 70 uma área pertencente ao Estado de São Paulo e à Prefeitura de Americana. Por motivo de dívida com o INSS, os proprietários perderam estas terras indicadas em vermelho no mapa abaixo. Área destinada ao desenvolvimento dessa região, chamada em Americana de "Região Pós Represa" que é para onde Americana irá crescer no futuro, uma vez que já está conurbada com Santa Bárbara d'Oeste e em passos bem acelerados com Nova Odessa.

O MST invadiu esta área no final da década de 90 e o governo federal, através do INCRA, deu posse aos invasores. Hoje estão totalmente regularizados, com opções de financiamento pelo próprio INCRA, assistidos precariamente pela Prefeitura de Americana (ônibus para os estudantes, fornecimento de água, etc.).

Veja a região pelo mapa extraído da Wikimapia, em vermelho, o Assentamento Milton Santos.

Veja o álbum de fotos do evento!




Nós fomos até lá com a Igreja Batista do Caminho (minha igreja) em Vila Jones, a Igreja Batista Cidade de Americana e a Igreja Palavra Revelada, além de outras, todas de Americana. Levaram a Palavra de Deus, brinquedos, comes e bebes e muito amor! Nós ficamos responsáveis pela parte mais gostosa, o Evangelismo!

Lá não tem igreja nenhuma! Quem se habilita?

Evangelizar faz bem ao corpo, à alma e ao espírito!
Uma benção!

Quando foi a última vez que você evangelizou?

terça-feira, 8 de novembro de 2011

UUPG e Você

UUPG - Unengaged, Unreached People

Group ou Povos Não Alcançados e Não abordados.

São os Povos que não tem cristãos, não tem Bíblia, não tem missionários e não tem igreja.

Postagens já publicadas sobre este assunto:
632 Grupos Etnolinguísticos Não Alcançados e Não Abordados
1.505 Grupos Etnolinguísticos Não Alcançados e Não Abordados 
As 1.000 principais línguas que não tem as Escrituras 
UUPG e os crentes não praticantes 
UUPG e a Teologia da Prosperidade 
UUPG e as Igrejas Não Missionárias


O que você pode fazer a respeito?




Créditos: Música "Eu quero amar" de Isaac Mercadante, cantada pelo Fernandinho, no CD "Tenho Fome" do Ministéio de Teatro Jeová Nissi. Fotos do CD "Planeta Terra" do SEPAL organizado por Ted Limpic. Povos não abordados e não alcançados para o Google Earth através do arquivo KML do Projeto Josué filmado com o programa AVIScreen.

sábado, 5 de novembro de 2011

Desenvolver nas crianças amor pelos perdidos

Como os pais podem ajudar seus filhos a desenvolver um coração para os perdidos? Texto de Mitzi Eaker do site http://www.mitzieaker.com.

Encontrei este texto em inglês na web e achei maravilhoso. Alguns desses passos eu já faço com minha esposa, mas, outros não.

Começa construção de um alicerce em casa e avança para sua comunidade e além através do exemplo de seus pais!

1. Pais, deem aos seus filhos amor pela Bíblia. 
Torne o aprendizado da Bíblia uma aventura de descoberta. Quando você ensinar seus filhos versículos da Bíblia, passagens, ou histórias, perguntar-lhes como eles se relacionam com suas vidas. O maior presente que podemos dar aos nossos filhos é pessoalmente ensiná-los a ler e aplicar a Bíblia à sua vida diária. Quando nossas ações diárias refletem a Palavra de Deus, nossas vidas se tornam a maior ferramenta de divulgação que Deus criou.

2. Ensine seus filhos a amar as pessoas. 
Acho que isso pode ser muito difícil no mundo de hoje, porque eu quero ensinar meus filhos a evitar estranhos e ficar longe dos causadores de bullying. No entanto, incentive seus filhos a serem gentis com os outros. Orar com seus filhos todos os dias, pedindo a Deus para trazer alguém em suas vidas, com quem possam partilhar o Seu amor. Se seu filho está tendo um problema em amar uma pessoa em particular, não empurre ele ou ela. Em vez disso, ore para que Deus leve esse sentimento negativo para longe de seu filho. Em todo caso, podemos amar, orando, mesmo para os nossos inimigos.

 3. Ore pelos perdidos. 
Como uma família, torná-lo uma parte regular de sua semana para orar pelos perdidos em sua comunidade e no mundo. Faça caminhadas com seus filhos no bairro e aproveite e faça orações breves. Use os recursos da oração, como o Intercessão Mundial (World Operação - http://www.operationworld.org/  - ou o Projeto Josué), para orar por grupos de pessoas em todo o mundo.

4. Partilhe a sua fé com seus filhos.
Partilhe a sua fé pessoal com seus filhos usando as Escrituras. Ajude seu filho a escrever e discutir a sua própria história de fé. (isto será um incrível presente para eles mesmos mais tarde quando forem jovens).

5. Partilhe a sua fé com os outros. 
Deixe o seu filho vê-lo estender a mão e partilhar a sua fé em seu bairro e fazer missões ao redor do mundo. Crie oportunidades para a sua família para construir relacionamentos com os perdidos no seu bairro através dias especiais, jantares, churrascos, ou visitas. Fazer viagens de missões, individualmente ou como uma família. Mas, de qualquer forma, compartilhe as histórias e experiências com seu filho. Pais, olhem para o ministério, missões, e a vida em geral como uma jornada que você está tendo com seus filhos. Eles estão olhando para você aguardando orientação. Alcançando os perdidos começa com alcançá-los.

Uma benção, não é?

Acrescentaria alguns passos, mas, pelo menos indico mais um:

6. Contribua,
Contribua para Missões em espécie (R$) na frente de seus filhos e incentive-os a darem de suas mesadas.

Mitzi Eaker é autora de Missões Moments 2, e também publica suas experiências no site www.mitzieaker.com onde achei esta mensagem, em inglês, of course. Moments Missões 2 é um livro que oferece 52 mensagens e atividades missionárias para as famílias de hoje.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

UUPG e igrejas não missionárias


UUPG - Unengaged, Unreached People Group ou Povos Não Alcançados e Não abordados.

São os Povos que não tem cristãos, não tem Bíblia, não tem missionários e não tem igreja.

Postagens já publicadas sobre este assunto:

Povos sem igrejas e sem missionários. E nós aqui no Brasil com Igrejas que não fazem Missões!

Existe isto? Igreja não Missionária?


Minhas igrejas são todas missionárias! 
  • Igreja Presbiteriana do bairro São Domingos (atualmente Igreja Presbiteriana Moriah) de Americana (de 1978 a 1998);
  • Igreja Batista do Caminho bairro São Fernando de Santa Bárbara d'Oeste (de 2000 a 2008);
  • Primeira Igreja do Evangelho Quadrangular de Paulínia (2009);
  • Terceira Igreja do Evangelho Quadrangular de Paulínia (2010);
  • Igreja Batista do Caminho Vila Jones de Americana (de 2011 até o arrebatamento);
Sempre fui estimulado a fazer Missões e a contribuir para Missões e para orar por Missões. Em todas elas! Igrejas abençoadas! Missionárias!

Mas, infelizmente, também conheço igrejas que não dão ênfase neste ministério. Não oram, não contribuem, não enviam, não sustentam, não acolhem, não ensinam, não estimulam, não semeiam. Não fazem nada!

Igrejas onde os templos são mais importantes. O prédio é fundamental. A cadeira confortável, o ar condicionado em exatos 25°C, o melhor som, a melhor iluminação, o melhor telão digital, a melhor estrutura de lazer com quadras e piscina. 

Sei de certa igreja que tem em conta corrente mais de R$100.000,00! Esta lá no banco, rendendo juros onde a traça e a ferrugem corroem! Não entesourando na glória!

Que frustração! Igreja não missionária! Seus líderes receberão maior juízo! Serão acusados pelos povos UUPG de não irem até eles! Serão envergonhados! Uma igreja sem lágrimas!

Igreja que tem medo das perseguições! Verdadeiros clubes! Cheias de filosofia da melhor qualidade e ausentes de cristianismo puro e simples! 

Esquecem que o sangue dos mártires é o adubo do crescimento! Perseguição me deixa fraco, mas, quando sou fraco é que sou forte, logo, a perseguição me deixa forte! Tais igrejas são tão ricas, mas tão fracas! Piores que a igreja de Laodicéia!

Os membros também! Pois a Bíblia fala claramente que cada cristão é um missionário! São indesculpáveis! Não dá para eles afirmarem: "aprendi diferente!"

Crente não missionário tem defeito de fabricação!

Sua igreja é missionária?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dinheiro para Departamento de Missões

Como ter verba para o Departamento ou Secretaria de Missões?

Esta é a pergunta que um jovem presidente de um departamento de Missões me fez.

Pegou-me num dia "inspirado" e respondi (quase gritei) para ele estas palavras. Depois eu explico o porque da minha resposta.

Leia a pergunta dele:

A paz do Senhor, meu querido. Preciso de sua ajuda. Lindo trabalho esse que você faz. E me sinto um pouco aflito, pois amo missões. Está no meu coração. Olha, fui colocado no cargo de diretor de missão a poucos dias e a nossa igreja não tem condições financeiras para muita coisa. Queria que você me orientasse como devo fazer para conseguir levantar recursos para a missão.

Bem, estas palavras me trouxeram ao coração memórias boas e ruins. O Espírito Santo aproveitou e falou "um monte para mim"! Veja a resposta. Depois dela eu coloco a razão desta "fúria".

Olá C. Graça e Paz Obrigado pelo seu contato. 

Para que dinheiro? 

Esta é a minha primeira pergunta. 

  • É para não precisar usar o dinheiro dos dízimos nos enfeites porque o pastor\tesoureiro não quer gastar dinheiro? 
  • É para sustentar algum missionário? 
  • É para comprar um datashow para a igreja? 
  • É para fazer boletins informativos de missões? 
  • É para assinar a Revista Portas Abertas para a igreja? 
  • É para comprar livros de missões para compor a biblioteca "da igreja"? 
  • É para comprar bandeiras dos países da Janela 10/40 para estimular o cérebro dos nossos irmãos? 
  • É para enviar alguém para o ETED da JOCUM? 
  • É para que? 


