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domingo, 15 de agosto de 2010

Iraque - DIA 15 - Calendário de Oração


População: 27,499,638
Líder político: Presidente Jalal Talabani
Religiões: 96.9% islamismo, 1.6% cristãos, 1.5% outras
Posição no rank de perseguição: 21º
Número de grupos terroristas: 74
Ações de terrorismo: 8,494; Casualidades: 22,362
Percentual de corrupção: 81%
Percentual da população que vive na miséria: não calculado

Fonte: win1040.org

História:

IRAQUE - País do Oriente Médio asiático, limitado ao norte pela Turquia, a leste pelo Irã, ao sul pelo Kuwait e pela Arábia Saudita e a oeste pela Jordânia e Síria. Seu nome provavelmente vem do árabe al-Irak, que significa "terras baixas".
O território do atual Iraque, conhecido como Mesopotâmia (por estar entre os rios Tigre e Eufrates) foi o berço da civilização suméria, por volta de 4000 a.C. Ao longo dos séculos, foi cenário de algumas das maiores civilizações urbanas da antigüidade, como: Acádia, Babilônia, Assíria e Caldéia. Além disso, por sua posição estratégica, tornou-se rota de várias migrações de povos e expedições de conquista como os: hititas, mitanis, persas, gregos, romanos e bizantinos. Sua localização geográfica lhe proporcionou uma intensa troca cultural entre distintos povos. Contudo, também tornou o território bastante vulnerável a invasões e conquistas, como as efetuadas pelo persas, gregos e romanos.
No século VII, a Mesopotâmia se tornou o centro de um vasto império árabe. Um século depois, a "Dinastia dos Abbas" decidiu mudar a capital de Damasco para o leste, e o califa Mansur construiu a nova capital Bagdá, nas margens do Rio Tigre. Durante três séculos, a cidade das "Mil e uma Noites" foi o centro de uma nova pujante cultura.
O Iraque moderno nasceu em 1920, quando o Império Turco-Otomano foi desmembrado depois da Primeira Guerra Mundial. Uma decisão da Liga das Nações pôs o novo país sob a tutela do Reino Unido, o que faz eclodir uma rebelião reivindicando a independência deste país. Nascido de uma costura mal-feita pelos ingleses, no fim da I Guerra, surgiu como um Estado Monárquico.
Em julho de 1968 houve um golpe militar, o partido Baath (o qual tinha sido fundado por Michel Aflaq, na Síria) assumiu o poder e o general Ahmad Hassan Al-Bakr, um ex-primeiro-ministro, se colocou à frente do Comando Supremo da Revolução. Al-Bakr tornou-se presidente da República, tendo Saddam Hussein como seu braço direito (então com 31 anos). A nova equipe dirigente nacionalizou o petróleo e as companhias petrolíferas estrangeiras (1972 a 1975). Dentre as companhias nacionalizadas estava a Companhia Petrolífera Nacional Iraquiana (nacionalizada em junho de 72), que era até aquele momento uma propriedade de consórcios britânicos, franceses e americanos. O país desfrutou do massivo aumento dos rendimentos do petróleo que começaram no final de 1973, ano da crise do combustível (quando o preço internacional do produto aumentara exorbitantemente, devido a decisão da OPEP de encarecer o produto). Nessa altura tornou-se um país rico, que aumentou ainda mais suas reservas quando descobriu grandes bacias de petróleo nas adjacências de Bagdá, em 1975.
Na política internacional, o Iraque distanciou-se das nações ocidentais e passou a ser apoiado pela União Soviética. A equipe dirigente assinou um tratado de amizade com Moscou e convidou dois comunistas para o Executivo. Este ato despertou o interesse americano em apoiar os opositores do governo. Em 15 de julho de 1979, o general sunita Saddam Takriti Hussein assumiu o poder, com o apoio dos EUA. Foi quando o poder se tornou verdadeiramente autocrático, com os primeiros anos de governo do auto-intitulado El-Raïs el-Monadel (o Presidente Combatente), sendo marcados pela execução de centenas de oposicionistas e de 5000 curdos em Halabja. Surpreendido (tal como o Ocidente e as Monarquias do Golfo) pela derrubada do Xá do Irã, Reza Pahlevi, por meio da revolução fundamentalista do aiatolá Khomeini, Saddam lançou-se, em 22 de setembro de 1980, com apoio norte-americano, numa guerra contra o Estado vizinho (Guerra Irã-Iraque). Terminada a guerra, Saddam Hussein estava fortemente endividado. Um dos principais credores era o vizinho Kuwait.
A anexação do Kwait mostrou-se como uma possibilidade de amortizar as dívidas de guerra e gerar mais fundos com a exploração de seus poços de petróleo. Contudo, os mesmos EUA que deram apoio a Saddam durante anos, viram seus interesses abalados na região e lutaram em favor do Kuwait. As forças iraquianas no emirado foram derrotadas facilmente, muitas delas rendendo-se voluntariamente. Antes disso, toda a velha Mesopotâmia foi duramente bombardeada por seis semanas, destruindo boa parte de sua infra-estrutura e fazendo milhares de vítimas civis. Após o cessar fogo e o acordo de paz, o governo iraquiano utilizou os restos de seu exército para acabar com a rebelião dos xiitas no sul e dos curdos no norte. Centenas de milhares de curdos se refugiaram na Turquia e no Irã e tropas dos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha se instalaram no norte do Iraque para estabelecer campos de refugiados. Em 1994, Saddam Hussein reconheceu oficialmente a independência do Kuwait.
Em 2003, norte-americanos e britânicos (com ajuda de outros países), alegando que o Iraque detinha armas de destruição em massa, invadiram o Iraque, sem o aval da Organização das Nações Unidas, que não se convenceu com as "provas" mostradas pelo Secretário de Estado dos Estados Unidos, Colin Powell. Com o apoio de poucos países, e em total desrespeito à justiça internacional, os EUA invadiram o Iraque. A decisão de invadir o país teve declarada oposição de muitas nações entre as quais a França, cuja empresa estatal Elf detinha contratos com Saddam Hussein para a exploração de campos de petróleo de Majnoon e Nahr Umar, que representam cerca de 25% do petróleo do Iraque. A França era antes da invasão do Iraque também um dos principais parceiros comerciais do ditador, sendo responsável por cerca de 13% das importações de armas entre 1981 e 2001, de acordo com o Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI). Os EUA tomaram o país, destituíram Saddam, que fugiu, sendo capturado mais tarde. Em fins de 2006, o ex-ditador foi condenado a morrer na forca. Embora o país esteja ocupado, os conflitos permanecem. Milhares de pessoas, entre civis iraquianos e militares norte-americanos já morreram em decorrência de choques e atentados. O atual presidente iraquiano e Jalal Talabani, com Nuri Kamil al-Malik como primeiro-ministro.
Fonte IBGE

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