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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Líbano - DIA 20 - Calendário de Oração

População: 3,925,502
Líder político: Primeiro Ministro Fouad Siniora
Religiões: 59.8% islamismo, 31.9% cristãos, 7% druitas, 1.3% outras.
Posição no rank de perseguição: não calculado
Número de grupos terroristas: 54
Ações de terrorismo: 674; Casualidades: 1,281
Percentual de corrupção: 64%
Percentual da população que vive na miséria: 28%
Fonte: win1040.org

Histórico

LÍBANO -  Faz fronteira a sul com Israel, a norte e a este com a Síria, sendo banhado a oeste pelo Mar Mediterrâneo.
Foi o centro da civilização fenícia, cuja cultura floresceu na região durante mais de 2 000 anos e que criaram o alfabeto do qual saíram tanto os semíticos como os indo-europeus. Também foram os fenícios que fundaram Cartago, a maior rival de Roma na antiguidade.
Após ser conquistada por Alexandre Magno, em 332 a.C., a região passou fazer parte da civilização helenística. Foi sucessivamente dominada pelo Egito ptolomaico; Império Selêucida; Império Romano e Império Bizantino - que introduziu o cristianismo na região.
Já no século VII, os árabes conquistaram o território e logo sua língua e religião se tornaram predominantes. Durante a Idade Média, o Líbano esteve envolvido nas cruzadas quando então foi disputado pelo Ocidente cristão e pelos árabes muçulmanos. No século XII o sul do Líbano esteve integrado no reino latino de Jerusalém. Foi depois ocupado pelos turcos do Império Otomano, em 1516.
Com o fim do Império Otomano, após a Primeira Guerra Mundial, o Líbano ficou sob o mandato francês, confirmado pela Sociedade das Nações, em 1922. Depois, durante a Segunda Guerra Mundial, o país foi ocupado (1941-1945) pelas forças da França, apoiadas pelos britânicos.
A independência foi conquistada em 1945. Neste período, o petróleo garantiu significativo avanço econômico e social ao Líbano, que passou a ser conhecido como a Suíça do Oriente. Sob o ponto de vista turístico, o país possuía cassinos e hotéis de luxo, porém, disputas crescentes entre cristãos e muçulmanos, exacerbadas pela presença de refugiados palestinos, minaram a estabilidade política e econômica. A hostilidade entre os grupos cristãos e muçulmanos levou a uma guerra civil e a intervenção armada (1976) pela Síria. As atividades da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), levaram à invasão e ocupação israelense (1976), da parte sul do Líbano.
Durante a década de 1980, forças de paz da ONU retornaram àquela região quando houve o massacre de civis muçulmanos em Sabra e Chatila, realizado pela milícia falangista cristã na Beirute Ocidental, ocupada por Israel. Tais conflitos ocasionaram uma nova intervenção da Síria, em 1987. Israel criou o Exército do Sul do Líbano e ocorreram cerca de vinte invasões aéreas israelenses durante o ano de 1988. Em 1989, foi negociado um acordo na Arábia Saudita (Acordo de Taif). Nele, o domínio maronita no governo deveria ser reduzido. Apesar da relutância, uma frágil paz foi estabelecida sob a proteção Síria que foi formalizada por um tratado em 1991. Por outro lado, a região de fronteira com Israel vivenciou violentos ataques de guerrilheiros radicais do Hezbollah, apoiados pelo Irã, contra o Exército do Líbano, apoiado por Israel.
Em 1996, agressões israelenses provocaram e intervenção dos EUA e da França. O que tem ocorrido desde então são ações de resistência libanesa contra a ocupação israelense que promoveu ataques contra o Líbano, como os de 2000 e, mais recente, em 2006.
Fonte: IBGE

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