Desafio Da Mordomia Do Meio Ambiente - Las Newman e Ken Gnanakan
Gilson Moura |
15.10.10 |
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| Ken Gnanakan |
Tem o objetivo de despertar a discussão na Internet através do Site Lausanne Conversa Global de onde extrai o presente artigo.
A crise global do meio ambiente é uma dura realidade que nos obriga a tomar uma atitude. Somos ameaçados por mudanças climáticas, depleção da terra e de recursos marinhos, redução das reservas hídricas, crise energética, extinção de biodiversidade e destruição de ecossistemas. Com o constante aumento populacional e consequente uso excessivo de recursos naturais e de combustível fóssil, nossos padrões insustentáveis de consumo elevam a ameaça a níves ainda mais alarmantes. A crescente pobreza resultou em evidente desigualdade no mundo, colocando a humanidade sob risco, provavelmente, irreparável.
[+/-]
O DESAFIO DA MORDOMIA DO MEIO AMBIENTE
Contato Principal: Ken Gnanakan
Autores: Las Newman e Ken Gnanakan
Observação do Editor: Este documento Avançando Cape Town 2010 foi escrito por Las
Newman e Ken Gnanakan para dar um panorama geral do tópico a ser discutido na sessão
Multiplex sobre “A Crise do Meio Ambiente, o Evangelho e o Testemunho Cristão”. Os
comentários sobre este documento através da Conversa Global Lausanne serão enviados para o
autor e para outras pessoas, e ajudarão a dar forma à apresentação final que farão no Congresso.
A crise global do meio ambiente é uma dura realidade que nos obriga a tomar uma atitude.
Somos ameaçados por mudanças climáticas, depleção da terra e de recursos marinhos, redução
das reservas hídricas, crise energética, extinção de biodiversidade e destruição de ecossistemas.
Com o constante aumento populacional e consequente uso excessivo de recursos naturais e de
combustível fóssil, nossos padrões insustentáveis de consumo elevam a ameaça a níves ainda
mais alarmantes. A crescente pobreza resultou em evidente desigualdade no mundo, colocando a
humanidade sob risco, provavelmente, irreparável.
Mais recentemente, alterações climáticas soaram um alerta para o bem estar dos humanos e não-
humanos, com impactos na vida dos homens, na biodiversidade e no funcionamento de
ecossistemas. É interessante notar que os recentes apelos para que se reconheçam as alterações
climáticas como grave perigo encontraram várias respostas. Por um lado, temos os céticos que
ignoram a relevância da questão, e por outro lado, temos os profetas da desgraça com
declarações exageradas para cumprir suas próprias agendas.
Embora a ameça seja global, infelizmente, o impacto da crise é percebido por algumas das
comunidades mais pobres do mundo. E estes impactos (enchentes, seca, safras improdutivas,
doenças e aumento do nível do mar) têm-se elevado a níveis alarmantes. É importante observar
que estes efeitos serão sentidos em mais de 40 Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento
(SIDS) dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico; no grupo reconhecido pelas Nações Unidos
como os 50 países menos desenvolvidos (conhecido pela sigla LDC – Least Developed
Contries), principalmente na África, mas também na Ásia, e em vários outras nações africanas
muito vulneráveis. Diferentes do resto do mundo, estes 100 países menos desenvolvidos juntos somam uma população de quase um bilhão de pessoas, mas produzem apenas 3,2% da emissão
global de gases de efeito estufa.
1
Ricos e pobres, devemos todos juntos agir para trazer mudanças. Existe um preço a pagar. Mas
surge a questão: E os países pobres? Os megapoluidores como a Europa e os Estados Unidos
esperam que países menores como Bangladesh, Guatemala ou Zaire paguem este custo na
mesma proporção? A pergunta surgiu em vários debates, e as Nações Unidas tiveram um papel
crucial para que a questão da mudança climática fosse tratada por todos os países.
Quando a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática foi formulada, e
depois assinada, e ratificada na Cúpula da Terra (Rio Earth Summit), em 1992, pela maioria dos
países do mundo, inclusive os Estados Unidos, o princípio de “responsabilidades comuns mas
diferenciadas” foi reconhecido. O Protocolo de Kyoto reivindicou equidade para as nações em
desenvolvimento. Foi contestado que nos últimos 150 anos, aproximadamente, as nações em
desenvolvimento não causaram esta poluição e, portanto, seria injusto pedir-lhes a mesma taxa
de redução por causa dos erros das nações hoje industrializadas.
Esperava-se muito da recente Cúpula de Copenhagen, aclamada como a maior reunião das
Nações Unidas. Do evento realizado em dezembro de 2009 participaram 119 chefes de estado.
Foi apresentada uma plataforma ideal para que problemas importantes fossem abordados de
forma positiva. Na preparação para Copenhagem, repetidas vezes, foi dito que aquela seria “a
última chance para salvar o clima”. Mas quando a reunião acabou, muitos estavam despontados.
