Ministrando Para Povos Dispersos - T.V. Thomas, Sadiri Joy Tira, Enoch Wan
Gilson Moura |
11.10.10 |
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Mais um documento do Congresso Lausanne III. Ele participa do Tema Etnia e Identidade.
Tem o objetivo de despertar a discussão na Internet através do Site Lausanne Conversa Global de onde extrai o presente artigo.
As pessoas estão se movendo desde tempos antigos. Pouquíssimas pessoas vivem hoje no mesmo lugar
geográfico dos seus ancestrais. Se pensarmos bastante a respeito sobre este assunto, perceberemos que a maioria de nós veio de outro lugar, mesmo que isso tenha acontecido séculos ou décadas atrás.
O movimento sem precedentes da diáspora, de povos em grande escala e com grande frequência tem
estabelecido uma tendência global que tem marcado os séculos 20 e 21. Este fenômeno atinge a maioria dos países do mundo. Uma recente pesquisa revela que “atualmente, em todo o globo, 200 milhões de pessoas vivem e trabalham longe do lugar onde nasceram.”
Na verdade, os números são maiores quando incluímos segunda e terceira gerações. Com fatores sócio-culturais como a globalização e a urbanização, há fortes razões para que este fenômeno global cresça em escala e importância. Os fatores que causam estes movimentos de povos dispersos sem precedentes, normalmente, são desastres naturais como terremotos, fome, tsunamis e inundações; desastres causados pelo homem, como poluição química e crise ecológica; ambientes opressivos devido a perseguições políticas ou religiosas; necessidades e oportunidades econômicas e educacionais.
[+/-]
Ministrando Para Povos Dispersos
Contato inicial: Sadiri Joy Tira
Autores: T.V. Thomas, Sadiri Joy Tira, Enoch Wan
Palavras-chave: Dispersos, diáspora, sem fronteiras, imigração, migração, emigração, missão, Povos em
Movimento, missiologia, estratégia, paradigma, relacional
Observação do Editor: Este Documento Avançado do Cape Town 2010 foi escrito por T.V. Thomas, Sadiri Joy
Tira e Enoch Wan com o objetivo de oferecer um panorama do tema a ser discutido na sessão Multiplex
intitulada “Ministrando Para Povos Dispersos”. Os comentários sobre este documento feitos através da
Conversa Lausanne Global serão enviados ao autor e a outras pessoas para que se chegue ao formato final a
ser apresentado no Congresso.
I. INTRODUCÃO
As pessoas estão se movendo desde tempos antigos. Pouquíssimas pessoas vivem hoje no mesmo lugar
geográfico dos seus ancestrais. Se pensarmos bastante a respeito sobre este assunto, perceberemos que a
maioria de nós veio de outro lugar, mesmo que isso tenha acontecido séculos ou décadas atrás.
O movimento sem precedentes da diáspora, de povos em grande escala e com grande frequência tem
estabelecido uma tendência global que tem marcado os séculos 20 e 21. Este fenômeno atinge a maioria dos
países do mundo. Uma recente pesquisa revela que “atualmente, em todo o globo, 200 milhões de pessoas
vivem e trabalham longe do lugar onde nasceram.”
1
Na verdade, os números são maiores quando incluímos
segunda e terceira gerações. Com fatores sócio-culturais como a globalização e a urbanização, há fortes razões
para que este fenômeno global cresça em escala e importância.
Os fatores que causam estes movimentos de povos dispersos sem precedentes, normalmente, são desastres
naturais como terremotos, fome, tsunamis e inundações; desastres causados pelo homem, como poluição
química e crise ecológica; ambientes opressivos devido a perseguições políticas ou religiosas; necessidades e
oportunidades econômicas e educacionais.
Com tantas pessoas de tantas origens se movimentando em tantas direções e se estabelecendo em tantos
lugares, planejados ou não, pode-se concluir que estamos rapidamente tornando nosso mundo em um
“mundo sem fronteiras.”
2
Seja por tratados regionais entre países, imigração clandestina ou entrada forçada
de refugiados através de fronteiras, os limites entre as nações estão se tornando cada vez mais porosos.
1
Duncan Mavin, “One Big ATM”, The Financial Post Magazine, 7 de outubro de 2008. Don Mills, Canada: National Post
2
O termo "mundo sem fronteiras" é atribuído ao economista Kenichi Ohmae, que escreveu The Borderless World (McKinsey & Company, Inc., 1991)
- 2 -
© The Lausanne Movement 2010
Ministrar dentro do contexto deste fenômeno global requer novas estratégias para alcançar as grandes
diásporas com o Evangelho, e através delas, cumprir a Grande Missão do Senhor Jesus.
O termo diáspora é originalmente uma palavra grega que se refere à dispersão judaica, ou seja, à dispersão
dos Judeus fora da Palestina (Levítico 26:33; Deuteronômio 28:64; Ezequiel 36:19) e também se refere à
dispersão dos cristãos do começo da Igreja, no Novo Testamento (Atos 8:1, 4; 11:19). No decorrer dos séculos,
o termo diáspora foi adicionado ao vocabulário contemporâneo referindo-se aos Povos em Movimento que
atravessam as fronteiras nacionais, ou seja, os povos dispersos. Outros termos como migração, emigração e
imigração tem sido usados como referência aos Povos em Movimento.
II. SEGUINDO EM FRENTE COM DEUS - T.V. Thomas
O Propósito Intencional de Deus para as Diásporas
O Deus da Bíblia é o Criador e autor das missões. O Próprio Deus está em uma missão (missio dei) neste
mundo. É o amor e a compaixão de Deus por Sua criação e pelos humanos que O fazem buscar, enviar e salvar.
