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quinta-feira, 11 de março de 2010

Islamismo - História


Vamos conhecer melhor a história do Islamismo.


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História
Nascimento de Maomé

Maomé nasceu em Meca, Arábia Saudita, em 572 A.D. Seu pai, que morreu dois meses antes de seu nascimento, era homem pobre, mas pertencia ao Coreiche, uma das tribos árabes mais distintas. Enquanto ainda jovem, Maomé casou-se com uma viúva rica e foi aliviado da necessidade do trabalho diário. Maomé encontrou tempo suficiente de lazer para se dar ao luxo da contemplação religiosa. Naquela época, embora o judaísmo e o cristianismo tivessem sido adotados por certas tribos árabes, o culto idólatra havia suplantado a maior parte de seus ritos antigos.


Maomé ia anualmente ao Monte Hira para meditar e orar. Certo ano, ao voltar da montanha, ele se declarou profeta escolhido por Deus. Maomé disse ter sua primeira visão enquanto numa caverna na montanha. Ao voltar para Meca, pregou sua mensagem durante nove anos, ganhando numerosos adeptos. Como se pode esperar, isso causou atrito como outras crenças estabelecidas. Finalmente, em 612 seus seguidores o avisaram que os inimigos planejavam matá-lo e ele foi forçado a fugir. Essa fuga marca o início do calendário muçulmano e é chamado 1 A.H. (significando "após a fuga ou migração"). Essa fuga permitiu que ele juntasse os seguidores e em 630 ele voltou para arrancar Meca das mãos dos Coreishe. Foi então reconhecido como "o profeta" por toda a Arábia.

Durante sua vida (Maomé morreu cerca de dois anos após sua volta a Meca), seus seguidores transcreveram cuidadosamente suas palavras e visões, pois ele mesmo era analfabeto. Em 645 a.d. (cerca de dez anos após sua morte), Ali (cunhado de Maomé) e outros líderes coligiram todos esses escritos, organizaram-nos e criaram o livro do Alcorão, que tem 114 capítulos, 6236 versículos. Este tornou-se o Livro Santo para os seguidores do Islã.

Anos de Formação

Desde os tempos de Maomé, a comunidade islâmica tende a se dividir em vários grupos. Neste processo, muitas vezes fatores políticos e culturais foram tão significativos quanto os teológicos e filosóficos. O período formativo do desenvolvimento islâmico foi um empolgante campo de batalha de ideias, culminando no que geralmente é conhecido como a ortodoxia suni, as doutrinas estabelecidas pela grande maioria de muçulmanos. As principais questões eram fé e obras, predestinação e livre arbítrio, revelação e razão, as implicações da unidade de Deus, a eternidade do Alcorão e se o Alcorão deve ou não ser tomado literalmente.

A fuga de Maomé para Medina em setembro de 622 marca o início da era islâmica, e sua morte em junho de 632 fundou um estado de considerável poder e prestígio conforme os padrões árabes da época. Nesse curto período de dez anos, a maior parte das tribos beduínas habitantes dos desertos da Arábia jurou aliança com o Profeta do Islã, que assim fez fundamento para a expansão subsequente da nova fé em Alá além da península da Arábia.

Porém, a morte de Maomé apresentou à comunidade islâmica sua primeira grande crise. A crise de sucessão marca o início do que viria a ser uma divisão permanente suni Shi’a entre os muçulmanos.

Primeira Grande Crise

Enquanto estava vivo Maomé, os muçulmanos consideravam que ele lhes daria a melhor direção conforme a mensagem revelada do Islã. Sua morte em Medina deixou-os num sério estado de confusão, pois (pelo menos aos olhos da maioria) o Profeta não deixara instruções formais nem testamento quanto ao seu sucessor. Nas discussões que se seguiram, havia imediatamente um consenso de opinião somente num ponto. O sucessor do Profeta não poderia ser outro profeta, como já tinha havido a revelação divina de que Maomé era o "selo dos profetas". Contudo, ainda era essencial uma liderança forte que garantisse a continuidade da comunidade e do estado islâmicos.

Consequentemente, entre muito debate, um dos primeiros convertidos ao Islã e companheiro de Maomé, Abu Bakr, foi eleito seu sucessor. Tomou o título Califat Rasul Alá (Sucessor ao Mensageiro de Deus), que logo foi simplificado para Califa. Elegendo o primeiro sucessor ao Profeta, a instituição islâmica do califado foi também fundada. Desde seus primórdios, o califado inclui liderança religiosa e política da comunidade. Os primeiros muçulmanos não reconheciam distinção entre religião e estado, nem entre autoridades e organizações religiosas e seculares. Na verdade, um conceito teocrático de ordem, no qual o islã não é meramente religião, mas um sistema completo ordenado por Deus para o governo sócio político como também moral e espiritual da humanidade, era parte integrante da mensagem e prática de Maomé.

