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domingo, 8 de agosto de 2010

Irã - DIA 8 - Calendário de Oração


População: 65,397,521
Líder político: Presidente Mahmoud Ahmadinejad
Religiões: 99% islamismo, 0.5% bahai, 0.3% cristãos, 0.2% outras
Posição no rank de perseguição: 3º
Número de grupos terroristas: 17
Ações de terrorismo: 139; Casualidades: 87
Percentual de corrupção: 73%
Percentual da população que vive na miséria: 40%

Fonte win1040.org

História:

IRÃ - País do Oriente Médio asiático, banhado pelo Mar Cáspio e pelo Oceano Índico (no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã), limitado ao norte com a Armênia, o enclave azerbaijano de Nakichevan, o Azerbaijão e o Turcomenistão, a leste com o Afeganistão e o Paquistão, e a oeste com o Iraque e a Turquia. O topônomo do país vem da palavra persa airyana, nome das populações arianas estabelecidas no altiplano da antiga Pérsia. Aliás, "Pérsia", o nome anterior do Irã, vem, segundo autores gregos, de Perses, filho de Perseu, antepassado mitológico dos antigos reis persas. Vale lembrar que havia uma cidade de nome Parsa ou Parsis, onde atualmente existe o distrito de Fars (palavra em aramaico, que significa Pérsia), no sul do Irã, próximo de Persépolis.
A história escrita da Pérsia começou em torno de 3200 a.C. com a cultura proto-elamita e com a posterior chegada, no planalto iraniano situado entre o Cáspio e o Golfo Pérsico, dos arianos e a formação dos sucessivos impérios Medo (da terra chamada Média) e Aquemênida. Os primeiros fixaram-se no noroeste; os Persas estabeleceram-se no sudoeste. Em 555 a.C. Ciro, rei da Pérsia, iniciou uma revolta contra Astíages, rei dos Medos, vencendo-o e reunindo a Pérsia sob sua soberania. Ciro, primeiro rei aquemênida, iniciou uma política expansionista que foi continuada pelos seus sucessores, seu filho Ciro II o Grande, Cambises II e Dario I. Como resultado destas conquistas, o Império Aquemênida passou a compreender uma vasta área que ia do Vale do Indo ao Mar Negro, incluindo a Palestina e o Egito. Desses soberanos, vale destacar Dario I, que pretendeu expandir o império persa até o Mar Egeu, francamente dominado pelos gregos. Estes decidiram enfrentar Dario I, que enviou um vasto exército para marchar contra Atenas. Os persas foram derrotados na Batalha de Maratona, onde, segundo Heródoto, cerca de 6400 soldados de Dario I pereceram, contra apenas 192 atenienses.
Foi Dario I quem organizou administrativamente o império em distritos (satrapias), onde seus representantes, os sátrapas, eram seus "olhos e ouvidos". Seu sucessor foi seu filho Xerxes I, que quis vingar-se da derrota para os gregos, partindo para a invadir a Grécia. Foram novamente derrotados, desta vez na Batalha Naval de Salamina, em 480 a.C., quando ele viu, sentado em um trono de ouro, na encosta do Monte Egalos, sua frota ser massacrada. Em 466 a.C., tentou novamente vencer os gregos, sua obsessão, mas foi derrotado definitivamente na Batalha de Eurimedonte. Os reis persas seguintes, com exceção de Artaxerxes III, foram fracos, caprichosos e corruptos.
Mais tarde, em 331 a.C., Alexandre, o Grande, conquistou a Pérsia, derrotando Dario III, acrescentando-a ao seu império. Dario III fugiu para a Bactria, onde acabou assassinado, em 330 a.C., por um de seus sátrapas, que tentava agradar Alexandre. Este ao saber do fato, mandou executar o sátrapa. Após a morte de Alexandre, seu império foi dividido entre os seus generais. Um destes, Selêuco (também denominado como Nicátor, "vitorioso"), ficou com a Babilônia e a Pérsia, dando início ao reino selêucida. A partir de 250 a.C. o domínio selêucida começou a ser rejeitado na parte oriental do Irã, onde nasceu o reino dos Arsácidas.
