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quarta-feira, 8 de abril de 2009

Como Sei Que Deus Responde à Oração - Parte VIII - Rosalind Goforth

Acompanhe a oitava parte dessa história!

Jonathan e Rosalind Goforth foram missionários canadenses na China de 1888 a 1934. Durante esse período, tiveram onze filhos (cinco dos quais morreram como bebês ou muito novinhos), passaram por perseguições e dificuldades e testemunharam grandes moveres do Espírito de Deus, trazendo convicção, arrependimento e conversões. Este é o oitavo capítulo na série de relatos extraídos de um livro escrito por Rosalind e contém vários incidentes de respostas sobrenaturais à oração, não necessariamente em ordem cronológica.

Autoridade Sobre o Tempo

As férias de verão em Peitaiho estavam chegando ao fim. As fortes chuvas que haviam caído nos últimos dias fizeram com que as estradas para a estação de trem, distante quase dez quilômetros, ficassem praticamente intransitáveis. Nossos filhos, Ruth e Wallace, precisavam pegar o trem segunda-feira de manhã para alcançar o navio em Tientsin, que os levaria a Chefoo, onde ficavam as escolas da Missão Para o Interior da China (China Inland Mission), em que estavam matriculados. Durante todo o sábado e o domingo, chuvas torrenciais continuavam a cair, junto com um violento vento do norte.

Levantei-me antes do amanhecer na segunda-feira e constatei que a chuva ainda estava muito forte. Acordei o empregado e pedi que fosse chamar transporte para a estação, por meio de carroças ou jumentos. Pouco depois, ele retornou dizendo que ninguém concordara em levar meus filhos, nem mesmo os garotos dos jumentos.

Eu estava desesperada, sem saber o que fazer. Fui para um lugar a sós e nem tomei o tempo de me ajoelhar: simplesmente, elevei meu coração ao Pai e pedi-lhe que parasse a chuva e abrisse um caminho para que as crianças chegassem à estação. Senti, de repente, forte confiança em que o Senhor nos auxiliaria e, voltando para onde o empregado estava, pedi que fosse novamente à vila buscar os jumentos. Ele não quis, dizendo que era inútil e que ninguém teria coragem; mesmo assim, insisti e disse-lhe: “Vá logo, sei que eles virão”.

Enquanto ele foi, as crianças tomaram café, vestiram roupas adequadas para o tempo e arrumaram suas coisas. De repente, a chuva parou! Em seguida, o empregado voltou com alguns garotos e seus jumentos, e logo os dois estavam montados com sua bagagem, partindo para a estação. Algumas horas mais tarde, um dos garotos trouxe um bilhete da minha filha, Ruth, dizendo que haviam chegado bem, sem problemas, à estação, pois não chovera no caminho. Assim que entraram no trem, as torrentes voltaram a cair. E continuou assim ainda por alguns dias.

Os Caminhos Soberanos de Deus

Como costurar e confeccionar roupas para minha família e, ao mesmo tempo, cumprir com todas as responsabilidades e chamadas urgentes como esposa de um pioneiro missionário tem sido um dos problemas mais difíceis e constantes durante quase trinta anos no campo. Porém, as diversas respostas de Deus para trazer soluções a esse problema têm me dado algumas das mais preciosas evidências da disposição do meu Senhor de intervir nos detalhes cotidianos da vida. A história a seguir é um dos mais impressionantes exemplos de como Deus, em sua própria soberania, pode operar no meio de situações aparentemente impossíveis.

Voltando para nossa casa na base missionária, depois de uma temporada especialmente árdua de viagens e pregações em outras vilas, planejei dedicar o mês de dezembro, como era costume, à tarefa de confeccionar roupas para as crianças. Assim, o mês de janeiro ficaria livre para o treinamento bíblico de mulheres que havíamos planejado.

