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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Perdendo o Dia da Visitação - Richard Owen Roberts

O texto a seguir foi adaptado de uma mensagem ministrada na Conferência “Heart-Cry for Revival” (Clamor do Coração por Avivamento) em abril de 2006, na Carolina do Norte, EUA. É a quarta numa série de mensagens sobre o assunto de visitações divinas.



 Temos tratado do importante assunto de estarmos preparados para as visitações divinas. Os profetas do Velho Testamento e João Batista, antes da vinda de Cristo, nos oferecem uma compreensão a respeito do que fazer para se preparar para os tremendos momentos da história quando Deus visita o seu povo.



 Nós não podemos programar ou determinar uma visita do Deus Todo-poderoso. Entretanto, é possível estar vivo e presente quando Deus vem e deixar fugir totalmente a oportunidade. É uma tragédia quando Deus visita o seu povo e só alguns o reconhecem ou aceitam! Você não precisa conhecer bem a história da igreja para saber que, no passado, muitos perdiam o dia da visitação do Senhor quando chegava.



 Há uma passagem de cortar o coração exatamente sobre esse tipo de situação em Lucas 19.41-44:



 E quando chegou perto e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! Mas agora isso está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados, e te derribarão, a ti e aos teus filhos... e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo da tua visitação.



 Talvez você não se sinta tocado por essas palavras, porque foram dirigidas a um grupo de pessoas conhecidas como fariseus, escribas e principais dos sacerdotes. Todos sabemos que eles rejeitaram Jesus. Geralmente, pensamos que nada têm a ver conosco! Entretanto, devemos lembrar que formavam um grupo significativo de pessoas que tinham uma porção de convicções e preocupações religiosas, pessoas que pensavam honestamente que estavam em dia com Deus e prontas para qualquer coisa que Deus lhes mandasse. A despeito de tudo isso, elas perderam a maior e mais importante visitação de Deus em toda a história!



 Não seria tolo supor que nós somos tão diferentes deles a ponto de não estarmos em perigo algum de perder a nossa hora de visitação? E como seria trágico se você recebesse a visitação mas outros que você ama e por quem é responsável perdessem a vinda do Senhor, num avivamento, ou numa ocasião especial em que Deus viesse para o seu povo!



 A fim de entender o contexto da passagem acima, vá até o começo de Lucas 19 e veja as outras coisas que aconteceram antes e depois daquelas palavras de Jesus. Primeiro, vemos a história de Zaqueu (vv.1-10). No meio do encontro entre ele e Jesus, no versículo 7, vemos o protesto de certos líderes pelo fato de que Cristo estava se associando com alguém tão abominável como Zaqueu e os outros coletores de impostos – tidos como os piores pecadores. Segue-se a parábola do nobre e do seu dinheiro (vv. 11-27), que é muito relevante porque é uma de várias que Jesus dirigiu exatamente a essas pessoas que estavam perdendo a sua divina visita. Nos versículos 28 a 40, no meio da entrada triunfal em Jerusalém, temos outra vez a reação de escárnio e reprovação dos mesmos líderes religiosos.



 Nos versículos 45 e 46, logo depois da passagem que citamos acima, temos a segunda purificação do templo. Quanto proveito trouxe? Parece que não teve um impacto maior do que a primeira. No início do seu ministério, Jesus expulsou os comerciantes do templo e saíram por uma porta, mas voltaram correndo pela outra. Não é trágico quando Deus, na sua inacreditável misericórdia, nos traz algum tipo de justo julgamento, como nessa ocasião da purificação do templo, e há multidões que não vêem significado algum nisso, não são transformadas e insistem em permanecer no seu erro? Agora, Jesus tornou a expulsar os comerciantes do templo, e, mesmo assim, as pessoas continuaram não dando ouvidos.



 No fim do capítulo, nos versículos 47 e 48, lemos a respeito da determinação dos líderes religiosos de matar este homem que lhes trouxera a maior de todas as bênçãos – a própria pessoa de Deus no meio deles – mas que não quiseram receber.



