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sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Avivamento do País de Gales - Parte I - Nancy Leigh DeMoss

De acordo com alguns estudiosos, o avivamento no País de Gales, um minúsculo principado da Grã-Bretanha, que ocorreu de 1904 a 1905, foi um dos maiores avivamentos na história, dado o curto tempo de duração e o impacto que causou, não só nas regiões circunvizinhas, mas através do mundo inteiro. Sem dúvida alguma, foi um dos grandes acontecimentos que viriam a marcar significativamente o início do século XX. Nesta série de artigos, o foco principal será como Deus usou instrumentos comuns para trazer acontecimentos extraordinários. 
 
O País de Gales é um principado do Reino Unido, menor ainda que o estado brasileiro do Sergipe. No início do século XX, tinha uma população de pouco mais de um milhão de pessoas. A maioria trabalhava nas minas de carvão ou em metalúrgicas.
Era uma região cheia de igrejas e capelas. Quase todos freqüentavam uma igreja regularmente. Havia grandes pregadores que viajavam, anunciando o evangelho. Numa época em que não havia rádio nem televisão, os cultos eram um acontecimento importante na sociedade. Admiravam-se as boas pregações que atraíam grandes audiências.
 Entretanto, algo estava faltando nessas pregações. A mensagem havia-se perdido no meio da preocupação com sua forma de transmissão. O culto era bem preparado, as pregações eram aperfeiçoadas, como uma obra de arte, e havia entoação de hinos no final. Porém, algo estava errado. Faltava um elemento importante – a paixão pela mensagem. Aos poucos, algumas pessoas começaram a notar isso.
 Uma dessas pessoas era um homem chamado Dean Howell. Em 1903, ele escreveu um artigo conclamando o povo galês a buscar Deus por algo novo.
 “A maior necessidade da nação galesa hoje”, ele escreveu, “é avivamento espiritual; não apenas transformação social, mas avivamento espiritual, algo que alcance as profundezas do coração.”
“Se fosse a última coisa que eu pudesse dizer a esta nação”, ele concluiu, “eu gostaria de dizer que precisamos de avivamento”. Três semanas depois, Dean Howell morreu.
De repente, as pessoas começaram a clamar por Deus. Era algo realmente notável. Muitas pessoas estavam orando por avivamento, reconhecendo que o estado espiritual em que estavam não era o que deveria ser.
Enfrentando o Senhorio de Jesus
Um outro líder que sentiu a carga de buscar o avivamento era Joseph Jenkins. Em uma pequena vila de Cardinganshire chamada New Quay, esse pastor estava profundamente preocupado com a falta de unção na sua própria pregação, o que o compeliu a buscar intensamente uma vida mais profunda em Cristo. Ele sentiu cada vez mais o fardo por causa da indiferença entre os cristãos ao seu redor e a apatia dos jovens na sua própria igreja. Exortou-os seriamente a obedecer ao Espírito. Na passagem de ano, de 1903 para 1904, ele organizou uma conferência sobre a vida espiritual, em que testemunhou como o Espírito Santo havia inflamado sua vida como que através de uma chama de fogo.
Depois de um culto de domingo à noite, em fevereiro de 1904, uma adolescente chamada Florrie Evans veio pedir conselho ao pastor. Ela estava profundamente incomodada, com falta de paz interior.
 O pastor lhe fez uma pergunta sábia: “Como você está em relação ao senhorio de Jesus Cristo?”
 “Não estou muito bem”, ela respondeu. “Tenho medo de que, se eu me entregar totalmente, ele me peça algo muito difícil.”
Naquela noite, porém, ela enfrentou seus temores e entregou sua vida inteiramente a Jesus como Senhor. Que coisa maravilhosa poder resolver essa questão tão cedo na vida – ela tinha apenas uns dezesseis anos – e não ter de esperar até a fase adulta, com tantas complicações a mais!
O Que Jesus Significa Para Você?