A missão de Deus ecoa repetidamente pela Escritura. Em Sua aliança com Abraão, Deus afirma que Abraão e
seus descendentes serão instrumentos de bênção para as nações (Gênesis 12:1-3). Mais adiante, Deus
especifica a função de Israel como sua nação serva destinando-a a ser um “tesouro pessoal... reino de
sacerdotes e uma nação santa” (Êxodo 19:5-6). Passagens do Antigo Testamento como 1 Crônicas 16:23-24 e
Salmo 67 estão centralizadas na missão de Deus.
Tanto a Grande Comissão ordenada em Mateus 28:19-20 para “fazer discípulos de todas as nações” quanto a
exortação divina de Cristo, “Vocês serão minhas testemunhas” (Atos 1:8), exigem que evangelizemos os Povos
em Movimento. A realidade de que Deus está em uma missão é destacada pelo apóstolo Paulo em seu sermão
no Areópago em Atenas, onde a importância dos povos dispersos é claramente mostrada em Atos 17:26-27:
“De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos
anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o
buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós.”
O versículo 26 diz que é Deus quem, soberanamente, orquestra os lugares e tempos, onde e quando as
pessoas vivem. No versículo 27, Paulo focaliza o motivo porque Deus move pessoas para diferentes lugares. O
motivo é para cumprir Seus propósitos – “para que os homens o buscassem...” É um fato universal que novos
ambientes despertam curiosidade nas pessoas, faz com que se questionem suas antigas presunções, desafia a
entender e comparar suas perspectivas religiosas e faz com que se explorem novas alternativas e, então, se
tornem mais receptivas ao Evangelho. Cremos que Deus está dispersando as nações do mundo para promover
uma mega colheita global. Consequentemente, a Igreja deve abraçar esta nova realidade global e criar
estratégias para alcançar os vários grupos de povos em diáspora.
III. MUDANDO PARA ALCANÇAR OS POVOS EM MOVIMENTO – Enoch Wan
Oportunidades e Desafios Quando Trabalhamos com Diásporas
- 3 -
© The Lausanne Movement 2010
Devido às mudanças demográficas em escala global, cristãos contemporâneos devem entender que há
oportunidades e desafios quando trabalhamos com grupos de diásporas no contexto do século 21. Na sessão
Multiplex, iremos explorar novas abordagens, conforme resumo no Diagrama 1 abaixo:
Diagrama 1 – Trabalhando com Diásporas: oportunidade e desafio
# DESAFIO PARA MUDAR
OPORTUNIDADE
(missiologia de diáspora)
NOVA ABORDAGEM
(missões de diáspora)
1
Foco antigo – polarizado/dicotomizado
“grande comissão” “grande mandamento”
salvar almas Evangelho social
plantio da igreja caridade Cristã
paternalismo indigenização
“leigos” “clero”
Novo foco
não mais polarizado/dicotomizado:
perspectiva holística
sem compartimentalização
disciplinária
Forte integração
evangelismo + caridade Cristã
“Grande Mandamento” + “Grande
Comissão”
motivar e mobilizar diáspora sem dicotomia
a “leigos” e “clero”, etc.
interdiciplinária
2 Conceitualização antiga
territorial: aqui lá
“local” “global”
linear: “enviar” “receber”
“assimilação” “amalgamação”
Nova conceitualização
não-espacial; sem fronteiras
transnacional & global
“não alcançada”acessível
“sem fronteiras” “ministério sem
fronteiras”
Nova aborgagem:
“desterritorialização”
“global” e “igreja líquida”
identidade hifenizada e híbrida
“Missão na nossa porta”
“igreja sem fronteiras,” “igreja líquida”
“igreja-ônibus,” “igreja nos mares”
3 Perspectiva antiga
geograficamente dividida
missão estrangeira local, urbano rural
fronteira geopolítica: estado nação
escala evangelística: alcançadonão
alcançado
identidade de “grupo de povos”
“especialização” e auto-suficiência de grupos de
missões
Nova perspectiva
Nova realidade de movimentos
sem precedentes de diáspora no
século 21 (grande escala,
porcentagem mais alta/frequência)
Integrado e com “mutualidade”
Nova estratégia
Observar e seguir a maneira providencial de
Deus ao mover pessoas espacial e
espiritualmente
mover alvos e mover com os alvos
rede para o Reino
“parceria estratégica” e sinergia
“responsabilidade relacional”
4 Orientação antiga
AT: missões = atrair gentios a Jeová (chegada)
NT: missões = a Grande Comissão — ir; enviar
discípulos por Jesus nos quatro Evangelhos e
pelo Espírito Santo em Atos
Missões modernas: barreira lingüística e
cultural E-1, E-2, E-3, etc. & vários tipos M-1, M-
2, etc.
Nova orientação
sem barreiras para se preocupar
móvel e fluída
sem povos não alcançados
não-espacial
Novos paradigmas emergentes
enviar para, e receber de qualquer lugar
“reciprocidade” ao invés de linear: enviar e
receber
ministrar para a diáspora
ministrar através da diáspora
ministrar além da diáspora
“Missões de diáspora” é a prática que inclui ministrar para (em evangelismo e serviço), ministrar através
(motivar e mobilizar) dos grupos diaspóricos e ministrar além deles (para outros grupos no cumprimento da
Grande Comissão).
Como o Espírito Santo está trabalhando entre os Povos em Movimento
Caso de Estudo 1 – Plantio da Igreja (Igreja nos lares em NAC = Nações de Acesso Criativo)
Detalhes serão fornecidos durante a Sessão Multiplex.
Caso de Estudo 2 – Igrejas Internacionais (O Farol no Kuwait)
A Igreja Evangélica Nacional do Kuwait (IENK) é uma entidade única no país do Kuwait, onde 25.000
adoradores se reúnem. Eles são extremamente diversos em denominação, doutrina, cultura e língua. Venha e
aprenda os detalhes na Sessão Multiplex.