 Julgamento Pronunciado



 Examinemos as afirmações feitas no nosso texto, Lucas 19.41-44. No verso 41, nosso Senhor aproxima-se da cidade e chora sobre ela. O que você acha que aconteceria se ele chegasse perto da sua cidade? Haveria alguma outra coisa a fazer – a não ser chorar sobre ela? E se ele chegasse perto da sua igreja? Não teria também que chorar lágrimas amargas? Por qual motivo? A resposta está no verso 42: “Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! Mas agora isso está encoberto aos teus olhos.”



 Aqui está realmente o ponto central do perigo: que Deus venha esconder ou encobrir dos nossos olhos a sua visitação. Por que Deus faria tal coisa? Precisamos entender, senão podemos repetir a mesma história. Veja as conseqüências trágicas: “Porque dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados.” Isso ocorreu literalmente no ano 70 A.D. Jerusalém foi rodeada por inimigos, cercada por todos os lados. A cidade foi arrasada, o povo massacrado, e até aquelas mães com crianças pequenas e aquelas que estavam grávidas foram todas tragicamente mortas! Não sobrou pedra sobre pedra, de acordo com Jesus, porque eles não reconheceram o seu dia de visitação.



 Você já deve saber alguma coisa sobre a diferença entre julgamento redentor (visando arrependimento e restauração) e julgamento final. Neste texto de Lucas 19, está muito claro que o julgamento a que se refere é um julgamento final, pois não há mais esperança, não há mais qualquer possibilidade para arrependimento.



 Tiveram sua oportunidade e recusaram a se curvar, e, por isso, o que temos nessa passagem não é uma chamada ao arrependimento mas um anúncio de juízo final. Deus ainda não pronunciou esse tipo de juízo final para os nossos países ou a nossa geração. Ainda podemos esperar que Deus, em sua imensa e inconcebível graça, venha nos visitar em misericórdia. Contudo, eu peço a você, meu leitor: não perca, não desperdice o dia da sua visitação, quando ele chegar! Nós não sabemos quanto tempo ainda temos antes da chegada de um outro tipo de visitação, o dia do juízo.



 Por Que Perderam a Visitação Deles?



 Precisamos voltar um pouco, agora, e tentar descobrir como aqueles líderes religiosos chegaram a esse ponto de perder a visitação divina. Você se lembra que no tempo do nascimento de Jesus, quando os magos do oriente vieram e perguntaram a Herodes acerca do lugar do seu nascimento, esse mesmo grupo de sacerdotes e escribas foi chamado à sua presença para descobrir a resposta (Mt 2.1-6). Pode muito bem ser que o ciúme e as maquinações contra Jesus tenham começado exatamente nesse ponto.



 Para João Batista o problema era óbvio. Ouçam estas palavras de Mateus 3.7-8: “Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura?”. Há uma nota muito importante em Lucas 7.30: “Mas os fariseus e os intérpretes da lei rejeitaram, quanto a si mesmos, o desígnio de Deus, não tendo sido batizados por ele [João Batista]”. Como se pode ver, eles começaram a perder a sua visitação antes mesmo de Jesus entrar em cena pessoalmente.



 Você já considerou a relação do Sermão do Monte com aqueles escribas, fariseus e saduceus, hipócritas? Na maioria das suas instruções e ensinos aos discípulos, Jesus lhes mostrava a diferença entre a verdadeira retidão e a retidão que viam nos seus líderes (Mt 5.20). Numa série de comparações, todas tratando com o ponto de vista e os conceitos desses fariseus e saduceus, Jesus repete: “Ouvistes que foi dito... eu, porém, vos digo...” (Mt 5.21-48).



 Em Mateus 6, há uma outra série de afirmações em que o ponto central é: “Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles...” (NVI). Essa é uma afirmação sumária que descreve os corações daqueles homens. Eles praticavam a sua justiça (doação de esmolas, oração, perdão, jejum) para serem vistos pelos homens.



