Pesquise em mais de 1800 postagens!

domingo, 7 de novembro de 2010

Como Sei Que Deus Responde à Oração - Parte VII - Rosalind Goforth

Acompanhe a sétima parte dessa história maravilhosa: as respostas de Deus às orações de Seus filhos Jonathan e Rosalind Goforth!

Eles foram missionários canadenses na China de 1888 a 1934. Durante esse período, tiveram onze filhos (cinco dos quais morreram como bebês ou muito novinhos), passaram por perseguições e dificuldades e testemunharam grandes moveres do Espírito de Deus que trouxeram convicção, arrependimento e conversões.

Este é o sétimo capítulo na série de relatos extraídos de um livro escrito por Rosalind e contém vários incidentes de respostas sobrenaturais à oração, não necessariamente em ordem cronológica.


Outros capítulos dessa história:


Durante Período de Licença no Canadá

Em 1908, tive que voltar ao Canadá com cinco dos nossos filhos, deixando meu marido na China com o trabalho missionário. Ao chegar a Toronto, meu filho mais velho estava às portas da morte por causa de repetidos ataques de febre reumática. Lembrei-me das ocasiões anteriores em que fora milagrosamente resgatado da morte, e minha fé foi fortalecida. Contudo, enquanto orava, ficou muito claro para mim que a resposta à minha petição dependia da entrega de mim mesma e da minha vontade ao Senhor.

Eu havia feito um propósito de não assumir compromissos de falar em igrejas ou conferências dessa vez, mas de me dedicar totalmente ao cuidado dos meus filhos. Naquele momento, porém, confessei o pecado de planejar minha própria vida e fiz aliança com o Senhor de fazer qualquer coisa que ele me ordenasse, desde que meus filhos estivessem com saúde e com todas suas necessidades provisionadas.

Para que isso pudesse acontecer, havia várias condições aparentemente impossíveis, ou muito difíceis, de serem satisfeitas. A primeira era a cura do meu filho. Antes impossibilitado até de levantar sua cabeça da maca, logo estava tão bem que se recusou a ficar de cama. Ao ser examinado pelo médico, não foi encontrado vestígio algum da enfermidade, e dentro de um mês estava freqüentando normalmente a escola.

As outras condições foram todas cumpridas pelo Senhor: a provisão financeira, alguém para cuidar dos meus filhos nas minhas ausências, saúde para mim e para as crianças. Aprendendo a confiar no Senhor para todas as nossas necessidades, até as mais corriqueiras ou insignificantes, entreguei-me à vontade de Deus e passei a aceitar convites das igrejas.

Durante aquele tempo, o Senhor providenciou frutas (maçãs) para as crianças, enviadas de forma milagrosa e gratuita, às vezes de lugares distantes, além de muitas outras provisões necessárias.

Saúde Só Para Falar por Deus

Um dos meus convites veio da sociedade de senhoras da Igreja Presbiteriana de Winnipeg, no Canadá. Durante a viagem de trem para lá, peguei uma gripe muito forte, que afetou minha garganta e pulmões. Fiquei muito preocupada, pois elas estavam pagando minha viagem e haviam organizado vários compromissos para falar. Antes de chegar ao meu destino, entreguei minha vida nas mãos do Senhor para que me concedesse força e capacidade para falar nas reuniões.

Nunca poderei me esquecer dos dias que se seguiram, pois a fraqueza no corpo, a febre e os problemas de garganta eram removidos somente enquanto estava dirigindo a palavra nas reuniões. Em cada caso, embora minha voz, antes e depois da ministração, fosse tão rouca que quase não podia ser ouvida, ficava normal durante meu compromisso.

Em uma das ocasiões, eu até havia pedido a um irmão, o Dr. Gordon, para ficar preparado para me substituir, caso eu não conseguisse falar. Logo antes de me passarem a palavra, subi na plataforma atrás dele, enquanto orava. Como clamei a Deus por ajuda e coragem! A igreja estava lotada, minha garganta estava fechada, como se estivesse num torno mecânico, e me sentia fraca e enferma.

Assim que Dr. Gordon me apresentou, fui para o púlpito com uma incrível sensação de calma e confiança absoluta. Parecia que podia até sentir alguém semelhante ao Filho do homem bem do meu lado. Nunca tive uma experiência mais completa de ser tão-somente um canal. Durante mais de uma hora falei de forma que todos pudessem ouvir sem dificuldades; no entanto, tão logo me sentei novamente, a garganta voltou a se fechar como antes. E assim continuou até o final dos meus compromissos naquele lugar.

Deus se Importa Até com Isso...

Um dia, alguns meses depois, verificando a situação das crianças, vi que havia tanta necessidade de costurar e fazer roupas novas, que fiquei abismada. Vi que seria totalmente impossível costurar e continuar assumindo compromissos. O dilema era se devia ou não cancelar as reuniões que já havia assumido. Meu marido me incentivou a comprar roupas feitas, mas sabendo o quanto isso custaria caro, não tive coragem.