Na verdade, meu irmão, não se precisa de dinheiro para a maior parte das atividades. 

Para as poucas coisas, pode vir do seu próprio bolso. Considere uma semeadura. Semeie, deixe a semente morrer (esqueça que deu e não faça anotações do 'doador') e você colherá a 30, a 60 e a 100 por 1. 

Estar à frente de um ministério de missões custa muito! E não falo de Reais! Falo de tempo, dedicação, estudo, jejum, oração, leitura bíblica, santificação! 

É luta todo dia. Não contra o tesoureiro que não gosta de "gastar" dinheiro com missões. Nem contra aqueles irmãozinhos que "não gostam de culto de missões". A maior luta é contra você mesmo! Em receber esta dádiva do Senhor e avançar. Com intrepidez, ousadia, inteligência, humildade e santidade! Repito: é luta todo dia! É não reclamar, não depender de dinheiro, não depender da ajuda externa, não depender da promessa deste ou daquele. Depender somente de Deus! 

Saiba que, se neste teu "mandato" alguma criança ou adolescente receber o chamado missionário do Senhor será o seu maior feito! Mesmo que este SIM que o adolescente der demorar muito para você ver e seu "mandato" já tiver acabado! Valerá a pena se você exibir um vídeo e fazer os irmãos derramarem uma lágrima pelos povos UUPG, pelos mais de 100.000 mártires anuais! 

C., o que você mais precisa não é de dinheiro! Para que dinheiro? Você precisa é do Espírito Santo despertando os corações. Despertando a chama missionária que todos os crentes tem! Consagre seu ministério a Ele. Declare-o o verdadeiro diretor do departamento de missões! Você deve ser apenas o ajudante! Digo por experiência própria! Se você não atrapalhar o Espírito Santo já estará fazendo muito! Comigo é assim, meu irmão! Já atrapalhei o mover do Espírito com minhas estratégias carnais. 

Não me leve a mal. Não estou te fuzilando. Estou te orientando para não errar naquilo que errei! 

Mas, se você quer dinheiro, faça cachorros quentes e venda. Faça pastéis e venda. Faça espetinhos de carne e venda. Faça bolos e venda. Ataque o estômago dos crentes! 

Inunde a igreja com a fumaça do churrasco. Alguns crentes prestarão mais atenção do que se for a fumaça da glória de Deus! 

Não relute em responder! Mantenha contato. Relate experiências! 

Gilson de Moura 
Blog Missões e Adoração 

Não que estivesse bravo com ele. De modo algum. Nem bravo por ter que responder. De forma alguma! Mas sim me fez lembrar de um momento na minha vida que também corria atrás do dinheiro para a obra. Quando pouquíssimos ajudavam e eu metia mais e mais a mão no meu próprio bolso! Trazendo desavença para dentro do meu lar! E fora dele também. Passei a julgar aqueles que prometeram e não cumpriram. Passei a julgar o próprio Deus quando falava para Ele: "Senhor, a obra não é Tua? O Senhor não é o maior interessado em que ela cresça? Então, cade o dinheiro do aluguel?" Quanta besteira! Que servo inútil eu sou! Faço só o que me pede e ainda reclamo!

Hoje, depois de uma ministração sobre semeadura pelo pr. Hugo Konno e pelo Pr. Beto, considerei todo aquele dinheiro e tempo como semente e ela já morreu no meu coração. Hoje espero colher, não somente aqui na terra, se esta for a vontade do Senhor, mas, quero colher no tribunal de Cristo, quando o Senhor falar comigo e derramar do Seu fogo e sobrar alguma coisa além do fundamento que é Ele mesmo. Quero colher coroas! Para quê? Para passear na glória com coroa? Não, quero coroas para depositá-las aos pés de Jesus, rendendo-lhe toda glória e toda honra. Meu presente de casamento para as bodas do Cordeiro!

Obrigado Senhor pelos leitores deste site, que o Senhor continue usando-os para Teu Espírito fale comigo e me corrija com vara!




quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Perigo de Uma Igreja Sem Lágrimas - Morris Chalfant


Mais um artigo do jornal O Arauto da Sua Vinda. Trata da necessidade das lágrimas em nossas vidas e em nossas igrejas.

Numa manhã, bem cedinho, A. B. Simpson foi surpreendido no seu devocional, com seus braços abraçando um globo terrestre, e sobre ele derramando as suas lágrimas enquanto orava por um mundo perdido.

Milhares e milhares de almas diariamente,
Passam à eternidade, uma a uma,
Imersos em culpa e trevas sem Cristo.
O que é que tu vais dizer, ó Igreja de Cristo,
Quando chegar o terrível dia do juízo,
E fores acusada da sua condenação?
Outros artigos do Jornal O Arauto da Sua Vinda aqui no Missões e Adoração.

Outros artigos de Morris Chalfant aqui no Missões e Adoração.

Parte indispensável de um evangelismo eficaz é aquele impulso espiritual que chamamos “peso” ou “encargo”. É uma sensibilidade da alma para com os perdidos, uma atitude de quebrantamento, um coração despedaçado pelo destino dos impenitentes.

Há uma grande necessidade na Igreja por um avivamento de lágrimas. Quando sentirmos um encargo pelos homens e mulheres perdidos profundo suficiente para nos fazer chorar por seu estado, começaremos a vê-los chegar a Jesus. Jeremias expressou um sentimento semelhante nesta passagem conhecida: “Ah, se a minha cabeça fosse uma fonte de água e os meus olhos um manancial de lágrimas, eu choraria noite e dia pelos mortos do meu povo!” (Jr 9.1).

À luz da alegria que há em Jesus, essas afirmações podem parecer surpreendentes. A Bíblia nos diz que: “A alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10). A canção dos anjos foi: “Eis que vos trago novas de grande alegria” (Lc 2.10). “E houve grande alegria naquela cidade” é o registro das emoções que resultaram do grande avivamento em Samaria (At 8.8).

Por que, então, a igreja precisa de um “avivamento de lágrimas”? Por que motivo a oração patética de Jeremias? É porque as lágrimas sempre precedem e são pré-requisito para a alegria. O peso vem antes da bênção. As lágrimas antecipam o triunfo. Os gemidos vão adiante da glória. “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5).

Ministério Sem Lágrimas

Uma dos principais causas de termos igrejas estéreis e congregações sem alegria é o fato de termos ministério sem lágrimas. (Pode até haver contentamento e frivolidade quando não há a verdadeira alegria celestial.) Quando Sião sofreu as dores do trabalho de parto, logo deu à luz seus filhos (Is 66.8). Paulo serviu a Deus com muitas lágrimas a fim de que Cristo fosse formado em multidões de vidas humanas. Enquanto não experimentarmos um surto de tristeza santa pelas almas, nosso esforço para trazer o verdadeiro avivamento será em vão. Já tentamos muitas coisas boas; temos nos desgastado para melhorar nossa organização e para produzir zelo sacrifical; mas ainda não vimos o derramar do Espírito Santo pelo qual tanto esperamos. Precisamos de lágrimas!

Quando Neemias recebeu a ordem de Deus para reconstruir os muros da cidade santa, ele testificou: “Tendo eu ouvido estas palavras... assentei-me e chorei” (Ne 1.4). Por que ele chorou? Será que foi porque captou uma visão das ruas da cidade arruinada, cheias de cadáveres? Será que foi porque temia pela sua própria vida, constantemente ameaçada pelos inimigos? Não! Ele viu a terrível apostasia do povo de Deus – e nos deu a chave para o avivamento: “Assentei-me e chorei”.

Quando Alexander Maclaren foi convidado para ocupar o púlpito de uma grande igreja batista em Manchester, Inglaterra, ele se reuniu com os seus diáconos e disse: “Cavalheiros, precisamos acertar uma coisa antes de eu assumir essa posição. Vocês querem a minha cabeça ou os meus pés? Vocês podem ter ou uma ou os outros, mas não podem ter os dois. Eu posso ir por aí fazendo isto ou aquilo e tomando chá, se é o que vocês querem; mas não esperem que eu lhes traga algo que possa sacudir esta cidade”.

Deus não chama homens para o púlpito a fim de serem pau para toda obra, entregando recadinhos. Ele os chama para se prostrarem rosto em terra diante de sua presença. Os diáconos do Dr.Maclaren entenderam a mensagem; mas quem é que se prostra rosto em terra diante de Deus hoje em dia?

Paulo afirma que “noite e dia não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um!” (At 20.31). Ele declara em outro lugar que procurava preencher o que restava das aflições de Cristo (Cl 1.24). Admitiu até que aceitaria o inferno, se dessa maneira pudesse ganhar a sua nação de Israel para Deus. Moisés preferia antes ser riscado do livro de Deus do que ver Israel castigado e condenado.

Aquele que, com coração partido, chora com freqüência, não apostatará. Aquele que derrama as suas lágrimas em oração e estudo bíblico nunca se tornará fanático. Aquele que sai, com coração sangrando, para semear a preciosa semente do evangelho, tem a certeza de que colherá almas para Deus. Aquele que geme com agonia de alma pelas almas dos outros dará à luz filhos espirituais.

Quem Está Chorando Hoje?

Hudson Taylor, fundador da China Inland Mission (Missão Interna da China), conta que quando era estudante universitário, ficou encarregado de cuidar de um homem com um pé gangrenado. Era sua obrigação fazer o curativo no pé do homem todos os dias. Logo ficou sabendo que o seu paciente não era cristão, e que não entrava numa igreja há mais de quarenta anos. Era tão grande o seu ódio pela religião que se recusou a entrar na igreja por ocasião do enterro da sua esposa.

O jovem Hudson decidiu falar a esse homem a respeito da sua alma cada vez que o visitasse. O homem o xingava e não permitia que ele orasse. O estudante persistiu em lhe apresentar Cristo até um dia em que disse para si mesmo: “É inútil”, e levantou-se para sair do quarto.