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© The Lausanne Movement 2010
Caso de Estudo 3 – Grupos de povos de Diásporas encontrando-se em “Igrejas-ônibus”
Muitas igrejas no Ocidente têm “ônibus de igrejas”, mas os povos de diáspora tem “Igrejas-ônibus”. Fotos e
descrição serão apresentadas na Sessão Multiplex.
Incríveis Janelas de Oportunidades
Exemplo 1 – Karen da Birmânia (Myanmar) na Tailândia agora nos EUA
Aproximadamente 150.000 refugiados de Karen tem vivido em campos de refugiados ao longo da fronteira
entre Tailândia e Birmânia por quase 20 anos. Nos últimos anos, quase 20.000 refugiados da Birmânia por ano,
que vem dos campos de refugiados tailandeses podem ser alcançados nas principais cidades dos EUA. Uma
descrição detalhada será apresentada na Sessão Multiplex.
Exemplo 2 – Os povos não alcançados da África na Europa e Américas
De acordo com Lausanne World Pulse, agora há ricas oportunidades com relação aos Grupos de Povos Não
alcançados (Unreached People Groups -UPGs) da África agora alcançáveis na Europa e nas Américas. Uma
explicação detalhada será apresentada na Sessão Multiplex.
Exemplo 3 – Alcançando coreanos, chineses e brasileiros no Japão
O Japão é conhecido por ser “o cemitério de missionários”, contudo muitas nacionalidades no Japão estão
abertas ao Evangelho. Venha à Sessão Multiplex e você se surpreenderá ao saber que coreanos, chineses e
brasileiros no Japão podem ser alcançados com o Evangelho.
O Que a Igreja Pode Fazer?
1. Motivar e mobilizar igrejas locais e crentes
Motivar e mobilizar igrejas locais e crentes a agarrar as oportunidades para alcançar diásporas em suas
vizinhanças praticando “missões em nossa porta”. Se esta ideia é nova para você, venha à Sessão Multiplex
e saiba mais detalhes.
2. Integrar “paradigmas relacionais” e “missões de diáspora”
Esforços missionários e abordagem ministerial no Ocidente tendem a ser administrativas e empresariais
(ou seja, resultados focados em objetivos mensuráveis e crescimento numérico), programáticas e
paternalistas (ou seja, sem toque relacional e prática de parceria). Portanto, novas abordagens são
propostas abaixo.
Diagrama 2 – Integrando “paradigma relacional” com “missões de diáspora”
PARADIGMA RELACIONAL MISSÕES DE DIÁSPORA
5 ELEMENTOS 5 ASPECTOS RELACIONAIS
PARTICIPANTES
Deus Trino e cristãos cumprem a
Grande Comissão
resistentes: Satanás, anjos
REDE RELACIONAL
Deus Trino é o criador do
relacionamento; o centro e
fundamento de todas as redes
sem obsessão por programa e resultado
forte ênfase em dimensões relacionais entre a pessoa Ser
(o Deus Trino) e seres (da humanidade e realidade
angelical)
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© The Lausanne Movement 2010
caídos Dois campos: Deus, anjos
obedientes e Cristãos Satanás
reconhecer a dimensão da batalha espiritual
PADRÃO (enviar)
Pai o Filho e junto E.S.
Pai o Filho então Cristãos
(João 17: 18), Cristãos
obedecem
Espírito Santo envia: Atos 10:19;
13:2 Cristãos fortalecidos
DIMENSÕES RELACIONAIS /
CONTEXTO
Dimensão vertical com Deus
dimensões horizontais dentro da
Igreja e além
multicontexto: divino, angélico,
humano; mudança de contextos
humanos devido à globalização,
movimento de diáspora, etc.
dimensões verticais e horizontais, por exemplo:
“responsabilidade relacional”
missões “globais” no contexto globalizado
não-espacial, “sem fronteiras,” sem limites para se
preocupar, transnacional
nova abordagem: ministério integrado e estudo
interdisciplinar de missiologia
discernir a obra de Deus e participar adequadamente
aprender a nova realidade demográfica do século 21 e
criar estratégias adequadas com boa mordomia
PRÁTICA
Cristãos participam da missão
de Deus, cumprindo a “Grande
Comissão”
REALIDADE RELACIONAL
Deus: reconcilia o mundo Consigo
em Cristo através dos Cristãos
Satanás & anjos caídos em
inimizade com Deus e Seus
seguidores
nova realidade no século 21 – ministério holístico
observar e seguir as maneiras providenciais de Deus de
mover pessoas espacial e espiritualmente
alvos móveis e se mover com os alvos (diáspora)
criar uma ponte unindo a divisão tradicional entre o clero e
leigos
diáspora do Cristianismo traz impacto ao país hospedeiro/
igreja
PODER
O amor de Deus transforma
cristãos e os compele a cumprir
Sua missão
DINÂMICAS RELACIONAIS
fazer missões por amor a Deus e
compaixão aos perdidos
fortalecidos pelo Espírito Santo
micro: amor, compaixão, hospitalidade cristã
macro: parcerias e rede
Cristandade holística com forte integração de
evangelismo com compaixão e caridade cristã
motivados pela paixão cristã pelos perdidos
fortalecimento e doação do Espírito Santo ao ministério
PROCESSO
Deus fornece plano de salvação
e a Igreja cumpre a missão de
Deus
INTERAÇÃO RELACIONAL
Chamado de Deus, missão de
Cristo, fortalecimento pelo Espírito
Santo
Cristãos obedientes a Deus,
Satanás resiste a missão de Deus
“Grande Comissão” + “Grande Mandamento”
missão de diáspora: ministrar para, através e além de
grupos de diáspora
responsabilidade relacional
mordomia estratégica
parceria estratégica (rede e sinergia)
A abordagem relacional no ministério (incluindo missões de diáspora) difere daquelas de “abordagem
programática” pois é cara, demorada, cansativa, confusa e arriscada; porém está próxima ao coração de
Deus. O coração da questão no ministério é “a questão do coração”. O ministério relacional deve vir do
“coração”, levando à transformação da “mente”, traduzida para o que fazemos com nossa “mão” em
serviço. O padrão do ministério relacional é: coração cabeça mão. Venha à Sessão Multiplex e você
aprenderá sobre estes fatos.
