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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Guarde o seu coração em Deus

"Nunca as perca de vista; guarde-as [minhas palavras] no fundo do coração, pois são vida para quem as encontra e saúde para todo o seu ser. Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida."
Provérbios 4.21-23


Gilson,

Muitas vezes permitimos que nosso coração se afaste dos propósitos do Senhor. Com o tempo, abrimos nosso coração para dúvidas, medo, falta de confiança e falta de fé. É quando o Espírito Santo, nosso Consolador, nos lembra que não devemos perder a Palavra dele de vista, pois ela é saúde e vida para nosso homem espiritual enfraquecido. É por meio dessa Palavra que aprendemos a proteger o coração das lutas de todos os dias.
No Paquistão, os acusados de estuprarem a adolescente cristã Ambreen, 13, foram inocentados, apesar de haver provas médicas e testemunhos contra eles. No país ocorrem muitos outros casos em que as provas são manipuladas e as pessoas envolvidas são corrompidas. Os advogados esperam o resultado da apelação.
Halima Bubkier, do Sudão, foi agredida pelo marido e expulsa de casa por se converter ao cristianismo. Depois de passar alguns dias na delegacia, Halima teve que se esconder de seus outros familiares, que tentaram matá-la. Agora, ela aguarda a justiça de Deus.
Organizações em todo o mundo iniciaram uma campanha de oração pelo Sri Lanka. O país vem enfrentando uma guerra civil e a comunidade cristã está preocupada com a falta de liberdade religiosa na região. Saiba mais e interceda pelos irmãos cingaleses.
Nossos irmãos perseguidos enfrentam muitas situações em que precisam se apoiar na Palavra de Deus para suportarem suas batalhas. Mas eles se mantêm firmes, guardando o coração, confiando no Senhor.
Nosso desejo é que você, Gilson, guarde seu coração na Palavra do Senhor.
Ótima semana,
 

Deborah Stafussi
Editora

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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tabu, misericórdia e video game

Lendo meus e-mails no dia 29 de março, no espaço do gadget Clip Web do GMail, vi este anúncio de um blog: Jogo de vídeo game brinca com tabus da sociedade.O blog é o Você na Rede. Da Editora Abril. O link para a postagem está aqui.
 
linkada ao blog Você na Rede

O autor faz um comentário do jogo Rapelay da empresa Illusion Soft. Trata-se de um jogo onde você é o estuprador, tem de selecionar sua "presa", abusar delas sexualmente (estuprar) , fotografá-las e, caso fiquem grávidas, convencê-las a abortar.
Duas coisas me deixaram estarrecido: o jogo, óbvio, e o que o autor chamou de tabu da sociedade!
Fiquei pasmo. Estupro é um tabu na sociedade? Nos comentários escrevi:
Estupro não é tabu da sociedade.

É crime hediondo.

O autor do blog foi extremamente infeliz ao escolher essa palavra para dar título ao comentário do jogo.
Foge dos padrões da Editora Abril.

Deveria ser repreendido e colocar aqui um pedido sério de desculpas.
Mitos e Tabus são uma coisa. Crime é outra. Queria ver se sua irmã/esposa/filha sofresse estupro e você comentasse: "É, mais um mito..."
Irmãos e amigos do blog, fiquei nervoso! Escrevi errado até!

Fiquei razoavelmente feliz por ver que o autor reconheceu o problema. Graças a Deus! Ele mudou o títilo da postagem para Estupro e Aborto em novo jogo de video game. E adicionou esta observação:
* Erramos: Pedimos desculpas aos visitantes pelo título equivocado que tínhamos postado nesta matéria ("Jogo de vídeo game brincam com tabus da sociedade") e agradecemos ao Gilson por ter nos chamado a atenção.
Que bom! Porém, teve gente pedindo o link para baixar o jogo! O Detonado dele! Falando que não tem nada a ver! Meu Deus! Visitem o blog e leiam os comentários.

Deixei mais um comentário para o autor do blog e seus leitores:

Obrigado por ler o recado e decidir alterar o título da postagem.
Vocês subiram em meu conceito.
Estarei publicando isso no meu blog.

As vítimas de estupros e seus familiares mais chegados é que podem afirmar com propriedade o sentimento que este jogo desperta.

Para os demais, é "pura" diversão! Ou aversão!

Quão difícil é o sentimento de misericórdia. Só somos tocados por esta virtude quando algo acontece bem - bem - próximo de nós.
Você é misericordioso?

Miserciordioso é a pessoa que apresenta essa virtude, a misericórdia. Misericórdia é uma palavra de origem latina formada pela conjunção de duas palavras: miseros (dor, sofrimento) e córdia (coração). É trazer no coração o sofrimento alheio. É ter compaixão, uma sensibilidade superestimulada para condoer-se com o sofrimento de alguém.

Para que serve a misericórdia de Deus:
As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Lamentações de Jeremias 3:22

Jesus nos ordena:
Tenham misericórdia dos outros, assim como o Pai de vocês tem misericórdia de vocês. Lucas 6:36

Jesus nos aconselha:
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Mateus 5:7

Jesus nos convida:
Por isso tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a graça de Deus. Ali receberemos misericórdia e encontraremos graça sempre que precisarmos de ajuda. Hebreus 4:16

Seus apóstolos nos ordenam:
Tenham misericórdia dos que têm dúvidas; Judas 22
Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram. Romanos 12:15

Como é difícil ter misericórdia dos outros!
Só passando pelas mesmas situações para sentirmos os mesmos sentimentos de quem já passou por elas!
Por que sou assim? Por que somos assim? Precisamos mudar. Precisamos da misericórdia de Deus para ter misericórdia!

Você é misericordioso?

terça-feira, 14 de abril de 2009

Católicos perseguidos por hindus



Vídeo mostrando atentados de hindus contra cristãos CATÓLICOS na Índia! Extraído daqui.

Vejam bem, católicos sendo perseguidos na Índia.

Como os católicos daqui do Brasil reagem a isso?
Entendem como um conflito religioso ou uma perseguição contra o Cristianismo?

Como os evangélicos daqui do Brasil reagem a isso?
Entendem como um conflito étnico da multiétnica Índia ou uma perseguição contra o Cristianismo?

Meus irmãos, vale para esses católicos perseguidos pela religião hinduísta este texto em Romanos?

Romanos 12:14 - abençoai aos que VOS perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis;
Romanos 12:15 - alegrai-VOS com os que se alegram; chorai com os que choram;
Romanos 12:16b - sede UNÂNIMES ENTRE VÓS;

Observem a duplicidade da minha pergunta. Não no sentido da misericórdia, mas a ênfase nos pronomes da segunda pessoa do plural?

Não estou afirmando nada, apenas queria ler a opinião dos amados leitores desse blog. Além disso, os hinduístas perseguem TODOS os cristãos. Para eles não há diferença entre católico ou evangélico, pois, estes se encaixam em uma categoria: CRISTÃOS. Por que? Porque crêem que Jesus é Deus, que nasceu, viveu, morreu e ressuscitou.

Certa feita, sábado à tarde, lavando o carro na calçada, recebi a visita de dois seguidores da Testemunha de Jeová. Conversa vai, conversa vem, eles me perguntaram:
- Você tem Bíblia na sua casa?
Respondi que sim, ao passo que já engatilharam a próxima pergunta:
- É evangélica ou católica?
Respondi que era evangélica.
- Você sabia que a sua Bíblia foi escrita por um católico, adorador de imagens?
- João Ferreira de Almeida, ao traduzir a Bíblia, não era católico e além disso - emendei sabendo que meus vizinhos católicos ouviam a conversa pelo muro - qual o problema se ele fosse católico?
- Eles são adoradores de imagens. Responderam os TJ.
Diante da petulância e falta de educação dles, respondi:
- Olha, entre um católico e um testemunha de jeová, prefiro o católico!
Aterrecidos, perguntaram:
- Mas como?
- Para vocês o meu Jesus é apenas uma criatura, para eles, Jesus é o Deus Filho! A segunda pessoa da Trindade! O Jeová do Antigo Testamento, que vocês tanto citam e se dizem testemunhas, é o Deus Filho em ação antes da sua encarnação em Maria!
Eles não responderam nada. resmungaram e saíram dando de ombros.