Quando chegou à porta, Hudson se voltou e viu o homem olhando para ele como se dissesse: “Como assim, você vai embora hoje sem me falar a respeito de Cristo?” Nisso, o jovem prorrompeu em lágrimas e, voltando para perto da cama, disse: “Quer o senhor queira, quer não, eu preciso liberar a minha alma. Permite que eu ore com o senhor?” O homem assentiu, começou a chorar e se converteu.

O testemunho de Hudson Taylor sobre essa experiência foi: “Deus quebrou o meu coração a fim de poder, por meu intermédio, quebrar o coração daquele homem ímpio”.

Peça agora ao Espírito Santo que lhe dê um coração sensível, e que faça dos seus olhos uma fonte de lágrimas, a fim de que possa, com a compaixão de Cristo, buscar os que estão perdidos e próximos à morte.


Fonte: Arauto Ano 23 nº 2 - Março/Abril 2005 - Imagem do site NazNet

E então, você tem derramado lágrimas? E sua igreja?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

UUPG e a Teologia da Prosperidade



UUPG - Unengaged, Unreached People Group ou Povos Não Alcançados e Não abordados.

São os Povos que não tem cristãos, não tem Bíblia, não tem missionários e não tem igreja.

E a gente aqui preocupado com nossa PROSPERIDADE!

A benção é tão procurada pelas pessoas que acaba se transformando no Deus delas!

Elas falam assim:

A benção! Eu quero é benção! Quero ser abençoado! Se algo de ruim me acontece é porque estou "encapetado". Nada de ruim acontece para aqueles que são prósperos. Se não tenho carro zero é porque não sou próspero, logo, estou encapetado e necessito de não sei quantos pastores para me abençoar! Ou então, necessito dar um presente de excelência para meu líder/pastor para desengavetar, destravar a minha benção!

Que teologia é esta? É doutrina de demônios! Para fazer a gente esquecer que há pessoas no mundo que não tem a benção de saber quem é Jesus! Que o Jesus que elas conhecem é o Jesus Holywoodiano.

Já publiquei muita coisa aqui no Missões e Adoração sobre a Teologia da Prosperidade, acompanhe:



Sou próspero porque tenho condições de abençoar vidas!





quinta-feira, 27 de outubro de 2011

UUPG e os crentes não praticantes


UUPG - Unengaged, Unreached People Group ou Povos Não Alcançados e Não abordados.

São os Povos que não tem cristãos, não tem Bíblia, não tem missionários e não tem igreja.

Meu Deus! E nós aqui, com uma igreja em cada esquina, e com o surgimento de uma nova categoria de cristão: o CRENTE NÃO PRATICANTE! Antes eram apenas os católicos que eram assim. Haviam aqueles católicos não praticantes (só iam na igreja para ser batizado, para fazer o catecismo, para casar e na quermesse).

Hoje é assim também com os crentes. Crentes não praticantes - alguns foram na EBD na infância e juventude (ou nem isso), vão em casamentos e nas "festas" e assim por diante. O diabo, muito esperto, não os agoniza, deixa amornar a água para que eles sintam-se relaxados e tranquilos. Vai apertando um laço de pelúcia. Um grilhão soft ou uma cadeia light. São crentes presos no refluxo do mar!

Morrer para si mesmo? Carregar a cruz? Negar-se, doar-se? Isto é alienação! É fanatismo!

Ah! que visão míope e distorcida da verdade!

Isto é negligência e não são verdadeiros crentes! São joio. São aqueles que estão com a semente crescendo em um local cheio de espinhos.

Temos que ser sal e luz! O sal arde na ferida! A luz ofusca! Meu irmão, se você almeja uma vida de paz e tranquilidade, peça para Cristo te recolher agora mesmo! Vá para a glória!

Ou então toma jeito! Como já escrevemos, ou você é um
ENVIADO, ou um ENVIADOR ou um DESOBEDIENTE!

Como Jesus afirmou que Sodoma e Gomorra se levantaria para acusar os fariseus, assim estes grupos se levantarão no dia do juízo para acusar estes "crentes" falsos de receber tanto e dormir na luz!





quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Finishing the Task


Concluindo a Missão!

Um site com muitos recursos com este objetivo: Terminar a tarefa! Ir por todo o mundo!

  • 525 línguas que precisam de tradução das Escrituras;
  • 475 línguas (marcadas com asterisco) que há necessidade de mais pesquisa sobre isto, provavelmente não há nenhuma tradução para elas.

Viste  (www.finishingthetask.com)



terça-feira, 25 de outubro de 2011

Enviados, Enviadores e Desobedientes



Estas são expressões usadas por John Piper em seu livro "Evangelização e Missões" da Editora Fiel.

Para quem já está introduzido nas questões missionárias, é fácil entender o significado delas. Desnecessária qualquer explicação. Mas, como temos vários leitores que estão ainda aprendendo os conceitos missionários fundamentais, varei uma breve explanação.

Este livro é uma coletânea de sermões de John Piper sobre o tema de Missões, preparado por Tiago Santos. Lançado neste ano, custa menos de R$13,00 e você pode ler as primeiras 54 páginas gratuitamente.

Nós organizamos a resposta ao chamado missionário nestas três personagens:

  • Mantenedores - os que fazem Missões com os seus bolsos. Investem na obra regularmente.
  • Intercessores - os que fazem missões com os seus joelhos. Oram regularmente e especificamente por missionários.
  • Missionários - os que fazem Missões com os seus pés. Aqueles que vão para o campo, seja este campo o próprio país ou outro.

Estes estão representados no desenho do poço que revela Missões aos olhos leigos.

No livro, John Piper faz outra organização dessas personagens:

  • Enviados - aqueles que vão para o campo.
  • Enviadores - aqueles que oram e investem, que ensinam, que  organizam, que deixam tudo pronto para os enviados.
  • Desobedientes - aqueles que não fazem Missões. Em franca desobediência à Palavra de Deus.

Gostei da organização dele. Vislumbrei mais detalhadamente minha função no Reino: Enviador! E você? Onde está encaixado?

Este livro está na minha lista de compras! Gostei das primeiras páginas e quero ler o restante!

Esta postagem foi sugerida pela leitora Marisa Vasconcelos. Ela e o esposo, pastor João Marcos, estão à frente de uma Igreja Presbiteriana na Grande São Paulo, e estiveram à frente da minha ex-igreja, a Igreja Presbiteriana do bairro São Domingos, hoje, Igreja Presbiteriana Moriah, de Americana-SP.







quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Missionário em seu próprio país

Recebi um contato maravilhoso através do email. Uma mulher me perguntando sobre missões. 


Até aí tudo bem, recebo dezenas de emails todo mês sobre isso. Uma benção! Mas agora a benção foi maior. Uma mulher de Portugal! Que benção! Veja o que ela escreveu:
Conheci a Jesus há 4 anos, somente quando estava num centro de reabilitação em Inglaterra. Voltei a Portugal agora porque quero dar a conhecer às minhas filhas esse Deus maravilhoso. Ando também procurando para ir em missões. Será que me podem ajudar? Deus vos abençoe grandemente.
Ao que respondi para ela:
Graça e Paz
Obrigado pelo seu contato.
Puxa, que história! Oro para que Deus te abençoe grandemente! Que você seja uma luz para a sua família.
Quanto a ser missionária, bem, uma coisa de cada vez!
Primeiro tenha um tempo de restauração familiar. Depois uma restauração nas amizades (vizinhos, ex-colegas de trabalho, etc.). Você precisa também de um convívio eclesiástico! Precisa de uma igreja, de um pastor, de irmãos, de consolar e ser consolada. Precisa ir mais devagar!
Saiba que Portugal é um país extremamente necessitado da verdadeira luz de Jesus!  Portugal precisa de missionários!
Quem disse que você precisa sair de seu bairro, sua cidade, seu departamento, seu país e continente para ser missionária? A não ser que Deus mande! Mas posso afirmar baseado em Atos 1:8 que você deve começar pelos SEUS (sua casa, sua família, sua rua, seu bairro, sua região, sua cidade, seu distrito, seu país, seu continente, seu mundo)!
Mas, se Deus te quer em outros lugares, tenho várias orientações a respeito.
Mantenha contato. Relate experiências!
Gilson de Moura
Blog Missões e Adoração

Convido você a orar por ela!

sábado, 15 de outubro de 2011

Como Ele me ama!



Vamos orar? Quero convidar você a glorificar ao Nome de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Ouça a canção, leia a letra legendada uma ou duas vezes. Depois, feche os olhos e, embalado por esta canção, faça a sua declaração de amor a esse Deus que nos inunda do amor dEle!.

Você derramou lágrimas nesta oração? Não? Humm, será que algo não está errado? Extraído do canal do Youtube do Mateus Oliveira. A história por trás desta canção é maravilhosa. Aproveite para ler também:


Extraído do canal do Youtube do Le Mostechio.

Imagem extraída da web pelo Google Images.

Dica da minha esposa.








































sexta-feira, 7 de outubro de 2011

1.505 Grupos Etnolinguísticos Não Alcançados e Não Abordados

Esta lista descreve outros 1.505 grupos etnolinguísticos que não dispõem de missionários nem de igrejas. A diferença entre esta lista e a da postagem anterior é que as populações destes grupos estão entre 5.000 e 49.999 pessoas.



1.505 Grupos Etnolinguísticos Não Alcançados e Não Abordados
Você pode baixar aqui. Fonte Finishing Tasks.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Priorizando os Elementos Essenciais da Grande Comissão

A Evangelização Mundial no Século 21: Priorizando os Elementos Essenciais da Grande Comissão. Autor: Paul Eshleman



I. O CENÁRIO

Hoje, em todo o mundo, pastores, líderes missionários e leigos estão trabalhando para o dia em que cada pessoa na Terra tenha acesso ao Evangelho de Jesus Cristo. Há movimentos para alcançar todos os grupos de povos, para concluir a tarefa de evangelizar o mundo, para completar a Grande Comissão e trabalhar com o objetivo de que todos os povos, em todo o mundo, adorem nosso Deus. Os vários pesquisadores, organizações e confissões definem estes termos de maneira diferentes, mas todos eles gravitam em torno da ordem do Senhor de “fazer discípulos de todas as nações.” No primeiro congresso Lausanne, em 1974, o Dr. Ralph Winter nos esclareceu que as referências bíblicas às nações, na realidade, referem-se às etnias ou grupos de povos. Assim como outros, Dr. Winter começou a falar sobre a idéia do “desfecho” missiológico entre os grupos de povos. Referia-se, simplesmente, à conclusão. Sua idéia era que a irredutível e essencial tarefa missionária de fazer discípulos em todos os grupos de povos era uma tarefa que teria conclusão. Na realidade, foi uma das únicas tarefas dadas ao povo de Deus que tem em si mesma uma dimensão de completude.