3. Praticar mordomia estratégica e responsabilidade relacional
À luz da tendência demográfica global, conforme descrita por Philip Jenkins
3
, a Igreja Cristã deve praticar
mordomia estratégica, que deve ser definida como “o sábio uso de recursos dados por Deus e
oportunidades criadas por Deus para Sua glória e para a expansão estratégica do Reino.” Há uma
responsabilidade relacional vertical com Deus para boa mordomia e para compartilhar o Evangelho
horizontalmente. Se esta ideia é nova para você, venha à Sessão Multiplex e aprenda mais detalhes.
4. Engajamento em parceria estratégica para rede de contatos e sinergia
3
Philip Jenkins, em The Next Christendom: The Coming of Global Christianity. Oxford Press, 2001
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© The Lausanne Movement 2010
Parceria estratégica é uma necessidade extrema no contexto do século 21, quando o centro do
cristianismo está mudando para o Hemisfério Sul, a fim de substituir o paternalismo Ocidental e missões
centradas na Europa.
IV. MOVENDO-SE ATRAVÉS DE POVOS EM MOVIMENTO – Sadiri Joy Tira
A Igreja está em Movimento
Deus, em Sua soberania, está movendo pessoas para que O busquem e O conheçam. Este movimento em
massa de pessoas tem apresentado desafios e oportunidades para alcançar os Povos em Movimento. A notícia
encorajadora é que a Igreja de Jesus Cristo também está se movendo! Historicamente, missões globais eram a
prerrogativa daqueles que eram chamados e treinados para ministérios interculturais. Nos últimos anos, forças
de missões (pessoas) têm sido sustentadas pelos cristãos de diáspora ou cristãos em movimento. Há uma
mudança dramática de paradigma em missões. Agora, não são somente os tradicionais “missionários por
profissão” ou os especiais comissionados “fazedores de tendas” que estão espalhando o Evangelho de Jesus
Cristo, mas também pessoas em movimento aparentemente comuns, carregando as extraordinárias Boas
Novas para os cantos mais distantes do globo.
Abordagens Ministeriais e Modelos através de Cristãos da Diáspora
Abordagem 1: Alcançando compatriotas em seus países de origem
a. Ilustração 1 – Iranianos na América do Norte estão mobilizando outros Iranianos na América do Norte.
b. Americanos estão fazendo “missões” em curto prazo em sua terra natal.
c. Ilustração 2 – Cristãos Punjabis no Reino Unido estão visitando famílias, parentes e amigos em suas
vilas nativas com o propósito de compartilhar a fé em Jesus Cristo que encontraram no Reino Unido.
d. Ilustração 3 – Indonésios que se converteram ao cristianismo enquanto trabalhavam como
trabalhadores contratados em Hong Kong estão voltando à Indonésia preparados para compartilhar
sua fé com seus familiares e comunidade.
Abordagem 2: Alcançando pessoas locais e regionais
a. Ilustração 1 – Trabalhadores coreanos na Ásia Central estão alcançando seus hospedeiros – uzbeques,
cazaques e quirguizes.
b. Ilustração 2 – Cristãos brasileiros que vivem no Japão estão alcançando o povo japonês no Japão.
c. Ilustração 3 – Cristãos chineses do continente, contratados como trabalhadores estão testemunhando
para mulçumanos falantes de Árabe no Golfo.
Abordagem 3: Alcançando Transientes
a. Ilustração 1 – Marinheiros filipinos estão alcançando membros de tripulações multinacionais e
viajantes em navios.
b. Ilustração 2 – Famílias hospedeiras cristãs australianas estão alcançando alunos internacionais de
países como China.
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c. Ilustração 3 – Cristãos da Malásia estão alcançando trabalhadores contratados do Nepal na Malásia.
d. Ilustração 4 – Cristãos da Zâmbia estão alcançando mulçumanos diplomatas de Malavi alocados na
Zâmbia.
Abordagem 4: Ministérios compassivos
a. Ilustração 1 – Cristãos cingaleses da Alemanha estão alcançando refugiados na Europa.
b. Ilustração 2 – Agências cristãs nos EUA estão ajudando aqueles que buscam auxílio em cidades
Americanas.
c. Ilustração 3 – Congregações diaspóricas em Toronto estão respondendo às vitimas do terremoto no
Haiti.
A realidade das diásporas e o potencial da missiologia de diáspora para motivar e mobilizar cristãos a alcançar
Povos em Movimento, e através deles, não devem ser subestimados. Nunca antes houve tantas oportunidades
de alcançar pessoas com a mensagem de Jesus Cristo. É por isto que congregações devem ser motivadas e
mobilizadas a participar desta nova estratégia de missões.
Além disso, um esforço concentrado deve ser feito para ensinar missiologia de diáspora tanto em um nível
formal quanto informal, treinando futuros pastores, obreiros internacionais (missionários) e líderes. O
treinamento intencional de diáspora irá preparar obreiros para ministérios no mundo sem fronteiras.
Instituições teológicas estão gradualmente focalizando a importância da diáspora em suas grades curriculares.