O califado de Abu Bakr durou pouco mais de dois anos, e antes de sua morte em 634 ele escolheu pessoalmente Umar como seu sucessor. Umar, que foi assassinado em 644, introduziu um novo procedimento para a eleição do seu sucessor, decidindo que um conselho de seis dos primeiros companheiros deveria escolher o califa dentre eles. No devido tempo ‘Uthman b ‘Affan, membro de um clã importante de Meca, foi selecionado, tornando-se o terceiro califa.

Primórdios do Islã Shi'a

Enquanto isso, imediatamente após a morte de Maomé, surgiu em Medina um grupo minoritário que acreditava ser ‘Ali b Abi Talib, primo primeiro e genro de Maomé (casado com sua filha Fátima) melhor qualificado que qualquer outro, inclusive Abu Bakr, para suceder o Profeta. Esse grupo ficou conhecido como Shi’at Ali (partido de Ali) e depois simplesmente como Shi’a. Seus partidários em Medina continuaram apoiando a ‘Ali, e com o tempo os Shi’a desenvolveram um ponto de vista doutrinário e sua causa recebeu reconhecimento mais amplo

Os Shi’a acreditavam que Maomé na verdade havia apontado um sucessor (ou imane, como eles preferem chamar seu guia espiritual) e essa pessoa era ‘Ali. Como tal, ele e seus amigos protestaram contra o ato da escolha do sucessor do profeta por meio de eleição. Foi este protesto que separou os Shi’a da maioria dos muçulmanos.

Apesar da contenda sobre a ordem de direito, os primeiros quatro califas (conhecidos como al-culafa’al-rashidun, ou "califas guiados por direito") foram considerados os mantenedores ortodoxos de toda a regulamentação do islã conforme expressa nas revelações contidas no Alcorão. Essa ortodoxia ficou conhecida como Islã Suni.

Para a doutrina Shi’a, os imanes (Ali e seus descendentes diretos) foram a única fonte de instrução e direção religiosa e a pergunta mais importante quanto à elucidação dos ensinos e princípios islâmicos. Isso porque eles sabiam que os ensinos do Alcorão e a lei sagrada do Islã (Shari’a) vieram de fontes além do homem e continham verdades que ultrapassavam a razão humana. Assim, para se entender o significado verdadeiro da revelação islâmica, os Shi’a viam a necessidade de uma pessoa religiosamente autoritária, ou seja, o imane.

Embora eventualmente Ali tornou-se quarto califa, os Shi’a acreditam que na verdade ele era o primeiro califa verdadeiro, seguido por uma sucessão de mais onze. Aos olhos dos Shi’a , as qualificações de ‘Ali tinham ainda mais uma dimensão importante, pois acreditavam que ele fora nomeado por ordem divina expressa pelo testemunho de Maomé. Assim, ‘Ali também era divinamente inspirado e livre de erro e pecado, tornando-o infalível no conhecimento e como autoridade de ensino, depois do profeta.

Em razão de suas crenças, os Shi’a ficaram conhecidos como os "Dozes" (pelo número de imanes). Quando o décimo segundo imane desapareceu misteriosamente em 878 o Imanato chegou ao fim e a coletividade de estudiosos religiosos shi‘itas (xiitas), ou ulema, assumiram seu cargo, aguardando sua volta como o "bem guiado". Os aiatolás (sinais de Deus) atuais se consideram responsáveis por cuidar do ofício de imane, que voltará no final dos tempos.

Contudo, nem todos os xiitas concordavam com essa sucessão. Outro grupo se separou, ficando conhecido como os "do sete" ou ismaelis, por contender que o sétimo imane de direito (e último) não foi Musa al Kazim, mas seu irmão mais velho Isma’il, que morreu quando criança.

Como resultado deste aspecto da "divisão", conclui-se que os suni ortodoxos acreditam basicamente que o Alcorão seja autoridade final e que não há outra revelação após ele. Os shi’a acreditam que o imane de direito tem inspiração divina e autoridade de Alá para acrescentar à mensagem do Alcorão. Assim, o islã xiita é visto como o mais radical dos dois ramos, e através dos séculos muitos têm se declarado o próximo "imane", tentando fazer com que muçulmanos se aliem a sua causa particular, que infelizmente tem sido muitas vezes expressa como um jihad (guerra santa contra os infiéis).


Fonte:
Imagem do início: Wikimedia
Texto - CD Despertando a Visão – Ted Limpic - SEPAL (atualizado segundo a Nova Ortografia e organizado em várias postagens para melhor leitura).

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