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sábado, 9 de fevereiro de 2008

Teste sua consciência

Extraído do álbum de fotos do Heliton no Orkut. Ele pertence ao Ministério de Teatro Jeová Nissi. Depois eu falo deles! Uma bênção.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

O Coração Que Deus Aviva - Tim St. Clair

Este artigo foi adaptado de uma mensagem transmitida na Conferência "Clamor de Coração por Avivamento" em Lancaster, Pensilvânia, EUA, em maio de 1998. Tim St. Clair é um conferencista que faz parte de Life Action Ministries, em Niles, Michigan, EUA.

O que Deus procura quando quer encontrar uma pessoa em quem possa realizar uma nova obra de avivamento? Lemos em Isaías 57.15: "Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito..." Mas há um outro lugar onde Deus habita: e também com o contrito e abatido de espírito".

Davi disse: "Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus" (Sl 51.17). "É para este que olharei," disse Deus, "para o humilde e contrito de espírito, e que treme da minha palavra" (Is 66.2).

Algo parece acontecer-nos quando vamos nos distanciando dos primeiros dias da nossa nova vida em Cristo, ou do nosso último encontro vivo de avivamento com Deus. Podemos chegar ao lugar, onde mesmo com nossas melhores intenções, chegamos para os cultos da igreja ou para uma conferência, e focalizamos mais o pastor ou os palestrantes do que o Senhor. Podemos chegar ao lugar onde concentramos mais nas muitas atividades do que em buscar a Deus; mais nos nossos hábitos do que no nosso coração; mais nas necessidades dos outros ou naquilo que achamos ser as necessidades dos outros, do que na nossa própria falta de Deus.

Colocamos maior ênfase no tempo que já temos como cristãos do que na nossa saúde espiritual no presente; no nosso conhecimento sobre Deus ou sobre Jesus do que em nossa obediência a ele. Há uma necessidade desesperadora de que sejamos levados de volta àquele primeiro relacionamento de amor com o Senhor.

Por Que Perdemos Nosso Primeiro Amor?

Por que você acha que perdemos a sensibilidade do nosso primeiro amor, e o nosso desejo de ser tudo que Deus quer de nós? Um estudo da Palavra de Deus me leva a crer que é, ou por inconscientemente termos cortado o processo que nos conduz a essa sensibilidade, ou, em alguns casos, por termos deliberadamente deixado de lado alguns pontos principais do nosso relacionamento com ele, achando que poderemos chegar da mesma forma ao nosso objetivo.

Conforme posso entender, Deus opera na vida de cada pessoa em ciclos de avivamento. O modelo começa com quebrantamento. Alguém disse que humildade é a chave que abre a porta para tudo que Deus tem para nós como crentes. Quebrantamento leva ao arrependimento, e arrependimento leva ao perdão; perdão leva à liberdade e liberdade nos proporciona uma maior capacidade de amar; o amor sempre nos leva de volta para a verdadeira adoração a Deus, e adoração a Deus nos leva a níveis mais profundos de quebrantamento.

Veja como é um ciclo:

Quebrantamento não é um acontecimento único na nossa vida; deveria ser um processo contínuo. Pode ser que houve uma época, há vinte anos atrás, quando você se encontrou com Deus de uma forma especial e quando Deus operou quebrantamento na sua vida. Se aquela foi a última vez que experimentou quebrantamento, Deus deseja fazer isto de uma forma nova e atual no seu coração.

O Que é Quebrantamento?

Quebrantamento é como uma semente que precisa ser plantada no chão para morrer. É o processo onde Deus começa a quebrar toda a casca exterior da nossa carne, das nossas capacidades naturais, da nossa autoconfiança, a fim de liberar a própria vida do seu Espírito e da sua natureza divina dentro de nós.

Alguém já deu esta definição de quebrantamento: "É o despedaçamento da vontade própria, de forma que cada reação passe a estar sob o controle do Espírito Santo de Deus". Aqui está uma definição prática de quebrantamento que tem me ajudado: Quebrantamento é nossa resposta de humildade e obediência à convicção do Espírito Santo, ou à revelação da Palavra de Deus.
Humildade tem dois ingredientes chaves que a compõem. Um deles é concordar com Deus. Isto é o que significa "confessar" em 1 João 1.9, ou seja, chamar meu pecado pelo mesmo nome que Deus usa. Humildade envolve concordar com Deus e dizer sobre meu pecado o mesmo que Deus diz sobre ele.