Qual a sua opinião?

Vamos esperar pela salvação do Senhor

"Digo a mim mesmo: A minha porção é o Senhor; portanto, nele porei minha esperança. O Senhor é bom para com aqueles cuja esperança está nele, para com aqueles que o buscam; é bom esperar tranquilo pela salvação do Senhor."
Lamentações 3.24-26

Gilson,

É muito bom receber as promessas descritas na Bíblia para nossas vidas. Muitas vezes, com tudo o que enfrentamos diariamente, precisamos afirmar para nós mesmos que a nossa esperança está no Senhor, e que por isso, devemos esperar somente nele. E esse esperar não é o "andar ansioso", e sim, o esperar tranquilo pela salvação que, com certeza, virá das mãos do Senhor.

No Egito, aconteceu a audiência de um copta que tenta alterar seus status religioso de "muçulmano" para "cristão". Frente ao juiz, ele declarou: "Eu sou cristão, meus irmãos. Podem me matar". Lembre-se dele em suas orações.

Em Bangladesh, a construção de uma igreja foi interrompida devido a protestos de muçulmanos locais. Fontes afirmam que eles temem um grande número de conversões, por isso tentaram demolir as fundações do templo. O prefeito garante que a obra será reiniciada em breve.

No final de março, a ONU votou em favor de uma resolução que apoia a implementação de leis contra a difamação religiosa. No papel, ela parece muito boa, mas pode servir de base para leis antiblasfêmia e anticonversão. A Portas Abertas Internacional (ODI), juntamente com outras ONGs, protesta a aprovação dessa resolução.

Assim como nas situações mencionadas acima, a cada dia aguardamos pela intervenção de Deus em nossas vidas, trazendo a misericórdia que se renova a cada manhã e a força que vem da esperança colocada nele.

Que sua esperança esteja no Senhor todos os dias de sua vida.

Deus o abençoe,

Deborah Stafussi
Editora

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  14 de abril de 2009
 

www.portasabertas.org.br
Fone: (0--11) 5181 3330
Fax: (0--11) 5181 7525

 

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Vivendo para Deus - Lois J. Stucky

A pequena casa servia de sala de aula para cerca de doze crianças, meus alunos, filhos dos missionários americanos em Serra Leoa, na África. Da janela, via-se o pequeno cemitério, que eu havia visitado algumas vezes, andando entre as lápides simples e gastas que marcavam as covas dos missionários de outra geração, que para ali chegaram trazendo o Evangelho, cinqüenta ou sessenta anos antes.  

 As datas nessas lápides mostravam que a chama viva em alguns desses jovens missionários só ardera por poucos anos naquela terra assolada por doenças, antes que seus corpos fossem baixados à sepultura. Junto com eles foram enterradas também as belas, ardentes esperanças de resgatar as almas das pesadas trevas espirituais daquele país. Cada vez, meu coração ficava compungido ao honrá-los em silêncio por sua corajosa devoção e obediência, enquanto perguntava a mim mesma o que o Deus fiel teria guardado na eternidade para aqueles que, seguindo seu Mestre, caíram como sementes no solo e morreram para dar fruto (Jo 12.24). 

 Ouvi dos lábios de Grace, uma missionária idosa que ali continuava servindo a Deus, a seguinte história. Depois da morte desses primeiros jovens missionários, a junta de missões, lá em sua pátria de origem, lançou um solene apelo aos estudantes na escola de treinamento: Quem tomaria o lugar daqueles que haviam caído?

 Como aqueles estudantes devem ter sondado os seus corações nos dias a seguir! Depois de um tempo, ficaram sabendo que uma jovem se oferecera para ir. “Quem será?”, perguntavam-se os estudantes. Quem estaria querendo pôr a vida em perigo por amor a Jesus? 

 Quando chegou a hora, a jovem voluntária Grace embarcou para a terra do chamado de Deus e ali serviu fielmente por muitos anos. Foi ali também que ela conheceu o missionário que Deus separara para ser seu esposo. No tempo certo, o Senhor concedeu-lhes também o privilégio de serem pais do primeiro bebê branco nascido em Serra Leoa. Mais tarde, Deus concedeu-lhes mais um filho. Ambos, ao chegarem à idade certa, responderam ao chamado de Deus para servi-lo na “África Negra”, no mesmo lugar em que haviam aprendido a língua e os costumes durante a sua criação. Serviram bem e por muito tempo. Uma neta e um neto, também ali nascidos, devotaram alguns anos a Deus naquela que para eles era a terra natal.

 O Senhor está edificando sua Igreja em todo o mundo. Alguns podem semear, até mesmo a própria vida, enquanto outros colhem. Deus tem um lugar para cada um de nós, segundo seu grande plano. 

“Por serviço ou por sacrifício” 

 Um antigo lema missionário, que alguns já devem ter ouvido, é: “Por serviço ou por sacrifício”. Podemos confiar inteiramente no coração de Deus, que determina qual dos dois será para cada um de nós. Esse lema encaixa-se perfeitamente em todo aquele que quer seguir as pegadas do nosso Senhor. O próprio Deus nos chama a adotá-lo quando, através das palavras do apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos, ele nos roga “pelas misericórdias de Deus” a nos apresentarmos “como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o [nosso] culto racional” (12.1).

 Embora o chamado seja para todos, a resposta e a aplicação terão de ser muito pessoais para cada um de nós. “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24). Deus repetiu essa palavra em Marcos (8.34) e Lucas (9.23). Negar-se voluntariamente a si mesmo e atender pessoalmente ao chamado de Deus para servi-lo onde e quando ele determinar é a única resposta correta, que deve ser dada com alegria em face do sacrifício de Cristo por nós e das bênçãos eternas que nos advirão.

 Como necessitamos da ajuda de Deus para chegar ao final da nossa vida sem abandonar nem transigir com a nossa cruz! É mais fácil pegar a cruz do que carregá-la até o fim. Bem-aventurado aquele que persevera. A cruz pode significar atravessar o oceano com o Evangelho e ir para algum lugar solitário e hostil. Ou, como em alguns casos que conheço, pode significar passar a vida preso, desde jovem, a uma cadeira de rodas e, mesmo assim, servir ao Senhor como obreiro fiel por meio da oração. Muitos de nós estamos em alguma posição intermediária entre esses opostos, mas “há uma cruz para cada um e há uma cruz para mim” (letra de um hino). 

 Nos versos de um hino de Elizabeth C. Clephane (música escocesa, 1830-1869), vemos o coração de uma mulher que tomou sua cruz para servir com amor, alegria e desprendimento aos pobres e aos deficientes, sem se importar com sua própria falta de saúde: 
 Desejo estar à sombra da cruz do Salvador;
 Nenhum fulgor anseio senão o da face do meu Senhor;
 Contente em viver longe das ambições e conquistas deste mundo,
 A não tomar conhecimento nem de ganho nem de perda,
 Minha natureza pecaminosa, minha única vergonha,
 Minha única glória, a cruz.
 Não é somente nas decisões grandiosas, mas também nos pequenos impasses diários que temos de fazer escolhas decisivas. É o cristão cheio do Espírito que tem condições de, pelo Espírito, mortificar seus desejos e planos egoístas. Muitas vezes é uma escolha entre o bom, o melhor e o máximo. O que é que eu preciso abandonar, dos meus interesses pessoais, para investir mais tempo, talentos e recursos para o Senhor e para as almas que ele ama e quer que seu povo alcance? 
 Paulo exorta os coríntios a não receberem a graça de Deus em vão (2 Co 6.1). Todo o louvor ao nosso Salvador, o qual não considerou ser inútil vir à Terra e sofrer e morrer por nós! Agora ele recebeu a recompensa, “coroado de glória e de honra” (Hb 2.9). Que o propósito desse grande sacrifício, em toda sua plenitude, seja consumado em nós e por nosso intermédio. Isso acontecerá quando nos apresentarmos como sacrifício vivo e contínuo. Enquanto escrevo essas palavras, sinto com pesar quão pouco tenho vivido isso em minha vida.
 O grande zelo de Paulo pelo Senhor e pelo seu Reino é a prova de que o amor de Deus estava em seu coração: “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; portanto todos morreram. E ele morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.14). Paulo nos conclama à obediência, como lemos em sua segunda carta aos coríntios, quando diz que “importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo” (5.10). Quanta atenção devemos dar a essas palavras se quisermos comparecer diante de Deus com confiança naquele dia – o que certamente todos nós desejamos!

Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 24, n° 4, Julho/Agosto de 2006.

A Oração que Atrai a Atenção de Deus - Edgar H Lewellen

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar (...) eu perdoarei (...) e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14) 

 

O Propósito e a Importância da Oração

Cameron V. Thompson, no seu livro The Master Secrets of Prayer (“Os Principais Segredos da Oração”), usou esta ilustração: “Uma pobre alma ingressou na escola de oração depois de chegar ao inferno. Pediu alívio para a sua agonia; foi rejeitada. Pediu que um mendigo advertisse os seus irmãos; foi-lhe recusado. Dirigiu sua oração a Abraão, um homem; não conseguia localizar Deus. Não ousou pedir para sair, pois entendia claramente que estava além de qualquer esperança. Ele é o homem que não orava na terra, não foi respondido no inferno e que continuará sofrendo, porque tentou aprender a orar tarde demais” (Veja Lucas 16.19-31).
Ao vermos a decadência moral e o afastamento de Deus na sociedade e na igreja, nenhum cristão sério duvida da necessidade de um poderoso avivamento, vindo dos céus, que abalará a igreja atual até os seus alicerces. Isso trará uma purificação e uma outorga de poder que virarão as nações pelo avesso, de tal modo que o nosso modo de vida atual será visto como totalmente inaceitável diante de um Deus santo. Isso se torna cada vez mais urgente, “tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima” (Hb 10.25; Ap 22.12).
Torna-se imperativo, portanto, para a igreja de Jesus dobrar os seus joelhos em obediência e oração. A cultura hoje está tão embriagada com sexo e diversões obscenas, tão orgulhosa de sua “mente aberta” e liberal que qualquer pensamento mais sério a respeito de Deus é totalmente excluído. A.W.Tozer tinha razão quando disse: “O mundo ocidental segue rindo e se divertindo, enquanto caminha diretamente para o inferno”.

 

A Relação entre Oração e Avivamento

  
Wesley Duewel, no seu livro Revival Fire (Fogo do Avivamento), diz: “Na história da Igreja, cada vez que veio um avivamento, primeiro houve um período prolongado de oração e busca da face de Deus por alguns dos seus filhos”. É por isso que queremos entender qual a oração que consegue obter a atenção de Deus. Sabemos que há uma relação íntima entre oração e obediência. Podemos perguntar: “O que é mais importante?” ou: “O que vem antes, a obediência ou a oração?” Para isso, precisamos olhar na Escritura e ver o que Deus diz.

 

O Trabalho de Deus: O Espírito Santo nos Atrai

À medida que Deus atrai o homem e se revela a ele, este tem a oportunidade de aceitá-lo e segui-lo, o que resulta em perdão e salvação; ou rejeitá-lo, com o resultado da eterna separação do seu amor (Mc 16.16). Aqueles que atenderem ao seu chamado encontrarão perdão, alegria indescritível e maravilhosa comunhão com Cristo, seu Salvador. “A bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Rm 2.4). Essa é a razão para a cruz! (Veja também Jr 31.3; Jo 6.44; 12.32).
Davi disse: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma” (Sl 42.1).
Deus disse: “Derramarei água sobre o sedento, e torrentes sobre a terra seca” (Is 44.3). 
Também: “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13).
Nosso Trabalho: Somente Nossa Obediência é Aceitável a Deus
A Escritura nos mostra claramente que o trabalho e a carga do Espírito Santo é levar-nos a Cristo, revelando assim seu amor, sua beleza e sua santidade. Isso resulta em nós duas coisas: seguirmos a ele bem de perto e obedecermos-lhe completamente, abandonando tudo nas nossas vidas que não vem dele (1 Sm 15.22; Ml 3.7; Jr 7.23; 2 Co 10.5).
Nosso Meio de Comunicação com Ele –  A Oração
 Ele nos atrai. Nós desejamos segui-lo em completa obediência. Queremos conhecer aquele que nos amou e nos libertou do pecado. Nosso maior desejo, agora, é estar na sua presença e ter comunhão com ele. Isso é oração.
Observe: Samuel, quando ainda menino, orou assim no templo: “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve” (1 Sm 3.9-10; veja também Hb 4.16 e Fp 4.6).
Nota: O exercício ou o ato de orar significa muito pouco se não estiver acompanhado de um espírito submisso e obediente.

 

Como nos Aproximamos de Deus?

 Se o meu povo (...) se humilhar e orar...” (2 Cr 7.14)
 Em humildade. Em Lucas 18.14, lemos que aquele “que se exalta será humilhado, mas o que se humilha será exaltado”. Uma pessoa orgulhosa vê somente a si mesma, a seus feitos e a suas conquistas, e isso a torna cega para as suas falhas e pecados. Um homem humilde vê a si mesmo como Deus o vê e não fica feliz com o que vê, o que o força a se voltar para Cristo (Lucas 18.13 ; 1 Pe 5.5).

 

Cuidado com os Bloqueios

Nas Escrituras, Deus afirma que ouve as orações dos seus filhos somente se as mãos deles estiverem limpas e os corações puros (Sl 66.18; 24.3-5; Is 1.15). Acredita-se em geral que o Deus de amor sempre tem o seu ouvido aberto para os clamores dos seus filhos. No entanto, através de todas as Escrituras Deus diz o contrário.
O primeiro capítulo de Isaías, do início ao fim, trata com essa situação. Muitos dos filhos de Deus andavam pelos seus próprios caminhos, confiando na sua relação com Jeová como um cartão de crédito válido para receber bênçãos do Senhor “à vontade”. Não pareciam compreender que eram descritos por Deus como um povo “carregado de iniqüidade”, com uma cabeça “toda doente”, tendo “contusões e chagas inflamadas” desde a planta do pé até à cabeça (Is 1.4-6). Deus rejeitou seus sacrifícios e sua adoração por serem hipócritas e disse: “Quando estendeis as vossas mãos em oração, escondo de vós os meus olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço...” (Is 1.15).
Entretanto, mesmo diante desse tipo de evidente frieza, desobediência e rejeição dos seus apelos, Deus lhes disse: “...ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se quiserdes, e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra” (Is 1.18-19).
Os cristãos hoje em dia estão iludidos quando pensam que, enquanto estiverem orando e praticando as formas exteriores de adoração, eles têm o direito de ir para Deus com suas necessidades, grandes ou pequenas, e que Deus tem a obrigação de ouvir e atendê-los. Contudo, ele diz muito claramente que se houver pecado no meu coração “o Senhor não me ouvirá” (Sl 66.18). Ele ouvirá, sim, os clamores daqueles que realmente querem voltar para ele (Ml 3.7) e que estão determinados a andar com ele de ora em diante. Somente o nosso Deus poderia ser tão amoroso, paciente e pronto a perdoar.
Leia as suas palavras em Oséias 14.4: “Eu curarei a infidelidade deles e os amarei de todo o meu coração, pois a minha ira desviou-se deles” (NVI).
Que Lugar Tem a Oração em Relação ao Avivamento?
   
