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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Influência cristã na Eleição 2010

O mundo todo viu deslumbrado as eleições presidenciais no Brasil. Não somente a votação para presidente, mas também dos demais cargos executivos e legislativos. O que fez deslumbrar o mundo foi a influência dos Evangélicos e Católicos - CRISTÃOS - nas urnas.

Isto foi noticiado pelos principais jornais e revistas do mundo: Le Monde, El País, Wall Street Journal.

O Wall Street Journal, em sua edição de 29/10, publica um artigo de seu correspondente John Lyons com o seguinte título: Vencedor das eleições no Brasil: Evangélicos. Leia uma tradução automática do texto original.
Os brasileiros vão às urnas domingo para determinar o seu próximo presidente, mas já é um grande vencedor desta temporada política emergiu: os cristãos evangélicos.
O ex-ministro do gabinete Dilma Rousseff está prevista para vencer o segundo turno, com uma projecção de um instituto de pesquisas Datafolha spread de 56% a 44% contra o ex-governador paulista José Serra. A surpresa é quanto ao trecho final da campanha neste país predominantemente católico, foi moldada por um bloco cada vez mais poderoso de protestantes conservadores.
Desde que o Brasil voltou à democracia em 1985, as eleições presidenciais têm sido dominados por interesses económicos que o país deu uma guinada de crise em crise. Questões potencialmente explosivas, como se para legalizar o aborto eo casamento gay foram raramente na linha de frente, embora a nação de 190 milhões é freqüentemente chamado de o maior país católico do mundo.
Desta vez, uma campanha de base de sermões, vídeos da internet e DVDs distribuídos principalmente por pastores evangélicos impulso questões morais como aborto e casamento gay abruptamente na agenda política e forçou Rousseff eo Sr. Serra de declarar posições. Cadastrado por alguns bispos conservadores católicos, os evangélicos mobilizados pelo menos parcialmente, em resposta à aprovação do governo no ano passado de um plano de amplo alcance social apoiado pelo partido Rousseff que incluíram pedindo mais direitos homossexuais e aborto.
A fim de reforçar o apoio entre os conservadores religiosos, tanto a Sra. Dilma Rousseff e seu rival, o Sr. Serra, acrescentou a oposição ao aborto legal de suas plataformas de campanha. Isso significou uma grande jogada para a direita para Rousseff, um ex-guerrilheiro marxista que apoiou a legalização do aborto no passado.
"Nós escrevemos um novo capítulo na história de nossa nação", disse Silas Malafaia, um tele-evangelista popular brasileira, que enviou mais de 300 mil DVDs em setembro admoestando seguidores a não votar em candidatos que se descriminalizar o aborto ou aumentar mais proteções legais aos gays .
Na quinta-feira, o Papa Bento XVI também instruiu um grupo de bispos brasileiros, a instar os paroquianos a votar em candidatos que se opõem à legalização do aborto.
O debate político do Brasil está ampliando em meio a prosperidade econômica, alguns estudiosos dizem. "Questões morais normalmente relegada para segundo plano as preocupações institucionais ou econômicos", diz Paul Freston, professor da Universidade Federal do Brasil de São Carlos que escreveu um livro sobre evangelismo e política no mundo em desenvolvimento. "Isso pode estar mudando, e se for, é mais um sinal de como a mais estável, próspero e democrático processo está abrindo espaço para outras questões."
O fenômeno ajuda a explicar por que o Brasil está segurando executar domingo voto-off, em primeiro lugar. Dilma havia sido preparada para obter o apoio dos eleitores 50% necessários para vencer o 01 de outubro votação da primeira fase, fazendo campanha como o sucessor escolhido do presidente popular partida, Luiz Inácio Lula da Silva.
Mas, no dia da votação, Dilma tinha deslizado abaixo do limiar. Cerca de um milhão de eleitores a abandonou por razões religiosas, segundo uma pesquisa Datafolha. Estas vieram em cima de três milhões de desertores que citou acusações de corrupção envolvendo um assessor de Dilma Rousseff superior.
Muitos eleitores mudaram para as questões-driven de terceiros candidatos, Marina Silva, um cristão renascido e ex-seringueiro da Amazônia campanha de protecção do ambiente. Marina Silva ficou em terceiro no primeiro turno, com 19% dos votos. Ela não apoiou nenhum dos dois candidatos restantes.