Fui para um lugar sozinha e coloquei minha carga diante do Senhor, pedindo que confirmasse se devia ou não continuar falando a respeito da obra missionária na China, através de enviar fundos suficientes para comprar roupas para nossos filhos.

Poucos dias depois, eu estava testemunhando numa reunião na província de Ontário. No final da reunião, um senhor idoso colocou uma oferta em minhas mãos. Perguntei se ele queria destiná-la para alguma finalidade específica, e ele respondeu: "É para seus filhos. Use de algum modo que a libere para a obra de Deus". Elevei meu coração em gratidão a Deus e aceitei a oferta como o sinal que havia pedido ao Senhor.

Um Tutor Para Nossa Filha

Quando estávamos nos preparando para voltar à China, um problema sério se levantou no meu caminho. Nosso filho mais velho já tinha idade para enfrentar a vida sozinho, mas não a nossa filha que tinha dezesseis anos. Era necessário encontrar um tutor responsável com quem pudéssemos deixá-la.

Entrei em contato com três pessoas diferentes que achei que sentiriam alguma responsabilidade em relação a uma filha de missionários, mas todas as três se eximiram. Vi, então, que não deveria tentar abrir as portas por mim mesma, mas esperar no Senhor. Orei para que, se ele quisesse que eu voltasse para a China, enviasse-me uma pessoa para cuidar da minha filha.

Pouco tempo depois recebi a visita de uma senhora que havia dedicado sua vida ao treinamento de moças. Seu maravilhoso caráter cristão a qualificou como a melhor pessoa para cuidar da minha filha. Ela me contou que em sua juventude havia desejado dedicar sua vida para servir ao Senhor na China, mas o caminho se fechara. Agora sentia que o Senhor queria que se oferecesse para cuidar da nossa filha.

Vários anos se passaram desde então, e ela ultrapassou minhas mais altas expectativas. Raramente uma resposta mais definitiva tem vindo do nosso Pai amoroso ou uma que trouxesse maior alívio e socorro. Essa oferta, chegando assim tão claramente como resposta às minhas orações, parecia ser prova inconfundível que o Senhor guardaria a filha que estávamos entregando aos seus cuidados.

Dependendo Dele como Pai

Quando faltavam poucos dias para nossa longa viagem para a China, Ruth, uma das crianças menores, estava brincando do lado de fora e voltou para casa com seu casaco de inverno todo rasgado. De alguma maneira, o casaco se prendera no arame farpado e ficou em frangalhos. Era o único casaco mais pesado que ela tinha, e eu não tinha condições de adquirir outro antes da viagem de navio. Nem consegui achar um que servisse nas lojas, pois já não era mais estação do frio. Levei a necessidade ao Senhor e a deixei com ele, crendo que, de algum modo, ele providenciaria.

Poucos dias depois, uma amiga me telefonou pedindo para ir ver um presente que sua mãe deixara para mim. Que alívio senti quando encontrei, entre outras coisas, um belo casacão vermelho, que serviu perfeitamente para Ruth!

Esta nova evidência do cuidado soberano do Senhor por cada uma das nossas necessidades me comoveu profundamente. Aqueles que nunca conheceram tais demonstrações do cuidado amoroso do nosso Senhor nos pequenos detalhes da vida dificilmente compreenderão a maravilhosa sensação que essas experiências nos trazem.

Dando Toda Glória Para Deus

Foi durante aquele tempo no Canadá que adquiri o hábito de receber de joelhos a direção para a mensagem que deveria dar numa determinada reunião. Fiquei muitas vezes maravilhada ao receber, como num lampejo, todo o esboço do que deveria falar sobre a China.

Como nunca tive costume de preparar anotações nem mesmo um esboço do que deveria falar, muitas vezes me encontrei em situações em que me senti totalmente sem recursos próprios. Posso testificar que Deus nunca deixou de me conceder o auxílio necessário e o poder divino para transmitir o que recebera. Ao mesmo tempo, como é lamentável ter de confessar que logo que terminava de entregar a mensagem, o pensamento soprado por Satanás chegava: "Como me saí bem hoje!"

Não é incrivelmente maravilhosa a bondade e a tolerância do Senhor - espantoso que ele se dignasse em conceder auxílio novamente quando o solicitamos?!

Com profunda gratidão e louvor ao nosso Deus sempre fiel, posso testificar que qualquer pequeno serviço que pude realizar foi feito somente pela sua graça e em resposta à oração.

Fonte: Arauto Ano 23 nº 6 - Novembro/Dezembro 2005

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Irmão ou amigo, faça seu comentário. Alguns comentários podem ser apagados..... Você tem liberdade de escrever o que quiser, porém, sua liberdade está condicionada ao senhorio de Jesus Cristo, às Santas Escrituras e aos objetivos do blog.