Leonard Ravenhill, no seu livro Revival Praying (“Orando Para Avivamento”), faz uma pergunta que precisa ser respondida hoje. “Estamos nós, os que ainda temos as brasas vivas no nosso altar, nos comparando com os altares apagados das igrejas vizinhas, ao invés de avaliar o ardor de oração dos santos de gerações passadas? O mundo alardeia o seu poder atômico, alguns cultos se vangloriam do seu poder satânico, mas onde estão aqueles que buscam o poder do Espírito Santo?”
Com freqüência, substituímos a oração por excessivas atividades religiosas, quando Deus deseja gravar dentro de nós o “aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” (Sl 46.10). Alguém disse que quando Deus pretende exercer grande misericórdia sobre o seu povo, a primeira coisa que faz é levá-lo à oração. Somente quando alguns dentre o povo de Deus se dispõem a orar até que Deus quebre o casulo da zona de conforto do homem é que podemos esperar uma visitação do trono de Deus. Isso pode levar dias, ou até meses, mas a promessa de Deus será cumprida: “Derramarei água sobre o sedento, e torrentes sobre a terra seca” (Is 44.3).
Brian Edwards disse: “Os homens que Deus usou em avivamentos sempre tiveram um elevado conceito de Deus e foram hipersensíveis ao pecado, muito antes do avivamento começar. 
Provavelmente, a nossa falta de oração hoje, juntamente com a ausência de santidade nas vidas dos líderes cristãos, tem convencido a Deus de que não estamos muito sérios quando pedimos que nos mande um avivamento”.
Oração nas Hébridas
  
Duncan Campbell [evangelista no avivamento das Hébridas em 1949] relatou os acontecimentos nos dias que antecederam o avivamento: 
    Era a reunião semanal de oração. Tinha havido uma intensa oposição ao Evangelho no vilarejo e, embora muitos tivessem vindo de outros locais para participarem das reuniões, havia pouquíssimos da própria localidade. Um líder da igreja sugeriu que fossem orar, e umas trinta pessoas se dirigiram para a casa de um fazendeiro simpatizante. A oração era difícil, mas, lá pela meia-noite, Duncan voltou-se para o ferreiro local que até então estivera calado e lhe disse: “Sinto que chegou a hora de você orar”.
    O homem orou por cerca de meia hora, porque em avivamentos o tempo não é levado em conta, e finalmente encerrou sua oração com um desafio ousado: “Deus, tu não sabes que a tua honra está em jogo? Tu prometeste derramar torrentes em terra seca, mas isso não está acontecendo”. Por um momento, houve uma pausa, mas em seguida, ele concluiu: “Deus, a tua honra está em jogo, e eu te desafio a cumprir os teus compromissos de aliança”. 
    “Naquele momento”, lembra Duncan Campbell, “toda aquela casa de pedra tremeu como uma folha”. Um dos presbíteros achou que era um terremoto, mas Duncan se lembrou de Atos 4.31: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos...” Duncan Campbell ministrou a bênção, e eles saíram da casa. Eram duas horas da madrugada, mas todo o vilarejo estava aceso, incendiado por Deus. Homens e mulheres carregavam cadeiras e perguntavam se havia lugar para eles na igreja! (De Revival, A People Saturated With God, de Brian Edwards – Avivamento, Um Povo Saturado por Deus).
Pergunta: Será que temos uma base em oração para poder desafiar Deus dessa maneira?

 

Pode Alguém Orar pelo Avivamento?

A resposta é sim! Entretanto, a pergunta deveria ser: Quem pode mover Deus para que envie o avivamento? No Salmo 24.3-5, o salmista pergunta: “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração” – aquele que está totalmente entregue a ele. Ou seja, quem está qualificado para orar é aquele que perscrutou o seu coração diante de Deus, recebeu purificação e agora está apto a chamar a presença do Espírito de Deus sobre o seu povo. 
No versículo cinco, ele afirma que tal pessoa será ouvida e receberá a bênção do Senhor. Isso se refere ao poder do Espírito Santo. É a bênção, não uma bênção. Aqui o nosso relacionamento pessoal com Deus assume uma importância primordial. Deus ouve as orações daqueles que têm um relacionamento com ele por meio do sangue e não estão em divergência com um irmão ou uma irmã em Cristo. Divergência sempre causará um bloqueio na nossa oração (Mt 5.23-24). 
Alguém disse: “Corações manchados que comandam mãos manchadas não podem utilizar os recursos de Deus”. A pergunta é: O nosso relacionamento com Deus é pra valer? Estamos prontos a pagar o preço do avivamento? Sabemos que a oração é dispendiosa e exigente. Em outras palavras, requer perseverança. Implica negar-se a si mesmo – morrer todos os dias, voluntariamente.

 

Deus Responderá Nossas Orações?

  
Como filhos de Deus, podemos escolher entre orar eficazmente e apresentar desculpas. Freqüentemente, escolhemos a saída humana e mais simples, oferecendo desculpas por nosso fracasso em tocar em Deus. Por exemplo, é porque estamos cansados. Não tivemos tempo para orar. Apontamos para a frieza ou os problemas na nossa família e igreja, ou para a época em que vivemos como motivos da nossa falta de oração. Até mesmo alguns pastores e missionários são ousados a ponto de pôr a culpa em Deus, dizendo que já que Deus é soberano, não deve ter chegado a sua hora de descer do céu com fogo.
Será que não é porque o “nosso armário está vazio”? Porque a frieza tomou conta de nós? Será que o pecado embotou a nossa sensibilidade à voz de Deus? Temos tantos deuses deste mundo que não há mais tempo nem energia. Se abrigarmos na nossa vida algo que sabemos ser pecado, isso definitivamente nos impedirá de orarmos a Deus (Sl 66.18). Isaías disse ao povo de Deus: “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2).
Se Elias estivesse aqui, ele bradaria: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o” (1 Rs 18.21). Deus diz para todos aqueles que estão famintos por ver o fogo de Deus descer sobre a sua igreja hoje: “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 19.13). No Evangelho de Mateus, Cristo diz: “Pedi, e dar-se-vos-á...” (7.7). Paulo nos diz que “tudo é vosso” (1 Co 3.21).

 

Oração Desesperada

Quando realmente queremos que Deus venha, descobrimos que verdadeira oração é trabalho. Satanás dedicará todos os seus esforços no sentido de impedir-nos de tocar o trono de Deus. Há um preço a pagar – um preço, talvez, de longas horas, noites sem dormir, sondagens do coração e, possivelmente, de “faxinas” da nossa casa interior (Sl 66.18).
 Oração significa negar a si mesmo e, talvez, colocar de lado as coisas das quais gostamos ou que gostaríamos de fazer, a fim de dar a Deus tempo para implantar a carga do seu Espírito nos nossos corações. É nesse ponto que começamos a desfrutar da vitória à medida que começamos a obedecer plenamente aos toques interiores do Espírito, deixando o Espírito Santo tomar o controle.  
Agora, o nosso Pai ouvirá as nossas orações. Não é o que o presbítero no avivamento das Hébridas quis dizer quando exclamou: “Amigos, é muita falsidade ficar esperando e orando, esperando e orando, se os nossos corações não estão em dia com Deus”? 
Duncan Campbell afirmava que “desejar o avivamento é uma coisa; expectativa confiante de que nosso desejo será atendido é outra! Deus freqüentemente leva o seu povo ao ponto de desespero antes que ele envie o avivamento; somente então é que eles aprendem que ‘sem mim nada podeis fazer’” (João 15.5). Que Deus nos dê pessoas desesperadas!

 

Conclusão

Deus está buscando uma pessoa e um povo que sejam sérios, sedentos e desesperados por uma poderosa visitação divina sobre nós. 
  1. Ele exige que as mãos e os corações de tais pessoas sejam limpos diante de Deus e diante dos homens (Sl 24.1-5).
  2. Uma vez que as condições estabelecidas em 2 Crônicas 7.14 sejam atingidas, Deus procura aqueles que vão orar, esperar e confiantemente aguardar que Deus cumpra a sua promessa.
Acreditamos que Deus cumprirá a sua promessa de voltar-se para nós, se nós nos tivermos voltado a ele total e incondicionalmente? (Ml 3.7). A resposta é Sim, ele será fiel à sua promessa! Deus está mais ansioso para vir ao seu povo num maravilhoso avivamento de purificação e visitação divina do que o seu povo está para se entregar totalmente a ele!
Se realmente queremos ver Deus descer com fogo purificador sobre nós e sobre todo o seu povo, será que estamos prontos a nos gastar por muito tempo diariamente em oração? Lembremo-nos de que Deus nos pediu para nos humilharmos diante dele e orarmos. Então Deus ouvirá do céu (2 Cr 7.14).
De Revival – God’s Proven Method of Awakening His Church (Avivamento – Método Provado de Deus para o Despertamento da Sua Igreja), de Edgar H Lewellen.
 Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 24, n° 4, Julho/Agosto de 2006.

