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terça-feira, 1 de setembro de 2009

A Europa Hoje - Ksenija Sabo

Quase vinte anos se passaram desde que caiu o muro entre o Leste e o Oeste da Europa. Mas o que a "nova" liberdade trouxe?

Na cidade de Modra, Eslováquia, delegadas de vinte e dois países participaram da Conferência Mulheres na Liderança da Hope for Europe. Ambas as gerações estavam representadas, as mais maduras e as mais jovens. Depois que todos os relatórios foram compartilhados na conferência, como um jogo de quebra cabeça, uma interessante imagem surgiu.

Visão geral
Mesmo com o colapso financeiro atual, os países do Oeste ainda estão em melhor situação econômica do que no Leste Europeu, onde ainda há muitas dificuldades. A "classe média" está desaparecendo, há apenas os ricos e os pobres da classe trabalhadora. No entanto, o Oriente e o Ocidente têm problemas semelhantes.

Por exemplo, o maior número de adolescentes grávidas encontram-se na Inglaterra, e o aborto é legal até o momento do nascimento. Na Alemanha, há um alto índice de mães menores de idade, e na Bielorússia, noventa e oito por cento de todos os abortos são realizados em meninas de quinze aos dezenove anos. O aborto é legal em toda a Europa. As populações estão diminuindo. Muitas pessoas do leste europeu migram para o oste para buscar trabalho. Vinte e cinco por cento (25%) do total da população na Moldávia vive e trabalha no estrangeiro. Na Roménia é o mesmo, mais e mais pessoas se deslocam para fora do país em busca de uma vida melhor.

Alguns países, como Grécia, é o alvo para os refugiados provenientes da Turquia e Albânia. A Holanda é o país mais liberal de todos. Aqui, a eutanásia é legal, como é o uso de narcóticos e legalidade das uniões do mesmo sexo. O casamento entre parceiros do mesmo sexo está sendo feito legalmente em outros países também.

Situações Familiares
A taxa de violência doméstica é mais elevada na Moldávia: Setenta por cento (70%) das famílias têm algum tipo de violência. Em segundo lugar está a República Checa com sessenta por cento (60%). Na Bielo-Rússia, vinte e quatro por cento (24%) das crianças nascem de pais solteiros ou de casais que não são casados.

Tanto no Leste quanto no Oeste Europeu, há uma tendência crescente para que os casais não se casem. Nos países orientais, a Roménia e a Bulgária, em especial, as mulheres são consideradas "menos importantes". Na Grécia, sessenta por cento (60%) das mulheres estão desempregadas, enquanto que com os homens é de apenas seis por cento (6%). Até o segundo ou terceiro casamento termina em divórcio.

Quadro religioso
A República Checa ocupa a primeira posição no mundo para a prevalência do ateísmo. Metade da população na Holanda e Grécia se intitulam ateus. Na Grécia, há ainda uma pequena minoria que acreditam em dúzias de deuses mitológicos. Na França, quarenta e cinco por cento (45%) das pessoas professam ser ateus, na Alemanha, é de quarenta por cento (40%) e na Dinamarca é de dez a quinze por cento(10-15%).

No Leste Europeu a relação não é tão elevada. Após a queda do comunismo, tornou-se moda ser "cristão", mesmo se não houvesse a fé por trás dele. O poder da Igreja Ortodoxa tem crescido na Bielorússia, Ucrânia, Rússia, Roménia, Bulgária, Moldávia e Sérvia. Embora os povos desses países se dizem cristãos, apenas três a quatro por cento (3-4%) frequentam a igreja regularmente. Em outros países, tanto o catolicismo como o protestantismo históricos se tornaram mais fortes. Em toda a Europa, surgem crentes evangélicos na taxa de 0,01% a 3% da população total. Mega-igrejas, no entanto, podem ser encontradas em alguns países, por exemplo, na Holanda há trinta igrejas com mais de mil membros.

Islamismo
O Islã está se espalhando por toda a Europa, os muçulmanos são encontrados em todos os países. As comunidades muçulmanas dos países dos Balcãs (como a Bulgária, Albânia, Sérvia e Bósnia), são descendentes daqueles que foram forçadamente convertidos ao islamismo, no Império Otomano nos séculos passados. Hoje, alguns desses povos tentam encontrar trabalho na Europa Ocidental, no entanto, esses muçulmanos são apenas uma pequena minoria nos grupos de imigrantes. A maioria das pessoas vêm da Turquia, Paquistão, Irã e África do Norte. Em alguns lugares, o número de muçulmanos alcança entre vinte e trinta mil. No entanto, em alguns países, esse número é muito maior. Por exemplo, cerca de cinco milhões de muçulmanos chamam de lar a França. Islã também está se espalhando pelo nascimento e pelo casamento.