O segundo ingrediente da humildade é reconhecer minha necessidade. Geralmente somos como a igreja da Laodicéia, e nosso testemunho é: "Somos ricos. Temos fartura de bens e não necessitamos de nada." Mas Deus diz: "Você não entende que é pobre, coitado, miserável, cego e nu. Aconselho-lhe a se arrepender, a ungir seus olhos com colírio, a fim de que possa ver."
Humildade significa concordar com Deus e depois reconhecer minha necessidade.

Quebrantamento também inclui obediência. Obediência é fazer exatamente o que Deus manda, quando ele manda, e com a atitude certa de coração. Podemos concordar com Deus sobre nosso pecado e reconhecer nossa necessidade, mas se não agirmos para fazer o que ele mandou, não experimentaremos quebrantamento. Não é suficiente concordar; não é suficiente reconhecer minha necessidade. Preciso obedecer!

Estou descobrindo pessoalmente que quebrantamento me transforma como pessoa. Quebrantamento muda a maneira de reagir à minha família. Você já notou como é muito mais fácil ser "cristão" na igreja do que ser "cristão" em casa? Sabemos como agir na igreja. Mas o que você é dentro das quatro paredes da sua casa demonstra de fato quem está em controle da sua vida. Quebrantamento muda a maneira como você reage à sua família.

Quebrantamento muda a maneira como recebo crítica e repreensão. Já é difícil receber repreensão e crítica de pessoas que nos amam e querem nos ajudar, sem falar daqueles que simplesmente estão sendo desagradáveis. O quebrantamento mudo tudo isso. Quebrantamento faz com que você receba melhor os outros cristãos que não são parecidos consigo, e não possuem o seu "sotaque" nem os seus costumes.

Quebrantamento transformará o temor natural do homem no temor de Deus. Já houve vezes em que descobri que estava lutando e me preocupando enquanto pregava: "Será o que o pastor está pensando? Será o que as pessoas estão pensando? Ó, aquela pessoa não recebeu bem o que acabei de falar. Será como vão receber isso?" Quebrantamento muda o temor do homem para o temor de Deus.

Durante um período de um ano e meio a dois anos, Deus mandou que eu sempre escrevesse esta sigla nas minhas mensagens: HD, TD, AD. Isto significa o Homem de Deus... no Tempo de Deus... para a Aprovação de Deus. As Escrituras mostram que falamos diante de Deus, em Cristo. Devo prestar contas a uma autoridade mais elevada do que apenas as pessoas que me ouvem. Durante um tempo, sentia que Deus exigia de mim após cada pregação, que eu fosse para a primeira fileira de bancos na igreja, me ajoelhasse, e antes de falar com qualquer outro ser humano, que eu perguntasse para Deus: "O Senhor se agradou do que falei hoje? Meu espírito agradou a ti? Ó Deus, se agradou, então podemos enfrentar qualquer resultado que vier."

Quebrantamento muda o espírito crítico e confiante em sua própria justiça para um espírito compassivo e disposto a carregar fardos dos outros. Quebrantamento muda um espírito que cobra e exige para um espírito que pede e solicita.


A Tristeza Segundo Deus Produz Arrependimento
Em 2 Coríntios 7.10, Paulo escreve para aquela igreja e diz: "A tristeza segundo Deus opera arrependimento."

Sou muito grato pelo maravilhoso privilégio de 1 João 1.9: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça." Sou grato que quando eu houver pecado contra Deus, existe uma provisão, e que é um ato justo e reto no coração de Deus para perdoar e liberar-me.

Mas seria trágico se de alguma forma nos afastássemos da importância da tristeza segundo Deus que produz arrependimento dentro do nosso próprio ser. É a idéia de um oleiro que toma o barro, e girando-o, vai moldando, e batendo nele até tirar todas as bolhas de ar, e imperfeições. Quando estou no processo de tristeza segundo Deus, é porque ele está trabalhando, moldando e formando minha vida.

Se tentássemos encaixar a tristeza segundo Deus nas bem-aventuranças, seria esta: "Bem-aventurados os que choram" (Mt 5.4). Creio que as bem-aventuranças têm uma seqüência lógica, onde cada uma é conseqüência da anterior, ou das anteriores. Creio que você não pode experimentar a quarta antes de provar as primeiras três na sua vida. As primeiras três são: "Bem-aventurados os pobres de espírito," "Bem-aventurados os que choram," e "Bem-aventurados os mansos". Ligando as três, seria o mesmo que Jesus dizer: "Bem-aventurados os quebrantados".

