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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Síria - DIA 30 - Calendário de Oração

População: 19,314,747
Líder político: Presidente Bashar al-Assad
Religiões: 90.3% islamismo, 5.1% cristãos, 2.9% sem religião, 1.7% outras
Posição no rank de perseguição: 45º
Número de grupos terroristas: 16
Ações de terrorismo: 43; Casualidades: 102
Percentual de corrupção: 71%
Percentual da população que vive na miséria: 11.9%
Fonte: win1040.org

Histórico

SÍRIA - País asiático do Oriente Médio, banhado pelo Mar Mediterrâneo, limitado ao norte pela Turquia, a leste e sudeste pelo Iraque, ao sul pela Jordânia e a oeste por Israel e Líbano. A origem de seu nome é incerta. Há fontes que garantem provir de Assíria, povo mesopotâmico da antigüidade, outras afirmam vir de Suri, um distrito da Mesopotâmia.
Embora haja achados arqueológicos e documentos atestando ocupação feita há mais de 50 séculos, a Síria, tal se conhece hoje, surgiu como país independente ao término da Segunda Guerra Mundial, abrangendo uma área administrada pela França desde o início do Século XX. Mas em tempos primórdios, a região foi inicialmente habitada por povos semíticos. Ao longo das eras, o território sofreu invasões de elementos de outros grupos étnicos (canaanitas, fenícios, arameus, hebreus, egípcios, sumérios, assírios, babilônios, hititas, persas, macedônios, gregos, romanos e bizantinos), foi dividida em principados autônomos ou fez parte de poderosos impérios. Depois de 700 anos sob domínio de Roma, as terras do que hoje é a Síria foram ocupadas pelos árabes islâmicos, em 636 d.C. A cidade de Damasco, atual capital síria, foi, de 661 a 750, capital do império árabe, que se estendia da Espanha até a fronteira com a China. Posteriormente, aquelas terras foram disputadas e ocupadas por egípcios, turcos seldjúquidas, por cruzados (de 1098 a 1124), por sarracenos comandados por Saladino e seus herdeiros, mongóis, até ser ocupada por turcos islâmicos, em 1516. A partir daí e até a Primeira Guerra Mundial, ela estará sob domínio otomano. Com o fim do conflito mundial, em 1918, o território sírio passou a ser administrado pela França.
O nacionalismo ganhou expressão durante a Primeira Guerra Mundial, na Grande Revolta Árabe contra o domínio turco, liderada pelo xeque Hussain. Em 1918, Faisal, filho de Hussain, conquista Damasco. O Reino Unido, traindo a promessa de independência feita aos árabes, assina um acordo secreto com a França dividindo uma vasta região do Oriente Médio.
O mandato da Síria e do Líbano é outorgado aos franceses, e Faisal, então rei da Síria, é obrigado a fugir do país. O domínio francês vai até o final da Segunda Guerra Mundial. Em 1946, por decisão da ONU, tropas francesas e inglesas abandonam a Síria e o Líbano. A Síria torna-se independente em 17 de abril daquele ano.
O primeiro governo independente sírio é deposto por um golpe militar em março de 1949. Novo golpe restabelece o regime constitucional em 1954. Cresce a partir daí a influência do Partido Baath. A Síria afasta-se politicamente dos EUA e passa a receber armas da União Soviética (Federação Russa).
Nacionalismo, estadismo, não-alinhamento (em relação aos EUA e à URSS) aproximaram a Síria do Egito durante a década de 50. Em fevereiro de 1958, um plebiscito aprovou a fusão dos dois países na República Árabe Unida, com hegemonia egípcia. O objetivo era o primeiro passo para o pan-arabismo. Logo, porém, surgem divergências e um golpe militar separa a Síria do Egito em 1961. Mas a autonomia não pôs fim imediato à instabilidade política - resultado de interesses conflitantes dos diversos grupos da sociedade local.
A forte oposição a Israel marca a política externa da Síria. Até hoje, o país reivindica a devolução das Colinas de Golã, tomadas por forças israelenses na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
O governo sírio já foi várias vezes acusado de apoiar ataques a Israel realizados por grupos extremistas baseados no Líbano. A partir de 1974, o país passou a intervir diretamente na guerra civil do Líbano com a intenção de manter os cristãos maronitas no poder. Em 1990, a Síria patrocinou um acordo de paz no país vizinho.
No âmbito doméstico, o regime vem sendo caracterizado pelo autoritarismo e pelo tratamento em estilo linha dura destinado a qualquer forma de oposição, sobretudo antes da morte do presidente Hafez al-Assad, em 2000.
Com a morte do presidente al-Assad, o governo tornou-se mais tolerante e dezenas de presos políticos foram libertados.
A liberdade de imprensa é bastante restrita pelo regime do país. A prisão de jornalistas não é incomum. Todos os veículos de comunicação pertencem ao governo, com exceção de algumas estações de rádio, que só têm autorização para transmitir músicas. Notícias consideradas embaraçosas ou que poderiam colocar em risco a segurança do país são alvo de censura. Apesar disso, os veículos de comunicação fazem críticas à corrupção e à ineficiência do estado. A Síria é atualmente governada pelo presidente Bashar al-Assad, filho de Hafez Al-Assad, e pelo primeiro-ministro Muhammad Naji al-Otari.
Fonte: IBGE

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