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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Visitações Divinas – A Grande Esperança do Homem - Richard Owen Roberts

O texto a seguir foi adaptado de uma mensagem ministrada na Conferência “Heart-Cry for Revival” (Clamor do Coração por Avivamento) em abril de 2006, na Carolina do Norte, EUA.

 Dediquei algumas semanas, há algum tempo, investigando o termo “visita” ou “visitação” nas Escrituras. Confesso que fiquei um tanto surpreso e até entristecido ao descobrir que esses termos são mais relacionados na Bíblia com juízo e condenação do que com a idéia de intervenções positivas de Deus, conhecidas por nós como avivamentos.

 Mesmo assim, tratarei aqui de um dos casos bíblicos em que visitação é usada de forma positiva. Nosso texto será a incrível canção que Zacarias, o sacerdote, proferiu, conforme registrado em Lucas 1.67-69. Para pegar o contexto mais completo da sua profecia, é preciso ler todo o capítulo, principalmente sobre o encontro do anjo com Zacarias (Lc 1.5-25) e sobre o nascimento de seu filho, João Batista (Lc 1.57-66).

 A Profecia de Zacarias

 Zacarias, seu pai, cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo:

 Bendito seja o Senhor, Deus de Israel,
porque visitou e redimiu o seu povo,
e nos suscitou plena e poderosa salvação (literalmente: “Ele erigiu um chifre de salvação”; veja também em 1 Sm 2.10; 2 Sm 22.3; Sl 18.2; 132.17; Ez 29.21; em todos esses textos, existe o mesmo termo “chifre” no original, e não “força” ou “poder” como nas versões em português)
na casa de Davi, seu servo,
como prometera, desde a antiguidade,
por boca dos seus santos profetas,
para nos libertar dos nossos inimigos
e da mão de todos os que nos odeiam (Sl 106.10);
para usar de misericórdia com os nossos pais
e lembrar-se da sua santa aliança
e do juramento que fez ao nosso pai Abraão,
de conceder-nos que, livres da mão de inimigos,
o adorássemos sem temor,
em santidade e justiça perante ele,
todos os nossos dias.

 Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,
porque precederás o Senhor,
preparando-lhe os caminhos (Ml 3.1),
para dar ao seu povo conhecimento da salvação,
no redimi-lo dos seus pecados,
graças à entranhável misericórdia de nosso Deus,
pela qual nos visitará o sol nascente das alturas,
para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte (Is 9.2),
e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.”

 Esta linda canção, que Zacarias compôs e depois cantou ou salmodiou, tem duas estrofes. De fato, há somente duas longas sentenças, cada uma formando uma estrofe. Na primeira sentença ou estrofe, Zacarias se rejubila em render louvores ao Deus que visita os homens, trazendo-lhes o “chifre de salvação” (tradução literal do original grego em Lc 1.69). Na segunda estrofe, que começa no versículo 78, Zacarias tem a alegria e o privilégio de expressar gratidão pela missão que o seu próprio filho foi chamado a cumprir. Essa missão gira em torno da visitação que é descrita nestas belíssimas palavras: “nos visitará o sol nascente das alturas.”

1. A Estrofe do Chifre de Salvação

 No versículo 68, Zacarias fala estas palavras: “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo”. Vamos nos recordar da ocasião dessa canção. Foi a circuncisão de João Batista – oito dias depois do seu nascimento. Ele está afirmando claramente que a visita de Deus já havia começado. Porém, não houvera ainda o nascimento de Cristo; tampouco qualquer pregação ou ensino; a cruz, o sepulcro e a ressurreição ainda estavam por vir. A única coisa que havia acontecido antes daquela ocasião era a concepção sobrenatural no ventre da virgem – no entanto, a salvação é tratada como fato consumado pelo fato de Deus já ter colocado em movimento os eventos fantásticos que culminariam em salvação para todas as nações.

 Há muitos anos, ouvi alguém explicar por que nosso Senhor, ao tratar com as pessoas, freqüentemente mudava os seus nomes. “Cristo não as via como eram”, ele esclareceu, “mas como viriam a ser, sob o seu poder e influência.” Zacarias estava fazendo algo semelhante. Sabendo que, de fato, a virgem já havia concebido, ele pôde proclamar a salvação como se fosse um fato completa e maravilhosamente consumado.