É importante notar que o Centro Universitário e Seminário Ambrose (Ambrose University College and
Seminary) em Calgary, Canadá, está trabalhando neste sentido através de seu Centro Jaffrai para Iniciativas
Globais (Jaffray Centre for Global Initiatives). Em fevereiro de 2010, Ambrose ofereceu um curso interligado
ao centro universitário/seminário – Missiologia de Diáspora no Contexto Canadense: Tendências do Terceiro
Milênio e Questões em Missões. O Seminário Ocidental (Western Seminary) em Portland, Oregon, EUA
também ofereceu uma variação deste curso em abril de 2010, através do Instituto de Estudo de Diáspora para
alunos de doutorado em Missiologia. Enquanto algumas iniciativas pioneiras em missiologia de diáspora têm
surgido, não há no momento qualquer esforço concentrado na comunidade acadêmica evangélica para treinar
Obreiros do Reino para missões de diáspora. Se a diáspora é uma questão tão importante do século 21, então
não seria essencial incluir missiologia de diáspora e missões de diáspora nas grades curriculares de nossas
instituições acadêmicas evangélicas? À luz das informações apresentadas nesta Sessão Multiplex, esta não
seria uma hora oportuna para a Igreja mobilizar cristãos para a prática e associação em missões de diáspora?
Oremos ao Senhor da seara para levantar um clamor mundial por um mover sem precedentes do Espírito
Santo, para que Toda a Igreja leve Todo o Evangelho para Todo o Mundo.
Contato inicial: Sadiri Joy Tira
Autores: T.V. Thomas, Sadiri Joy Tira, Enoch Wan
Palavras-chave: Dispersos, diáspora, sem fronteiras, imigração, migração, emigração, missão, Povos em
Movimento, missiologia, estratégia, paradigma, relacional
Observação do Editor: Este Documento Avançado do Cape Town 2010 foi escrito por T.V. Thomas, Sadiri Joy
Tira e Enoch Wan com o objetivo de oferecer um panorama do tema a ser discutido na sessão Multiplex
intitulada “Ministrando Para Povos Dispersos”. Os comentários sobre este documento feitos através da
Conversa Lausanne Global serão enviados ao autor e a outras pessoas para que se chegue ao formato final a
ser apresentado no Congresso.
I. INTRODUCÃO
As pessoas estão se movendo desde tempos antigos. Pouquíssimas pessoas vivem hoje no mesmo lugar
geográfico dos seus ancestrais. Se pensarmos bastante a respeito sobre este assunto, perceberemos que a
maioria de nós veio de outro lugar, mesmo que isso tenha acontecido séculos ou décadas atrás.
O movimento sem precedentes da diáspora, de povos em grande escala e com grande frequência tem
estabelecido uma tendência global que tem marcado os séculos 20 e 21. Este fenômeno atinge a maioria dos
países do mundo. Uma recente pesquisa revela que “atualmente, em todo o globo, 200 milhões de pessoas
vivem e trabalham longe do lugar onde nasceram.”
1
Na verdade, os números são maiores quando incluímos
segunda e terceira gerações. Com fatores sócio-culturais como a globalização e a urbanização, há fortes razões
para que este fenômeno global cresça em escala e importância.
Os fatores que causam estes movimentos de povos dispersos sem precedentes, normalmente, são desastres
naturais como terremotos, fome, tsunamis e inundações; desastres causados pelo homem, como poluição
química e crise ecológica; ambientes opressivos devido a perseguições políticas ou religiosas; necessidades e
oportunidades econômicas e educacionais.
Com tantas pessoas de tantas origens se movimentando em tantas direções e se estabelecendo em tantos
lugares, planejados ou não, pode-se concluir que estamos rapidamente tornando nosso mundo em um
“mundo sem fronteiras.”
2
Seja por tratados regionais entre países, imigração clandestina ou entrada forçada
de refugiados através de fronteiras, os limites entre as nações estão se tornando cada vez mais porosos.
1
Duncan Mavin, “One Big ATM”, The Financial Post Magazine, 7 de outubro de 2008. Don Mills, Canada: National Post
2
O termo "mundo sem fronteiras" é atribuído ao economista Kenichi Ohmae, que escreveu The Borderless World (McKinsey & Company, Inc., 1991)
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© The Lausanne Movement 2010
Ministrar dentro do contexto deste fenômeno global requer novas estratégias para alcançar as grandes
diásporas com o Evangelho, e através delas, cumprir a Grande Missão do Senhor Jesus.
O termo diáspora é originalmente uma palavra grega que se refere à dispersão judaica, ou seja, à dispersão
dos Judeus fora da Palestina (Levítico 26:33; Deuteronômio 28:64; Ezequiel 36:19) e também se refere à
dispersão dos cristãos do começo da Igreja, no Novo Testamento (Atos 8:1, 4; 11:19). No decorrer dos séculos,
o termo diáspora foi adicionado ao vocabulário contemporâneo referindo-se aos Povos em Movimento que
atravessam as fronteiras nacionais, ou seja, os povos dispersos. Outros termos como migração, emigração e
imigração tem sido usados como referência aos Povos em Movimento.
II. SEGUINDO EM FRENTE COM DEUS - T.V. Thomas
O Propósito Intencional de Deus para as Diásporas
O Deus da Bíblia é o Criador e autor das missões. O Próprio Deus está em uma missão (missio dei) neste
mundo. É o amor e a compaixão de Deus por Sua criação e pelos humanos que O fazem buscar, enviar e salvar.
A missão de Deus ecoa repetidamente pela Escritura. Em Sua aliança com Abraão, Deus afirma que Abraão e
seus descendentes serão instrumentos de bênção para as nações (Gênesis 12:1-3). Mais adiante, Deus
especifica a função de Israel como sua nação serva destinando-a a ser um “tesouro pessoal... reino de
sacerdotes e uma nação santa” (Êxodo 19:5-6). Passagens do Antigo Testamento como 1 Crônicas 16:23-24 e
Salmo 67 estão centralizadas na missão de Deus.
Tanto a Grande Comissão ordenada em Mateus 28:19-20 para “fazer discípulos de todas as nações” quanto a
exortação divina de Cristo, “Vocês serão minhas testemunhas” (Atos 1:8), exigem que evangelizemos os Povos
em Movimento. A realidade de que Deus está em uma missão é destacada pelo apóstolo Paulo em seu sermão
no Areópago em Atenas, onde a importância dos povos dispersos é claramente mostrada em Atos 17:26-27:
“De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos
anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o
buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós.”