Diante dos desafios da crise ambiental e da incapacidade dos líderes globais de chegarem a um
acordo, o papel da comunidade cristã se torna ainda mais urgente. Cremos em um Deus
“Criador” e “Redentor” e, portanto, temos a grande responsabiliade de agir em nome de Deus em
nosso mundo. Jesus, o nosso Redentor, é “o primogênito de toda a criação, pois nEle foram
criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis...todas as coisas foram
criadas por Ele e para Ele... e nEle tudo subsiste” (Cl 1.15-17). Se, portanto, Deus é o Criador, e
Jesus tem este papel crucial na Criação, como Sua comunidade no mundo de hoje, nós temos a
responsabilidade de agir com urgência em nome dEle.
Fazemos, então, a pergunta imprescindível: o que devemos fazer?
1. Todos nós devemos nos comprometer em reler a Bíblia a partir de uma perspectiva
ambientalista.Veremos como os profetas do Velho Testamento falaram sobre a necessidade de
renovar a terra e como isso deve ser feito. Leremos como Jesus e os apóstolos abordaram as
questões do meio ambiente no Novo Testamento. Deixemos que a Bíblia fale conosco.
1
Citado no artigo escrito para a BBC News Viewpoint por Saleemul Huq, Membro Senior do Grupo de Mudança
Climática, do Instituto Internacional para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (sigla em inglês IIED- International
Institute for Environment and Development), sediado em Londres -
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7307698.stm. 2. Devemos nos tornar Mordomos do Meio Ambiente. Começando com nossas famílias,
devemos começar a agir em nossas comunidades. Podemos nos associar a grupos ambientalistas
e lutar por mudanças. Proteja o meio ambiente, e ele o protegerá.
3. Devemos fazer da nossa igreja, escola bíblica, seminário, universidade ou qualquer outra
instituição um veículo de ensino sobre o meio ambiente e sobre como abordar a crise
ambientalista. Estudos especiais podem ser introduzidos em todos os níveis.
4. Devemos mobilizar a conscientização comunitária, educação e ação em nossas
comunidades mais próximas. Campanhas podem ser iniciadas para educar e capacitar.
5. Devemos defender fontes de energia alternativas, encorajar padrões de consumo mais
inteligentes, garantir políticas apropriadas de transporte público, responsabilidade na indústria da
saúde e do turismo e tomar todos os passos para fazer da nossa vila, bairro ou cidade uma eco-
habitação saudável.
6. Devemos estabelecer ou apoiar projetos de redução da pobreza de todos os tipos para
ajudar a diminuir a distância entre ricos e pobres.
7. Na tarefa de evangelização mundial, devemos deixar a mensagem de Jesus sobre como
Deus se importa que Sua criação fale para todos do amor d’Ele pelo mundo. Deixemos que a luz
de Jesus brilhe em meio à crise do meio ambiente que enfrentamos hoje.
Contato Principal: Ken Gnanakan
Autores: Las Newman e Ken Gnanakan
Observação do Editor: Este documento Avançando Cape Town 2010 foi escrito por Las
Newman e Ken Gnanakan para dar um panorama geral do tópico a ser discutido na sessão
Multiplex sobre “A Crise do Meio Ambiente, o Evangelho e o Testemunho Cristão”. Os
comentários sobre este documento através da Conversa Global Lausanne serão enviados para o
autor e para outras pessoas, e ajudarão a dar forma à apresentação final que farão no Congresso.
A crise global do meio ambiente é uma dura realidade que nos obriga a tomar uma atitude.
Somos ameaçados por mudanças climáticas, depleção da terra e de recursos marinhos, redução
das reservas hídricas, crise energética, extinção de biodiversidade e destruição de ecossistemas.
Com o constante aumento populacional e consequente uso excessivo de recursos naturais e de
combustível fóssil, nossos padrões insustentáveis de consumo elevam a ameaça a níves ainda
mais alarmantes. A crescente pobreza resultou em evidente desigualdade no mundo, colocando a
humanidade sob risco, provavelmente, irreparável.
Mais recentemente, alterações climáticas soaram um alerta para o bem estar dos humanos e não-
humanos, com impactos na vida dos homens, na biodiversidade e no funcionamento de
ecossistemas. É interessante notar que os recentes apelos para que se reconheçam as alterações
climáticas como grave perigo encontraram várias respostas. Por um lado, temos os céticos que
ignoram a relevância da questão, e por outro lado, temos os profetas da desgraça com
declarações exageradas para cumprir suas próprias agendas.