 No versículo 69, lemos que “Deus nos erigiu um chifre de salvação na casa de Davi, seu servo” (tradução literal do original). No meu entender, a melhor maneira para visualizar isso é através do chifre de um rinoceronte. Há muitos animais com chifres, mas poucos que tenham um único chifre. Nessa passagem, o chifre está claramente no singular. Pense agora nisto: nosso Senhor Jesus Cristo é o Chifre da salvação – e não existe nada que possa prevalecer contra ele! Ele é capaz de arrancar e destruir todo o mal. Ele é o único que está no ataque. Ele é o único que consegue lidar com o nosso arquiinimigo. É o único que tem a vitória garantida. É o único que não pode ser derrotado em qualquer circunstância. Deus nos erigiu um Chifre de salvação!

 Talvez você não fosse daquela época, mas nos primeiros dias do meu ministério, a igreja era muito mais vitoriosa do que esta que temos hoje. Fico então a perguntar: Será que o nosso Salvador perdeu o seu poder? O Chifre de salvação foi quebrado? O inimigo se tornou mais forte? Não! Deus erigiu um Chifre de salvação, e aquele chifre está tão afiado quanto sempre foi! Aquele que está segurando o chifre hoje é tão capaz de realizar a verdadeira salvação prometida quanto o foi em qualquer época de toda a história da humanidade. Bendito seja o Deus de Israel!

 Portanto, o Messias já foi concebido. A redenção está a caminho. E, quando Zacarias se refere aqui à redenção, ele está falando do preço que foi pago. Nós fomos libertados. Satanás não nos tem mais sob o seu controle. Não estamos mais presos à sua coleira. Ele não está dando as ordens. Ele não está no comando.

 Deus Não se Esquece

 Observe que nesta passagem aparece a palavra “lembrar-se”. O versículo 72 diz: “... para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança”. Há certas ocasiões quando quase parece que o Senhor se esqueceu dos seus compromissos. Mas, apesar dos 400 anos de silêncio que precederam o nascimento deste filho de Zacarias, o Senhor não havia se esquecido.

 Eu também, tendo recebido um encargo por avivamento desde a idade de doze anos, preciso encarar o fato, de tempos em tempos, de que Deus pode decidir não trazer uma nova visitação durante o tempo da minha vida. Isso, contudo, oferece-me alguma razão para afrouxar? Será que isso me dá motivo para relaxar e me esquecer do meu chamado? Eu vivo na esperança de que ele nos visitará ainda nesta semana. Porém, se ainda tivermos que esperar um bom tempo até que ele venha para o nosso meio como o Chifre de salvação e como o Sol nascente das alturas, devemos continuar perseverando fielmente. Sempre digo para os jovens que um encargo do Senhor é um encargo para toda a vida. Não o ponham de lado só porque não houve resposta ou resultado imediato.

 Freqüentemente as pessoas me dizem: “Irmão Roberts, há quanto tempo você vem pregando a respeito desse assunto? Você não se sente desencorajado?” Que razão tenho eu para me sentir desencorajado? Eu não fui chamado para trazer o avivamento. Fui chamado para instar com o povo de Deus para que se arrependa e volte para ele. E, embora isso não tenha acontecido por atacado, dou graças a Deus pelas pessoas individuais que têm, de fato, ouvido e correspondido. Agora estou instando com você. Depois de colocar a sua cara nesta grande obra de rogar a Deus por sua visitação e de conclamar o povo de Deus para se preparar para a volta de Jesus, não deixe de lado esse encargo, aconteça o que acontecer!

 O Juramento a Abraão Ainda Não se Cumpriu

 Olhe outra vez para o versículo 70: “Como prometera... por boca dos seus santos profetas, para nos libertar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam; para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança...” (vv. 70-72). Essa vinda do Chifre da salvação, a visitação do Sol nascente das alturas tem a ver com uma aliança, a aliança que não pode ser quebrada: “... do juramento que fez ao nosso pai Abraão, de conceder-nos que, livres da mão de inimigos, o adorássemos sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias” (vv. 73-75).

 Essa profecia foi cumprida, por enquanto, apenas parcialmente. Israel ainda não se tornou, em toda a plenitude, a bênção prometida para as nações. Talvez você ainda não ponderou bem esse assunto, mas quero lembrá-lo que a Escritura nos diz claramente que chegará o dia em que a Igreja dos gentios provocará ciúmes em Israel. Não perca isso de vista. Você nunca encontrará na história passada uma ocasião em que essa palavra tenha se cumprido.

 Na verdade, de modo geral, a Igreja dos gentios tem causado danos a Israel. Muitos judeus hoje não conseguem acreditar em Cristo porque não conseguem acreditar naqueles que professam amá-lo. Nas nossas circunstâncias atuais, não há nenhuma possibilidade lógica de esperar que qualquer judeu convicto seja provocado a ciúmes pela conduta da Igreja dos gentios. Só posso conceber um meio que Deus poderia usar para se manter fiel a essa aliança: avivar a nós, os gentios, ao redor de todo o mundo!