A Pessoalidade do Espírito Santo - R A Torrey

O que a Bíblia diz a respeito do Espírito Santo como pessoa? Não há como se relacionar corretamente com o Espírito Santo nem entender sua obra ou conhecer o maravilhoso trabalho que realiza em nossas almas sem primeiro conhecê-lo como pessoa. 
Importância da Doutrina da Pessoalidade do Espírito Santo
 Em primeiro lugar, a doutrina da pessoalidade do Espírito Santo é da mais alta importância para a adoração. Se o Espírito Santo é uma pessoa, e uma pessoa divina – como de fato é –, e nós não o conhecemos como tal, pensando que é apenas uma força ou uma influência impessoal (como acontece muito), então estamos roubando de uma pessoa divina a adoração que lhe é devida, o amor que lhe é devido, e a fé, a confiança, a entrega e a obediência que lhe são devidas. 
 Em segundo lugar, a doutrina da pessoalidade do Espírito Santo é da mais alta importância do ponto de vista prático. Se você pensa no Espírito Santo como uma mera influência ou força, então estará sempre perguntando: “Como posso apossar-me do Espírito Santo para poder usá-lo?” Ou: “Como posso conseguir mais do Espírito Santo?”  
 Mas se você o vê tal como a Bíblia o apresenta – uma pessoa de divina majestade e glória –, seu pensamento será: “Como o Espírito Santo poderá apossar-se de mim e usar-me?” “Como pode o Espírito Santo usufruir mais de mim?” 
 Se você vê o Espírito Santo como uma influência ou força a ser obtida e da qual se deve tirar proveito, no momento em que achar que já o recebeu, fatalmente se tornará orgulhoso, andará com altivez, como se fizesse parte de alguma elite cristã. Mas se, ao contrário, você vê o Espírito Santo segundo o conceito bíblico, como uma pessoa divina de infinita majestade que vem habitar em nossos corações, apossando-se de nós e nos usando segundo a sua vontade e não segundo a nossa – o resultado será a renúncia de si mesmo, o humilhar-se e a abnegação.
 Não conheço nenhum pensamento que tenha mais poder para nos levar à humildade e à despretensão do que essa grande verdade bíblica, que nos apresenta o Espírito Santo como uma pessoa divina que vem habitar em nossos corações e tomar posse de nossas vidas para usá-las conforme aprouver à sua infinita sabedoria.
 Em terceiro lugar, a doutrina da pessoalidade do Espírito Santo é da mais alta importância no que concerne à nossa experiência pessoal. Milhares, dezenas de milhares de cristãos, homens e mulheres, podem testemunhar da completa transformação de vida e de serviço a Deus que experimentaram depois que passaram a conhecer o Espírito Santo como uma pessoa.
Provas da Pessoalidade do Espírito Santo
 Uma das provas da pessoalidade do Espírito Santo é que todas as marcas distintivas que caracterizam as pessoas são atribuídas a ele na Bíblia. Quais são essas marcas distintivas? Conhecimento, sentimento e vontade. Qualquer ser que conhece, sente e tem vontade é uma pessoa.
 Quando se afirma que o Espírito Santo é uma pessoa, pode-se entender que se está querendo dizer que ele tem mãos e pés, olhos e ouvidos, nariz e boca.  Não é nada disso. Essas não são, de forma alguma, marcas de pessoalidade; são evidências de substância corporal.
 Qualquer ser que conheça, pense, sinta e exerça uma vontade é uma pessoa, quer tenha corpo, quer não tenha. Tanto eu como você, caso nossa vida aqui na Terra acabe antes da volta do Senhor, deixaremos de ter corpo, temporariamente; estaremos “ausentes do corpo” e habitando com o Senhor (2 Co 5.8). Entretanto, ainda assim seremos pessoas, mesmo sem corpo. 
  1. “Porque, qual dos  homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus” (1 Co 2.11). Aqui se revela como o conhecimento é atribuído ao Espírito Santo. Ele não é uma mera iluminação que vem à nossa mente, pela qual somos capacitados a conhecer a verdade que de outra forma não descobriríamos. O Espírito Santo é uma pessoa que conhece as coisas de Deus e nos revela o que ele próprio conhece.
  2. “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as como lhe apraz, a cada um, individualmente” (1 Co 12.11). Este verso mostra que o Espírito Santo não é meramente um poder divino – que podemos captar e usar de acordo com a nossa vontade –, mas sim uma pessoa divina. É ele que se apossa de nós e nos usa segundo sua vontade. Inúmeros cristãos honestos e bem-intencionados estão se equivocando nesse ponto. Querem apropriar-se de algum poder divino e usá-lo de acordo com seus desejos. Agradeço a Deus, do fundo do meu coração, pelo fato de não existir nenhum poder divino do qual eu possa me apropriar, para usar a meu talante. E fico ainda mais grato pelo fato de existir uma pessoa divina que pode apoderar-se de mim e usar-me segundo sua vontade, que é infinitamente mais sábia e amorosa.
  3. “E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos” (Rm 8.27). Preste atenção nestas palavras: “a mente do Espírito”. A palavra grega aqui traduzida como “mente” é “phronema”, termo abrangente que engloba essas três idéias: conhecimento, sentimento e vontade. É a mesma palavra usada no verso 7 deste capítulo, que em uma versão foi traduzida como “pendor”, em outra como “inclinação”, em outra ainda como “desejo”: “O pendor (inclinação, desejo) da carne é inimizade contra Deus”. Ou seja, não apenas o pensamento da carne, mas toda a sua vida intelectual e moral é inimizade contra Deus.
  4. “Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor” (Rm 15.30). Observe particularmente estas quatro palavras: “pelo amor do Espírito”. Que pensamento magnífico! Ele nos ensina que o Espírito Santo não é uma mera influência ou poder cego, ainda que bondoso, que entra em nossos corações e vidas. Pelo contrário, é uma pessoa divina, que nos ama com o mais terno amor.
    Quantas pessoas, porventura, já agradeceram ao Espírito Santo por seu amor? Alguma vez, você já dobrou os joelhos, olhou para o Espírito Santo e orou: “Espírito Santo, eu te dou graças pelo teu grande amor por mim”? No entanto, nós devemos nossa salvação ao amor do Espírito, tanto quanto ao amor do Pai e do Filho.
    Se não fosse o amor de Deus Pai, que lá do alto me viu atolado em minha perdição, sim, que se antecipou à minha queda e ruína e enviou seu próprio Filho para descer à Terra e morrer na cruz em meu lugar, hoje eu seria um homem perdido. Se não fosse pelo amor de Jesus Cristo, o Filho, que desceu a este mundo, por obediência ao Pai, e entregou sua vida em sacrifício perfeito, na cruz do Calvário, para que eu fosse salvo, hoje eu seria um homem perdido. Mas, também, se não fosse o amor do Espírito Santo por mim, que o fez descer a este mundo, em obediência ao Pai e ao Filho, para procurar-me diligentemente até me encontrar na minha perdição; para seguir-me dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, sempre ao meu lado, mesmo quando eu ainda não o queria ouvir, quando eu deliberadamente voltava a cabeça para o outro lado, quando o insultava; para ir atrás de mim a lugares que lhe devem ter causado agonia em sua santidade, até que conseguisse abrir a minha mente e fazer-me compreender a minha miséria, minha condição totalmente perdida, e revelar o Senhor Jesus como meu Salvador e Senhor – se não fosse a paciência, a longanimidade, o inesgotável amor do Espírito de Deus por mim, eu hoje seria um homem perdido.
  1. “E lhes concedeste o teu bom Espírito, para os ensinar; não lhes negaste para a boca o teu maná; e água lhes deste na sua sede” (Ne 9.20). Aqui, tanto a inteligência quanto a bondade são atribuídas ao Espírito Santo. Essa passagem não acrescenta nada ao que lemos antes, mas resolvi citá-la porque está no livro de Neemias, que pertence ao Velho Testamento. Há quem diga que a doutrina da pessoalidade do Espírito Santo está no Novo Testamento, mas não no Velho. Porém, aqui vemos claramente que está tanto em um como no outro. É claro que não vamos encontrar referências ao Espírito Santo com a mesma freqüência em ambos, porque o Novo Testamento é a dispensação do Espírito Santo, mas a doutrina de sua pessoalidade está também no Velho Testamento.
  2. “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (Ef 4.30). Este versículo fala que podemos entristecer o Espírito Santo. Ele é uma pessoa que nos ama, uma pessoa santa, que é intensamente sensível ao pecado, que se horroriza com o pecado, mesmo naquelas formas que podemos achar menos nocivas. Ele vê tudo que fazemos, não somente à luz do dia, mas também nas trevas da noite. Ele ouve todas as palavras que proferimos, cada palavra ociosa que escapa dos nossos lábios. Ele vê cada pensamento que abrigamos em nossa mente, cada fantasia fugaz que deixamos ficar por um instante que seja em nosso interior. E se há alguma coisa ímpia, impura, vaidosa, impiedosa, imprópria, cruel, desagradável, amarga, irônica, crítica ou de alguma forma contrária à fé cristã, em pensamento, palavra ou obra, ele a vê, e isso o entristece inimaginavelmente.
    Quantas vezes tem chegado à minha mente algum pensamento ou fantasia, cuja procedência desconheço, mas que não posso e não devo abrigar – e justamente quando já estava a ponto de acolhê-lo, veio o pensamento: “O Espírito Santo está vendo e ficará triste com isso”! Com essa intervenção, o pensamento foi embora.  
    Diante de tantas questões que surgem, e com as quais temos tanta dificuldade em lidar, esse pensamento do Espírito Santo nos ajudará a ter o comportamento correto em relação a elas. A condição é que desejemos mesmo a solução dele, e não fazer aquilo que nos agrade e, ao mesmo tempo, entristeça o Espírito Santo.  
     