Uma semana depois, Joseph Jenkins estava numa reunião com os jovens da sua igreja. Era um domingo de manhã. Os jovens, embora não muito dinâmicos, eram moralmente decentes e bem-comportados.
“O que Jesus significa para vocês?”, Jenkins perguntou.
Houve um longo e pesado silêncio. Finalmente, um garoto se manifestou: “Jesus é a Luz do Mundo”, ele disse.
“Não”, respondeu Jenkins, “não é isso que quero. Quero saber o que Jesus significa para vocês.”
Outro silêncio pesado.
Foi aí que Florrie Evans se pôs de pé. “Eu não sei exatamente o que posso dizer esta manhã”, ela disse com voz trêmula e hesitante, “mas eu amo o Senhor Jesus com todo meu coração. Ele morreu por mim.”
Palavras simples, sem nada de muito especial. Muitos de nós poderíamos ficar em pé e dizer as mesmas palavras, com sinceridade, e nada aconteceria. Mas não foi apenas o que ela disse, mas como o disse.
Deus estava preparando combustível espiritual há algum tempo, através de várias vidas. Só estava faltando a faísca, que chegou com essa confissão feita por uma adolescente tímida que tivera uma experiência genuína com Deus uma semana antes e que agora estava obedecendo a um toque interior do Espírito Santo.
Algo foi iniciado ali mesmo, naquela reunião. Houve um silêncio diferente, um senso da presença de Deus. Os jovens sentiram o impacto do toque do Espírito Santo, sentiram que suas vidas não estavam em ordem diante de Deus. Houve a profundidade do verdadeiro arrependimento e, depois, a alegria de conhecer o perdão dos pecados.
À medida que a bênção em New Quay foi divulgada em outros lugares, as portas começaram a se abrir. Levado pelo seu pastor, este grupo de jovens, a maioria entre dezesseis e dezoito anos de idade, conduziu reuniões por todo o sul do país. Oravam pelas pregações e cantavam no final. Convenções e conferências brotaram em todo o País de Gales, enfatizando a santidade de coração e a vida no Espírito.
Transformando Fé Mental em Experiência Viva
Nos outros artigos desta série, queremos descrever um pouco mais como essa faísca se transformou em explosão. Mas é importante observar como Deus iniciou aquele mover, o ambiente em que nasceu. Muitos sabiam a respeito de Deus, eram religiosos, freqüentavam os cultos, mas não conheciam a Deus. Isso lhe parece familiar?
Estamos vivendo dias em que milhares dizem que crêem em Deus, no entanto lhes falta a realidade prática de andar no dia-a-dia com Jesus, de ter um relacionamento vivo com Deus. No avivamento do País de Gales, uma das coisas que mais aconteceu foi o toque de Deus em pessoas que já criam nele, mas que só tinham uma fé mental, cultural. E uma das palavras chaves do avivamento era segurança, certeza. As pessoas descobriam que Deus as amava, que havia feito algo permanente em suas vidas. Algo de que podiam ter certeza.
Deus transforma! Ele ama – não somente o mundo, mas ama a mim! É claro que ele ama o mundo, mas ele também me ama e me transforma. E posso saber que ele me ama. É a passagem da religião à realidade espiritual.
 É possível ouvir pregações fantásticas, pregações profundas e bem elaboradas, pregações que cativam e conquistam os ouvidos, como havia naquela época – e não ter o coração tocado. Por outro lado, não é necessário nem estar numa reunião especial para entregar sua vida totalmente ao controle de Jesus. Florrie Evans, que era uma adolescente comum, fez essa entrega e foi usada como uma pequena faísca para detonar uma grande explosão no seu país e no mundo. Anos mais tarde, foi como missionária para o interior da Índia.

Extraído do site www.reviveourhearts.com, do ministério de Nancy Leigh DeMoss. 



Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 24, n° 4, Julho/Agosto de 2006.

Um comentário:

  1. Glória a Deus meu irmão por esse trabalho, me ajudou no saber sobre avivamento e creio que juntos alcançaremos maravilhas do Pai, o avivamento em nossa nação! Deus o abençõe e guarde tu e tua casa!

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