Embora a ameça seja global, infelizmente, o impacto da crise é percebido por algumas das
comunidades mais pobres do mundo. E estes impactos (enchentes, seca, safras improdutivas,
doenças e aumento do nível do mar) têm-se elevado a níveis alarmantes. É importante observar
que estes efeitos serão sentidos em mais de 40 Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento
(SIDS) dos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico; no grupo reconhecido pelas Nações Unidos
como os 50 países menos desenvolvidos (conhecido pela sigla LDC – Least Developed
Contries), principalmente na África, mas também na Ásia, e em vários outras nações africanas
muito vulneráveis. Diferentes do resto do mundo, estes 100 países menos desenvolvidos juntos somam uma população de quase um bilhão de pessoas, mas produzem apenas 3,2% da emissão
global de gases de efeito estufa.
1
Ricos e pobres, devemos todos juntos agir para trazer mudanças. Existe um preço a pagar. Mas
surge a questão: E os países pobres? Os megapoluidores como a Europa e os Estados Unidos
esperam que países menores como Bangladesh, Guatemala ou Zaire paguem este custo na
mesma proporção? A pergunta surgiu em vários debates, e as Nações Unidas tiveram um papel
crucial para que a questão da mudança climática fosse tratada por todos os países.
Quando a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática foi formulada, e
depois assinada, e ratificada na Cúpula da Terra (Rio Earth Summit), em 1992, pela maioria dos
países do mundo, inclusive os Estados Unidos, o princípio de “responsabilidades comuns mas
diferenciadas” foi reconhecido. O Protocolo de Kyoto reivindicou equidade para as nações em
desenvolvimento. Foi contestado que nos últimos 150 anos, aproximadamente, as nações em
desenvolvimento não causaram esta poluição e, portanto, seria injusto pedir-lhes a mesma taxa
de redução por causa dos erros das nações hoje industrializadas.
Esperava-se muito da recente Cúpula de Copenhagen, aclamada como a maior reunião das
Nações Unidas. Do evento realizado em dezembro de 2009 participaram 119 chefes de estado.
Foi apresentada uma plataforma ideal para que problemas importantes fossem abordados de
forma positiva. Na preparação para Copenhagem, repetidas vezes, foi dito que aquela seria “a
última chance para salvar o clima”. Mas quando a reunião acabou, muitos estavam despontados.
Diante dos desafios da crise ambiental e da incapacidade dos líderes globais de chegarem a um
acordo, o papel da comunidade cristã se torna ainda mais urgente. Cremos em um Deus
“Criador” e “Redentor” e, portanto, temos a grande responsabiliade de agir em nome de Deus em
nosso mundo. Jesus, o nosso Redentor, é “o primogênito de toda a criação, pois nEle foram
criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis...todas as coisas foram
criadas por Ele e para Ele... e nEle tudo subsiste” (Cl 1.15-17). Se, portanto, Deus é o Criador, e
Jesus tem este papel crucial na Criação, como Sua comunidade no mundo de hoje, nós temos a
responsabilidade de agir com urgência em nome dEle.
Fazemos, então, a pergunta imprescindível: o que devemos fazer?
1. Todos nós devemos nos comprometer em reler a Bíblia a partir de uma perspectiva
ambientalista.Veremos como os profetas do Velho Testamento falaram sobre a necessidade de
renovar a terra e como isso deve ser feito. Leremos como Jesus e os apóstolos abordaram as
questões do meio ambiente no Novo Testamento. Deixemos que a Bíblia fale conosco.
1
Citado no artigo escrito para a BBC News Viewpoint por Saleemul Huq, Membro Senior do Grupo de Mudança
Climática, do Instituto Internacional para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (sigla em inglês IIED- International
Institute for Environment and Development), sediado em Londres -
http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7307698.stm. 2. Devemos nos tornar Mordomos do Meio Ambiente. Começando com nossas famílias,
devemos começar a agir em nossas comunidades. Podemos nos associar a grupos ambientalistas
e lutar por mudanças. Proteja o meio ambiente, e ele o protegerá.
3. Devemos fazer da nossa igreja, escola bíblica, seminário, universidade ou qualquer outra
instituição um veículo de ensino sobre o meio ambiente e sobre como abordar a crise
ambientalista. Estudos especiais podem ser introduzidos em todos os níveis.
4. Devemos mobilizar a conscientização comunitária, educação e ação em nossas
comunidades mais próximas. Campanhas podem ser iniciadas para educar e capacitar.
5. Devemos defender fontes de energia alternativas, encorajar padrões de consumo mais
inteligentes, garantir políticas apropriadas de transporte público, responsabilidade na indústria da
saúde e do turismo e tomar todos os passos para fazer da nossa vila, bairro ou cidade uma eco-
habitação saudável.
6. Devemos estabelecer ou apoiar projetos de redução da pobreza de todos os tipos para
ajudar a diminuir a distância entre ricos e pobres.
7. Na tarefa de evangelização mundial, devemos deixar a mensagem de Jesus sobre como
Deus se importa que Sua criação fale para todos do amor d’Ele pelo mundo. Deixemos que a luz
de Jesus brilhe em meio à crise do meio ambiente que enfrentamos hoje.
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No altar? Em santidade!









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