    Extraído de “The Holy Spirit: Who He Is and What He Does” (O Espírito Santo: Quem Ele é e o Que Ele Faz), de R. A. Torrey
     Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 24, n° 4, Julho/Agosto de 2006.

O Avivamento do País de Gales - Parte I - Nancy Leigh DeMoss

De acordo com alguns estudiosos, o avivamento no País de Gales, um minúsculo principado da Grã-Bretanha, que ocorreu de 1904 a 1905, foi um dos maiores avivamentos na história, dado o curto tempo de duração e o impacto que causou, não só nas regiões circunvizinhas, mas através do mundo inteiro. Sem dúvida alguma, foi um dos grandes acontecimentos que viriam a marcar significativamente o início do século XX. Nesta série de artigos, o foco principal será como Deus usou instrumentos comuns para trazer acontecimentos extraordinários. 
 
O País de Gales é um principado do Reino Unido, menor ainda que o estado brasileiro do Sergipe. No início do século XX, tinha uma população de pouco mais de um milhão de pessoas. A maioria trabalhava nas minas de carvão ou em metalúrgicas.
Era uma região cheia de igrejas e capelas. Quase todos freqüentavam uma igreja regularmente. Havia grandes pregadores que viajavam, anunciando o evangelho. Numa época em que não havia rádio nem televisão, os cultos eram um acontecimento importante na sociedade. Admiravam-se as boas pregações que atraíam grandes audiências.
 Entretanto, algo estava faltando nessas pregações. A mensagem havia-se perdido no meio da preocupação com sua forma de transmissão. O culto era bem preparado, as pregações eram aperfeiçoadas, como uma obra de arte, e havia entoação de hinos no final. Porém, algo estava errado. Faltava um elemento importante – a paixão pela mensagem. Aos poucos, algumas pessoas começaram a notar isso.
 Uma dessas pessoas era um homem chamado Dean Howell. Em 1903, ele escreveu um artigo conclamando o povo galês a buscar Deus por algo novo.
 “A maior necessidade da nação galesa hoje”, ele escreveu, “é avivamento espiritual; não apenas transformação social, mas avivamento espiritual, algo que alcance as profundezas do coração.”
“Se fosse a última coisa que eu pudesse dizer a esta nação”, ele concluiu, “eu gostaria de dizer que precisamos de avivamento”. Três semanas depois, Dean Howell morreu.
De repente, as pessoas começaram a clamar por Deus. Era algo realmente notável. Muitas pessoas estavam orando por avivamento, reconhecendo que o estado espiritual em que estavam não era o que deveria ser.
Enfrentando o Senhorio de Jesus
Um outro líder que sentiu a carga de buscar o avivamento era Joseph Jenkins. Em uma pequena vila de Cardinganshire chamada New Quay, esse pastor estava profundamente preocupado com a falta de unção na sua própria pregação, o que o compeliu a buscar intensamente uma vida mais profunda em Cristo. Ele sentiu cada vez mais o fardo por causa da indiferença entre os cristãos ao seu redor e a apatia dos jovens na sua própria igreja. Exortou-os seriamente a obedecer ao Espírito. Na passagem de ano, de 1903 para 1904, ele organizou uma conferência sobre a vida espiritual, em que testemunhou como o Espírito Santo havia inflamado sua vida como que através de uma chama de fogo.
Depois de um culto de domingo à noite, em fevereiro de 1904, uma adolescente chamada Florrie Evans veio pedir conselho ao pastor. Ela estava profundamente incomodada, com falta de paz interior.
 O pastor lhe fez uma pergunta sábia: “Como você está em relação ao senhorio de Jesus Cristo?”
 “Não estou muito bem”, ela respondeu. “Tenho medo de que, se eu me entregar totalmente, ele me peça algo muito difícil.”
Naquela noite, porém, ela enfrentou seus temores e entregou sua vida inteiramente a Jesus como Senhor. Que coisa maravilhosa poder resolver essa questão tão cedo na vida – ela tinha apenas uns dezesseis anos – e não ter de esperar até a fase adulta, com tantas complicações a mais!
O Que Jesus Significa Para Você?
Uma semana depois, Joseph Jenkins estava numa reunião com os jovens da sua igreja. Era um domingo de manhã. Os jovens, embora não muito dinâmicos, eram moralmente decentes e bem-comportados.
“O que Jesus significa para vocês?”, Jenkins perguntou.
Houve um longo e pesado silêncio. Finalmente, um garoto se manifestou: “Jesus é a Luz do Mundo”, ele disse.
“Não”, respondeu Jenkins, “não é isso que quero. Quero saber o que Jesus significa para vocês.”
Outro silêncio pesado.
Foi aí que Florrie Evans se pôs de pé. “Eu não sei exatamente o que posso dizer esta manhã”, ela disse com voz trêmula e hesitante, “mas eu amo o Senhor Jesus com todo meu coração. Ele morreu por mim.”
Palavras simples, sem nada de muito especial. Muitos de nós poderíamos ficar em pé e dizer as mesmas palavras, com sinceridade, e nada aconteceria. Mas não foi apenas o que ela disse, mas como o disse.
Deus estava preparando combustível espiritual há algum tempo, através de várias vidas. Só estava faltando a faísca, que chegou com essa confissão feita por uma adolescente tímida que tivera uma experiência genuína com Deus uma semana antes e que agora estava obedecendo a um toque interior do Espírito Santo.
Algo foi iniciado ali mesmo, naquela reunião. Houve um silêncio diferente, um senso da presença de Deus. Os jovens sentiram o impacto do toque do Espírito Santo, sentiram que suas vidas não estavam em ordem diante de Deus. Houve a profundidade do verdadeiro arrependimento e, depois, a alegria de conhecer o perdão dos pecados.
À medida que a bênção em New Quay foi divulgada em outros lugares, as portas começaram a se abrir. Levado pelo seu pastor, este grupo de jovens, a maioria entre dezesseis e dezoito anos de idade, conduziu reuniões por todo o sul do país. Oravam pelas pregações e cantavam no final. Convenções e conferências brotaram em todo o País de Gales, enfatizando a santidade de coração e a vida no Espírito.
Transformando Fé Mental em Experiência Viva
Nos outros artigos desta série, queremos descrever um pouco mais como essa faísca se transformou em explosão. Mas é importante observar como Deus iniciou aquele mover, o ambiente em que nasceu. Muitos sabiam a respeito de Deus, eram religiosos, freqüentavam os cultos, mas não conheciam a Deus. Isso lhe parece familiar?
Estamos vivendo dias em que milhares dizem que crêem em Deus, no entanto lhes falta a realidade prática de andar no dia-a-dia com Jesus, de ter um relacionamento vivo com Deus. No avivamento do País de Gales, uma das coisas que mais aconteceu foi o toque de Deus em pessoas que já criam nele, mas que só tinham uma fé mental, cultural. E uma das palavras chaves do avivamento era segurança, certeza. As pessoas descobriam que Deus as amava, que havia feito algo permanente em suas vidas. Algo de que podiam ter certeza.
Deus transforma! Ele ama – não somente o mundo, mas ama a mim! É claro que ele ama o mundo, mas ele também me ama e me transforma. E posso saber que ele me ama. É a passagem da religião à realidade espiritual.
 É possível ouvir pregações fantásticas, pregações profundas e bem elaboradas, pregações que cativam e conquistam os ouvidos, como havia naquela época – e não ter o coração tocado. Por outro lado, não é necessário nem estar numa reunião especial para entregar sua vida totalmente ao controle de Jesus. Florrie Evans, que era uma adolescente comum, fez essa entrega e foi usada como uma pequena faísca para detonar uma grande explosão no seu país e no mundo. Anos mais tarde, foi como missionária para o interior da Índia.