O processo de chorar é tristeza segundo Deus, e tristeza segundo Deus produz arrependimento dentro do nosso próprio ser. Arrependimento leva à salvação ou à libertação, deixando-nos livres. Hoje parece que temos medo de chorar pelos nossos pecados. Antigamente, as igrejas tinham um banco na frente que era chamado o banco do "choro", onde as pessoas não iam para receber a solução "instantânea", mas lutavam, choravam, e clamavam a Deus até receberem a libertação total. Chorar é aprender a lamentar pelos meus pecados, aprendendo a odiar o que Deus odeia, e amar o que Deus ama.

Podemos estar lutando em alguma área da nossa vida onde o pecado é um problema, e onde sentimos que somos incapazes de ganhar a vitória. Isto é porque nunca o levamos a sério suficiente para deixar a tristeza segundo Deus operar arrependimento dentro do nosso próprio ser, pois é justamente este arrependimento que leva à liberdade.

Você já se perguntou por que as pessoas eram tão atraídas a Jesus? Hebreus 1.9 nos dá uma chave para isto quando diz que Jesus foi ungido com o óleo da alegria mais do que a todos os seus companheiros. Por quê? Porque amava a justiça e odiava a iniqüidade. Encontra-se grande poder em lamentar e chorar e permitir que Deus revele o que pensa do pecado.

Quebrantamento leva ao arrependimento, o que leva ao perdão, o que leva à liberdade, o que leva ao amor, o que leva à adoração... o que sempre leva a um nível maior de quebrantamento na minha vida.

Adoração apaga o ego, e não é centrada em nós mesmos ou no homem, como muitos pensam. Adoração não visa satisfazer a você e a mim. Adoração é para agradar a Deus. Na adoração, devemos sentir que estamos na posição certa somente quando estamos prostrados de rosto no chão diante de Deus. Vemos isso no livro do Apocalipse (5.10,11). A Bíblia nos diz que foi isto que João contemplou no céu. Os vinte e quatro anciãos saíram dos seus tronos, caíram diante de Deus e lançaram suas coroas aos seus pés, adorando-o. Adoração sempre produz um nível mais profundo de quebrantamento na minha vida.

A Mulher Pecadora na Casa de Simão o Fariseu

Quero mostrar-lhe o ciclo que começa com quebrantamento na vida da mulher pecadora na casa de Simão o fariseu. Procure formar um quadro desta cena na sua mente:
"Rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele. Entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. Certa mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento, e, estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas. Então os enxugava com os próprios cabelos, beijava-os e os ungia com o ungüento"(Lc 7.36-38).

Esta mulher não foi convidada, mas estava muito desesperada. Primeiro, note que o que fez foi um ato bem deliberado. Ela sabia que Jesus estava comendo na casa do fariseu. Ela foi para lá porque sabia que Jesus estava lá. Você não se encontra com Jesus "acidentalmente".

Geralmente, encontros novos com Jesus acontecem quando alguém o está buscando.

Em segundo lugar, foi um ato determinado da parte dela. Levou consigo um vaso de alabastro com ungüento. Aqui estava uma mulher que não sentia possuir nada de valor em si mesma para oferecer a Jesus, e por isto levou este vaso de ungüento de alto valor para aquela casa. Ela sabia, antes de entrar na casa, o que ia fazer com aquele vaso de alabastro. Se não determinarmos definitivamente entregar nossas possessões mais preciosas a Deus, podemos perder o encontro com ele!

Em terceiro lugar, o que ela fez foi um ato de desespero. Ela não foi convidada para jantar, mas estava disposta a arriscar rejeição pelos fariseus a fim de encontrar aceitação por Jesus. Isto não aconteceu já na sua própria vida – primeiro, quando se converteu, e depois, em épocas de renovação e avivamento? E para acontecer outra vez, terá de chegar ao ponto onde não importa o que sua esposa pensa, não importa o que seu pastor pensa, não importa o que as pessoas na sua igreja pensam. Você tem de chegar onde Jesus está!

Queremos ver o ciclo que começou com quebrantamento na vida dessa mulher. Era uma mulher pecadora. Ela nunca antes estiver com Jesus, e nem sabia como devia agir perto dele. Mas olhe bem o que aconteceu. Primeiro, tudo que ela fez fisicamente demonstrava o que estava acontecendo espiritualmente na sua vida. Segundo, tudo que fazia a levava a abaixar-se mais e mais na presença de Jesus. Você acha que isto foi ruim para ela? Pelo contrário! Quanto mais nos abaixamos diante dele, mais ele pode nos exaltar.