É difícil manter-se informado sobre a evangelização de cada pessoa, uma vez que, todos os dias, nascem centenas de milhares de crianças. Entretanto, a idéia de “fazer discípulos de todos os povos” ou erguer uma igreja em cada pessoa é uma aproximação possível do significado plausível da Grande Comissão. Um número cada vez maior de líderes missionários fala não somente sobre evangelismo, mas também sobre o imperativo bíblico de fazer discípulos e ver todos os grupos de povos do mundo em adoração e obediência a Cristo. Como líderes na Igreja, precisamos saber onde a ordem da Grande Comissão não está sendo cumprida. Mesmo sendo fiéis aos nossos chamados individuais, ainda podemos servir todo o Corpo de Cristo, ajudando a alcançar estes grupos de povos que têm sido negligenciados desde o primeiro século. Mais importante, do ponto de vista individual, é o que seria dito de cada um de nós, assim como foi com Davi, que “serviu ao propósito de Deus em sua geração” (Atos 13:36).

Uma vez que nosso desejo é fazer a vontade Deus, vamos analisar alguns fundamentos bíblicos da evangelização mundial.


II. OS FUNDAMENTOS BÍBLICOS

A. A Grande Comissão: Nos diz o que fazer e aonde ir

Há dois mil anos, Jesus ordenou que levássemos o Evangelho a todo mundo. Ele foi muito claro a este respeito. Na realidade, Ele nos deu a mesma ordem cinco vezes diferentes nos primeiros cinco livros do Novo Testamento.

1. Mateus 28:18-20 define a profundidade da Grande Comissão:
Então Jesus aproximou-se deles e disse: ‘Foi-me dada toda autoridade no céu e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei.’”

2. Marcos 16:15 enfatiza a amplitude e a quantidade da colheita:
E disse-lhes, ‘Vão pelo mundo e preguem o evangelho a todas as pessoas.

3. Lucas 24:46-47 mostra a certeza da Grande Comissão:
E lhes disse: Está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia, e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.”

4. João 20:21 mostra Jesus como o modelo da Grande Comissão:
“Novamente Jesus disse: ‘Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio.’”

5. Atos 1:8 fala da extensão da Grande Comissão:
“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.”

B. O Grande Mandamento: Nos diz a quem amar e como fazê-lo

Quando perguntaram a Jesus qual era o maior mandamento, Ele respondeu: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento e de toda a sua força.” O segundo era semelhante, “ame o seu próximo como a si mesmo.” Ele também nos deu ordens claras quanto às pessoas a quem devemos amar:
  • Ame a Deus (João 14:15); 
  • Ame o seu próximo (João 13:34); 
  • Ame os estrangeiros (Mateus 25:35, 36); 
  • Ame os seus inimigos (Lucas 6:27). 



III. A SITUAÇÃO HOJE

Há duzentos anos, os líderes missionários começaram a sonhar com a maneira como a Grande Comissão de nosso Senhor seria cumprida e o Evangelho levado ao mundo. Aquele sonho está sendo acelerado hoje como nunca pela cooperação e colaboração no ministério. Uma explosão de parcerias, redes de contatos e alianças desenvolveu-se quando os líderes reconheceram a tremenda sinergia que resulta do trabalho em conjunto. O silo protetor e exclusivista do passado está sendo substituído por uma mentalidade cooperativa e proativa, centrada em Jesus. Mas em meio a estas discussões, os líderes devem perguntar: “Quais devem ser as prioridades para o Corpo de Cristo?” Antes de caminharmos para a lista de prioridades proposta, seria bom se verificássemos as suposições.



IV. AS SUPOSIÇÕES
A. O foco destas prioridades é ver o fazer discípulos em cada grupo de povos do mundo. Evangelismo não é suficiente. Ensinar outros a observar tudo o que Jesus ordenou (Mateus 28:20) deve ser um processo contínuo. Quando Ralph Winter destacou a idéia de grupos de povos não alcançados durante o primeiro Congresso Lausanne em 1974, havia uma estimativa de 16.750[1] grupos. Hoje há apenas 2.365[2], com populações de mais de 5.000 que permanecem não incluídos. Nem todos os grupos incluídos estão alcançados. Mas há plantadores de igrejas em ação. O fato de ainda termos muitos indivíduos à nossa volta que não conhecem Cristo não minimiza a ordem de Cristo de levar o Evangelho a todos os grupos de povos.

B. Em segundo lugar, estas prioridades se concentram onde Cristo NÃO está. Elas não tentam incluir toda a responsabilidade da Igreja em seu testemunho para Cristo. O propósito de falar sobre estas prioridades é acelerar a proclamação e a demonstração do Evangelho onde ele ainda não foi proclamado, ou seja, entre aqueles povos, grupos de línguas e localizações geográficas que ainda não ouviram a mensagem, onde a Igreja ainda não foi constituída.
C. Terceiro, esta apresentação pressupõe que todas as regiões do mundo são chamadas para ir a todas as regiões do mundo. Nenhum país está isento de enviar e nenhum país está isento de receber. Não há espaço para o triunfalismo. Nossas vidas devem ser caracterizadas pela obediência a Deus, pelo serviço uns aos outros, e pela humildade com graça. Nenhum plano de negócios ou espírito empreendedor pode substituir a suprema importância da benção de Deus.

D. Quarto, cremos que viver pela fé é um imperativo absoluto. Cada fiel deve ser um humilde reflexo de Jesus. Nossa mensagem é vazia se as nossas vidas não confirmam nossas palavras. O Espírito Santo ainda é a fonte de nosso poder. E precisamos estar certos de vivermos de forma santa e pura.

E. Finalmente, cremos que o amor uns pelos outros e o trabalho em conjunto devem ser o padrão da Igreja. Deus deu a cada pessoa e organização dons e chamados específicos. Devemos honrar estes chamados. Mas todos nós podemos dar certa porcentagem de nosso tempo e recursos para trabalharmos juntos nas prioridades de todo o Corpo de Cristo. Se soubermos quais são essas prioridades podemos “incentivar uns aos outros ao amor e às boas obras” (Hebreus 10:24), para fazer o que até agora não foi feito.

Estamos errando o alvo em diversas áreas no cumprimento da Grande Comissão:
  • A vida verdadeira vem da Palavra de Deus (II Timóteo. 4:2). 
No entanto, nem todos os grupos de povos têm a Palavra de Deus disponível.
  • Deus mandou que fizéssemos discípulos de todos os grupos de povos. 
No entanto, há milhares de povos aos quais não fomos enviados.
  • Deus mandou que pregássemos o Evangelho a toda criatura. 
No entanto, negligenciamos dois terços (ou 70%) do mundo que são aprendizes orais.[3]
Não priorizamos crianças, embora 64% das pessoas recebam a Cristo antes dos dezenove anos.[4]
Ignoramos os que não podem ver, ouvir ou andar: 10% da população do mundo.[5]
Não “levamos Seu nome” aos “reis” de nossa sociedade (Atos 9:15).

  • Deus mandou que amássemos nosso próximo como a nós mesmos. 
No entanto, não convidamos estrangeiros nem imigrantes para virem à nossa casa.

Como consequência, ficamos com algumas tristes estatísticas:
  • 2.252 grupos de línguas não possuem pessoas trabalhando na tradução da Bíblia[6]. 
  • 2.365 grupos com população de mais 5.000 pessoas ainda não têm missionário.
  • 95% dos países do mundo não têm uma pesquisa atualizada que indique os povoados e bairros onde não existem igrejas locais. 
  • 70% do mundo precisam receber o Evangelho oralmente para compreendê-lo de fato, mas nossa tendência é ministrá-lo com uma abordagem literária. 


. O PANORAMA - O gráfico abaixo mostra os elementos da Grande Comissão que são estratégicos para cumprir a ordem do nosso Senhor de fazer discípulos de todas as nações hoje. 





1 - A BÍBLIA: TRADUÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E USO

a. Qual é a necessidade?

1) Mais traduções escritas das Escrituras:
     (a) A tradução da Bíblia é a prioridade número um em todo o mundo, porque é impossível desenvolver um ministério sem fundamento bíblico.
     (b) Observe a presente realidade nas 6.909[7] línguas faladas no mundo.
          (1) Somente 451[8] línguas têm a Bíblia completa.
          (2) Outros 1.185[9] grupos têm o Novo Testamento.
          (3) 843[10] grupos de línguas têm apenas uma porção das Escrituras. Estima-se que haja 2 bilhões de pessoas sem o Antigo Testamento nestes 2.028[11] grupos de línguas. É extremamente difícil fazer discípulos sem a porção do Antigo Testamento, pois ela explica o caráter de Deus.
          (4) Aproximadamente 2.000[12]  tradutores começaram a trabalhar, mas ainda não têm um livro completo. MAS AQUI ESTÁ A TRAGÉDIA:
          (5) 2.252 grupos de línguas não têm nenhum versículo da Bíblia e ninguém está trabalhando em sua tradução. O que podemos fazer para mudar isto? Aumentar nossos esforços para lançar a História Bíblica Falada seria um passo importante.

