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quarta-feira, 1 de julho de 2009

A Armadilha Da Justiça Própria - W.C. Moore

Os fariseus não estão todos mortos ainda. Hoje em dia, existem fariseus até mesmo dentro das igrejas mais espirituais. Por fora, eles aparentam ser justos, mas por dentro são “cheios de hipocrisia e iniqüidade” (Mt 23.28). Devo me perguntar: “Eu também estou nesse grupo?”.



 Observe a humildade de Davi quando Natã, o mensageiro de Deus, lhe falou a respeito do seu grande pecado, e a rapidez com que veio o perdão depois da confissão de Davi: “Então disse Davi a Natã: Pequei contra o Senhor. Disse Natã a Davi: Também o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás” (2 Sm 12.13). Davi precisou sofrer grandemente por causa do seu terrível pecado mas, após a sua completa confissão e o abandono dos pecados, ele foi totalmente perdoado.



 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9). Somente diante da plena confissão é que Deus perdoará plenamente. “A ele [João Batista] vinha gente de Jerusalém, de toda a Judéia e ...confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão” (Mt 3.5-6). “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia” (Pv 28.13).



 Mesmo sob o poderoso ministério de João Batista, alguns não se arrependiam. Ao rejeitar o mensageiro de Deus, estamos rejeitando o próprio Deus. “Todo o povo, até os publicanos, ouvindo as palavras de Jesus, reconheceram que o caminho de Deus era justo, sendo batizados por João, mas os fariseus e os peritos na lei rejeitaram o propósito de Deus para eles, não tendo sido batizados por João” (Lc 7.29-30).



 “Eu lhes garanto: Quem receber aquele que eu enviar, estará me recebendo; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou” (Jo 13.20). “Aquele que lhes dá ouvidos, está me dando ouvidos; aquele que os rejeita, está me rejeitando” (Lc 10.16).



 Jó Aprende o que é Quebrantamento



Tinha Jó necessidade de confessar quaisquer pecados? Em princípio não, porque não tinha consciência de nenhum. Entretanto, Deus viu que Jó poderia ir um pouco mais além na sua experiência de santidade, por isso permitiu que Satanás o atacasse para o seu próprio bem.



 Depois de todos os sofrimentos e provações que Jó suportou, Deus começou a falar com ele (Jó 38). Em Jó 40.3-5, vemos a resposta que ele deu ao Senhor: “Então Jó respondeu ao Senhor: Sou indigno; como posso responder-te? Ponho a mão sobre a minha boca. Falei uma vez, mas não tenho resposta; sim, duas vezes, mas não direi mais nada.”



 Essa não foi uma confissão completa, verdadeira, humilde e quebrantada diante da santa presença do Deus Todo-poderoso. É como se Jó dissesse: “Está bem, eu me calarei. Na verdade, penso que tu és muito duro comigo – uma pessoa justa como eu – mas não falarei mais nada. Calar-me-ei.”



 Sabemos que Jó não se tinha humilhado totalmente diante de Deus, porque o Senhor lhe disse: “Você vai pôr em dúvida a minha justiça? Vai condenar-me para justificar-se?” (Jó 40.8)



 Nada mais justo que nos humilhemos completamente diante de Deus, o Todo-poderoso, o Criador de todas as coisas, que deu o seu unigênito Filho para morrer uma morte cruel e vergonhosa por nossas pobres almas. É razoável e apropriado que coloquemos Deus em primeiro lugar nas nossas vidas.



 Quantas vezes o Senhor tem problemas com os “velhos” santos! Quantas e quantas vezes ele tem dificuldade em colocá-los numa posição humilde e honesta diante dele, na qual pode mostrar-lhes todo o seu favor. Oh, que terrível, que sutil é o pecado da justiça própria! Foram os líderes religiosos dos dias de Jesus que causaram a sua crucificação. É muito difícil para uma pessoa que tem uma reputação de santidade e de retidão humilhar-se completamente e confessar aberta e totalmente quando algum pecado é revelado na sua vida.



 A tendência é nos justificarmos, nos desculparmos, pôr a culpa nos outros, pôr a culpa nas circunstâncias, culpar até mesmo o próprio Deus – de tal modo que aparentemos não ser tão maus assim, afinal de contas. Oh, a falácia do coração humano! Que Deus nos ajude! “Os fariseus, que eram avarentos, ouviam tudo isto e o ridiculizavam. Mas Jesus lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração; pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus” (Lc 16.14-15).