Terceiro, tudo que ela fez foi feito aos pés de Jesus. Quarto, tudo que ela precisava para ministrar a ele, ela trouxe consigo. Ela pensou que trouxera apenas o ungüento, mas na realidade, ofereceu a Jesus muito mais do que isto, com sua atitude e coração. E finalmente, tudo que ela precisava receber, encontrou em Jesus. Seja qual for nossa necessidade hoje, Jesus é aquele que pode supri-la.

Observe o que o mulher fez. Havia uma prática comum naquela época, quando se recebia alguém na sua casa, várias coisas eram feitas para honrá-lo. A primeira coisa era cumprimentá-lo com um ósculo, assim como nós apertamos as mãos para dar as boas vindas. A segunda coisa que faziam era pegar um vidro de óleo comum guardado perto da porta, e esfregar um pouco na palma da mão e depois da cabeça do hóspede. Era um símbolo de honra, como se dissessem: "Estamos tão honrados de tê-lo aqui."

A terceira coisa que faziam era mandar a empregada entrar com uma bacia de água e uma toalha. Ela se ajoelhava e lavava os pés do hóspede. Por que motivo? Porque em poucos minutos iram sentar-se para comer. Não sentavam em cadeiras com os pés embaixo da mesa, como nós. Inclinavam-se para um lado, apoiando-se no cotovelo ou mão. Sentavam-se numa mesa baixa, com os pés para um lado. Perto da cabeça de uma pessoa estariam os pés da outra, e assim sucessivamente em volta de toda a mesa. Como usavam sandálias, e as estradas eram empoeiradas, era comum lavar os pés antes da refeição.

A Parábola de Jesus para Simão

Após o ato de amor da mulher, Jesus contou uma parábola para seu anfitrião dos dois devedores que foram perdoados, e perguntou qual dos dois amaria mais o seu credor, o que devia muito ou o que devia pouco. E depois continuou dizendo para ele: "Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés... não me deste ósculo... não me ungiste a cabeça com óleo". Infelizmente, isto descreve grande parte do povo cristão hoje: nada de água, nenhum ósculo, nada de óleo. Saímos do lugar de servir; abandonamos o lugar de adoração; deixamos de amar.

Veja como o ciclo de quebrantamento nesta mulher pecadora acontece aos pés de Jesus. "Estando por detrás, aos seus pés, chorando..." Suas lágrimas caíram sobre os pés de Jesus. É possível ter quebrantamento sem lágrimas, e também ter lágrimas sem quebrantamento, mas aqui, enquanto a mulher se colocava ali atrás de Jesus, onde as maiores necessidades de toda sua vida seriam solucionadas, Deus abaixou sua mão e apertou seu coração como se aperta uma esponja. Aquelas lágrimas começaram a verter. E Jesus não reclamou: "Pura emoção!", como alguns logo gritariam hoje. Este é um quadro de quebrantamento, onde Deus estava tomando seu coração, e as lágrimas caíam de seu rosto para os pés de Jesus.

Depois veio o arrependimento. Cada passo no ciclo a levava para um degrau mais baixo. Ela saiu da posição de pé atrás de Jesus, que era de quebrantamento, e foi para outra posição onde começou a lavar os pés dele. Foi necessário descer e ajoelhar-se, a fim de alcançar seus pés. Nesta posição, ela tomou suas lágrimas e começou a lavar os pés de Jesus. É um quadro de arrependimento, pois estava tomando a função da empregada da casa. Paulo chamava a si mesmo de escravo de Jesus, após sua conversão. O filho pródigo, quando voltou para casa, disse: "Pai, não sou mais digno de ser chamado teu filho: coloca-me como um dos teus servos". Esta mulher assumiu a posição de uma serva para lavar os pés de Jesus.

O quebrantamento leva ao arrependimento, e o arrependimento ao perdão. Agora, ela deixou a posição de lavar os pés para uma posição mais baixa ainda, que foi de secar os pés com seus cabelos. Para isto, era necessário abaixar-se ainda mais. Ao mesmo tempo que estava lavando os pés do Filho de Deus de toda a sujeira das ruas de Jerusalém, ele estava limpando o coração dela. "Os teus pecados te são perdoados," Jesus lhe disse.

Foi neste momento que ela foi salva. Por causa daquele arrependimento, ocorreu perdão. E o que aconteceu em seguida foi liberdade! Aqui estava uma mulher tão consciente da presença de Jesus que ficou totalmente indiferente à presença de qualquer outra pessoa. Jesus disse a Simão: "Ela, desde que entrou, não cessou de me beijar os pés".