2) A segunda necessidade é de mais traduções orais de 50 a 60 histórias bíblicas:
     a) Os missionários pioneiros nestes grupos de evangelismo oral estão voltando aos métodos de comunicação das Escrituras que existiam antes da invenção da prensa móvel. Naquele tempo, as pessoas se recordaram de 50 a 60 histórias que haviam ouvido quando as Escrituras eram lidas nos pergaminhos copiados a mão. Como a maioria das pessoas não sabia ler, os vitrais nas janelas os faziam recordar os princípios chave da fé. Com esta compreensão, eles tomavam a decisão de seguir a Cristo. A mesma coisa acontece hoje com a narração das histórias da Bíblia. É uma estratégia inovadora que torna a Bíblia acessível a todos. Todo líder cristão deveria estar recrutando equipes para as Histórias Bíblicas Narradas. Conforme as pessoas tornam-se mais letradas, elas podem adquirir uma Bíblia impressa.

     b) Precisamos recrutar e enviar 4.000 equipes imediatamente. Cada time poderia produzir uma História Bíblica Narrada para um desses grupos no espaço de dois anos. Você pode patrocinar uma ou mais equipes, que, por dois anos, estariam dispostas a produzir uma História Bíblica Narrada para um destes grupos que até agora não possui acesso à Bíblia.



3) A Terceira necessidade é o uso e distribuição mais intencional da Bíblia.


b. Qual é a base bíblica para a prioridade da tradução da Bíblia?
1) “Jesus respondeu: ‘Está escrito: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus.’” (Mateus 4:4)
2) “… A fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.” (Romanos 10:17)
3) “Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração.” (Hebreus 4:12)
4) Outras referências: II Timóteo 3:14-17; I Timóteo 4:13; Salmos 119:105.


c. Quais são os possíveis objetivos?

1) Uma tradução escrita necessária iniciada em cada língua até 2025;
2) Uma série História Bíblica Narrada (50-60 histórias) produzida em 4.000 línguas até 2019;
3) Tradução completa escrita e oral para grupos de povos não alcançados gravada até 2019;
4 Toda a Bíblia disponível - escrita, oral e visual - acessível pela Internet até 2019;
5) O desenvolvimento, até 2015, de uma ampla estratégia de distribuição entre os grupos de povos não incluídos e não alcançados.



2 - INCLUINDO OS GRUPOS NÃO INCLUÍDOS E NÃO ALCANÇADOS

a. O que é necessário?

Alguns anos atrás, havia 639[13] grupos etno/linguísticos não incluídos e não alcançados com população superiores a 100.000 pessoas que ainda estavam além do alcance do Evangelho de Jesus Cristo. A população total dos grupos era de 535[14] milhões de pessoas. Recentemente, 419 destes grupos foram incluídos por aproximadamente 4.007 obreiros de meio período ou período integral.[15] Entretanto, são necessários pelo menos 20.000 outros trabalhadores para dar cobertura adequada a estes grupos e a outros ainda não incluídos. Hoje, há 2.365 grupos com população superior a 5.000 ainda não incluídos. A população total destes grupos é de 352 milhões de pessoas.[16] Estes grupos não representam uma grande porcentagem da população mundial, mas estão aguardando há 2.000 anos pelo Evangelho. A necessidade crítica é recrutar um obreiro em tempo integral para cada 50.000 pessoas em cada grupo.

b. Qual é a base bíblica para incluir grupos ainda não alcançados?

1) “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” (Mateus 24:14)
2) “e eles cantavam um cântico novo: Tu és digno de receber o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus gente de toda a tribo, língua e nação.’” (Apocalipse 5:9)
3) “Pede-me, e te darei as nações como herança e os confins da terra como tua propriedade.” (Salmos 2:8)
4) Outras referências: Gênesis 12:3; Salmos 96:3; Salmos 67:1-7; Lucas 15; Atos 8:30-31; Romanos 1:5; I Coríntios 1:25-28; Apocalipse 7:9

c. Quais são os objetivos possíveis?

1) Nenhum grupo de povos não incluídos com mais de 100 mil pessoas até Dezembro de 2012;
2) Nenhum grupo não incluído com mais de 10 mil pessoas até 2015;
3) Nenhum grupo de povos não incluídos com mais de 1.000 pessoas até 2017;
4) Recrutar um obreiro em tempo integral apto para evangelizar e plantar igrejas para cada 50.000 pessoas em cada grupo (estima-se que de 20-30.000 obreiros são necessários para alcançar os grupos não incluídos e subincluídos);
5) Ver as agências missionárias priorizando os grupos de povos não incluídos e não alcançados em seu recrutamento e planejamento.


3 - EVANGELIZAÇÃO

a. O que é necessário?

1) Alcançar o mais negligenciado!
Precisamos de uma demonstração mais intencional de amor e oração pelos maiores blocos religiosos em todo o mundo: Islamismo, Hinduísmo e Budismo. Se acrescentarmos a religião tradicional da China, a população total dos quatro grupos é de 3,5 bilhões[17] de pessoas , mais da metade da população do mundo.

2) Aumentar o número de obreiros para os “menos alcançados”:
 Ainda há um grande número de grupos de povos não alcançados onde há poucos obreiros em tempo integral. Eles são incluídos, mas ainda têm menos de 2% de fiéis evangélicos. Por exemplo, os Urdu Shaiks da Índia tem mais de 46 milhões[18] de pessoas e somente oito obreiros confirmados na data deste documento.

3) Usar as melhores “plataformas” para levar a mensagem:
     a) Temos uma impressionante gama de possibilidades que vão de testemunhos pessoais ao evangelismo para grupos ou de massa.
     b) Como evangelismo através da mídia, podemos usar filme, rádio, televisão, Internet, celulares, Ipods, Ipads, etc.
     Quero citar alguns exemplos:
          (1) Tecnologia celular — hoje, um grande número de pessoas responde às mensagens evangelísticas através do Twitter e de outras tecnologias de telefonia. As empresas de tecnologia estão se preparando para lançar 17 satélites sincronizados para que não haja lugar na Terra sem cobertura. Chama-se plano O3B e indica outros 3 bilhões de pessoas que ainda não estão conectadas à Internet.
          (2) Internet — Global Media Outreach vê um milhão de pessoas tomarem sua decisão de aceitar a Cristo todos os meses. Aproximadamente 400.000 pessoas por dia visitam um de seus 102 sites. Em média, 60.000 delas afirmam terem feito uma oração de arrependimento. Cerca de 15% delas deixam dados para contato e podem ter acompanhamento por um dos 5.000 e-missionários. Visite o site que mostra seu progresso diário em www.greatcommission2020.com.

4) Precisamos crêr que as pessoas responderão à mensagem se formos fiéis em buscá-las. Os relatos do que está acontecendo através da mídia com os muçulmanos são maravilhosos!
     a) Sete canais estão transmitindo por todo Oriente Médio. As pessoas ligam para receber a Cristo.
          (1) Um homem ligou e disse: “Quero saber como receber a Cristo.” O apresentador começou a lhe explicar. O homem o interrompeu e disse: “Espere, quero colocá-lo no viva voz. Há 175 líderes aqui comigo que também querem saber.”
          (2) Alemanha: Um homem telefonou e disse: “Somos 1.000 muçulmanos aqui na Alemanha e gostaríamos de seguir a Jesus.”
          (3) Arábia Saudita: Um homem telefonou para dizer: “Somos um grupo de 50.000 aqui na Arábia Saudita que agora seguimos Isa. Viemos dos povoados de Isa ao longo da fronteira.”
     b) Afeganistão: Um mulá tentou fazer o telefonema da oração. Todas as vezes em que falou, ele repetiu as palavras de Jesus dizendo: “Vinde a mim vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei.”

     c) Iraque: Dois imans se encontravam semanalmente para almoçar. Um liderava uma mesquita, o outro liderava um madraçal. Na mesma semana, cada um teve uma visão na qual Jesus lhes aparecia. Ambos se entregaram a Jesus e agora O seguem como novos discípulos. Qual deveria ser nossa reação a esses relatos?

5) Precisamos buscar líderes e pessoas comuns de outra fé.
a) Comprometa-se com o Senhor a visitar um mulá muçulmano.
b) Convide um muçulmano, hindu ou um budista para comer em sua casa no próximo ano.


b. Qual é a base bíblica para a evangelização mundial?

1) E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas.’” (Marcos 16:15)
2) “Então o Senhor disse a Abrão: ‘Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa do seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma benção. Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados.” (Gênesis 12:1-3) 
A intenção de Deus é que a família espiritual de Abraão abençoe o mundo.
3) “O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.” (2 Pedro 3:9)
4) Outras referências: Romanos 10: 14-15; Atos 9:15


c. Quais são os objetivos possíveis?
1) Aumentar o número de apresentações evangelísticas e de demonstrações do amor de Deus a muçulmanos, hindus e budistas;
2) Envolver todos os grupos de povos até 2017;
3) Recrutar 20.000 obreiros adicionais para os grupos incluídos mas que ainda não têm 2% de fiéis entre eles;
4) Compartilhar o Evangelho com 500 milhões de pessoas a cada ano através da Internet e de estratégias utilizando telefone celular com acompanhamento apropriado;
5) Garantir que um esforço especial seja feito para alcançar 700 milhões de crianças entre 5 e 15 anos.


4 - ALCANÇANDO OS APRENDIZES ORAIS

a. Qual é a necessidade?

O tema que trata da Oralidade, ou de alcançar os aprendizes orais, é uma das idéias inovadoras na estratégia missionária que agora começa a ganhar força. Dois terços dos povos de todo o mundo são aprendizes orais. Ou seja, eles preferem aprender através de ditados, músicas, poesia e, especialmente, histórias. É a forma como aprenderam antes de irem para a escola.

Como líderes missionários, precisamos repensar como estamos apresentando nosso evangelismo, discipulado e nossas estratégias para plantar igrejas. Precisamos seguir o padrão de Jesus em Marcos 4:33-34, que registra que “não lhes dizia nada sem usar alguma parábola (ou uma história).”

Há 41.000 denominações em todo o mundo e 4.700 agências missionárias.[19]

Precisamos começar a treiná-las a ensinar as Escrituras usando histórias da Bíblia. Quando as pessoas são treinadas de maneira eficaz, farão cada pessoa envolvida em um estudo bíblico capaz de repetir a história que ouviram sem erro para sua família e amigos. Uma das melhores maneiras de preparar efetivamente pastores para os milhões de lares da Igreja será ensiná-los a contar as histórias da Bíblia.