Extraído do site www.reviveourhearts.com, do ministério de Nancy Leigh DeMoss. 



Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 24, n° 4, Julho/Agosto de 2006.

Recebereis Poder - W. C. Moore

“Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas...” (At 1.8). Esse poder do Espírito Santo é para todos os que crêem (Jo 7.37-39; At 2.37-39; At 8.15; At 10.44-45). O mandamento bíblico para aqueles que crêem é “enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).
 Há duas razões pelas quais todo crente deve ser cheio do Espírito Santo:
 1) Para obter vitória sobre o pecado; para ser capacitado a viver uma vida plena (Rm 8.13; Gl 5.16);
 2) Para receber poder para a função específica à qual foi chamado. “A cada um sua obrigação”, disse Jesus (Mc 13.34). “Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve” (1 Co 12.18).
 Nem todos são chamados para o mesmo ministério, evidentemente, mas cada pessoa redimida é chamada pelo Senhor para um ou mais ministérios ou meios de testemunhar. “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente” (1 Co 12.11). 
O evangelista Charles G. Finney – que foi batizado com o Espírito Santo na mesma noite em que se converteu – pregava o Evangelho com o poder do Espírito Santo. Ele tinha o ministério de pregar. Havia, porém, dois homens que trabalhavam junto com ele – Clary e Nash – que não foram agraciados com o dom da palavra, mas que eram poderosos na oração.
 Não devemos aspirar a um ministério semelhante ao de outrem, se Deus não nos chamou a isso. Devemos desejar, com todo nosso coração, ocupar o lugar ao qual Deus nos chamou e ali fazer o trabalho que ele nos designou. Também não devemos desistir até descobrirmos que lugar é esse e qual a nossa tarefa. “Não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor” (Ef 5.17).
  “Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se disser o pé: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? (...) Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?(...) Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós. (...) Contudo, Deus coordenou o corpo (...) para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros. De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam. Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (1 Co 12.14-27).
 O corpo humano é assim comparado à Igreja, que é o Corpo de Cristo (Cl 1.12-18; Ef 1.15-23). O olho tem uma função; o ouvido, outra. Assim é na Igreja: “Porventura são todos apóstolos? Ou todos profetas? São todos mestres? Ou operadores de milagres?” (1 Co 12.29).
 I
rmãos, não fiquemos desanimados se o nosso ministério não é, aos nossos olhos, tão brilhante quanto o do nosso irmão. Ao mesmo tempo, não devemos descansar enquanto não soubermos o plano de Deus para nossa vida e estivermos fazendo a vontade dele, com o poder do Espírito Santo.
  
Quando o seu corpo está forte e saudável, você consegue realizar com eficácia muitas coisas que não conseguiria fazer se estivesse doente. Da mesma forma, quando o Corpo de Cristo, que é a Igreja, está reavivado, cheio do Espírito Santo, ele faz obras poderosas. O corpo humano pode estar vivo, porém tão fraco e abatido que se torna praticamente inútil em termos de realizar as coisas para as quais foi formado. Assim também, o Corpo de Cristo pode estar vivo, mas praticamente sem qualquer influência na sociedade. Ó Deus, envia um poderoso reavivamento do Espírito Santo!
Motivos puros
Devemos almejar, com todas as nossas forças, ser aquilo que Deus deseja que sejamos. Todavia, precisamos examinar nossos motivos. “Vigiai, pois, a todo o tempo, orando”, disse Jesus (Lc 21.36). Querer “ser o primeiro” (Mc 9.35) por pura vaidade, pelo desejo egoísta de sobressair-se entre os irmãos, é errado. A pessoa que age para atingir objetivos pessoais e egoístas pode até pregar muito bem e expulsar demônios e, ainda, no fim, perder a salvação. A Bíblia diz que isso vai ocorrer com muitas pessoas (Mt 7.21-23). “Procuras tu grandezas para ti mesmo? Não as busques” (Jr 45.5).
  
Uma pessoa pode querer ser cheia do poder do Espírito Santo, mas só para impressionar, parecer que é mais santo ou que tenha uma fé mais forte que os demais. Deus ordena que sejamos cheios do Espírito, mas ele quer que nossos motivos sejam corretos. Até o nosso Isaque precisa ser colocado no altar.
Um evangelista, ainda que tenha grande fé ou um ministério cheio de poder, jamais deve desprezar aqueles que vêm depois com o ministério de ensino, que é tão importante quanto o seu, embora menos visível ou espetacular. “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos” (Mt 18.10).  
  
“Fazei tudo para a glória de Deus” (1 Co 10.31). “Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros, e contudo não procurais a glória que vem do Deus único?” (Jo 5.44).
 “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39). Que o empenho que você tem para buscar o aperfeiçoamento do seu próprio ministério seja  também direcionado para fazer tudo ao seu alcance para que seus irmãos e irmãs em Cristo encontrem seus lugares no Corpo de Cristo e ajam segundo a vontade de Deus. “Advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.28).
“Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Porque, assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina, esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta, faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria. (...) Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.3-8,21).
W. C. Moore (1890-1980) foi fundador, junto com sua esposa, Sarah F. Moore (1890-1973), deste periódico em inglês, “The Herald of His Coming”, em 1941.

Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 24, n° 4, Julho/Agosto de 2006.