Liberdade de Religião
Nos países ocidentais ateus, leis liberais criaram uma sociedade anti-cristã. Como resultado, há uma forte perseguição contra os cristãos. Por exemplo, na Inglaterra, testemunhar a um colega de trabalho fora do horário de trabalho pode fazer com que alguém ser demitido. Um seminário de orientação sobre estilo de vida homossexual, durante um evento da juventude cristã chamado Christival 2008 na Alemanha, causou uma polêmica no Parlamento. Algumas reuniões contava com quinze mil jovens, e foram atacados por grupos militantes do homossexualismo.

Nos países pós-comunistas, no entanto, os cristãos estão desfrutando de um grande despertar e de liberdade. Ministérios entre prisioneiros estão funcionando na Croácia, Moldávia, Eslováquia e Romênia. Bíblias são distribuídas gratuitamente nas ruas da República Checa durante a Páscoa. Ao ar livre, evangelismo público é aceito na Ucrânia e na Moldávia. Na Finlândia, as celebridades podem afirmar a sua fé em programas de televisão e até mesmo evangelizar.

Tráfico de Seres Humanos
Desemprego no Leste faz com que muitas pessoas procurem melhores condições noutros países. No entanto, sair de casa é perigoso para as mulheres e crianças, pois elas podem ser facilmente enganadas por agências de trabalho e enredadas no comércio de escravos, que é a prostituição. Passaportes e dinheiro são confiscados e as vítimas são intimidadas. Essas meninas e mulheres vem, na maior parte, da Romênia, Bulgária, Moldávia e, no até mesmo, do Extremo Oriente, África e América do Sul.

O número exato de vítimas não é conhecido. Seu destino é a Bélgica, França, Holanda e Alemanha. Por informações obtidas da Alemanha, quarenta por cento (40%) dos homens daquele país reivindicam o serviço de prostitutas pela internet ou pelo telefone. O governo defende abertamente a prostituição. Na Rússia, há anúncios para a riqueza e dinheiro fácil no Ocidente, no entanto, é apenas um gacho para escravizar as pessoas.

Ministério Cristão
"Não há nenhuma ação oficial do governo que impedirá o tráfico de seres humanos", disse representante grega na Conferência Mulheres na Liderança da Hope for Europe. Esta citação é verdadeira em cada um dos países. Alguns delegados não puderam obter informações sobre este assunto. Eles só podiam contar com a internet, a sensação é de que os funcionários do governo ocultam o problema muito inteligentemente. Alguns delegados nem sabiam que esse problema existia em seu próprio país.

Os cristãos evangélicos estão tentando lidar com a questão. Eles lutam por meio de organizações como Stop the Traffic in England (Pare o tráfico na Inglaterra), Porta de Vida (Door of Life), ou, A21 na Grécia. Abrigos foram abertos em França e em igrejas de pessoas negras estão trabalhando duro sobre esta questão na Holanda. Para o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março de 2009 igrejas na Suíça organizaram uma marcha de mulheres livres. Na Romênia e na Moldávia a ênfase está na educação da população para que ela não fique atraída por este "comércio". Em países como a Ucrânia, Moldávia, Romênia, muitas crianças crescem nas ruas porque os pais estão trabalhando no estrangeiro. Essas crianças estão sendo cuidadas por organizações cristãs como o Child Rescue (resgate de Crianças).

Pedido de Oração
"Somos o país das tulipas, mas cortadas da Raiz", disse Romkje da Holanda. Mas esta não é apenas verdade para eles. Na verdade, esta frase define toda a Europa, que cortou-se das suas raízes cristãs. Este é o nosso pedido de oração: que novos brotos cresçam na Raiz e a vida volte a ser comemorada na Europa.

Ksenija Sabo é uma respeitável professora. Natural da Sérvia, ensina métodos de ensino indutivo e Bíblia. Participante destacada da Hope for Europe.



Material traduzido. O original está em Lausanne World Pulse (aqui).

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