 Que coisa maravilhosa imaginar a chegada daquele dia quando a Igreja que nós amamos e servimos provocará em Israel tamanho ciúme que eles dirão: “Isto não está certo. Antes de ser Messias para os outros povos, ele o é para nós. Não vamos deixar que os gentios tomem toda a bênção para si mesmos. Nós vamos participar dela também. Ela nos pertence, e vamos tomar posse dela!”

 A igreja vai ter de mudar. Se não houvesse qualquer outra razão para sentir um encargo para buscar o avivamento, essa já seria suficiente para nos inflamar. Por que não suplicar a Deus por um avivamento que remodelasse a Igreja de Jesus Cristo de tal forma que fizesse os judeus reivindicarem a bênção para eles também? Que os levasse a participarem dessa bênção numa medida nunca antes vista na história? A aliança de Deus será mantida. Disso ninguém pode duvidar. A promessa de Deus é muito clara: através de Abraão e sua semente, todo o mundo será abençoado. Pela graça de Deus, isso vai acontecer. Que maravilha seria se nós tivéssemos o privilégio de fazer parte desse acontecimento incrível!

 2. A Estrofe do Sol Nascente das Alturas

 Voltamos agora à canção no versículo 76, na segunda estrofe, que expressa a alegria de Zacarias ao entender que a missão do seu filho seria preparar o caminho para que o Sol nascente das alturas visitasse os homens.

 Você já meditou sobre esta frase: “... nos visitará o sol nascente das alturas”? Claramente o Chifre da salvação tem a ver com o inimigo, pois serve para derrotá-lo, colocá-lo para correr e garantir vitória para aqueles que são servos do Cristo vivo. Por outro lado, estamos vivendo indiscutivelmente numa época muito escura e precisamos da luz divina. Quando o Sol nascente das alturas nos visita, todas as coisas vão assumir uma aparência bem diferente. Coisas que parecem aceitáveis agora ficarão determinantemente inaceitáveis. Conduta que parecia perfeitamente inocente num piscar de olhos será vista em toda a sua maldade. Oh, que Deus nos dê esse dia quando seremos visitados pelo Chifre da salvação e o Sol nascente das alturas!

 Quando Deus Visita

 Quero falar de sete coisas que são indiscutivelmente afetadas quando Deus visita o homem. O Chifre da salvação e o Sol nascente das alturas certamente tocarão estas sete áreas que estão precisando desesperadamente de intervenção nas nossas vidas e na nossa sociedade.

 1) Uma Mudança de Foco. A primeira coisa que acontece numa visitação divina é uma mudança instantânea de foco nas pessoas e no ambiente geral. As coisas estão fora de foco hoje em dia, não somente na Igreja como um todo, mas até em algumas das pessoas que estão lendo este artigo. Ficamos confusos sobre quais as verdadeiras questões que devem ser confrontadas. Tenho falado, com freqüência, sobre como distinguir entre o que é simplesmente um fruto e o que é a sua raiz. Ficamos, muitas vezes, todo agitados, discutindo sobre uma questão que é secundária, enquanto deixamos escapar a verdadeira raiz. Quando o Sol nascente das alturas traz a luz da verdade para brilhar sobre a nossa situação, as coisas entram bem rápido no foco certo.

 É como acontecia com os fariseus. Eles tinham tudo fora do foco. Preocupavam-se com o material, com personalidades, com assuntos sem conseqüência. Parece que não conseguiam dar importância às coisas que eram essenciais do ponto de vista de Deus. A Igreja está investindo incontáveis horas de energia e incalculáveis recursos financeiros em coisas que simplesmente não têm importância da perspectiva divina.

 Oh, que tivéssemos uma visitação do alto que fizesse com que todas as coisas entrassem no foco certo! Todos nós precisamos questionar a nós mesmos, na integridade dos nossos próprios corações: Será que eu estou com o foco certo? As coisas que estão no coração de Deus são as que afetam o meu? As mensagens que eu prego são a verdadeira Palavra de Deus? Quando falo, estou transmitindo o que veio do coração de Deus através do meu para alcançar o coração dos ouvintes, ou estou simplesmente comentando assuntos do interesse comum dos corações humanos?

 Numa série de reuniões, recentemente, senti uma direção muito clara de falar sobre o homem que Deus escolhe. Senti um encargo muito grande para estudar o livro de Malaquias e dediquei longas horas para meditar cuidadosamente e orar sobre aquele livro. O que mais me impactou foi a questão do encargo do Senhor na vida de Malaquias quando este transmitia a palavra de Deus. Agora eu pergunto: Você sente o encargo do Senhor, suas palavras são conseqüência do impacto do coração de Deus sobre o seu, ou o seu encargo é falar a respeito do seu próprio encargo?

