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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Japão - DIA 4 - Calendário de Oração

População: 127,433,494
Líder político: Primeiro Ministro Shinzo Abe
Religiões: 69.6% budismo/chinto, 24.4% novas religiões, 4.4% outras, 1.6% cristãos
Posição no rank de perseguição: não calculado
Número de grupos terroristas: 10
Ações de terrorismo: 85; Casualidades: 19
Percentual de corrupção: 24%
Percentual da população que vive na miséria: não calculado

Fonte: win1040.org

História:

JAPÃO - País insular do Extremo Oriente, formado por um arquipélago com quatro grandes ilhas - Honshu, Shikoku, Kyushu e Hokkaido- além de diversas ilhas menores, totalizando cerca de 3400, localizadas entre o Mar de Okhotsk a norte, o Oceano Pacífico a leste e a sul e o Mar da China Oriental e o Mar do Japão a oeste. O nome do país, como é conhecido em várias línguas, vem do português 'Japão', pois foram os navegantes de Portugal os primeiros ocidentais a estabelecerem contato, no Século XVI, com os habitantes da ilhas. Os comerciantes de Malaca chamavam o país pela forma malaia Japung ou Japang, que vem do chinês Jih-pun-kuo, que significa 'país da origem do sol'. Em japonês, o nome do país é Ni-pon, 'sol nascente', onde ni é 'sol' e pon, 'origem'. Dele, derivam em português o elemento 'nipo' e o adjetivo 'nipônico'.
Pesquisas arqueológicas indicam que as ilhas japonesas foram habitadas a partir do segundo ou terceiro milênio antes de Cristo. No período Neolítico primitivo, ali houve uma civilização de nome Jomon, que já fazia cerâmica artesanal com relevos desconhecidos no continente asiático.
Estudos sobre a língua e a escrita japonesa indicam que seu território sofreu sucessivas migrações coreanas e/ou chinesas, que teriam formado comunidades maiores e com significativa identificação cultural. O povo japonês, de características raciais mongólicas, se formou como resultado das migrações asiáticas continentais. Estes grupos teriam se unido em torno de um monarca, nos moldes de seus territórios natais. A família imperial japonesa se mantém de forma contínua no trono desde o princípio do período monárquico, no século VI a.C. Segundo a tradição, a ancestralidade dos imperadores remonta às antigas divindades. O primeiro imperador mortal foi Jimmu.
É possível dizer que a formação do Estado imperial aconteceu a partir do Século VIII d.C, quando a corte, até então nômade, fixou-se em uma capital permanente. Em 710, a imperatriz Gemmyo mandou fundar a capital na cidade de Heijo-Kyo também chamada de Nara, na planície de Yamato. Em termos urbanos, Nara ou Heijo-Kyo era uma cópia de Chang-na, sede das dinastias chinesas dos Sui e dos T'ang: avenidas com traçado retangular, em forma de tabuleiro de xadrez, ocupadas por mosteiros, templos budistas, residências e palácios da aristocracia.
No Século IX, o Japão conheceu uma fase de apogeu em sua civilização, curiosamente, quando o Japão cortou relações diplomáticas com a China. A partir daquele momento, o país procurou se libertar de sua ascendência cultural chinesa, passando a desenvolver sua própria cultura.
À medida que parcelas cada vez maiores de terras foram se concentrando nas mãos de administradores locais, os Daimyos, aconteceu o fortalecimento e a ascensão dessa classe social. Surgiu, então, o feudalismo no Japão. Gradualmente, os administradores começaram a repelir a interferência de funcionários provinciais e centrais, e criaram forças próprias para manter a ordem em suas áreas. Assim, o século X foi pontilhado pela desordem e disputas entre os diferentes Daimyos. Como conseqüência, os guerreiros se afiliaram a duas grandes ligas, lideradas pelas famílias Minamoto e Taira, que se diziam imperiais. A luta irrompeu em Kyoto em 1156 e 1159. A primeira guerra - a da era Hogen - foi provocada por uma disputa sucessória, após a morte do imperador Toba, que tentou levar ao trono seu quarto filho Goshirakawa, em vez de permitir que seu filho mais velho, Konoe, permanecesse como imperador. Venceram os partidários de Goshirakawa e os líderes da oposição foram executados. Goshirakawa reinou até 1158, quando deixou o poder, dando início a um novo ciclo de disputas pelo poder.