O versículo 26 diz que é Deus quem, soberanamente, orquestra os lugares e tempos, onde e quando as
pessoas vivem. No versículo 27, Paulo focaliza o motivo porque Deus move pessoas para diferentes lugares. O
motivo é para cumprir Seus propósitos – “para que os homens o buscassem...” É um fato universal que novos
ambientes despertam curiosidade nas pessoas, faz com que se questionem suas antigas presunções, desafia a
entender e comparar suas perspectivas religiosas e faz com que se explorem novas alternativas e, então, se
tornem mais receptivas ao Evangelho. Cremos que Deus está dispersando as nações do mundo para promover
uma mega colheita global. Consequentemente, a Igreja deve abraçar esta nova realidade global e criar
estratégias para alcançar os vários grupos de povos em diáspora.
III. MUDANDO PARA ALCANÇAR OS POVOS EM MOVIMENTO – Enoch Wan
Oportunidades e Desafios Quando Trabalhamos com Diásporas
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© The Lausanne Movement 2010
Devido às mudanças demográficas em escala global, cristãos contemporâneos devem entender que há
oportunidades e desafios quando trabalhamos com grupos de diásporas no contexto do século 21. Na sessão
Multiplex, iremos explorar novas abordagens, conforme resumo no Diagrama 1 abaixo:
Diagrama 1 – Trabalhando com Diásporas: oportunidade e desafio
# DESAFIO PARA MUDAR
OPORTUNIDADE
(missiologia de diáspora)
NOVA ABORDAGEM
(missões de diáspora)
1
Foco antigo – polarizado/dicotomizado
“grande comissão” “grande mandamento”
salvar almas Evangelho social
plantio da igreja caridade Cristã
paternalismo indigenização
“leigos” “clero”
Novo foco
não mais polarizado/dicotomizado:
perspectiva holística
sem compartimentalização
disciplinária
Forte integração
evangelismo + caridade Cristã
“Grande Mandamento” + “Grande
Comissão”
motivar e mobilizar diáspora sem dicotomia
a “leigos” e “clero”, etc.
interdiciplinária
2 Conceitualização antiga
territorial: aqui lá
“local” “global”
linear: “enviar” “receber”
“assimilação” “amalgamação”
Nova conceitualização
não-espacial; sem fronteiras
transnacional & global
“não alcançada”acessível
“sem fronteiras” “ministério sem
fronteiras”
Nova aborgagem:
“desterritorialização”
“global” e “igreja líquida”
identidade hifenizada e híbrida
“Missão na nossa porta”
“igreja sem fronteiras,” “igreja líquida”
“igreja-ônibus,” “igreja nos mares”
3 Perspectiva antiga
geograficamente dividida
missão estrangeira local, urbano rural
fronteira geopolítica: estado nação
escala evangelística: alcançadonão
alcançado
identidade de “grupo de povos”
“especialização” e auto-suficiência de grupos de
missões
Nova perspectiva
Nova realidade de movimentos
sem precedentes de diáspora no
século 21 (grande escala,
porcentagem mais alta/frequência)
Integrado e com “mutualidade”
Nova estratégia
Observar e seguir a maneira providencial de
Deus ao mover pessoas espacial e
espiritualmente
mover alvos e mover com os alvos
rede para o Reino
“parceria estratégica” e sinergia
“responsabilidade relacional”
4 Orientação antiga
AT: missões = atrair gentios a Jeová (chegada)
NT: missões = a Grande Comissão — ir; enviar
discípulos por Jesus nos quatro Evangelhos e
pelo Espírito Santo em Atos
Missões modernas: barreira lingüística e
cultural E-1, E-2, E-3, etc. & vários tipos M-1, M-
2, etc.
Nova orientação
sem barreiras para se preocupar
móvel e fluída
sem povos não alcançados
não-espacial
Novos paradigmas emergentes
enviar para, e receber de qualquer lugar
“reciprocidade” ao invés de linear: enviar e
receber
ministrar para a diáspora
ministrar através da diáspora
ministrar além da diáspora
“Missões de diáspora” é a prática que inclui ministrar para (em evangelismo e serviço), ministrar através
(motivar e mobilizar) dos grupos diaspóricos e ministrar além deles (para outros grupos no cumprimento da
Grande Comissão).
Como o Espírito Santo está trabalhando entre os Povos em Movimento
Caso de Estudo 1 – Plantio da Igreja (Igreja nos lares em NAC = Nações de Acesso Criativo)
Detalhes serão fornecidos durante a Sessão Multiplex.
Caso de Estudo 2 – Igrejas Internacionais (O Farol no Kuwait)
A Igreja Evangélica Nacional do Kuwait (IENK) é uma entidade única no país do Kuwait, onde 25.000
adoradores se reúnem. Eles são extremamente diversos em denominação, doutrina, cultura e língua. Venha e
aprenda os detalhes na Sessão Multiplex.
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Caso de Estudo 3 – Grupos de povos de Diásporas encontrando-se em “Igrejas-ônibus”
Muitas igrejas no Ocidente têm “ônibus de igrejas”, mas os povos de diáspora tem “Igrejas-ônibus”. Fotos e
descrição serão apresentadas na Sessão Multiplex.
Incríveis Janelas de Oportunidades
Exemplo 1 – Karen da Birmânia (Myanmar) na Tailândia agora nos EUA
Aproximadamente 150.000 refugiados de Karen tem vivido em campos de refugiados ao longo da fronteira
entre Tailândia e Birmânia por quase 20 anos. Nos últimos anos, quase 20.000 refugiados da Birmânia por ano,
que vem dos campos de refugiados tailandeses podem ser alcançados nas principais cidades dos EUA. Uma
descrição detalhada será apresentada na Sessão Multiplex.