Porém, logo fiquei doente e não consegui fazer praticamente nada para atingir minha meta de fazer ou reformar entre 35 e 40 peças de roupa, antes que meus filhos tivessem de voltar à escola em Chefoo. Em meados do mês de dezembro, resolvemos cancelar o treinamento das mulheres em janeiro, devido à minha saúde, e mandei avisos a todas as mulheres, com exceção de uma, de quem me esquecera por completo.

Os dias foram se passando e o peso do serviço a fazer ficava cada vez mais preocupante. Clamei ao Senhor para intervir em meu favor e ele respondeu de forma maravilhosa. No dia 28 de dezembro, enquanto estava dirigindo a reunião de oração das mulheres, notei a presença da Sra. Lu, justamente aquela que eu havia esquecido de avisar sobre o cancelamento da reunião de treinamento bíblico. Ela percorrera uma longa distância com uma criança pequena, através de estradas montanhosas, e fiquei muito sentida por não a ter avisado.

A Sra. Lu me acompanhou para casa, depois da reunião, e dei dinheiro para ela voltar no dia seguinte. Depois, sentei-me diante da máquina de costura. Ela ficou ao meu lado por um pouco e logo me disse: “Você parece muito cansada, Sra. Goforth; deixe-me costurar para você”.

“Você!...”, exclamei, surpresa. “Mas você não sabe costurar.”

“Sei, sim”, ela respondeu. E insistiu tanto que, por fim, com bastante temor, resolvi deixar que ela tentasse – embora eu só tivesse uma agulha. Em poucos instantes, fiquei convencida de que era mesmo uma perita na máquina. No entanto, quando pedi para que ficasse mais tempo para me ajudar, ela respondeu que como o treinamento estava cancelado, ela voltaria para sua casa no dia seguinte.

Fiquei perplexa com isso. Por que o Senhor permitiria que essa mulher viesse de tamanha distância, justamente ela que era uma das raras mulheres chinesas que sabiam costurar – só para logo em seguida ir embora e a situação continuar sem solução? Não pude fazer nada além de colocar tudo isso diante do Senhor e confiar nele para tomar conta da minha situação.

Mais uma vez, ele respondeu. Naquela noite, uma forte tempestade veio, a qual durou vários dias e fez com que as estradas ficassem intransitáveis. A Sra. Lu, vendo que estava presa pelo tempo, dispôs-se com boa vontade para me ajudar na minha tarefa. Durante um mês inteiro, as estradas ficaram em péssimas condições, e, em todo esse tempo, não tive que me sentar uma só vez na frente da máquina de costura.

Deus Protege Até Quando Falhamos

Numa ocasião em que eu estava na cidade de Tientsin com meus filhos, durante a revolução de 1912, fui fazer compras com um empregado chinês. Entramos em três lojas. Já de volta para casa, no bonde, descobri que havia perdido uma de minhas luvas. O pior era que eu, com falta de bom senso, havia colocado dentro dela o meu dinheiro, uma nota de cinco dólares [que naquele tempo valia bem mais do que hoje! – N. do trad.].

Com vergonha de deixar o empregado chinês saber da minha falta de cuidado, continuei com ele até o fim da linha, descemos do bonde e o despachei para casa. Assim que ele desapareceu, peguei outro bonde de volta para a cidade. Pelo caminho, confessei ao Senhor o meu erro e pedi que ele guardasse a luva e o dinheiro e que me mostrasse onde estavam.

Voltei para as lojas que havíamos visitado mais cedo. Na segunda, que era uma loja de sapatos, vi um círculo de homens conversando – e ali perto, à vista de todos, estava a luva no chão. Melhor ainda, o dinheiro estava dentro dela.

Foi com coração cheio de gratidão ao meu amoroso Pai celestial e uma visão alargada do seu amor por mim que voltei para casa aquele dia.