O aspecto impressionante sobre a Oralidade é que mesmo em países de mídia sofisticada, a maioria das pessoas quer obter informação através de meios orais: filmes, rádio, televisão e Internet. Chamamos isto de “oralidade secundária.” Cinquenta e oito por cento dos alunos do Ensino Médio nos Estados Unidos dizem que nunca lerão um livro voluntariamente quando se formarem. Quarenta e dois por cento dos alunos universitários dizem a mesma coisa.[20]
     1) Todos nós precisamos aprender como compartilhar o Evangelho através de Histórias. Você pode aprender a trabalhar uma história bíblica para que pareça natural, e as pessoas não esquecerão. O processo de oralidade o encoraja a começar perguntando o que a história ou parábola nos fala sobre Deus. No Ocidente, não gastamos tempo suficiente nesta questão. Vamos muito rapidamente para a aplicação. Mas a verdade é que, o que uma pessoa acredita sobre Deus é o fator mais importante de seu crescimento espiritual.
     2) Post Falls é uma pequena cidade com população de 25.000 pessoas em Idaho, nos Estados Unidos. A Igreja Real Life tem 8.500 frequentadores todas as semanas e 7.000 leigos em pequenos grupos, todos ensinando a Bíblia através de histórias.[21]

b. Qual é a base bíblica para alcançar os aprendizes orais?

     1) A Bíblia era oral antes de ser escrita e foi preservada desta maneira por muitos anos;
     2) Somente duas vezes a Bíblia diz que Deus escreveu; mas a versão King James afirma 414 vezes “assim disse o Senhor”;
     3) A palavra “ouça” é usada 352 vezes na Bíblia, mas a palavra “leia” como um imperativo ou como verbo no passado, é usada somente 77 vezes. Aqui estão alguns exemplos do que a Bíblia diz sobre ouvir o Senhor:
          (a) “Ouçam, ó céus! Escute, ó terra! Pois o Senhor falou.” (Isaías 1:2);
          (b) “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça! " (Marcos 4:22-23);
          (c) “Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 2:29);
     4) Jesus sempre usou histórias:
Com muitas parábolas semelhantes Jesus lhes anunciava a palavra, tanto quanto podiam receber. Não lhes dizia nada sem usar alguma parábola.” (Marcos 4:33, 34a);
     5) Deus instruiu a Moisés que compusesse uma música com as palavras da Lei:
Deus o instruiu que ensinasse a canção aos israelitas para que tivessem em seus corações, e em seus lábios, e sempre lembrassem dela.” (Deuteronômio 31-33)
     6) Outras referências: Mateus 13:34; Salmos 78:2-4


c. Quais são alguns objetivos possíveis?

     1) Oferecer consultoria a 80% das agências da Grande Comissão em todo o mundo até 2015 para que estejam cientes da Oralidade e da necessidade de comunicar o Evangelho através de métodos orais;
     2) Desafiar as agências missionárias para:
          a) Oferecer aos aprendizes orais uma História Bíblica Narrada;
          b) Lançar movimentos para que igrejas sejam plantadas em culturas orais;
          c) Equipar pastores alfabetizados ou semi-alfabetizados para que façam discípulos entre aprendizes orais em suas congregações.
     3) Garantir que pelo menos 35% dos seminários e escolas bíblicas do mundo ofereçam cursos em Cronologia das Histórias Bíblicas e outras estratégias orais.
     4) Desenvolver recursos em Oralidade que estejam disponíveis em, pelo menos, 100 línguas.


5 - O PLANTAR IGREJAS E A PRESENÇA

a. O que é necessário?
O número 5 em nossa lista é o Plantar Igrejas e a Presença. Sempre foi plano de Deus que as pessoas fossem trazidas à maturidade em Cristo através da comunhão em uma igreja local. Se um bilhão de pessoas se juntarem ao Reino na próxima década, precisaremos de milhões de novas igrejas para cuidar delas.

Entretanto, temos um problema. Em todo o mundo, temos apenas alguns países com informação atualizada sobre onde NÃO HÁ Igreja. Certamente há questões de segurança, mas todos nós precisamos conhecer cada povoado, bairro ou distrito de uma cidade que não tenha uma igreja.

No ano passado, a Tailândia fez um levantamento. [22] Eles possuem 80.000 povoados. E encontraram 59.000 deles sem nenhuma Igreja. O estado de Haryana, na Índia, fez um levantamento. [23]  Em vários distritos, encontraram grupos de povoados - uma centena de cada vez - que não possuíam igreja, missionário nem alguém que estivesse planejando instalar-se ali para começar uma igreja.

Alguns levantamentos foram feitos em outros países, mas quero convocá-los a fazermos a pesquisa juntos em cada país para sabermos quais povoados, bairros e distritos não possuem igreja atualmente. Precisamos de vários ministros que ajudem a lançar uma pesquisa para determinar onde não há igrejas locais, em todas as partes do mundo.

b. Qual é a base bíblica para o plantar igrejas?

1) "E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros ainda mais quando vocês vêm que se aproxima o Dia". (Hebreus 10:24-25);
2) “A razão de tê-lo deixado em Creta foi para que você pusesse em ordem o que ainda faltava e constituísse presbíteros em cada cidade, como eu o instruí.” (Tito 1:5);
3) “Escrevo-lhe estas coisas, embora espere ir vê-lo em breve; mas, se eu demorar, saiba como as pessoas devem comportar-se na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e fundamento da verdade.” (I Timóteo 3:14-15);
4) Outras referências: Atos 2 e 4; Atos 14:21-23; Atos 2:42, 46-47a

c. Quais são os objetivos possíveis?

1) Encorajar cada país a conduzir uma pesquisa para determinar cada povoado e segmento da cidade onde não haja uma igreja conhecida.
2) Plantar 5 milhões de novas igrejas até 2020.
3) Criar movimentos para plantação de igrejas em todos os grupos de povos não incluídos até 2020.


6 - ORAÇÃO E UNIDADE

a. Oração
-----1) Somos chamados para orar pelos obreiros.
----------(a) “Então disse aos discípulos: A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita.’” (Mateus 9:37, 38);
----------(b) Por que o Senhor quer que oremos por obreiros? O próprio ato de orar por mais trabalhadores faz por nós pelo menos três coisas:
---------------(1) Reconhecemos que é a colheita é Dele. Assim sendo, Ele pode decidir quem trabalha em que. Podemos preferir ministros graduados e ordenados, mas, talvez, Ele tenha outros planos. Podemos preferir um clérico profissional, mas Ele pode ter em mente usar a laicidade. 
---------------(2) Somos lembrados que a tarefa é sobrenatural. Por mais que haja planejamento e organização, isto não vai superar o que Deus faz quando Ele decide agir. A tarefa é tão grande, que somente Deus pode realizá-la. Portanto somente Ele recebe o crédito por ela.
---------------(3) Mostramos que cremos que Jesus age em resposta às orações dos Seus Santos. “Ao recebê-lo, os quarto seres viventes e os vinte e quarto anciãos prostaram-se diante do Cordeiro. Cada um deles tinha uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.” (Apocalipse 5:8)
----------(c) Qual é a base bíblica para a oração e a evangelização?
---------------(1) “Dediquem-se à oração, estejam alertas e sejam agradecidos. Ao mesmo tempo, orem também por nós, para que Deus abra uma porta para a nossa mensagem, a fim de que possamos proclamar o mistério de Cristo, pelo qual estou preso. Orem para que eu possa manifestá-lo abertamente, como me cumpre fazê-lo.” (Colossenses 4:2-4);
---------------(2) “Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.” (I Timóteo 2:1-4);
----------(d) Outras referências: Mateus 16:19; I Tessalonicenses 5:17; Mateus 21:13; Isaías 56:7b

b.Unidade
-----1) Uma das coisas mais incríveis na história da Igreja está acontecendo agora: Os cristãos estão trabalhando juntos. Deus está levantando parcerias, coalizões, redes e movimentos. Não está acontecendo em todos os lugares e está longe de ser suficiente. Mas é um começo. E aqueles que experimentam isto, gostam. Talvez seja a forma como fomos criados: para funcionar como parte de um Corpo.
-----2) Qual é a base bíblica para o trabalho em conjunto?
----------(a) “Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.” (João 17:20-23);
----------(b) “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês amarem uns aos outros.” (João 13:35);
----------(c) “Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união… Ali o Senhor concede a benção...” (Salmos 133:1-3); A unidade dos fiéis não é uma opção no cumprimento da Grande Comissão. Não se trata de uniformidade. Trata-se de ser um em espírito e propósito. A Bíblia diz que o resultado será todo o joelho se dobrando e toda a língua confessando que Jesus Cristo é o Senhor. A unidade dos fiéis é um sinal que Deus deixou para mostrar a divindade de Jesus e validá-la. É também uma prova nos dias de hoje do amor de Deus pela humanidade.
----------(d) Outras referências: Filipenses 2:1,2,10,11; Efésios 4:1-3.


c. Quais são alguns objetivos possíveis?

-----1) Uma casa de oração 24 horas por dia, todos os dias em todos os segmentos com população de três, seis ou nove milhões, baseada na quantidade de pessoas alcançadas pelo Evangelho;
-----2) Orações por todos os pastores e missionários individualmente, pelo nome.
-----3) Um milhão de pastores transformando suas igrejas em casas de oração pelas as nações até 2020;
-----4) Cada igreja e ministério em uma parceria e esforço cooperativo com outra parte do Corpo de Cristo.



