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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Homens Extraordinários ou Um Espírito Extraordinário? - Richard Owen Roberts

Deus tem dado dons aos homens de acordo com sua própria vontade e propósito. Aqueles que exercerem seus dons – sejam quais forem – honrarão a Cristo e levarão sua causa adiante. Dons comuns, exercidos por homens comuns, produzem resultados comuns. Todo o Corpo de Cristo depende desses resultados comuns. É através de resultados comuns que a Igreja avança de geração em geração.
 Ocasionalmente, porém, Deus toma homens comuns e, através de seus esforços comuns, move de forma extraordinária para produzir resultados extraordinários. O dia de Pentecostes foi uma das ocasiões em que isso aconteceu. Aqueles que estavam reunidos no cenáculo foram pessoas como nós. Oraram como nós oramos. Esperaram em Deus como muitos cristãos hoje esperam em Deus. Contudo, Deus os visitou de forma estupenda, transformando seus débeis esforços num poderoso movimento que transtornou o mundo de sua época. A maravilha do Pentecostes não foi o caráter extraordinário dos homens que Deus usou nem os seus métodos, mas o Espírito Santo e os resultados que ele gerou. 
 A grande Reforma do século XVI também foi um desses períodos extraordinários. Não existe nenhuma explicação humana que justifique o tremendo sucesso do Evangelho sob a pregação de homens tais como Lutero, Calvino e Knox, junto com tantos outros; só podemos reconhecer que trabalharam em gloriosos tempos de avivamento.
 Temos visto tempos assim na América do Norte também. Os poderosos efeitos das pregações de George Whitefield, Jonathan Edwards e muitos outros contemporâneos com a mesma atitude e unção, só podem ser adequadamente descritos como o mover extraordinário do Espírito Santo em avivamento. 
 Esse também foi o caso em 1857, quando Jeremiah Lanphier, um simples homem de fé e oração, reuniu alguns homens de negócio para orarem no horário do almoço na Igreja Reformada na Rua Fulton em Nova Iorque. Um grupinho de suplicantes se transformou num vasto exército de guerreiros de oração. Uma única reunião de oração veio a se transformar numa tremenda onda nacional de oração. Dezenas de milhares de pessoas foram convertidas, igrejas foram transformadas, a sociedade foi impactada e o Reino de Deus avançou numa velocidade incrível. Por quê? Porque havia o envolvimento de grandes homens? Porque novos métodos foram utilizados? Não! Não, mesmo! Era a mão de Deus. Por um mover extraordinário do Espírito Santo, foi gerada uma ação extraordinária que produziu resultados extraordinários. 
 Se persistirmos em chamar esforços humanos de “avivamentos” ou continuarmos a pensar em termos de “campanhas anuais de avivamento”, acreditando que a obra que estamos fazendo para Deus é avivamento, então acabaremos nos contentando com muito menos do que Deus deseja e é capaz de nos dar. Por outro lado, podemos reconhecer que avivamento é verdadeiramente Deus em ação, de modo muito incomum, e isso fará com que nosso ser seja despertado com anseios e súplicas para que tais derramamentos do grande poder de Deus venham sobre nós em nossa própria geração. 
 O termo avivar sugere uma volta à consciência ou à vida. O que é avivado torna-se ativo e floresce outra vez. Se consciência e vida estiverem plenamente atuantes – se tudo estiver florescendo – não há necessidade de avivamento e nem podemos esperá-lo. Devemos buscar avivamento durante tempos de declínio espiritual, períodos de falência moral e espiritual, naqueles momentos na história da Igreja quando há “uma forma de piedade” ao mesmo tempo em que se lhe nega o poder (2 Tm 3.5). 
 Apesar da enorme quantidade de atividade que se vê em círculos religiosos hoje, num sentido muito real a Igreja em si é como um gigante adormecido. Todo o bem que a Igreja está realizando no mundo é nada em comparação com o que precisa ser feito. Com toda a agitação de atividade, tão característica do movimento evangélico, ainda não se conseguiu despertar esse gigante. Um aumento de esforço humano pode até produzir bons frutos, porém a grande necessidade é avivar o gigante. Somente Deus poderá fazer isso. Quando o avivamento vier, o gigante não só se despertará, mas também começará a se mover com poder dinâmico e glorioso impacto.
 Você pode imaginar todo o Corpo de Cristo agindo em toda a Terra com propósito unificado e o poder do Espírito? Se esse conceito for vasto demais para sua mente, pense em termos da sua própria comunidade. Pense em todas as igrejas na sua cidade com cada membro marchando junto com todos os demais em perfeita harmonia – cada indivíduo em perfeita sintonia com todos os outros e com o palpitar do coração de Jesus Cristo. Imagine se não houvesse mais um cristão adormecido, um crente afastado ou frio, todos igualmente devotos e intensos, desejosos de ver a vontade de Jesus realizada. A esse quadro impressionante, acrescente o mesmo poder do Espírito Santo que transformou um Pedro atrapalhado num pregador pentecostal. Solte todo esse poder de transformação contra as forças do pecado e do mal em sua comunidade. Isso é avivamento! 

 Extraído de “Revival” (Avivamento), de Richard Owen Roberts.  
 Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 24, número 1, janeiro/fevereiro de 2006

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