 Com certeza, qualquer um de nós está sujeito a errar o alvo e perder o verdadeiro encargo de Deus, mas ah, como devemos ser persistentes no nosso estudo das Escrituras para podermos nos aproximar mais do coração de Deus, de tal modo que aquilo que pesa no coração dele seja o que pesa sobre o nosso e cause um forte impacto na igreja!

 2. Santidade. A segunda área que sempre é tremendamente afetada por uma visitação divina é a da santidade. Como é que conseguimos separar a santidade de vida da justiça imputada que recebemos pela fé na salvação? Como é que alguém pode ter a justiça de Cristo creditada na sua conta e continuar vivendo sem qualquer preocupação com a santidade em sua vida? Como é que o nominalismo passou agora a ser chamado de Cristianismo, e o verdadeiro Cristianismo, que é santidade ao Senhor, passou a ser encarado como fanatismo? Oh, que venha uma visitação divina que ponha a questão da santidade no foco certo nas nossas vidas, de tal modo que acreditemos de verdade nas palavras: “Sede santos, porque eu sou santo” (Lv 11.44)!

 Quero rogar a você, leitor, que leve a sério essa questão da santidade. Quando Deus vem em uma dessas visitações, tão necessárias e, também, tão maravilhosas, a santidade imediatamente vem à tona. Não é maravilhoso até mesmo relembrar os encontros de homens com o Deus santo, nas Escrituras, quando clamavam: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros e de coração impuro! Afaste-se de mim! Não sou digno!”? Oh, que venha este dia quando o Chifre da salvação arrancará dos nossos corações o amor pelo pecado, e quando o Sol nascente das alturas de tal modo brilhará sobre nós que até a menor manchinha de pecado dentro de nós será exposta à luz, levando-nos ao arrependimento mais profundo e urgente que há muito tem faltado dentro da igreja! Que assim, finalmente, a graça de Deus seja plenamente manifesta entre nós!

 3) Tolerância com o pecado. A tolerância com o pecado está obviamente ligada à santidade, mas quero tratá-la aqui como um assunto separado. Tolerância com o pecado é uma área muito afetada quando há uma visitação divina. Todo o Salmo 51 é uma confissão e uma oração de Davi, mas vejamos em especial as palavras do versículo 4: “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos”. Tornamo-nos tolerantes em relação ao pecado porque deixamos de manter constantemente diante de nós a convicção de que é contra Deus que pecamos.

 Alguém poderia até argumentar com Davi e dizer: “Davi, como é que você pode dizer ‘pequei contra Deus e somente contra Deus’, quando, na verdade, você pecou contra Bate-Seba, contra a sua própria família, contra o marido dela, ao ordenar a sua morte, contra a nação sobre a qual Deus o colocou para reinar e contra o seu próprio corpo, já que cometeu um pecado sexual? Como você pode dizer: ‘Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos’?”

 Ele disse isso porque entendeu uma coisa facilmente esquecida por nós: o grande mal de todo o pecado consiste no fato de ser praticado contra Deus. Quando Deus parece estar bem longe, quando já faz muito tempo que não nos visita, é muito fácil, na nossa displicência, esquecer que todo pecado é contra ele. Mas quando ele nos visita, torna-se extremamente claro que o grande mal de todos os nossos pecados consiste, isto sim, no fato de serem praticados contra Deus.

 Alguma vez, você já parou para pensar sobre essa afirmação e para relacionar as razões por que o seu pecado é contra Deus? Seria um exercício muito proveitoso. Deixe-me ajudá-lo com um ou dois pontos iniciais.

 Em primeiro lugar, todo pecado é contra a soberania de Deus. Ele é quem governa, não você. Todos os direitos são dele, não seus. Ele é quem estabeleceu os mandamentos. Ele é quem estabeleceu qual conduta é aceitável e qual é inaceitável. Quando você peca, é como se você levantasse o seu punho no rosto de Deus e dissesse: “Eu faço o que quero. Na parte que me toca, tu não és o Deus soberano”.

 Um outro ponto é que todo pecado é contra a criação de Deus. Na passagem de Romanos 8.19-22, Paulo deixa muito claro que o pecado de Adão afetou toda a criação, de tal modo que a criação inteira geme até agora como se estivesse em dores de parto – aguardando o quê? É muito sério entender que o pecado de Adão fez com que todo o propósito criativo de Deus entrasse num compasso de espera. Ah, se pudéssemos nos unir com as árvores, e as rochas, e os rios, e as montanhas num profundo clamor pela restauração da justiça, a fim de que a criação voltasse ao caminho original, e todas as coisas em todo o universo louvassem ao Senhor!