7 - MINISTÉRIO DE COMPAIXÃO

a. Quais são os problemas e o que é necessário?
Tão importante quando a Grande Comissão é o Mandamento de nosso Senhor em Mateus 22 para que amemos a Deus de todo nosso coração e ao nosso próximo como a nós mesmos.
1) Esta é uma área do ministério na qual temos muito trabalho a fazer. Embora concordemos que precisamos tanto proclamar quanto demonstrar, não temos modelos suficientes para fazê-lo juntos, de forma eficaz;
2) Oitenta e seis por cento[24] dos muçulmanos, hindus e budistas não conhecem um cristão pessoalmente.
-----(a) Exemplo Pessoal: Perguntei a uma mulher iraniana que cortava meu cabelo quantas pessoas a haviam convidado para uma refeição em casa desde que ela havia chegado aos Estados Unidos. Ela disse: “Ninguém me convidou.” Perguntei a ela há quanto tempo ela estava ali, e ela respondeu: “Vinte anos.”
-----(b) A Campus Crusade for Christ levou 10.000 alunos para ajudarem na construção de casas depois que o furacão Katrina atingiu os Estados Unidos. Mais de 1.000 daqueles universitários não eram cristãos. Muitos deles vieram a crer quando viram os cristãos se preocupando com necessidades tanto físicas quanto espirituais das pessoas.
3) Hoje, muitos estão fazendo um trabalho maravilhoso cuidando dos pobres e trazendo justiça aos oprimidos. Mas todos nós podemos fazer mais, especialmente localmente, onde moramos ou servimos. Há no mundo alguns países onde a necessidade é tão grande e a Igreja é tão pequena, que nós realmente precisamos trabalhar juntos em nossos projetos. Países como o Sudão, Eritréia, Somália e Coréia do Norte têm grandes necessidades.

b. Qual é a base bíblica para um ministério de compaixão?

1) Somos criados em Cristo para fazer as boas obras.
-----(a) “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazemos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós a praticarmos.” (Efésios 2:10);
-----(b) “Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-se no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa.” (Mateus 5:14-16); Fomos criados com o propósito de fazer boas obras. Ao fazermos as boas obras no nosso dia a dia, a pessoas começam a louvar nosso Pai no Céu. Nossas boas obras feitas no poder do Espírito Santo validam nossa proclamação do Evangelho, enquanto a falta de boas obras, ou as más obras, invalidam a mensagem do Evangelho;

2) Somos admoestados a amar quem não conhecemos.
-----(a) “Curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça; deem também de graça.” (Mateus 10:8);
-----(b) “E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que não perderá a sua recompensa." (Mateus 10:42);

3) A misericórdia triunfa sobre o julgamento: 
-----(a)“Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso.” (Lucas 6:36).

c. Quais são alguns objetivos possíveis?

1) Ter todos os membros da igreja envolvidos pessoalmente em ministérios de compaixão e através de contribuições financeiras;
2) Cuidar do pobre, da viúva e dos órfãos ao proclamar as Boas Novas da Salvação; 
3) Com a compaixão de Jesus, alcançar o estranho e pessoas de outras culturas, castas, raças e povos; 
4) Concentrar nosso esforço cooperativo naqueles que são negligenciados fisica e espiritualmente. Queremos nos certificar de que existe uma reação em conjunto para oferecer alívio na ocorrência de grandes desastres, particularmente entre os grupos de povos não alcançados.



8 - CONFISSÃO, ARREPENDIMENTO E O ESPÍRITO SANTO

a. Qual é a necessidade?
Ao levarmos o Evangelho aos povos não alcançados, precisamos prestar muita atenção à condição espiritual daqueles que são enviados e às igrejas que os enviam. Alguns nos exortariam a que não esquecêssemos a triste condição da Igreja em algumas partes do mundo. Eles destacam os crescentes relatos de imoralidade sexual, escândalos financeiros, envolvimento com pornografia na Internet e preocupação com materialismo. Com pesquisas que demonstram pouca diferença entre os estilos de vida dos cristãos e dos não-cristãos, há perguntas sobre o quanto a igreja tem a compartilhar com o mundo quando sua própria casa não está em ordem.
Precisamos ser pessoas humildes, que entendem que o poder de ver vidas transformadas não vem de melhores métodos, mas de vasos mais limpos. A evangelização é um empreendimento vazio sem a capacitação do Espírito Santo. O Dr. Bill Bright sempre diz que se ele tivesse apenas uma mensagem para dar, ele falaria aos cristãos sobre o poder do Espírito Santo e a necessidade de ser cheio do Espírito Santo em cada momento, todos os dias.

b. Qual é a base bíblica para a confissão e o arrependimento?

1) Uma fundamental necessidade de santidade:
-----(a) “Mas assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: ‘Sejam santos porque eu sou santo.’’" (I Pedro 1:15-16). Deus é santo. Ele nos chama para sermos santos. As vidas santas de Seus filhos revelam Seu caráter ao mundo. Um dos maiores obstáculos para que as pessoas creiam em Deus é a inconsistência das vidas daqueles que afirmam ser Seus seguidores.;
-----(b) “Sonda-me, ó Deus e conhece o meu coração; prova-me e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno.” (Salmos 139:23-24);
-----(c) “Se eu acalentasse o pecado no coração, o Senhor não me ouviria…” (Salmos 66:18);
-----(d) Outras referências: Mateus 5:48; 2 Crônicas 7:14 

2) Uma fundamental necessidade de arrependimento:
-----(a) “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.” (Tiago 5:16);
-----(b) “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” (1 João 1:9);
-----(c) “Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, com aqueles que, de coração puro, invocam o nome do Senhor.” (II Timóteo 2:22);
-----(d) Outras referências: Hebreus 12:1-3; I João2:15.

3) Um fundamento para o ministério em dependência do Espírito Santo:
(a) “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra. " (Atos 1:8). Jesus vinculou esta ordem de ir aos confins da terra com o ser cheio do Espírito Santo para que não tentássemos fazer na carne o que pode ser feito apenas no Espírito. Somente o Espírito Santo tem o poder de convencer as pessoas do pecado, convencê-las da verdade e transformar suas vidas.;
-----(b) “Mas o Conselheiro, o Espírito Sato, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu disse.” (João 14:26);
-----(c) Outras referências: II Coríntios 3:5; Salmos 127:1.

c. Quais são os objetivos possíveis?

1) Ajudar igrejas e agências a se concentrarem na base spiritual para um ministério eficaz;
2) Chamar o Corpo de Cristo a um estilo de vida de constante arrependimento e purificação;
3) Enfatizar a necessidade de ser cheio do Espírito Santo e refletir a Cristo de maneira adequada;
4) Reconhecer que todos os ministérios a serviço de Deus devem ser feitos no poder do Espírito Santo.


9 - MOBILIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA E FINANÇAS

a. Qual é a necessidade?
Em toda a Igreja, há uma profunda necessidade de homens e mulheres que sejam líderes no recrutamento de trabalhadores para a colheita e na captação de sustento para estes trabalhadores. No Novo Testamento, o apóstolo Paulo falou sobre o dom de pastor-mestre. Na realidade, ele disse que Cristo deu este dom para preparar o povo de Deus para a obra do ministério (Efésios 4:11,12). Parte de preparar o povo de Deus é lhes dar uma visão pelos povos mais espiritualmente negligenciados em todo o mundo. Outra prioridade é ajudá-los a aprender a dar sacrificialmente para que todos possam ter acesso à mensagem do Evangelho em todos os lugares.
Os líderes que fazem bem esta tarefa tornam-se pessoas que se colocam “na brecha” pelos desconhecidos, abandonados, rejeitados e negligenciados deste mundo. É um importante chamado e deveria ser um papel desempenhado por líderes em todas as organizações.
Há também uma necessidade de redes e coalizões independentes que mantenham a Igreja toda continuamente ciente das maiores necessidades em todo o mundo.

b. Qual é a base bíblica para mobilização de trabalhadores e finanças?

1) Para ser um mobilizador (referimo-nos ao mobilizador como uma pessoa que se coloca “na brecha” pelos não alcançados):
-----(a) “Procurei entre eles um homem que erguesse um muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor desta terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nenhum.” (Ezequiel 22:30);
-----(b) “Passem, passem pelas portas! Preparem o caminho para o povo. Construam, construam a estrada! Removam as pedras. Ergam uma bandeira para as nações.” (Isaías 62:10);
-----(c) “Quem concordará com o que vocês estão dizendo? A parte de quem ficou com a bagagem será a mesma de quem foi a batalha. Todos receberão partes iguais" (I Samuel 30:24); A recompensa para os que estão no campo de batalha é compartilhada com os trabalhadores que os enviaram;

2) Por mais mão de obra para completar a tarefa:
-----(a) “Então ouvi a voz do Senhor conclamando: ‘Quem enviarei? Quem irá por nós?’ E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me!’” (Isaías 6:8);
-----(b) “Mas receberão poder quando e Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalám, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.” (Atos 1:8);
-----(c) “E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros.” (II Timóteo 2:2);
3) Por mais sustento para completar a tarefa: 
-----(a) “Cada um de vocês trará uma dádiva conforme as bênçãos recebidas do Senhor, o seu Deus.” (Deuteronômio 16:17);
-----(b) “Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que come, também lhes suprirá e multiplicará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça. Vocês serão enriquecidos de todas as formas para que possam ser generosos em qualquer ocasião, e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus.” (II Coríntios 9:10-11); 
-----(c) “Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que de tudo nos provê ricamente, para a nossa satisfação. Ordene-lhes que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos a repartir. Dessa forma, eles acumularão um tesouro para si mesmos, um firme fundamento para a era que há de vir, e assim alcançarão a verdadeira vida.” (I Timóteo 6:17-19);

4) Outras referências: Filipenses 4:10-20; Salmo 37:21; Provérbios 2:9; Atos 20:35; Provérbios 21:26; Provérbios 11:25; Mateus 5:42; Lucas 6:38; Romanos 12:6-8.


c. Quais são os objetivos possíveis?

1) Convocar a Igreja a treinar e mobilizar 100.000 trabalhadores cristãos de todas as nações do mundo para irem onde for necessário;
2) Recrutar líderes de todas as esferas de influência em todo o mundo, incluindo família, igreja, educação, negócios, ciência, governo e mídia;
3) Formar uma rede de organizações em torno de objetivos comuns relacionados ao cumprimento da Grande Comissão.


