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Diz-que-diz - espírito de fofoca na Igreja

Gilson Moura | 24.4.10 | Deixe seu comentário

Neste mês de abril resgatarei alguns estudos para células que fiz para a minha ex-igreja nos idos de 2004-2006. São estudos comentados ou apenas esboçados que fiz para auxiliar os demais líderes de células, para que eles dessem alimento sólido em suas células.

Aproveitem e não deixem de comentar!

Texto base: Efésios 4:25-32

Introdução: Vemos muitas vezes a fofoca ao nosso derredor. Na escola, no trabalho, na vizinhança etc. Fofoca é um mexerico, uma intriga. É um diz-que-diz. É falar algo sem a completa certeza se aquilo é realidade ou não. É quando alguém pega uma parte da verdade e dá ênfase nela e/ou a deturpa, inventando ou não sobre o assunto. Pode-se fofocar conscientemente ou inconscientemente. De qualquer forma, quando a pessoa tem uma propensão a falar demais, espalhando notícias, esparramando apenas sua versão sobre o assunto, quando isso acontece, percebemos claramente a ação do maligno. Ação de espíritos imundos que semeiam a confusão entre as pessoas. Infelizmente alguns crentes estão nesta situação.

Atualização: Alguns crentes podem até cantar a música do Zaqueu em paródia:
Ao invés de cantar:
"Entra na minha casa, cuida da minha vida"
Cantam:
"Entra na tua casa, cuida da tua vida"
Ou então:

"Eu entro na tua casa, cuido da tua vida!"


1) vs. 25: muitos ainda se apegam à mentira. Mentem muito. Mentem conscientemente. Por exemplo, dar um endereço de outro local como sua residência para obter alguma vantagem (hospital, creche, etc.) é mentira. A Palavra de Deus manda “...falar a verdade com o próximo”, quem é meu próximo? Aquela pessoa que está ao meu redor, onde quer que eu esteja. Alguns não falam a verdade. Ter dificuldades de falar a verdade é uma característica da pessoa que sofre a ação desses espíritos. Veja Cl. 3:9

2) vs. 26: mesmo que nosso irmão nos faça ficar irados, não devemos pecar! Entenda. Irar-se não é pecado, mas, dependendo o que eu for fazer com minha ira, caracteriza-se como pecado ou não. Não peco se eu conversar com o irmão e resolver tudo (“...não se ponha o sol sobre vossa ira”). Contudo, se eu não resolver, ou se eu aproveitar-me disso para tirar algum benefício, então eu estarei pecando.

3) vs. 27: Dar lugar ao diabo é aceitar a sugestão dele. Por exemplo: duas pessoas estão olhando para uma certa pessoa. Olhando e conversando. A pessoa observada recebe setas do maligno que podem levá-la a pensar: “estão falando de mim”, ou “só falta apontar o dedo, olha só como fofocam”. Aceitar estes pensamentos como sendo seus é dar lugar ao diabo. As duas pessoas que estavam conversando poderiam estar declarando bênçãos sobre aquela pessoa. Se realmente for necessário, não é melhor ir até lá perguntar (com amor) qual é o assunto?

4) Vs. 28:Aquele que fofocava, não fofoque mais”. Peça perdão a Deus e mude de vida. Somos templo do Espírito Santo, não podemos entristecê-lo. Fofocar é roubar ou furtar a verdade do irmão.

5) vs. 29: palavra torpe é palavra imoral, obscena, vergonhosa, vil. Nada disso pode sair da nossa boca. Reflita sobre sua vida espiritual: o que está saindo da sua boca? Eu edifico as pessoas com o que eu falo ou semeio o veneno nelas? As pessoas gostam de conversar comigo ou gostam de falar mal dos outros comigo? Quando fico em uma rodinha, falo e ouço bênçãos ou só “as verdades sobre a vida dos outros” ou ainda, só a “nossa opinião sobre as coisas dos outros”?

6) vs. 30: pergunte ao Espírito Santo: “Senhor, eu estou te entristecendo?”; “o Senhor está alegre comigo?”. Entristecer o Espírito Santo é atrasar as melhores bênçãos para a minha vida.

7) vs. 31: Eu entristeço o Espírito Santo quando sai da minha boca palavras de:
a. amargura (palavras amargas, conto só os problemas);
b. ira (fico irado facilmente, qualquer coisa me leva a irar-se);
c. cólera (minha ira transforma-se em raiva);
d. gritaria (grito com meus familiares, amigos, colegas de escola ou de trabalho);
e. blasfêmia (ainda sai da minha boca palavrões);
f. malícia (sai da minha boca palavras lascivas).

8) vs. 32: tenho que obedecer a Palavra de Deus:
a. benigno (tenho que pensar bem de meu irmão. Ele é inocente antes que se prove o contrário);
b. misericordioso (tenho que entender a dor do meu irmão, sofrer com ele, alegrar-se com ele);
c. perdoador (como receberei o perdão de Deus se eu não perdoar as pessoas?).

Conclusão: fofocar é aborrecer a Deus (Zc. 8:16 e 17). Reflita sobre sua vida e ministre sobre seus discípulos.

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Sobre o autor: Meu nome é Gilson de Moura, sou cristão evangélico há mais de 30 anos. Não sou pastor, apenas um professor. Contudo, como todo cristão, sou um Missionário, porém mais "com as ideias" do que com os joelhos e bolso. Como todo ser humano deveria ser, também sou um Adorador do Deus Vivo! Casado com a Mari, pai da Camila e do Daniel. Autor do Blog Missões e Adoração.

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