Os fariseus estavam sentados, olhando e julgando, condenando a mulher, e sentindo desconforto na presença dela. A maioria de nós também não ficaria à vontade diante deste tipo de adoração a Jesus. Mas no meio de todo este ambiente constrangido, ela estava tão livre, tão envolvida na sua adoração a ele. Quando entrou, estava preocupada com o que as pessoas iam pensar, se iriam impedi-la; mas de repente, nada mais tinha importância: Jesus estava recebendo sua adoração, e seus problemas estavam desaparecendo.

E isto a levou ao amor. Agora, ela saiu da posição de secar os pés para começar a beijá-los. E Jesus disse que depois que ela começou, não parou mais. Que amor brotou no seu coração! Você já se sentiu tão livre assim no seu coração, com aquele que deu tudo por você? Você tem esta liberdade agora? Você ama assim como amava no princípio? Você adora, como antes adorava? Ou algo desapareceu da sua vida?

Adoração aos Pés de Jesus

A mulher tomou aquele vaso precioso e o derramou aos pés de Jesus. É um quadro de adoração. Aqui está uma mulher que pensou: "Não tenho nada de valor para oferecer a ele". Mas adoração é demonstrar a Jesus o grande valor que ele tem em nossa vida. Ela pegou o ungüento e colocou-o nos pés de Jesus. Quebrantamento, arrependimento, perdão, liberdade, amor, adoração – sempre levando de volta para um nível mais profundo de quebrantamento.

Esta mulher descobriu o que muitos de nós hoje perdemos, que é reconhecer que adoração acontece aos pés de Jesus. Estamos mais interessados em compartilhar o trono do que em curvar-nos na sua presença. Esta mulher foi arrebatada para uma experiência celestial com Jesus. Os outros estavam sentados, julgando, criticando e condenando-a.

Muitas pessoas hoje reconhecem que não tem mais a mesma sensibilidade para Deus que já tiveram anteriormente. Estamos mais conscientes do que os outros pensam do que de Deus. Quem dera pudéssemos ficar tão conscientes da presença de Jesus que ficaríamos indiferentes à presença dos outros!

O que precisamos fazer? Se já concordamos com Deus e reconhecemos a nossa necessidade, então vamos dar passos de obediência, sem importar-nos com o que as pessoas pensam. Vá aos pés de Jesus! Volte aos pés de Jesus!

Extraído do jornal Arauto da Sua Vinda, ano 18, nº 2

Espírito Santo Companheiro - R. A. Torrey

Uma das promessas mais preciosas em toda a Palavra de Deus para esta era da Igreja está em João 14.16-17:
"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que esteja convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece. Mas vós o conheceis, pois habita convosco, e estará em vós."

Aqui o Espírito Santo é apresentado como um outro Consolador que vem para tomar o lugar do nosso Senhor Jesus. Até este momento, Jesus sempre fora o amigo dos seus discípulos, sempre presente para ajudá-los em cada emergência que surgisse. Mas agora ele ia embora, e seus corações estavam cheios de consternação e ele queria lhes dizer que enquanto estivesse ausente, um outro tomaria seu lugar.

Enquanto Jesus estiver longe, até o dia glorioso em que há de voltar, uma outra pessoa, tão divina quanto ele, tão amoroso e carinhoso e forte para ajudar, estará ao meu lado sempre, sim, habitando no meu coração em cada momento para comungar comigo e ajudar-me em cada emergência que possa porventura surgir.

A palavra grega que foi traduzida "Consolador" nesta passagem significa muito mais que consolador. A palavra é "parakletos", que é uma palavra composta de "para", que significa "ao lado de", e "kletos", que significa "chamado". Assim a palavra completa significa "alguém chamado para estar ao lado de", alguém que foi chamado para tomar sua parte e ajudá-lo em qualquer emergência que pudesse surgir. A idéia é de um ajudante, sempre presente com seu conselho e sua força e qualquer outra forma de ajuda que for necessária. Que idéia preciosa e maravilhosa!

Neste pensamento do Espírito Santo ser um amigo pessoal, sempre presente, está a cura para toda solidão. Se o pensamento do Espírito Santo como um amigo sempre presente, sempre à disposição, entrar no seu coração e ali permanecer, você nunca mais sentirá solidão enquanto viver.