Exemplo 2 – Os povos não alcançados da África na Europa e Américas
De acordo com Lausanne World Pulse, agora há ricas oportunidades com relação aos Grupos de Povos Não
alcançados (Unreached People Groups -UPGs) da África agora alcançáveis na Europa e nas Américas. Uma
explicação detalhada será apresentada na Sessão Multiplex.
Exemplo 3 – Alcançando coreanos, chineses e brasileiros no Japão
O Japão é conhecido por ser “o cemitério de missionários”, contudo muitas nacionalidades no Japão estão
abertas ao Evangelho. Venha à Sessão Multiplex e você se surpreenderá ao saber que coreanos, chineses e
brasileiros no Japão podem ser alcançados com o Evangelho.
O Que a Igreja Pode Fazer?
1. Motivar e mobilizar igrejas locais e crentes
Motivar e mobilizar igrejas locais e crentes a agarrar as oportunidades para alcançar diásporas em suas
vizinhanças praticando “missões em nossa porta”. Se esta ideia é nova para você, venha à Sessão Multiplex
e saiba mais detalhes.
2. Integrar “paradigmas relacionais” e “missões de diáspora”
Esforços missionários e abordagem ministerial no Ocidente tendem a ser administrativas e empresariais
(ou seja, resultados focados em objetivos mensuráveis e crescimento numérico), programáticas e
paternalistas (ou seja, sem toque relacional e prática de parceria). Portanto, novas abordagens são
propostas abaixo.
Diagrama 2 – Integrando “paradigma relacional” com “missões de diáspora”
PARADIGMA RELACIONAL MISSÕES DE DIÁSPORA
5 ELEMENTOS 5 ASPECTOS RELACIONAIS
PARTICIPANTES
Deus Trino e cristãos cumprem a
Grande Comissão
resistentes: Satanás, anjos
REDE RELACIONAL
Deus Trino é o criador do
relacionamento; o centro e
fundamento de todas as redes
sem obsessão por programa e resultado
forte ênfase em dimensões relacionais entre a pessoa Ser
(o Deus Trino) e seres (da humanidade e realidade
angelical)
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caídos Dois campos: Deus, anjos
obedientes e Cristãos Satanás
reconhecer a dimensão da batalha espiritual
PADRÃO (enviar)
Pai o Filho e junto E.S.
Pai o Filho então Cristãos
(João 17: 18), Cristãos
obedecem
Espírito Santo envia: Atos 10:19;
13:2 Cristãos fortalecidos
DIMENSÕES RELACIONAIS /
CONTEXTO
Dimensão vertical com Deus
dimensões horizontais dentro da
Igreja e além
multicontexto: divino, angélico,
humano; mudança de contextos
humanos devido à globalização,
movimento de diáspora, etc.
dimensões verticais e horizontais, por exemplo:
“responsabilidade relacional”
missões “globais” no contexto globalizado
não-espacial, “sem fronteiras,” sem limites para se
preocupar, transnacional
nova abordagem: ministério integrado e estudo
interdisciplinar de missiologia
discernir a obra de Deus e participar adequadamente
aprender a nova realidade demográfica do século 21 e
criar estratégias adequadas com boa mordomia
PRÁTICA
Cristãos participam da missão
de Deus, cumprindo a “Grande
Comissão”
REALIDADE RELACIONAL
Deus: reconcilia o mundo Consigo
em Cristo através dos Cristãos
Satanás & anjos caídos em
inimizade com Deus e Seus
seguidores
nova realidade no século 21 – ministério holístico
observar e seguir as maneiras providenciais de Deus de
mover pessoas espacial e espiritualmente
alvos móveis e se mover com os alvos (diáspora)
criar uma ponte unindo a divisão tradicional entre o clero e
leigos
diáspora do Cristianismo traz impacto ao país hospedeiro/
igreja
PODER
O amor de Deus transforma
cristãos e os compele a cumprir
Sua missão
DINÂMICAS RELACIONAIS
fazer missões por amor a Deus e
compaixão aos perdidos
fortalecidos pelo Espírito Santo
micro: amor, compaixão, hospitalidade cristã
macro: parcerias e rede
Cristandade holística com forte integração de
evangelismo com compaixão e caridade cristã
motivados pela paixão cristã pelos perdidos
fortalecimento e doação do Espírito Santo ao ministério
PROCESSO
Deus fornece plano de salvação
e a Igreja cumpre a missão de
Deus
INTERAÇÃO RELACIONAL
Chamado de Deus, missão de
Cristo, fortalecimento pelo Espírito
Santo
Cristãos obedientes a Deus,
Satanás resiste a missão de Deus
“Grande Comissão” + “Grande Mandamento”
missão de diáspora: ministrar para, através e além de
grupos de diáspora
responsabilidade relacional
mordomia estratégica
parceria estratégica (rede e sinergia)
A abordagem relacional no ministério (incluindo missões de diáspora) difere daquelas de “abordagem
programática” pois é cara, demorada, cansativa, confusa e arriscada; porém está próxima ao coração de
Deus. O coração da questão no ministério é “a questão do coração”. O ministério relacional deve vir do
“coração”, levando à transformação da “mente”, traduzida para o que fazemos com nossa “mão” em
serviço. O padrão do ministério relacional é: coração cabeça mão. Venha à Sessão Multiplex e você
aprenderá sobre estes fatos.
3. Praticar mordomia estratégica e responsabilidade relacional
À luz da tendência demográfica global, conforme descrita por Philip Jenkins
3
, a Igreja Cristã deve praticar
mordomia estratégica, que deve ser definida como “o sábio uso de recursos dados por Deus e
oportunidades criadas por Deus para Sua glória e para a expansão estratégica do Reino.” Há uma
responsabilidade relacional vertical com Deus para boa mordomia e para compartilhar o Evangelho
horizontalmente. Se esta ideia é nova para você, venha à Sessão Multiplex e aprenda mais detalhes.