Muitos eleitores evangélicos, tipicamente de classe baixa geográfico do Brasil, havia confiado Rousseff esquerdista Partido dos Trabalhadores, fundado por Lula, para prestar serviços aos seus bairros negligenciados. Mas com todos os três candidatos defendendo semelhantes receituário econômico, tornou-se mais fácil para os tradicionais eleitores do Partido dos Trabalhadores para abandonar o navio.
Douglas Gonçalvez, 28 anos, funcionário do aeroporto de Rio de Janeiro que se converteu ao protestantismo evangélico há sete anos, diz que votou em Lula há quatro anos e foi backing Rousseff. Mas ele mudou depois de um sermão pelo Sr. Malafaia alerta que a Sra. Dilma Rousseff pode legalizar o aborto e ampliar os direitos dos homossexuais. O pastor apoiou o Sr. Serra na televisão.
O conservadorismo religioso pode parecer fora de lugar no Brasil, mais conhecido para os bailarinos dançam seminuas no Rio anual de desfiles de carnaval. Mas o Rio também é lar de uma grande comunidade evangélica. E longe da costa, grande parte do Brasil é terra, onde a linha igrejas pequenas estradas e caminhões barulhentos com retratos de Jesus reflexivo sobre a sua lama retalhos.
Por muitas estimativas, cerca de 20% dos brasileiros são protestantes, a maioria pratica nas igrejas pentecostais, como Assembléia de Deus. Que está entre as maiores populações do mundo dos evangélicos fora os EUA
As igrejas evangélicas têm um papel crescente na política brasileira, principalmente apoiando os candidatos do Congresso. Este foi um ano de folga de saída: auto-descreveu os protestantes ganharam mais 50% de assentos do Congresso na votação de outubro, 71 das cerca de 600 lugares em geral.
Evangélica membros do Congresso são muitas vezes eleitos para defender os interesses de suas igrejas, que controlam as redes de televisão e rádio.
Eles são politicamente diversificada, apoio do governo e da oposição. Sua influência cresceu quando eles se uniram para mover todo o debate sobre as questões sociais para a direita.
Para Dilma, a deserção dos eleitores evangélicos "se tornou o primeiro grande teste de sua capacidade de gerir a sua coalizão política. Estes adeptos exigiam clareza sobre questões como o aborto. Em entrevista a um jornal de 2007, ela havia dito que é "absurdo" que o aborto é ilegal, uma declaração que animou seus muitos apoiantes feminista. Mas, em 13 de outubro uma reunião em Brasília com 51 líderes religiosos, ela prometeu que não iria apoiar as iniciativas de legalização do aborto. Mais tarde, ela colocou o compromisso por escrito.
Em uma noite recente segunda-feira em um subúrbio da classe trabalhadora do Rio de Janeiro, o Sr. Malafaia contou cerca de 3.000 fiéis derramam fora dos corredores de sua igreja Assembléia de Deus de que Dilma tinha mudado sua postura aborto. A congregação respondeu com gritos de "Aleluia!"
O mover Rousseff é estancado deserções evangélica. Ela também gerou críticas. Ele também provocou críticas de que os líderes em uma sociedade secular foram se curvar às exigências religiosas.
"Como podemos estar no século 21 em uma sociedade secular, onde os candidatos presidenciais devem submeter às exigências religiosas?" perguntou Lúcia Hippolito, entre os comentadores mais seguido do Brasil de rádio.
Para os líderes feministas, que esperavam Rousseff pode inaugurar uma nova era dos direitos das mulheres como o primeiro presidente do Brasil feminina, era um profundo golpe. "Eu pensei que este seria o momento para se discutir as questões das mulheres, mas ela não saiu desse jeito", disse Natalia Mori, co-diretor do Cfemea, entre as maiores do Brasil lobbies dos direitos das mulheres.
No jornal francês Le Monde, o correspondente Jean-Pierre Langellier escreveu n dia 28/10 o artigo "Brasil: Quando a religião interfere na eleição presidencial".
No país mais católico do mundo – 155 milhões de fiéis – as estreitas relações entre política e religião remontam ao primeiro dia da sua descoberta (1500), na primeira cruz plantada em seu solo, segundo o costume português, enquanto era dita a primeira missa. Espada e água benta misturadas, a serviço da colônia, do Império (1808) que se tornou independente (1822), depois da República (1889).