Companheiro na Solidão

Minha vida durante a maior parte dos últimos vinte e cinco anos tem sido uma vida solitária. Muitas vezes fui separado da minha família por meses seguidos, às vezes não pude estar com minha esposa por períodos de dois ou três meses, e uma vez não vi nenhum membro da minha família além da minha esposa por dezoito meses.

Uma noite eu estava andando no convés de um navio no Mar da Tasmânia, entre Nova Zelândia e Tasmânia. Era uma noite de tempestade. A maioria dos passageiros estava embaixo, com enjôo, e nenhum dos oficiais ou marinheiros podia ficar comigo, já que tinham tanto a fazer para cuidar do navio. Quatro dos cinco membros da minha família estavam do outro lado do globo terrestre, a mais de vinte e sete mil quilômetros pela rota mais curta que se pudesse traçar, e o outro membro que estava mais próximo tampouco estava comigo naquela noite. Enquanto fiquei ali andando no convés sozinho, comecei a pensar nos meus quatro filhos àquela distância, e estava a ponto de sentir muito solitário, quando me veio o pensamento de que o Espírito Santo estava ao meu lado, e que enquanto andava para cima e para baixo no convés ali de noite com aquela tempestade, ele estava andando comigo, dando passo a passo junto comigo. Com isto minha solidão foi embora.

Contei esta experiência alguns anos atrás na cidade de St. Paul, EUA, e no final da pregação, um médico se aproximou para dizer: "Eu queria agradecer-lhe muito pela lição. Muitas vezes sou chamado para sair de noite sozinho, passando por escuridão e tempestades nos campos, e me tenho sentido muito sozinho. Agora sei que nunca mais ficarei sozinho, pois vou saber que a cada passo do caminho o Espírito Santo está comigo nos meus atendimentos solitários."

Esta verdade preciosa do Espírito Santo como amigo pessoal sempre presente traz cura para o coração quebrantado. Oh, quantas pessoas quebrantadas existem no mundo hoje! Muitos perderam um familiar ou alguém querido, mas não precisariam passar por um momento de dor se tão-somente conhecessem a "comunhão do Espírito Santo". Quem sabe, seja uma mulher que há um ano, ou há apenas alguns meses, semanas ou até dias, tinha ao seu lado um homem forte e sábio, ao ponto de se sentir livre de qualquer senso de responsabilidade ou preocupação, já que todos os fardos estavam sobre os ombros dele. Como foram brilhantes e felizes os dias do seu companheirismo! Mas chegou o dia escuro em que aquele amado lhe foi tirado, e como ficou solitária, vazia, infrutífera e sobrecarregada a sua vida depois disso! Ouça, mulher, há alguém que anda exatamente ao seu lado hoje, que é muito mais sábio e forte, mais amoroso e mais capaz de guiar e ajudar, do que o marido mais sábio, mais forte, e mais amoroso que já viveu; e ele está pronto para carregar todos os fardos e responsabilidades da vida para você, sim pronto para entrar e habitar no seu coração, enchendo cada cantinho e espaço vazio do seu coração partido, e assim banir a solidão e dor para sempre.

Falei sobre isto certa tarde no salão St. Andrew, em Glasgow, Escócia. No final da palestra, quando estava saindo, uma senhora veio rapidamente atrás de mim, para falar comigo. Ela usava roupas de viúva, e seu rosto trazia marcas de profunda tristeza, mas agora havia uma expressão feliz no seu rosto.

"Dr. Torrey," ela me disse, "está fazendo um ano que meu querido esposo faleceu (ele era um dos cristãos mais proeminentes em Glasgow), e vim aqui hoje na esperança de que o senhor tivesse algo para me ajudar. E realmente teve, pois a palavra era exatamente o que eu precisava. Nunca mais sentirei solidão, nunca mais meu coração ficará com esta dor terrível. Vou deixar o Espírito Santo entrar e encher cada canto dolorido do meu coração."

Dezoito meses depois, enquanto estava novamente na Escócia, num breve período de férias, encontrei novamente com esta senhora. Quando ela me viu, veio correndo para me dizer: "Oh, Dr. Torrey, a lição que o senhor ensinou naquela tarde continua comigo até hoje, e não tive uma hora solitária ou triste daquele dia até hoje."

Apoio no Ministério

Mas é no nosso trabalho cristão que esta mesma lição vem com mais poder e eficácia. Veja a minha própria experiência. Tornei-me ministro do Evangelho porque senti que se não atendesse o chamado, perderia minha vida. Não era uma questão de salvação, pois isto é somente pelo sangue de Jesus, mas a minha própria decisão de aceitar Jesus veio junto com a decisão de ser um pregador.