4. Engajamento em parceria estratégica para rede de contatos e sinergia
3
Philip Jenkins, em The Next Christendom: The Coming of Global Christianity. Oxford Press, 2001
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Parceria estratégica é uma necessidade extrema no contexto do século 21, quando o centro do
cristianismo está mudando para o Hemisfério Sul, a fim de substituir o paternalismo Ocidental e missões
centradas na Europa.
IV. MOVENDO-SE ATRAVÉS DE POVOS EM MOVIMENTO – Sadiri Joy Tira
A Igreja está em Movimento
Deus, em Sua soberania, está movendo pessoas para que O busquem e O conheçam. Este movimento em
massa de pessoas tem apresentado desafios e oportunidades para alcançar os Povos em Movimento. A notícia
encorajadora é que a Igreja de Jesus Cristo também está se movendo! Historicamente, missões globais eram a
prerrogativa daqueles que eram chamados e treinados para ministérios interculturais. Nos últimos anos, forças
de missões (pessoas) têm sido sustentadas pelos cristãos de diáspora ou cristãos em movimento. Há uma
mudança dramática de paradigma em missões. Agora, não são somente os tradicionais “missionários por
profissão” ou os especiais comissionados “fazedores de tendas” que estão espalhando o Evangelho de Jesus
Cristo, mas também pessoas em movimento aparentemente comuns, carregando as extraordinárias Boas
Novas para os cantos mais distantes do globo.
Abordagens Ministeriais e Modelos através de Cristãos da Diáspora
Abordagem 1: Alcançando compatriotas em seus países de origem
a. Ilustração 1 – Iranianos na América do Norte estão mobilizando outros Iranianos na América do Norte.
b. Americanos estão fazendo “missões” em curto prazo em sua terra natal.
c. Ilustração 2 – Cristãos Punjabis no Reino Unido estão visitando famílias, parentes e amigos em suas
vilas nativas com o propósito de compartilhar a fé em Jesus Cristo que encontraram no Reino Unido.
d. Ilustração 3 – Indonésios que se converteram ao cristianismo enquanto trabalhavam como
trabalhadores contratados em Hong Kong estão voltando à Indonésia preparados para compartilhar
sua fé com seus familiares e comunidade.
Abordagem 2: Alcançando pessoas locais e regionais
a. Ilustração 1 – Trabalhadores coreanos na Ásia Central estão alcançando seus hospedeiros – uzbeques,
cazaques e quirguizes.
b. Ilustração 2 – Cristãos brasileiros que vivem no Japão estão alcançando o povo japonês no Japão.
c. Ilustração 3 – Cristãos chineses do continente, contratados como trabalhadores estão testemunhando
para mulçumanos falantes de Árabe no Golfo.
Abordagem 3: Alcançando Transientes
a. Ilustração 1 – Marinheiros filipinos estão alcançando membros de tripulações multinacionais e
viajantes em navios.
b. Ilustração 2 – Famílias hospedeiras cristãs australianas estão alcançando alunos internacionais de
países como China.
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c. Ilustração 3 – Cristãos da Malásia estão alcançando trabalhadores contratados do Nepal na Malásia.
d. Ilustração 4 – Cristãos da Zâmbia estão alcançando mulçumanos diplomatas de Malavi alocados na
Zâmbia.
Abordagem 4: Ministérios compassivos
a. Ilustração 1 – Cristãos cingaleses da Alemanha estão alcançando refugiados na Europa.
b. Ilustração 2 – Agências cristãs nos EUA estão ajudando aqueles que buscam auxílio em cidades
Americanas.
c. Ilustração 3 – Congregações diaspóricas em Toronto estão respondendo às vitimas do terremoto no
Haiti.
A realidade das diásporas e o potencial da missiologia de diáspora para motivar e mobilizar cristãos a alcançar
Povos em Movimento, e através deles, não devem ser subestimados. Nunca antes houve tantas oportunidades
de alcançar pessoas com a mensagem de Jesus Cristo. É por isto que congregações devem ser motivadas e
mobilizadas a participar desta nova estratégia de missões.
Além disso, um esforço concentrado deve ser feito para ensinar missiologia de diáspora tanto em um nível
formal quanto informal, treinando futuros pastores, obreiros internacionais (missionários) e líderes. O
treinamento intencional de diáspora irá preparar obreiros para ministérios no mundo sem fronteiras.
Instituições teológicas estão gradualmente focalizando a importância da diáspora em suas grades curriculares.
É importante notar que o Centro Universitário e Seminário Ambrose (Ambrose University College and
Seminary) em Calgary, Canadá, está trabalhando neste sentido através de seu Centro Jaffrai para Iniciativas
Globais (Jaffray Centre for Global Initiatives). Em fevereiro de 2010, Ambrose ofereceu um curso interligado
ao centro universitário/seminário – Missiologia de Diáspora no Contexto Canadense: Tendências do Terceiro
Milênio e Questões em Missões. O Seminário Ocidental (Western Seminary) em Portland, Oregon, EUA
também ofereceu uma variação deste curso em abril de 2010, através do Instituto de Estudo de Diáspora para
alunos de doutorado em Missiologia. Enquanto algumas iniciativas pioneiras em missiologia de diáspora têm
surgido, não há no momento qualquer esforço concentrado na comunidade acadêmica evangélica para treinar
Obreiros do Reino para missões de diáspora. Se a diáspora é uma questão tão importante do século 21, então
não seria essencial incluir missiologia de diáspora e missões de diáspora nas grades curriculares de nossas
instituições acadêmicas evangélicas? À luz das informações apresentadas nesta Sessão Multiplex, esta não
seria uma hora oportuna para a Igreja mobilizar cristãos para a prática e associação em missões de diáspora?
Oremos ao Senhor da seara para levantar um clamor mundial por um mover sem precedentes do Espírito
Santo, para que Toda a Igreja leve Todo o Evangelho para Todo o Mundo.
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No altar? Em santidade!









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