 Existe um perigo de que você tenha praticado atos piedosos diante dos homens para ser visto por eles? Ouso pensar que se os registros fossem abertos, seria revelado que grande parte do que fazemos é para sermos vistos pelos homens. Veja como quase todo o Sermão da Montanha tinha uma aplicação imediata para esses indivíduos que não estavam preparados para o seu dia de visitação.



 Em Mateus 11.25, Jesus louvou o seu Pai por ter escondido essas coisas dos sábios e inteligentes e as ter revelado aos pequeninos. Quem eram os sábios e inteligentes? Você tem alguma dúvida? Mas voltemos o holofote para nós mesmos outra vez. Talvez, de alguma maneira, você tenha se enganado pelo seu próprio brilhantismo. Talvez tenha posto mais confiança nos seus conhecimentos e habilidades do que merecem. Quantas vezes aqueles que não significam nada aos olhos do mundo são os que compreendem primeiro as coisas pertinentes à visitação divina!



 Como Eram os Fariseus?



 No evangelho de Mateus, há um capítulo inteiro dedicado a essas pessoas. Logo no começo, Jesus sintetiza a posição delas da seguinte forma: “Na cadeira de Moisés se assentaram os escribas e os fariseus...” (Mt. 23.2). Foram eles que tomaram aquela posição para si mesmos.



 E o lugar que você ocupa – foi você que lutou, cobiçou e se esforçou para alcançá-lo? Sei de muitas pessoas que conseguiram subir à proeminência – porém, ao longo de toda sua trajetória, quantos foram derrubados para que pudessem chegar lá! E não são apenas alguns poucos inescrupulosos que têm a capacidade de agir assim. Há muita gente que se assenta na cadeira de Moisés. Leve isso em consideração com muita oração. Certamente merece.



 Depois, continua no versículo 3: “Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam” (NVI).



 Não devo examinar o meu coração com toda a sinceridade, para ver se existem coisas que estou pedindo que outros façam, mas que eu mesmo não faço? Não existe aí um grande perigo para cada pregador e cada professor, de que passem instruções e ordens à sua congregação ou classe que eles mesmos não têm interesse algum em praticar? Você faz tudo o que ensina os outros a fazerem?



 No versículo 4, nosso Senhor diz: “Atam fardos pesados e os põem sobre os ombros dos homens, entretanto eles mesmos nem com o dedo querem movê-los”. Será que nós também estamos empilhando cargas sobre as pessoas que elas não agüentam mais carregar? Enquanto isso, estamos tão desligados de Deus e do seu propósito que não dispomos um só dedo para ajudar.



 Mas nosso Senhor não pára aí. Note o que diz a seguir: “...tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens....” (v.5, NVI). Das minhas ações, da minha imagem – quanto é resultado do meu desejo de ser notado pelos outros? Muitos à nossa volta vivem mais para os louvores dos homens do que para os louvores de Deus. Não creio que haja alguém que seja automaticamente imune a tal conduta. É muito fácil cair nisso.



 Esses dias, perguntei a um irmão: “O que é que Deus teve que fazer para endurecer o coração de Faraó?” E a resposta foi: “Nada, absolutamente nada”. É somente a graça de Deus operando em nós que mantém os nossos corações sensíveis e quebrantados. Basta que nos desliguemos por pouco tempo do nosso Salvador e o coração começa a endurecer; logo esses atos abomináveis começam a manifestar-se, tais como participar de ações piedosas a fim de sermos vistos pelos homens.



 Observe agora o versículo 6: “Eles gostam do lugar de honra nos banquetes...” Não concebiam a idéia de ocuparem um lugar mais escondido. Amavam “os assentos mais importantes nas sinagogas”, as “saudações nas praças” e a honra de “serem chamados mestres” pelos homens. Qual desses exemplos acerta mais o seu ponto vulnerável? Em qualquer nível em que nos alinharmos com esses escribas e fariseus, hipócritas, estamos em grande perigo de perdermos, como eles, o nosso tempo de visitação.