Durante vários anos não quis assumir minha posição de cristão porque não tinha disposição de pregar, e sentia que se me tornasse cristão eu teria de pregar. Na noite que entreguei minha vida a Deus, eu não disse: "Aceito Jesus", nem "Estou deixando meus pecados", mas: "Serei um pregador".

Ao mesmo tempo, se já houve alguém que pelo seu temperamento natural estava totalmente desqualificado para pregar, esta pessoa era eu. Como jovem, era anormalmente acanhado, e um estranho quase não podia nem falar comigo sem que eu ficasse corado até as raízes dos meus cabelos. Quando saía de casa para visitar outros parentes, mal comia na mesa, tamanha era minha vergonha de estar entre estranhos. De todas as torturas que suportei na escola, nenhuma era pior que a obrigação de recitar algo na frente. Quase não conseguia suportar a tarefa de ficar na plataforma onde todos ficavam olhando para mim; até mesmo quando meu próprio pai ou mãe pediam que eu recitasse algo somente para eles antes de ir para a escola, eu simplesmente não conseguia. Imagine uma pessoa assim entrando no ministério! Mais tarde, quando era estudante universitário e estava de férias em casa, na hora de conhecer e conversar com as pessoas que vinham visitar meus pais, nenhuma palavra saía da minha boca. Eu tentava falar, mas as palavras paravam na garganta, e não passavam dali.

Eu nunca havia falado, nem mesmo numa reunião de oração, até a época que entrei no seminário teológico. Depois pensei que se fosse tornar-me pregador, deveria pelo menos ser capaz de falar numa reunião da minha própria igreja. Resolvi que falaria. Peguei uma mensagem, decorei-a por inteiro (tanto que lembro-me de partes dela até hoje), mas quando fui para entregar, acho que pulei alguns pedaços, de tão nervoso que estava. Na hora que eu tinha de começar, agarrei no encosto do outro banco à minha frente, para me segurar em pé. Sentia como se houvesse uma catarata de Niágara subindo do meu lado esquerdo, e outra descendo do meu lado direito. Repeti o quanto que consegui me lembrar da mensagem decorada, e depois caí de volta para meu assento.

No final da reunião, uma amável senhora de idade veio e agradeceu: "Oh, Sr. Torrey, quero agradecer-lhe pelo que você transmitiu esta noite. Me fez tão bem, você falou com tanto sentimento."

Sentimento? O único sentimento que tive era de estar assustado quase à morte! Imagine alguém assim entrando no ministério!

E realmente, os primeiros anos de ministério foram tortura. Pregava três vezes aos domingos. Decorava os sermões, e depois enquanto pregava, ficava torcendo o botão de cima do paletó, até que tivesse terminado de pôr o sermão para fora. Quando o terceiro e último sermão do dia tinha terminado, eu caía na cadeira atrás do púlpito, com um grande senso de alívio de que havia terminado mais um domingo. Mas logo vinha o pensamento terrível que já teria de começar a me preparar para o próximo domingo. Que vida angustiada eu tinha!

Mas finalmente veio o dia feliz em que este conceito que estamos falando tomou posse da minha vida. Entendi que quando eu ficava em pé para pregar, embora as pessoas vissem a mim, havia uma outra pessoa a quem não viam, mas que estava ao meu lado, e sobre quem estava toda a responsabilidade. Tudo que eu tinha de fazer era me afastar o máximo possível, e deixar que ele fizesse a pregação. Daquele dia em diante, pregar tem sido a alegria da minha vida. Prefiro pregar a comer. Algumas vezes, quando me levanto para pregar, antes de falar uma palavra sequer, o pensamento dele em pé ao meu lado, capaz e disposto a tomar conta da reunião inteira, e a fazer tudo que precisa ser feito ali, tem enchido meu coração de alegria a tal ponto que mal consigo me conter.

Peça Ajuda – E Confie!

É a mesma coisa com todas as áreas de serviço. Se você é professor de Escola Dominical, e está sempre preocupado, achando que irá dizer algo que não deveria, ou que deixará de dizer algo importante, e o peso da responsabilidade está praticamente o esmagando, escute o que estou dizendo: Lembre-se sempre que estiver ensinando sua classe: existe alguém bem ao seu lado que sabe exatamente o que deve ser dito, e o que deve ser feito. Ao invés de carregar a responsabilidade da classe, deixe-a para ele, deixe que ele ensine.

