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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Turquia - DIA 27 - Calendário de Oração

População: 71,158,647
Líder político: Primeiro Ministro Recep Tayyip Erdogan
Religiões: 99.6% islamismo, 0.3% cristãos, 0.1% judeus.
Posição no rank de perseguição: 35º
Número de grupos terroristas: 27
Ações de terrorismo: 1,239; Casualidades: 560
Percentual de corrupção: 62%
Percentual da população que vive na miséria: 20%
Fonte: win1040.org

Histórico

TURQUIA - País localizado parte (menor) na Europa Mediterrânea, parte (maior) na Ásia, banhado pelo Mar Negro. Limita-se com oito países: Bulgária a noroeste, Grécia a oeste, Geórgia a nordeste, Armênia, Irã a leste, e Iraque e Síria a sudeste. Além do Mar Negro e pelo Mediterrâneo, é também banhado ao norte pelo Mar Egeu e a oeste pelo Mar de Mármara. E etimologia do seu nome vem de força, forte, poder no dialeto antigo local. O nome do fundador do império que originou a Turquia pode explicar também o topônimo: Bumin (ou Tu-men). Há registros datados do Século VI d.C. mencionando o povo nômade que habitava aquelas terras como os turk.
Os atuais turcos, após as profundas miscigenações, já não têm mais nenhum traço dos habitantes originais daquelas terras, que derivavam de chineses, mongóis e hunos.
A história da Turquia se confunde com a história da Europa e também do continente asiático. As primeiras grandes cidades do mundo nasceram nas planícies da Anatólia no período pré-histórico. Mais tarde, era na costa oeste da Turquia que ficavam algumas das principais cidades da Grécia Antiga, incluindo a antiga cidade de Tróia, que acabaria destruída pelos exércitos gregos. Durante a Antigüidade Clássica, a Turquia estava divida em zonas bem diferentes. A costa oeste, banhada pelo Egeu, era fértil em grandes cidades de origem grega, que serviram de baluarte às conquistas de Alexandre e aos sonhos de Antônio e Cleópatra. O interior turco pertencia a um outro mundo, influenciado pela cultura asiática que predominava na Pérsia antiga. Com a divisão do Império Romano, foi ao redor de Constantinopla (depois Bizâncio e hoje Istambul) que se formou um novo império, tendo na Turquia a sua base mais forte. E assim permaneceu até ao Século XIV, quando o Império Bizantino começou a se desmoronar e uma nova ordem, o Islã, se fortaleceu. A tribo Otomana islâmica tomou o poder aos Seljucidas e, com a conquista de Constantinopla por Maomé II, em 1453, a Turquia se tornou a peça central do Império Otomano. Durante três séculos os turcos foram se expandindo ao longo dos Balcãs, chegando mesmo até aos limites de Viena. A Sublime Porta - como era chamada a corte dos sultões da Turquia - se transformara na nação mais temida do mundo.
Com o Século XVIII, começou a queda do Império Otomano e a Turquia foi perdendo importância no jogo político. Depois da crise da Criméia, no Século XIX, a Turquia percebeu que era para sul e não para norte que estava o seu futuro. Foi por essa altura que o seu domínio sobre a Arábia se intensificou. E seria na península arábica que a Primeira Guerra Mundial iria atingir a Turquia. As campanhas de T.E. Lawrence, o Lawrence da Arábia, ajudaram a demolir o sólido Império Otomano e em 1923 foi instituída a República da Turquia. E foi aí que surgiu a figura de Kemal Ataturk, o presidente que revolucionou por completo o Estado turco. Separou o estado da Igreja, apostou na constituição de um parlamento representativo e trouxe a Turquia para o mundo ocidental. Em 1949, integrou o Conselho Europeu e três anos depois se tornou membro da OTAN.
Desde 1963 que a Turquia está na lista de espera para aderir à União Européia, mas viu a sua candidatura ser recusada sucessivamente. Com os critérios estabelecidos em Copenhagen, em 1993, a candidatura turca ganhou novo vigor e, em 1999, foi-lhe atribuído o estatuto de pré-candidato. Com a subida ao poder do AKP (sigla do Partido da Justiça e Desenvolvimento, em turco), muitos julgavam que era um passo atrás. O partido era de raiz islamita e o seu líder, Recep Erdo´an, um conservador ligado fortemente ao Islã. Mas Erdo´an se revelou um líder pragmático. O seu governo aplicou uma série de medidas, que incluíram duas revisões da Constituição, para se aproximarem o mais possível dos critérios exigidos pela União Européia (UE). Em outubro de 2004, a comissão da UE finalmente deu um parecer positivo sobre o eventual início das negociações rumo à adesão. Agora falta saber o que pensa cada um dos estados membros da república turca.
Vale ressaltar que a Turquia vivenciou uma série de golpes e, a partir dos anos 1970, períodos de instabilidade política e dificuldades econômicas. Por isso, as eleições de 2002, que levaram ao poder central o Partido da Justiça e Desenvolvimento, conservador, chefiado pelo ex-prefeito de Istambul, Recep Tayyip Erdo´an, surpreendeu positivamente as previsões dos analistas internacionais. Em 2005, a União Européia iniciou o processo de negociação com vistas à eventual adesão plena do país, que já é membro associado desde 1964. O país é governado atualmente  pelo presidente Abdullah Gul e pelo primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.
Fonte: IBGE

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