 Logo em seguida, Jesus se voltou diretamente para seus discípulos (nós): “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos” (Mt 23.8-12). Sempre fico chocado quando alguém vem e se apresenta, dizendo: “Sou o Reverendo Fulano”. Você não percebe como é ridículo você mesmo se chamar de Reverendo? Você pode imaginar um juiz se apresentando assim: “Eu sou o Meritíssimo Silva”? São títulos, palavras descritivas que nos são conferidas por outras pessoas. Você pode apresentar alguém e explicar que é um doutor ou advogado. Porém, aplicar o título a si mesmo é exaltação própria.



 Esses fariseus adoravam os seus títulos. E você? Eu não estou falando contra o uso legítimo de termos legítimos, mas o ego pode estar envolvido quando você não consegue ser simplesmente você, quando exige algo mais. Aqueles homens de quem Jesus falava amavam títulos, e o Senhor está advertindo, com muita severidade, para que não sejamos apanhados nessa mesma armadilha traiçoeira. Um é o seu Mestre, todos os outros são seus irmãos. Pode ser que tenhamos de nos arrepender seriamente nesta área. É com o coração por trás do uso de títulos que Deus quer tratar, com essa necessidade de aclamação e afirmação.



 Os “Ais” Contra os Fariseus



 A partir do versículo 13, Jesus pronunciou vários “ais” contra os fariseus. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando.” Assim como naquela época, há homens no ministério hoje que estão barrando a entrada para o reino de Deus. Fazem isso em parte por pregar uma coisa e viver outra. Nenhum hipócrita jamais conseguiu ajudar outrem a encontrar o Senhor. Em parte, também, o fazem através de falsas doutrinas ou, então, por legalismo. Há muitas maneiras em que isso pode acontecer, mas cada um de nós deve cuidadosamente indagar diante do Senhor: estou eu, de alguma maneira, fechando o reino de Deus e impedindo outros de entrarem?



 “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!” (Mt 23.15). Nós estamos vivendo numa época de imoralidade epidêmica entre o clero. Algumas das pessoas mais operosas no ministério viajam pelo mundo e cruzam os mares, fazendo milhares de convertidos, porém tornando-os piores do que eles mesmos, porque a sua conduta pessoal contradiz inteiramente seu testemunho e ministério.



 Não há uma única pessoa no ministério que não tenha a capacidade de causar danos incríveis àqueles que tanto desejam ajudar. Através dos anos, ainda que os números não sejam muito impressionantes, algumas pessoas foram ajudadas pela graça de Deus na minha vida. Quase que diariamente, porém, procuro me lembrar do seguinte: se eu caísse, o que aconteceria com essas pessoas? Se eu me alinhasse com os escribas e fariseus, hipócritas, e ensinasse uma coisa enquanto vivesse outra? Não creio que qualquer homem ou mulher de Deus possa evitar um assunto tão grave como este.



 Precisamos andar com o Senhor. Quanto tempo é necessário para endurecer o nosso coração? Acho que 24 horas podem dar um bom início ao processo, e uma semana de negligência da santidade, da Palavra e da oração pode deixar um homem em extremo perigo de cair. Só porque não somos tão semelhantes àqueles escribas e fariseus, hipócritas, não significa que não estejamos andando na mesma direção. Passar para o lado deles é muito mais fácil do que imaginamos.



 “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança!” (v. 25). É possível fazer um belo trabalho de limpar o exterior, deixando você com aparência de cristão brilhante e vitorioso, enquanto, por dentro, o velho homem ainda impera. Toda a sujeira e corrupção do pecado continuam no coração embora, por fora, você seja uma pessoa que cause boa impressão.



 Mas o problema vai além da sua própria vida individual. Você pode estar relacionado a outros cristãos professos que não têm apetite algum pela Palavra de Deus, que não estão nem um pouco atentos à vontade ou à voz de Deus. Não faz parte da sua tarefa, nesta hora, preocupar-se também com esses? Se seria uma grande tristeza você perder a visitação de Deus em sua vida, também o seria se aqueles que amamos a perdessem.