Como Podemos Trazer a Presença de Deus Para Nosso Meio? - W. C. Moore

A arca da aliança havia sido capturada do exército de Israel pelos filisteus, que a mantiveram em sua posse por alguns meses antes de devolvê-la. Depois disso, durante muitos anos, a arca permaneceu afastada numa pequena vila em Israel (1 Sm 7.1,2).
 Depois que Davi chegou ao trono, ele determinou que a arca, intimamente ligada à presença de Deus no meio do seu povo, voltasse ao seu devido lugar no centro de Israel. Com entusiasmo, dispôs-se a fazer exatamente isso.
 Na sua primeira tentativa de trazer a arca para Jerusalém, Davi seguiu o modelo dos métodos mundanos dos filisteus, que haviam transportado a arca num carro novo (1 Sm 6.7-12). Ele e toda a casa de Israel fracassaram terrivelmente porque não estavam fazendo a obra de Deus à maneira de Deus (2 Sm 6.1-7).
 “...porque então não o buscamos, segundo nos fora ordenado” (1 Cr 15.13), Davi reconheceu. Uzá colocou a mão na arca para estabilizá-la no carro e foi ferido imediatamente – uma advertência para que nunca entristeçamos o Espírito, nunca apaguemos o Espírito, nunca resistamos ao Espírito de Deus (Ef 4.30; 1 Ts 5.19; At 7.51).
 Embora Davi tenha falhado nessa primeira tentativa de trazer a arca para Jerusalém e restaurar a manifesta presença de Deus no meio do seu povo, ele não desanimou. Com coragem renovada, dispôs-se a fazer a obra de Deus à maneira de Deus.
 “Como virá a mim a arca do Senhor?”, ele perguntou (2 Sm 6.9). Desta vez, ao invés de tentar fazer a obra do Senhor com métodos do mundo, ele mandou colocar a arca nos ombros dos levitas, assim como Deus havia ordenado por meio de Moisés (1 Cr 15.15).
 A Presença Manifesta de Deus Hoje
 Não podemos ficar sem a presença manifesta de Deus no nosso meio hoje! Somente uma determinação fixa e resoluta haverá de obter os resultados desejados que terão valor por toda a eternidade. As bênçãos de ontem não satisfarão as grandes necessidades de hoje. O fato de que já TIVEMOS a presença manifesta de Deus em nossas vidas e na nossa igreja não é suficiente. Precisamos ter a presença dele conosco CONTINUAMENTE!
 O evangelista Charles G. Finney, que foi tão poderosamente usado por Deus nos Estados Unidos e na Inglaterra dois séculos atrás, converteu-se numa determinada manhã e recebeu um poderoso batismo no Espírito Santo na mesma noite. Durante muitos anos, Deus abençoou seu ministério e salvou multidões de almas. Porém, houve períodos em que ele sentia que a presença de Deus havia “vazado”, e que o poder do Espírito Santo não acompanhava suas palavras. Nesses casos, ele se dispunha a buscar novamente a unção do Espírito Santo e, então, a presença de Deus voltava com poder.
 Pense no relacionamento de casamento, por exemplo. Ser casado é uma coisa, mas existir constante comunhão e amor entre marido e mulher é outra. A esposa deve sempre ser a noiva, a “paixão” do marido, e o amor deve fluir em todos os momentos. Entretanto, de tempos em tempos, há tempestades no mar do matrimônio, e somente a graça de Deus poderá manter a verdadeira união e a doce comunhão como uma realidade constante.
 Se a esposa foi ofendida ou entristecida por algo que o marido fez ou não fez, isso não significa que ela o tenha deixado, ou que está sendo infiel a ele ou que não se considera mais sua esposa. Contudo, a comunhão certamente precisa ser restaurada para que a brecha não aumente e para que os propósitos de Deus, no caso do lar cristão, não sejam derrotados (ver 1 Pe 3.1-7).
 Da mesma maneira, se nós que já fomos regenerados e batizados com o Espírito Santo e sabemos por experiência o que significa ter o Espírito de Deus em nós, operando através de nós – se nós perdermos essa unção, não significa necessariamente que tenhamos voluntária e completamente deixado o Senhor ou que ele nos tenha abandonado. Ao mesmo tempo, nunca devemos ficar contentes em viver dia após dia sem aquele mesmo mover do Espírito Santo nas nossas vidas que experimentamos anteriormente!
 Devemos estar cheios do Espírito Santo em todo o tempo. É uma ordem da Palavra de Deus (Ef 5.18). Jesus, o Cabeça da Igreja, nosso Mestre e Senhor, nos convida a ir para ele e beber, pois promete que do nosso interior fluirão rios de água viva (Jo 7.37,38).
 Rios de água viva estão fluindo de mim e de você? Não é uma triste verdade que, de tempos em tempos, o que flui de nós são águas de contenda, ira, impaciência, incredulidade, maledicência, desprezo e desdém pelos outros, indiferença, mornidão, fraqueza, engano, egocentrismo, orgulho, cobiça, aspereza, conivência com o mal, indelicadeza, inveja e coisas semelhantes a essas? Não é um fato terrível que há ocasiões em que fluem de nós rios de água envenenada? Que Deus, por amor a Jesus, tenha misericórdia de nós!
 Como Virá a Arca de Deus Para MIM?
 Como poderei ter a manifesta presença de Deus continuamente em minha própria vida? Em minhas orações? No meu testemunho? Na minha própria influência? O rei Davi foi em frente, trouxe a arca e colocou-a no seu devido lugar. Deus não faz acepção de pessoas (At 10.34).
 Quando Finney descobria que estava perdendo a unção do Espírito de Deus em sua vida, ele enfrentava a realidade. Ele não tentava se enganar dizendo: “É uma prova da minha fé”. Ele sabia muito bem o que era ter a unção do Espírito Santo e, também, o que era perder temporariamente essa presença poderosa. Por isso, buscava a Deus intensamente até que o rio de água viva começasse a fluir novamente de sua vida!
 Tudo Para a Glória de Deus (1 Co 10.31)
 Nossas vidas, nossas palavras, nossas ações, nossa influência devem ser totalmente para a glória de Deus! E, para este fim, devemos estar sempre cheios com o Espírito Santo! Será que eu estou, será que você está obedecendo à ordem: “enchei-vos do Espírito”? Nós estamos “andando no Espírito”, conforme a Palavra de Deus nos ordena de forma tão clara e positiva (Ef 5.18; Gl 5.16)? “Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia” (1 Co 10.12).
 Aqueles que já receberam o batismo com o Espírito Santo precisam ser cheios novamente, periodicamente, pois o pecado pode penetrar sorrateiramente até na vida mais santa se não obedecermos ao Senhor e vigiarmos e orarmos a todo tempo (Lc 21.36). Esses são os fatos que vemos ao estudarmos as epístolas e as palavras de Jesus no Apocalipse.
 Veja, por exemplo, a igreja em Éfeso. Eles tinham o ministério do Espírito Santo (At 19.1-6). Destacavam-se entre as igrejas por sua pureza de doutrina, seu trabalho, sua dedicação. Porém, os olhos penetrantes do Filho de Deus encontraram algo errado até nessa igreja zelosa e ortodoxa, e ele precisou dar-lhe uma severa repreensão.
 “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” (Ap 2.4), Jesus lhes disse. O Cabeça da Igreja não passou por cima disso, fazendo uma simples menção da existência de um problema. Ele não os desculpou pela sua condição. Ele não disse: “Bem, vocês realmente passaram por muita coisa por amor a mim. Apenas perseverem e tudo ficará bem”. Não, de modo algum!
 Arrependei-vos!
 Ouça estas palavras penetrantes: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras; e se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas” (Ap 2.5).
 Na epístola aos efésios, observe estas advertências e exortações à igreja em Éfeso: “Rogo-vos, pois... que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados... suportando-vos uns aos outros em amor... deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo... Irai-vos, e não pequeis: não se ponha o sol sobre a vossa ira... Não entristeçais o Espírito de Deus... Longe de vós toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda a malícia. Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou... Andai como filhos da luz... Enchei-vos do Espírito... Tomai toda a armadura de Deus... Orando em todo o tempo” (extraído de Efésios, capítulos 4-6).
 “Prossigo Para o Alvo”
 Que cada um de nós possa despertar a si mesmo (Is 64.7) e, com profunda humildade, sinceridade e inteireza de coração, disposição de enfrentar honestamente os fatos, resoluta determinação “até à morte” e propósito fixo, dizer com o apóstolo Paulo:
 “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13).
 Que o Senhor da glória nos ajude e nos conceda sua presença manifesta nas nossas vidas individuais e no meio da igreja!

 W. C. Moore (1890-1980) foi fundador, junto com sua esposa, Sarah F. Moore (1890-1973), deste periódico em inglês, The Herald of His Coming, em 1941. 




Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 24, n° 3, Maio/Junho de 2006.