10 - PESQUISA, MAPEAMENTO E RELATÓRIO

Em João 4:35. Jesus diz: “Vocês não dizem: ‘Daqui a quatro meses haverá a colheita’? Eu lhes digo: Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita.” A tradução de King James (KJV) diz, “Erguei os olhos.” Veja os pontos principais desta passagem e sua relação com a idéia de pesquisar, mapear e relatar:

a. Princípio nº1: Erga os olhos.
Tudo na vida cristã começa com humildade, fé e visão. Jesus diz que nossos olhos estão fechados ou voltados para baixo. Fisicamente, quando estamos olhando para baixo, podemos apenas ver o que estamos fazendo ou o que nossas mãos estão fazendo. Tendemos a orar somente por nosso ministério e nossas necessidades. Nosso escopo é tão pequeno, nossa visão, tão insignificante, que, de fato, não precisamos de ninguém mais no Corpo. Parece que estamos dizendo que se Deus nos ajudasse um pouquinho, poderíamos ser praticamente auto-suficientes.
Mas há também uma dimensão espiritual no abrir de nossos olhos. É como se estivéssemos cegos às necessidades evidentes fora de nossa área. Somos espiritualmente míopes! Às vezes, somos cegos para o fato de que estamos em batalha espiritual pelos corações e mentes do mundo. Jesus está dizendo “Há muito para você fazer. Há mais para você ver. Erga os olhos de seu próprio lugar, de seu próprio ministério. Abra os olhos!” Mas para onde devemos olhar?

b. Princípio nº2: Olhe para os campos.
Jesus não pediu que encontrássemos uma árvore próxima ou arbusto que pudéssemos colher. Ele pintou para nós uma imagem de vastos campos prontos para a colheita. Nosso problema é que tendemos a olhar somente uma área muito pequena deste campo de colheita. Todo líder cristão precisa se conscientizar dos muitos campos onde seria possível plantar e colher.
Deus abençoe os pesquisadores! Precisamos oferecer mais sustento a eles. Eles nos dizem quem não foi evangelizado, quem não tem uma igreja e quem não tem acesso ao Evangelho. Precisamos ter a Enciclopédia Mundial do Cristianismo, o Operation World e o Ethnologue em nossas mesas o tempo todo.
Olhar para os campos” é algo que devemos fazer pessoalmente. É possível viajar a praticamente qualquer lugar do mundo, mesmo que seja como turista. Devemos viajar aos lugares menos visitados no mundo e “olhar” através dos olhos de Jesus, e perguntar a Ele se há algo que Ele quer que façamos lá, além de nosso lugar de serviço atual.
Que novos campos você olhou no ano passado? Há muitos à nossa volta que não enxergamos. Se não continuarmos olhando, estaremos simplesmente desobedecendo ao Senhor da colheita. A idéia de espiar a terra não é apenas com o objetivo de conseguir uma melhor visão. Há duas grandes vantagens estratégicas nos dois últimos princípios.

c. Princípio nº3: A pesquisa nos ajuda a ter “uma idéia da terra.”
Veja as instruções específicas dadas por Moisés aos espias em Números 13.
Quando Moisés os enviou para observarem Canaã, disse: Subam pelo Neguebe e prossigam até a região montanhosa. Vejam como é a terra e se o povo que vive lá é forte ou fraco, se são muitos ou poucos; se a terra em que habitam é boa ou ruim; se as cidades em que vivem são cidades sem muros ou fortificadas;’” (Números 13:17-19).
Todas as informações que obtemos quando fazemos uma pesquisa nos ajudam a saber qual a melhor abordagem de uma nova área ou grupo de pessoas.

d. Princípio nº4: Nós vemos o que Deus já preparou.
Muitas vezes sentimos que simplesmente não temos pessoas, dinheiro nem experiências suficientes para alcançar o objetivo de Deus. Mas, então, lembramo-nos das palavras de Jônatas em I Samuel 14:6: “nada pode impedir o Senhor de salvar, seja com muitos ou com poucos.” Na realidade, parece que na maioria das vezes, Deus prefere salvar com “poucos”. Desta forma Ele recebe toda a glória.
Em Juízes 7:9-15, vemos como Gideão, quando espionava o campo, descobriu que Deus já tinha colocado temor no coração dos Midianitas. Graças a esta informação, Gideão usou a estratégia das tochas em vasos e multiplicou o temor dos inimigos. Naquela noite, 300 dos homens de Gideão derrotaram 138.000 midianitas. Se ele não tivesse espionado o campo, poderia ter tentado um ataque frontal e perdido a batalha.

e. Quais são os objetivos possíveis?

1) Pesquisa
-----(a) Garantir que cada elemento da Grande Comissão tenha acompanhamento contínuo;
-----(b) Atualizar e apresentar anualmente as informações para cada elemento; 
-----(c) Garantir que as várias organizações de pesquisa resolvam suas diferenças nas informações. Isto é essencial para monitorar o progresso geral;
-----(d) Conduzir pesquisas de líderes de igrejas para mapear o progresso nos elementos de natureza mais qualitativa, como por exemplo:
----------(1) Os líderes organizacionais e denominacionais estão ensinando mais sobre arrependimento, renovação e a capacitação do Espírito Santo? 
----------(2) Estamos tendo progresso ao combinar nossa proclamação com os ministérios de compaixão? 
----------(3) Os líderes cristãos estão compreendendo a Oralidade e equipando seus trabalhadores para que alcancem os aprendizes orais? 

2) Mapeamento
-----(a) Produzir e oferecer mapas para organizações, coalizões e redes que esclareçam a tarefa inacabada;
-----(b) Prover mapas para todos os elementos da Grande Comissão para que os líderes possam tomar decisões seguras sobre o evangelismo futuro e sobre os esforços para plantar igrejas.

3) Relatório
Garantir que as organizações de pesquisa estejam oferecendo à Igreja global algumas das seguintes informações:
-----(a) Que grupos de línguas ainda não possuem Bíblias suficientes ou uma História Bíblica Narrada para que plantem igrejas?
-----(b) Que grupos de pessoas não incluídos e não alcançados ainda não foram incluídos?
-----(c) Quais grupos de povos ainda têm menos de 2% de fiéis? 
-----(d) Quantos muçulmanos, hindus, budistas e secularistas estão ouvindo o Evangelho a cada ano?
-----(e) Como estamos na preparação de novos pastores e líderes para o crescimento da Igreja?
-----(f) Quantas pessoas estão ouvindo o Evangelho a cada ano, em cada esfera de infuência?
-----(g) Que povoados, bairros, segmentos da cidade ou tribo indígena ainda não têm uma igreja local?



VI. CONCLUSÃO

Deus está agindo hoje! Ninguém pode levar nenhum crédito pelo que Ele está fazendo. Se mantivermos nossos corações aquecidos em Sua direção e buscarmos a caminhada diária em dependência do Espírito Santo, talvez, em nossa geração, discípulos sejam feitos em todas as nações. E as pessoas em todos os lugares da Terra saberão sobre o amor e o perdão de nosso Senhor.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] Ralph Winter, “O olhar a distância: Eras das Histórias das Missões,” Perspectivas no Movimento Cristão Mundial (Pasadena: William Carey Library, 1981) 176.

[2] “Grupos de Povos não Alcançados e Não incluídos,” Abril/ 2010 <http://www.peoplegroups.org/Downloads.aspx> 3 Grant Lovejoy, “A Extensão da Oralidade,” Dharma Deepika: A South Asian Journal of Missiological Research 25/Junho/2007: 24-34; publicado on-line no Journal of Baptist Theology and Ministry 5 Primavera 2008: 121-33. Este número obteve colaboração no International Journal of Frontier Missions XXXVIII:2/ Abril/ 2010, no qual todo um exemplar foi dedicado à Oralidade, e o artigo intitulado “Coming to Terms with Orality: A Holistic Model”, by Dr. Charles Madinger.

[4] The Barna Research Group, Evangelism Is Most Effective Among Kids, Outubro/ 2004 <www.barna.org/barnaupdate/article/5-barna-update/196-evangelism-is-most-effective-among-kids>.

[5] World Christian Trends AD 30-AD 2200. (Pasadena: William Carey Library, 2001) 34. 

[6] “2009 Estatística de Acessos às Escrituras,” Setembro/2009 <http://www.wycliffe.net/ScriptureAccessStatistics/tabid/73/language/en-US/default.aspx>.

[7] Lewis, M. Paul (ed.), 2009. Ethnologue: Languages of the World, Sixteenth edition. Dallas, Tex.: SIL International. Versão on-line: http://www.ethnologue.com/.

[8] “2009 Estatística de Acessos às Escrituras.” 

[9] “2009 Estatística de Acessos às Escrituras” 

[10] “2009 Estatística de Acessos às Escrituras” 

[11] “2009 Estatística de Acessos às Escrituras” 

[12] “2009 Estatística de Acessos às Escrituras”

[13] “Unreached People Groups Not Engaged by Anyone,” The International Mission Board - The Global Research Department (GRD), Outubro/2005, <http://www.peoplegroups.org/Downloads.aspx>.

[14] “Unreached People Groups Not Engaged by Anyone.”

[15] Finishing the Task Network, Abril/ 2010. 

[16] “Unreached People Groups Not Engaged by Anyone.”

[17] Todd M. Johnson, David B. Barrett, & Peter F. Crossing, “Christianity 2010: A View from the New Atlas of Global Christianity,” International Bulletin of Missionary Research, Jan /2010, 36.

[18] “Unreached People Groups Not Engaged by Anyone.”

[19] Todd M. Johnson, 36.

[20] Relatado por Dan Poynter, citado em <http://newwway.org/news/2004/april2.htm>. 

[21] Avery T. Willis, Jr. e Mark Snowden, Truth that Sticks (Colorado Springs: NavPress, 2010) 13.

[22] Relatado por Enok Sirikul, Campus Crusade for Christ Tailândia , Maio/2009.

[23] Relatado por Deepak Lal, Campus Crusade for Christ India, Maio/2009.

[24] Todd M. Johnson, 34. 

Observação do Editor: Este documento Avançando Cape Town 2010 foi escrito por Paul Eshleman em nome do Grupo de Trabalho Estratégico Lausanne para dar um panorama geral do tópico a ser discutido na sessão Plenária Matutina sobre “Prioridades da Evangelização Mundial”. Os comentários sobre este documento através da Conversa Global Lausanne serão enviados para o autor e para outras pessoas, e ajudarão a dar forma à apresentação final que farão no Congresso. 


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