Seguindo a Palavra
Certa vez, eu estava dando uma classe bíblica para mulheres num dos nossos postos missionários, e estava hospedada na casa de um presbítero da igreja, Dr. Fan. Um dia antes de voltar para casa, a Sra. Fan me pediu para visitar um garoto muito doente. O médico missionário o havia mandado de volta da escola, porque estava com tuberculose.

A Sra. Fan me disse que a mãe do rapaz estava em grande angústia e suplicou-me para ir orar com ela. Encontrei o filho dela em condições muito graves. Sua boca estava inchada, seu rosto pálido como a morte, e a cada instante, tossia de forma a sacudir todo o seu corpo. Parecia ser um caso sem esperança.

No caminho de volta para a casa da Sra. Fan, o texto de Tiago 5.14,15 começou a vir insistentemente para minha mente, como se o estivesse ouvindo audivelmente: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará”.

Eu simplesmente não conseguia escapar dessas palavras. Ao chegar à casa do Dr. Fan, pedi para chamá-lo e perguntei se ele e os outros presbíteros estavam dispostos a orar comigo pelo garoto. Embora a princípio parecesse um pouco indeciso, ele concordou.

Havia um bom número de cristãos reunidos na casa do rapaz quando chegamos lá para orar. Colocamos o moço no meio e todos nós nos ajoelhamos em volta dele, enquanto eu li as palavras do texto de Tiago. Falei com eles que não podia afirmar se era a vontade de Deus curá-lo; só sabia que devíamos obedecer até onde tínhamos luz e deixar o resto nas mãos de Deus. Várias pessoas oraram, e depois nos dispersamos.

Saí cedo na manhã do dia seguinte para voltar para casa. Por questão de circunstâncias, não pude voltar àquele lugar por algum tempo, mas dois anos depois reencontrei a Sra. Fan na região. Ela me deu a notícia de que o moço havia se recuperado totalmente e estava trabalhando com o pai dele. Verdadeiramente, Deus é fiel.

Achando a Chave

Meu marido estava viajando numa província distante, conduzindo reuniões, e, enquanto isso, fui convidada por alguns cristãos de um posto missionário para pregar numa grande apresentação teatral, de quatro dias, que atraía numerosas multidões. Foi um tempo de imenso desgaste; por várias horas diariamente, tive de enfrentar multidões ingovernáveis, que iam e vinham. No final dos quatro dias, eu estava exausta e só podia pensar em voltar para casa e ir para Wei Hwei, um outro posto, para descansar por alguns dias com meus filhos, que estavam numa escola ali. Estar com eles, eu sabia, restauraria minhas energias mais do que qualquer outra coisa.

Porém, ao chegar em casa, de alguma maneira, perdi a chave da gaveta onde guardava o dinheiro. Era sexta-feira, e o trem para Wei Hwei saía sábado às dez horas. Várias pessoas vieram receber contas, mas tive de dar uma desculpa para adiar o pagamento. Eu não podia viajar sem dinheiro nem deixar a casa com aquele dinheiro na gaveta e a chave perdida em algum lugar.

À noite, depois de jantar, comecei a procurar pela chave em todo lugar que podia imaginar. Gavetas, espaços, prateleiras foram vasculhados em vão. Depois de procurar por duas horas, até não ter mais forças, de repente lembrei: “Ainda não orei a este respeito”. Parei ali onde estava, perto da mesa da copa, e elevei o meu coração a Deus. “Ó Senhor, tu sabes como preciso de um descanso; sabes quanto desejo ver meus filhos; tem compaixão de mim e guia-me até a chave”.

Em seguida, sem perder um passo em direção errada, passei pela copa, pelo quarto de hóspedes e entrei no escritório do meu marido, para a estante de livros, abri a porta, afastei dois livros e lá estava a chave. Tão perto estava o Senhor naquele momento que parecia quase sentir sua presença física. Eu não havia lembrado de ter posto a chave ali; foi ele que me guiou para lá.

Sim, eu sei que Deus responde à oração!

Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 24, número 01, janeiro/fevereiro de 2006

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