O império arsácida era menor que o aquemênida, estendendo-se do atual Afeganistão ao Eufrates, controlando as ricas rotas comerciais entre a Índia e o Ocidente. Com a expansão do império romano, ao tempo do cônsul Pompeu já havia o interesse de Roma se apoderar dos domínios conquistados por Alexandre, o Grande. Licínio Crasso, em 54 a.C., e Marco Antônio, em 36 a.C., tentaram subjugar a Pérsia, mas ambos foram repelidos. Já na Era Cristã, Roma voltou a cobiçar o território persa, e vários imperadores mandaram legiões para lá, chegando a tomar a Pártia, um dos reinos persas.
Em 224 d.C., a dinastia arsácida foi derrubada por Ardashir I, um rei vassalo que fundou a dinastia sassânida, que expandiu seus domínios até a Síria e ao rio Indo.
A conquista da Pérsia pelos árabes entre 641 e 651 fez com que fosse integrada como província do primeiro califado omíada e, a partir de 750, do califado abássida. No âmbito cultural, verificou-se um intenso intercâmbio entre a cultura árabe e a persa.
No final do Século X, turcos começaram a se estabelecer na região até que, a partir de 1040, tomam as terras do ocidente persa. Em 1055, Togrul toma Bagdad, estabelecendo um sultanato unindo Pérsia, Síria e Iraque.
Durante a Idade Média, a Pérsia foi invadida pelos mongóis, com Genghis Khan invadindo, dominando e arrasando cidades persas. Seus sucessores se mantiveram ali por longos anos, incluindo os do reinado de Tamerlão (Timur Lang). Com a desagregação de seus domínios, após sua morte, Surgiu, na Pérsia, a dinastia dos Sefévidas, fundada pelo xá Ismail, que decreta o islamismo xiita como religião oficial do Estado. Começou ali a rivalidade entre xiitas e sunitas, da linha turco-otomana. Do Século XVIII ao XX, duas dinastias dominaram as terras persas, a dos Zend e a Qajar.
Pouco a pouco, durante a época contemporânea, o país passou a ser uma arena para potências coloniais rivais como os Impérios Russo e Britânico. A aspiração por modernizar o país levou à revolução constitucional persa de 1905-1921 e à derrubada da dinastia Qajar, subindo ao poder o xá Reza Pahlevi, que mudou o nome do país, em 21 de março de 1935, de Pérsia para Irã.
Em 1941, durante a II Guerra Mundial, o Reino Unido e a União Soviética invadiram o Irã, de modo a assegurar para si próprios os recursos petrolíferos iranianos. Os Aliados forçaram o xá a abdicar em favor de seu filho, Mohammad Reza Pahlevi, em quem enxergavam um governante que lhes seria mais favorável. Em 1953, após a nacionalização da Anglo-American Oil Company, um conflito entre o xá e o primeiro-ministro Mohammed Mossadegh levou à deposição e prisão deste último. O reinado do xá tornou-se progressivamente ditatorial, especialmente no final dos anos de 1970. Com apoio americano e o britânico, Reza Pahlevi continuou a modernizar o país, mas insistia em esmagar a oposição do clero xiita e dos defensores da democracia.
Muçulmanos, comunistas e liberais promoveram a Revolução Iraniana de 1979, que provocou a fuga do xá, com o retorno do aiatolá Ruhollah Khomeini, que estava exilado na França, para ser o chefe máximo do país. Estabeleceu-se uma república islâmica com leis conservadoras inspiradas no Alcorão e com o controle político nas mãos do clero. Os governos iranianos pós-revolucionários criticaram o Ocidente, e os Estados Unidos em particular, pelo apoio dado ao xá. As relações com os EUA foram fortemente abaladas em 1979, quando estudantes iranianos tomaram funcionários da embaixada americana como reféns. Posteriormente, houve tentativas de expandir a revolução islâmica a outros países e foi concedido apoio aos grupos militantes anti-Ocidente como o Hezbollah do Líbano. A partir de 1980, o Irã e o Iraque de Saddam Houssein (apoiado pelos EUA) partiram para o confronto, numa guerra que durou oito anos.
Reformistas e conservadores continuam a se enfrentar no Irã, mas desta vez por intermédio da política. A vitória de Mahmoud Ahmadinejad na eleição presidencial de 2005 tem provocado aumento nas tensões entre o Irã e os EUA, em especial no que se refere ao programa nuclear iraniano. Como é uma República Islâmica, além do presidente Ahmadinejad, o país tem no aiatolá Ali Khamenei o seu Chefe Supremo.
Fonte: IBGE

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