No século XVI ainda perdurava a desordem e a fragmentação no Japão, que chegou a ter, entre 1335 e 1392, duas cortes imperiais. Contudo, no século XVI, o Japão foi novamente unificado sob a administração Tokugawa. Esta unificação foi, em grande medida, alcançada pelos esforços de três generais: Oda Nobunaga, Toyotomi Hideyoshi e Tokugawa Ieyasu. Homens de grande capacidade militar, que criaram uma base estável para o xogunato (a administração) Tokugawa, que durou até 1867, sendo que desde o Século XVII já governavam o Japão a partir da cidade-castelo de Yedo (Tóquio).
Desde 1639 o xogunato Tokugawa mantiveram uma política isolacionista em relação ao mundo exterior, com a exceção de Nagasaki, onde postos comerciais chineses e holandeses se instalaram sob permissão imperial.
Ao longo do Século XIX, o antigo sistema político-econômico e social entrou em crise. Camponeses irrompiam em rebeliões, samurais e chefes locais se enfraqueceram por conta de pesadas dívidas, e ainda, a pressão internacional, ávida por novos mercados, forçava até com a ameaça de canhões (como foi o caso dos Estados Unidos), a abertura do comércio com o exterior. Em 1867, o imperador foi obrigado a renunciar por conta de pressões internas e externas. Começava ali a modernização do país. Em menos de 50 anos, o Japão mudou de uma sociedade feudal para uma potência mundial industrializada.
Em 1894-1895, venceu a guerra contra a China e manteve a Coréia em seus domínios. Em 1904-1905, derrotou a Rússia na Guerra Russo-Japonesa, anexando, inclusive territórios que estavam em poder dos russos. Na I Guerra Mundial, lutou como aliado do Reino Unido, com quem tinha assinado tratado em 1902. Pelos próximos anos seguintes, consolidou suas posições na Ásia e no Pacífico.
Durante a década de 1930, o governo japonês passou a adotar medidas similares às implantadas na Alemanha e Itália: perseguição aos comunistas, estrito controle da educação, fortalecimento do arsenal bélico e uma política exterior agressiva. Tais medidas, que inicialmente visavam atender às reivindicações dos militares, acabaram por culminarem na segunda guerra sino-japonesa (1937-1945), após a invasão da Manchúria. O chamado 'incidente chinês', de 1937, praticamente colocou o poder no Japão em mãos dos militares.
O ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, levou os Estados Unidos a declararem guerra ao Eixo e alastrou o conflito a quase todo o mundo. Em agosto de 1945, as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki e a entrada da URSS na guerra asiática forçaram a rendição. O ato formal foi assinado a 2 de setembro de 1945, na Baía de Tóquio, a bordo do encouraçado norte-americano ‘Missouri’ e deixava claro quais seriam as intenções americanas em relação ao Japão: a rendição incondicional, o que significava a perda da soberania e da sua própria independência.
Logo nos primeiros anos de paz, o Japão procurou reconstituir sua economia, apesar de algumas cláusulas restritivas contidas no tratado de rendição. Estas, porém, foram sendo gradualmente revogadas. A restauração da independência, em 1952, ocorreu num momento em que a economia nacional apresentava elevados índices de expansão. Esse progresso se acentuaria até o final da década de 1960, quando o país manteve, por mais de dez anos consecutivos, as mais altas taxas de crescimento do mundo. Hoje em dia, o Japão está entre as cinco economias mais prósperas do planeta. Atualmente o país é governado simbolicamente pelo imperador Akihito e de fato pelo primeiro-ministro Taro Aso.
Fonte: IBGE

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