 Todo pecado é contra Deus. Guarde isso no coração e deixe que o comova. Uma visitação da parte de Deus sempre afeta profundamente a nossa tolerância do pecado.

 4) Arrependimento. Em quarto lugar, é absolutamente garantido que uma visitação divina afetará a nossa visão do arrependimento. Vivemos numa época quando multidões de pessoas nem mesmo sabem usar a palavra arrependimento. Mas, quando Deus se aproxima, o arrependimento se torna uma questão muito urgente. Você não consegue apresentar uma desculpa qualquer e o colocar de lado. É algo que você sabe que precisa fazer e com urgência, pois do contrário estará em dificuldades eternas, sem escapatória. Tenho pregado centenas de vezes sobre arrependimento sem nenhum impacto visível sobre o nosso contexto geral. Mas, um dia, o Sol nascente das alturas nos visitará, e toda a Igreja de Deus se apressará a se arrepender. Oh, que isso aconteça logo!

 5) Liderança do Espírito Santo. Essas visitações divinas causam um grande impacto sobre o nosso interesse e alegria na liderança do Espírito Santo e na nossa abertura e submissão a ela. Oh, que venha o dia em que as palavras de João Batista sejam uma realidade para nós: “Eu os batizo com água para arrependimento, mas depois de mim vem alguém... ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11, NVI)! O batismo com fogo é um batismo de pureza e paixão.

 Paixão! Você a tem? Oh, que o Sol nascente das alturas nos visite, e que cada pessoa possa conhecer poder, pureza e paixão, à medida que o Espírito Santo faz o seu grande trabalho em cada um de nós!

 6. Amor Apaixonado. Visitações divinas sempre nos levam ao primeiro amor. Uma jovem uma vez me perguntou: “Sr.Roberts, por que é que quando um avivamento chega a uma igreja, a única coisa que a igreja quer fazer é orar?” Eu lhe respondi: “Você já se apaixonou por alguém?” Ela se voltou, corada, e, levantando seu dedo, mostrou-me uma aliança de noivado. “Ah, então”, eu lhe disse, “você respondeu a sua própria pergunta. Você sabe o que acontece quando está apaixonada. Você quer passar todo o tempo que puder com a pessoa que ama.” Nenhum sacrifício é grande demais. Quando acontece uma dessas preciosas visitas do alto, existe amor, um banho de amor – amor por Deus, amor uns pelos outros e amor por um mundo perdido.

 7. Devoção no Serviço. Quando o Sol nascente das alturas nos visita, há uma devoção no serviço, não para as obras mortas que são parte integrante da vida da igreja hoje, mas no serviço que é ungido pelo Espírito Santo e usado poderosamente por ele. Há uma passagem muito profunda em Hebreus 6 a respeito do arrependimento de obras mortas. Está na lista dos fundamentos da doutrina. A igreja moderna está sobrecarregada de obras mortas.

 Oh, que uma visitação do alto dê vida a tudo o que estamos fazendo! Se você estudar a história dessas poderosas visitações de Deus no passado, descobrirá que quase toda reforma e mudança importante na nossa sociedade veio como resultado de uma visitação divina, quando homens e mulheres puderam ver as coisas com o mesmo foco de Deus.

 Exatamente agora precisamos de uma visita do Chifre da salvação e do Sol nascente das alturas. Sabemos que precisamos dela. Mas será que sabemos que precisamos dela tão intensamente que nada mais realmente tem importância e que tudo o que é irrelevante e inconseqüente deveria ser posto de lado? Oh, que possamos atingir aquele ponto no qual não conseguimos mais viver sem a presença real do Chifre da salvação e do Sol nascente das alturas!

 Oração

 Acreditamos honestamente, Pai, que além da nossa necessidade desesperada, além dos nossos santos anseios, o maior incentivo que poderíamos apresentar diante de ti, para pedir uma visitação divina, é a glória que te pertence e que te será entregue quando estiveres em nosso meio. Permite, ó Deus, que vivamos para ver, para experimentar e para caminhar no meio da tua Presença na Igreja – que é a glória do Rei Jesus. Amém.


 Richard Owen Roberts é autor, conferencista e estudioso de longa data de avivamentos espirituais. Este artigo foi adaptado de uma mensagem na conferência “Heart-Cry For Revival” (Clamor do Coração por Avivamento) em abril de 2006, na Carolina do Norte, EUA.

Fonte: Arauto Ano 25 nº 2 - Março/Abril 2007

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