 Deus não faz acepção de pessoas. Se um lider religioso, como Saulo de Tarso, por exemplo, se humilhar e jogar fora todos os seus trapos de justiça própria, Deus terá misericórdia dele.



 Graças a Deus, Jó finalmente chegou a uma confissão humilde e completa. Em Jó 42.5-6, ele diz: “Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram. Por isso menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza”.



 Foi a partir desse momento que Deus começou a abençoá-lo poderosamente. Entretanto, foi somente depois que Jó orou por aqueles seus amigos atormentadores – orou por eles, não contra eles – que o Senhor lhe deu “uma porção dobrada”. “Depois que Jó orou por seus amigos, o Senhor o tornou novamente próspero e lhe deu em dobro tudo o que tinha antes” (Jó 42.10).



 Verdadeira Humildade de Coração



 Uma grande lição que aprendemos da experiência de Jó é esta: que independentemente dos anos de conversão que temos, do quanto Deus nos tem abençoado, do nível de santidade que tenhamos atingido –, Deus sempre quer que estejamos humildes diante dele. Se você foi salvo há quarenta anos, você deve se humilhar tanto quanto aquele bêbado ou aquela prostituta que vem ao altar agora clamando por salvação.



 “Pois todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e todo aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt 23.12). “Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado” (Lc 18.14).



 Você é um líder religioso? Você é um cristão “experimentado”? Tome cuidado, meu amigo, para manter-se muito humilde diante de Deus. Afinal de contas, talvez você não seja tão grande assim aos olhos de Deus. Jesus falou aos líderes religiosos do seu tempo: “Digo-lhes a verdade: Os publicanos e as prostitutas estão entrando antes de vocês no Reino de Deus” (Mt 21.31).



 Muito Cuidado com os Louvores dos Homens



 É extremamente perigoso obter uma posição em que você deseja os louvores dos homens ou aceita os elogios das pessoas. “Como vocês podem crer, se aceitam glória uns dos outros, mas não procuram a glória que vem do Deus único?” (Jo 5.44). “Ai de vocês, quando todos falarem bem de vocês, pois assim os antepassados deles trataram os falsos profetas” (Lc 6.26).



 Você é um cristão? Foi “convidado” para a festa do casamento? (Mt 22.1-14). Então, tenha cuidado para que não esteja muito ocupado com outras coisas e negligencie aquele humilde caminho de oração, no qual sua maior preocupação não é o que as pessoas pensam de você, e sim como você pode melhor agradar a Deus. “Muitos são chamados, mas poucos, escolhidos” é o que lemos em Mateus 22.14 e 20.16.



 Quando alguém o critica, ou quando algum sermão o “atinge”, não procure revidar nem se defender. Em vez disso, diga: “Bem, talvez haja aqui algo que Deus quer que eu veja neste assunto. Talvez aquela crítica severa tenha alguma verdade, afinal de contas”. “Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido” (1 Pe 5.6).



 “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” (Tg 4.6). O próprio Deus resistiu a Jó até que Jó desistiu do seu orgulho e auto-justificação. Só depois que Jó humilhou-se e confessou totalmente foi que o Senhor lhe concedeu sua graça, seu favor, sua ajuda e a sua completa bênção.



 O Profeta Isaías Purificou-se



 Isaías era um profeta. Mas, um dia, teve uma visão da santidade de Deus e disse: “No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de sua veste enchia o templo. . . Então gritei: Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros e vivo no meio de um povo de lábios impuros; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!” (Is 6.1,5).



 Graças a Deus que o Senhor encontrou Isaías exatamente na hora em que ele se humilhou e fez uma confissão completa: “Veja, isto [a brasa viva do altar] tocou os seus lábios; por isso, a sua culpa será removida, e o seu pecado será perdoado” (Is 6.7). Mesmo um profeta tinha “culpa” e “pecado” que, até aquele momento, quando a luz da verdadeira presença de Deus brilhou no mais íntimo do seu coração, aparentemente não haviam sido percebidos.



 “Aproximem-se de Deus, e ele se aproximará de vocês!” (Tg 4.8) 

Fonte: Arauto Ano 25 nº 5 - Setembro/Outubro 2007

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