 Creio que todo cristão deveria trazer, em seu coração, um profundo encargo para buscar avivamento. Deveria pesar sobre nós mais do que qualquer outra coisa, porque avivamento é Deus no meio do seu povo. Nada é mais urgente, nada é mais maravilhoso. Cada pessoa deve carregar um peso de oração em favor daqueles que conhece e ama – tão grande quanto o desejo de orar por si mesmo. Quando clamamos a Deus por avivamento, não é acima de tudo para a glória dele? E ele não vai receber muito maior glória se todos aqueles que conhecemos, e milhões e milhões de outros depois deles, forem tocados pela mesma visitação divina?



 Devemos nos comprometer a fazer absolutamente tudo em nosso poder para que, na medida em que Deus o permitir, as pessoas ao nosso redor não percam a sua hora de visitação quando ela chegar. Para isso, será necessário que levemos mais a sério a nossa pregação e o nosso ensino. Precisaremos levar mais a sério a oração, acertar nossas próprias vidas e preparar o caminho do Senhor.



 Enchendo a Medida



 Veja agora uma expressão muito séria no versículo 32: “Acabem, pois, de encher a medida do pecado dos seus antepassados!” (NVI). Para cada entidade, pessoa ou nação, que existe na Terra, Deus estabeleceu uma medida ou limite de pecado. Quando essa medida de pecado se completa, a ira de Deus vem sobre aquela entidade em plenitude. Confira em 1 Tessalonicenses 2.14-16, onde vemos que os judeus que crucificaram Cristo e se empenharam para que outras pessoas não ouvissem a mensagem dos apóstolos estavam conseguindo realmente encher a sua medida de pecado – e trazer sobre si toda a ira de Deus.



 A maioria de nós está bem longe de encarar esses assuntos com a devida seriedade. Pense nisto: “Deus Onipotente estabeleceu uma medida de pecado para minha vida. Se eu encher essa medida completamente estarei sujeito à ira de Deus sem misericórdia”. Como já vimos, o pronunciamento de juízo em Lucas 19.43,44 não era um apelo. Era uma proclamação de que já era tarde demais para aqueles a quem Jesus estava falando. Já haviam enchido sua medida de pecado. A ira de Deus estava sobre eles ao máximo, porque não se arrependeram durante o tempo da sua visitação.



 Jesus, olhando para a construção do templo, disse “Eis que a vossa casa vos ficará deserta” (Lc 13.35). Foi exatamente isso que aconteceu. Ele deixou o templo em Jerusalém para nunca mais voltar, embora aquelas palavras fossem ditas por volta do ano 30, e o templo só fosse destruído em 70 A.D. No período entre a sua proclamação e a destruição do templo, os judeus continuaram com a sua religião como se Deus ainda estivesse lá.



 Da mesma forma, todos nós precisamos enfrentar a realidade, até para nós mesmos, e certamente para a nossa nação, de que não podemos persistir para sempre na nossa trajetória de impiedade. Se o dia do juízo ainda não chegou, é porque a medida de iniqüidade ainda não está completa. Temos, portanto, motivo para esperança e oportunidade para não ser desperdiçada. O dia da misericórdia ainda é nosso.



 Você pode comprometer o seu coração para não deixar escapar o dia da sua visitação, e para empenhar-se em favor daqueles por quem é responsável, de forma que, pela graça de Deus, eles também venham a reconhecer o dia da visitação deles? Por favor, guarde estas palavras sobre os escribas e fariseus, hipócritas, no seu coração, porque revelam exatamente por que eles perderam o seu tempo de visitação. Muitos anos passam, em determinados períodos da história, sem visitação alguma. Que Deus nos proteja da tragédia de viver justamente no momento em que a visitação chegar – e de não reconhecer ou aceitá-la!





 Richard Owen Roberts é autor, conferencista e estudioso de longa data de avivamentos espirituais.

Fonte: Arauto Ano 25 nº 5 - Setembro/Outubro 2007

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