Na sua primeira Constituição republicana (1891), inspirada no positivismo, o Brasilproclama, 14 anos antes da França, a separação entre Igreja e Estado. A Igreja é então despojada de numerosos privilégios, particularmente da atribuição de financiamento público às suas escolas e aos seus hospitais. Irá recuperá-los em 1934, depois de um intenso lobby, sob o reinado do presidente Getúlio Vargas.
O Brasil é hoje um Estado laico, em que o poder da religiosidade popular autoriza a Igreja, em prazos eleitorais, a reafirmar os seus valores e os seus tabus – particularmente a interrupção da gravidez –, intervindo, se necessário, no debate público. Mas a Igreja Católica continua tendo, no seu interior, correntes politicamente diferentes. Uma dessas correntes continua sendo fiel à "teologia da libertação", que queria ser uma análise da "força histórica dos pobres", a partir de uma releitura dos textos bíblicos nas "comunidades eclesiais de base", lugares de educação popular, de catequese e de resistência. O presidenteLuiz Inácio Lula da Silva moldou o seu Partido dosTrabalhadores – PT e seu próprio destino político nessa família dos católicos de esquerda.
O surgimento, na metade do século XX, e depois a explosão das Igrejas pentecostais, majoritariamente conservadoras, alimentaram uma escala à direita no âmbito da moral sexual. Reunidas em 23 grupos diversos, as Igrejas evangélicas fizeram do Brasil o maior país pentecostal depois dos EUA. Representariam 20% da população, ou seja, cerca de 40 milhões de fiéis. Unem a um antigo devocionalismo protestante, fundado nas práticas de cura e de exorcismo, uma modernidade religiosa que coloca em primeiro lugar o fervor e o aspecto afetivo. Tendo surgido nos anos 80, o neopentecostalismo defende uma ideologia de sucesso social batizada de "teologia da prosperidade", por meio da qual os pastores, muitas vezes autoproclamados, prometem uma "felicidade imediata" às massas privadas de bens de consumo e convidadas a adquiri-los por meio de milagres a serem realizados.
Esse materialismo radical autoriza todos os abusos. Por exemplo: a Igreja Universal do Reino de Deus garante aos seus fiéis a abertura "das portas do Céu" ao seu favor. Com a condição de quem, antes, e durante anos, enriqueçam o tesouro de Deus dando à Igreja a décima parte da sua renda. Resultado: a Universal se tornou um império midiático e financeiro, cujo chefe, "o bispo" Edir Macedo é acusado de formação de quadrilha e de lavagem de dinheiro.
Mas as novas Igrejas também levam muitas vezes uma resposta calorosa e fraterna às famílias que pagam o seu "dízimo". Lá onde reina a pobreza, a violência, a prostituição e a droga, onde o Estado, muito ausente, não desempenha o seu papel em matéria de saúde e de educação, elas realizam uma rede de ajuda recíproca comunitária que oferece uma certa proteção baseada na confiança. Oferecem serviços, atividades lúdicas, amizades, contatos para um eventual trabalho. Em troca, difundem as suas indicações de voto, mais ou menos precisas. Até o "dízimo", destaca o politólogo Cesar Romero Jacob, desempenha um papel de integração entre os pobres que não conseguem pagar os impostos: "Sentem-se cidadãos em qualquer lugar".
Um estudo da Fundação Getúlio Vargas "desenhou" uma "geografia da religião" no Brasil: a força evangélica se manifesta principalmente nas periferias populares das grandes cidades. Lá onde a pobreza diminuiu, graças às intervenções sociais realizadas pelo governo Lula, a Igreja Católica ganhou terreno. O presidente Lula lembra que os evangélicos o "demonizaram" durante muito tempo: "Diziam que eu fecharia as Igrejas e mudaria a cor da bandeira nacional". Em 2002, finalmente dado por favorito, ele estendeu a mão à Universal, pronta a correr em ajuda à vitória e que, desde então, sempre o apoiou.
Neste ano, o grupo parlamentar evangélico cresceu 50%: 63 deputados e três senadores foram eleitos no dia 3 de outubro. Pertencem a 14 partidos. A sua prioridades para 2011? Opor-se a um eventual projeto que descriminalize o aborto. Um texto de lei muito improvável, independentemente de qual for o resultado da eleição presidencial. Não só Dilma Rousseff e Serra excluíram a ideia de legalizar o aborto, mas não ousam nem defender abertamente o status quo, que autoriza o aborto em caso de estupro e de ameaça à vida da mãe. Preferem exaltar "o direito à vida", o slogan curinga usado pelos partidos cristãos.
