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Igreja em missão - Ricardo da Mota Leite

Gilson Moura | 5.5.10 | Deixe seu comentário

Definir “Igreja” pode ser simples. Poderíamos, dogmaticamente, dizer que igreja consiste no número dos eleitos, reunidos num só “Corpo”, tendo Jesus Cristo como a “Cabeça”. Todavia, se pensarmos em “Igreja” não apenas de forma dogmática mais pragmática, talvez nos situaríamos sociologicamente e espiritualmente melhor. Entender igreja apenas de forma teórica leva-nos a mesmice e improdutibilidade. A teoria deve estar associada à prática para sua própria sobrevivência. Teoria sem prática perde-se na história ou, pior ainda, pode produzir vaidade e ufanismo. Sim, a Igreja se denomina efetivamente à medida que vive, em missão, seu projeto original.

O corpo humano é um organismo que cresce e se fortalece conforme se movimenta. Certamente, também por isso, a metáfora é usada para definir o que é “Igreja”. Igreja é um corpo, que cresce e se fortalece quando se movimenta. A “missão” da igreja é o seu movimento, se movimentar é sua vocação. Conforme a ordem já dada pela “Cabeça”, o Corpo deve obedecer. O cumprimento de sua missão garantirá seu crescimento e fortalecimento. A missão foi claramente enfatizada, a saber: testemunhar. O testemunho, missão da igreja, é movido pelo amor, como movido pelo amor, foi Deus ao movimentar-se em encontro ao perdido.

A grande tentação da igreja é acomodar-se nos braços institucionais. As instituições religiosas, ainda que importantes, são apenas alguns dos instrumentos que podem ser usados no cumprimento da missão. A institucionalização da igreja tem sido a grande falácia histórica e teológica que cumpre-nos combater. A instituição religiosa pode ser uma bênção de Deus se não viver voltada para si mesma e sim, para os outros.

A Igreja, Corpo de Cristo, em missão. Os membros desse corpo se reúnem com o objetivo de louvarem a Deus, exaltando a Jesus Cristo, e promovendo através do compartilhar dos dons, a edificação e fortalecimento uns dos outros. Assim, bem ajustado, o Corpo se fortalece e cresce. Os crentes vão sendo equipados e equipando uns aos outros, tendo como instrutor maior o Espírito Santo. Recebendo o poder do Espírito Santo, a igreja vai ao mundo testemunhar.

Com o ajuntamento dos crentes de forma organizada e ordeira, a comunidade dos santos se mobiliza em projetos de amor que sinalizam para o mundo a missão da Igreja. O testemunho ao mundo se dá por meio da proclamação e da ação amorosa em direção ao perdido. A ação da Igreja salvará o perdido do poder do pecado, o libertará das opressões do Diabo, da miséria sócio-religiosa e o curará de suas enfermidades. Por sua vez, o neófito, deve integrar-se ao grupo dos remidos para que também viva em missão. Mas em qual instituição ele deverá se filiar? Bom, sua decisão será muito mais sociológica do que espiritual.

Não podemos é supervalorizar as instituições como sendo elas portadoras de um tipo de franquia do Reino de Deus.

Nosso grande desafio como membros da igreja, o Corpo de Cristo, é apenas testemunhar com fidelidade. Caso não façamos isso, acabaremos criando modismos, fazendo com que a instituição passe a ser um tipo de empresa prestadora de serviços “franqueados” e as pessoas como clientes vitimados de um sistema sociológico doentio. Aproveitar a “demanda de mercado” e explorar tais pessoas impondo-lhes taxas, seria muito leviano de nossa parte. Tão somente, cumpramos nossa missão, testemunhemos sobre Jesus.

Conheça o autor do texto. Ele pastor da Igreja Presbiteriana Central de Uberlândia
Extraído do site Aviva Missões.

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Sobre o autor: Meu nome é Gilson de Moura, sou cristão evangélico há mais de 30 anos. Não sou pastor, apenas um professor. Contudo, como todo cristão, sou um Missionário, porém mais "com as ideias" do que com os joelhos e bolso. Como todo ser humano deveria ser, também sou um Adorador do Deus Vivo! Casado com a Mari, pai da Camila e do Daniel. Autor do Blog Missões e Adoração.

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