Ainda no Le Monde, no próprio editorial de 08/10, faz uma crítica ao posicionamento dos Evangélicos com o artigo: "No Brasil, a duvidosa campanha dos evangélicos"
O chefe de Estado brasileiro, Luiz Inacio Lula da Silva tem boas chances de sucesso no seu desafio: transmitir uma grande parte de sua imensa popularidade para a concorrente que ele escolheu, Dilma Rousseff, para que ela vença em 31 de outubro, no segundo turno da eleição presidencial, antes de sucedê-lo em 1º de janeiro de 2011. Até então, mais quatro semanas de campanha porão "Dilma" frente a frente com seu adversário social-democrata, José Serra.
A submissão da favorita à nova votação foi obra, no primeito turno, em 3 de outubro, de outra mulher, a ambientalista Marina Silva, agora eliminada da corrida. Mas a magnitude de sua votação - quase 20% dos votos - premiou a musa do Partido Verde com uma derrota rica em promessas.
Esse desempenho inesperado, Marina Silva o deve, em primeiro lugar, a suas qualidades pessoais. Sua calma, o seu respeito pelo adversário, a sua integridade, sua postura moral, a coerência de seu discurso exaltando o desenvolvimento sustentável ter-lhe permitido fazer a diferença em relação aos seus rivais apoiados por poderosos aparelhos partidários.
Como Lula, em outras ocasiões, ela foi nesta eleição, uma outsider, recebida por sua coragem e tenacidade para superar a desvantagem de uma origem modesta e de uma infância analfabeta, antes de se tornar senadora e ministra do meio ambiente de Lula para, em seguida, bater com a porta, em 2008, para marcar claramente seu desacordo com seu antigo protetor.
Seu talento também resulta, com relutância, um fenômeno mais problemático: o afluxo em seu favor de alguns milhões de votos de seguidores de igrejas evangélicas, que representam cerca de 20% do eleitorado.
Marina Silva, ela mesma, que se converteu ao protestantismo evangélico, recolheu os frutos amargos de uma campanha violenta e esperta, lançada em templos e freneticamente retransmitida pela Internet, nos meios cristãos conservadores contra Dilma Rousseff, a quem acusam de querer legalizar o aborto, proibido no Brasil, como na maioria dos países latino-americanos.
Dilma Rousseff teve o infortúnio de, no passado, ter defendido a descriminalização do aborto em nome da saúde pública. De acordo com um levantamento oficial, 15% das brasileiras entre 18 e 39 anos - ou 5,3 milhões de mulheres - fizeram o aborto pelo menos uma vez. Elas pertencem a todas as classes sociais. Mais de uma entre duas tiveram que ser posteriormente hospitalizados. O aborto mal realizado tem suas sequelas e é a maior causa de mortalidade feminina no Brasil.
Próximo aos cristãos de esquerda, influenciados pela Teologia da Libertação, Lula nunca foi bem-sucedido em de oito anos de governo, em legalizar o aborto, uma medida constante do programa de seu partido, mas não apoiada pela Igreja.
O Brasil, a primeira nação católica do mundo, tem seus arcaísmos e tabus, que podem, dependendo do ponto de vista de cada um, serem aceitos ou criticados. O aborto é um deles. É lamentável que este grave problema social, ao invés de criar um verdadeiro debate, seja usado como uma máquina de guerra eleitoral.

O jornal espanhol El País, em artigo de Juan Arias de 28/10, sob o título: O desencanto dos brasileiros marca as eleições de domingo para substituir Lula, traz o seguinte trecho:
Por outro lado, Dilma Rousseff, muito provavelmente, com a força de apoio a Lula, acabou de ser eleito presidente, reclamou que a oposição tentou lidar com ambos os católicos e os eleitores evangélicos culpando que foi agnóstico, que havia defendido o aborto e que favoreceu o controle da mídia.
Para aliciar o que ambos os candidatos são mentiras e calúnias trouxe tanto para ficar como provavelmente não é realmente defender ou rejeitar as posições e decisões que não pertencem às suas biografias, a fim de ganhar os votos de milhões de pobres e milhões de crentes. Assim, os eleitores vão votar sem saber exatamente o que cada um deles realmente pensa sobre as grandes questões de interesse para o público, como segurança pública, educação, saúde, drogas, ou cerca de grandes reformas que o governo Lula é deixado de fora, como política, segurança, fiscal social, a descriminalização do aborto ou o ambiente.

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