Um dia encontrei um dos cristãos leigos mais fiéis que tive a oportunidade de conhecer, e que era também um mestre da Bíblia muito talentoso. Neste dia, ele estava muito abatido sobre seu fracasso, ou aquilo que sentia ser seu fracasso, em dar aula. Ele abriu o coração para mim, e fiquei ali ouvindo. Quando terminou, eu disse para ele: "Sr. Dyer, você não pediu sabedoria de Deus antes de dar sua aula?"

"Sim," ele respondeu.

"E você não creu que ele lhe daria?"

"Sim," ele afirmou novamente.

"Então, que direito você tem de duvidar que ele realmente lhe deu?" eu perguntei.

"Nunca pensei disto antes," ele respondeu. "Nunca mais vou ficar preocupado sobre minha aula."
É assim também no seu trabalho pessoal. Quando alguém lhe pede no final de um culto para ir falar com alguém, quantas vezes você deseja ir, mas não tem coragem. Você pensa: "Posso falar algo errado. Posso fazer mais mal do que bem."

Sim, você vai dizer algo errado, se for sozinho. Mas, confie no Espírito Santo para falar, e ele falará a coisa certa através de você. Entregue-lhe seus lábios para que ele fale. Pode não parecer a coisa certa na hora, mas um dia verá que foi exatamente aquilo que precisava.

Uma noite na Tasmânia, quando a Sra. Torrey e eu estávamos saindo da reunião, ela virou para mim e disse: "Archie, perdi a noite inteira. Estive falando com a moça mais frívola que você possa imaginar. Acho que ela não tinha um pensamento sério na sua cabeça, e gastei a noite toda com ela."

"Clara," respondi-lhe, "como você pode saber que desperdiçou a noite? Você não pediu a Deus para guiá-la?"

"Sim."

"E você não creu que ele o faria?"

"Sim."

"Então, deixe o resto com ele."

Na noite seguinte, no final da reunião, a mesma moça aparentemente frívola e leviana aproximou-se da Sra. Torrey, trazendo sua mãe junto com ela. "Sra. Torrey," ela falou, "por favor fale com a minha mãe. A senhora me conduziu a Cristo ontem à noite, e agora leve a minha mãe a ele também."

Em síntese, o Espírito Santo é uma pessoa. Na teoria, todos nós já acreditamos nisto, mas no seu pensamento, na sua atitude prática para com ele, você o trata como pessoa? Você realmente considera o Espírito Santo como uma pessoa tão real, tão amorosa, tão sábia, tão carinhosa, tão fiel, tão forte, e tão digna de confiança, amor e entrega, quanto Jesus Cristo? Você pensa dele como uma pessoa divina sempre ao seu lado? O Espírito Santo foi enviado pelo Pai para este mundo para ser para os discípulos de Jesus nesta dispensação, até a volta dele, exatamente o que Jesus foi para eles durante o tempo da sua comunhão pessoal com eles na terra. É isto que ele é para você? Você conhece a "comunhão do Espírito Santo", o companheirismo do Espírito Santo, a parceria do Espírito Santo, a amizade do Espírito Santo? Este foi o meu objetivo neste artigo: apresentar você ao meu amigo, o Espírito Santo.

Artigo extraído do jornal Arauto da Sua Vinda, ano 18, nº 2

Deus Procura Por Pioneiros de Avivamento - Paul S. Rees

Certa vez, apareceu diante dos olhos aguçados do profeta Ezequiel o quadro comovente do Todo-poderoso descendo para vasculhar as ruas e habitações de Jerusalém. Deus procurando por um homem! Um homem que pudesse abrir o caminho, que voltasse aos altares do Senhor, e que convocasse outros para o acompanhar. Um homem, em suma, que fosse um pioneiro no caminho para o avivamento. Surpreendentemente, Deus não conseguiu achar tal pessoa chave.

Consequentemente, Jerusalém e Judá continuaram caminhando para sua ruína em 586 a. C. , espiritualmente sem despertamento e sem renovação.

Agora, mude de contexto histórico. Venha para a atualidade. No lugar do templo, coloque a igreja. E então lembre-se de Ezequiel 22.30: "Busquei entre eles um homem que levantasse o muro, e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse, mas a ninguém achei".

Não existem numerosas "brechas" ou "rupturas" hoje? Lembre-se que Deus está procurando pessoas – pessoas que estejam alertas ao perigo e sensíveis à necessidade, homens que vão fechar as brechas, e que tomarão posições corajosas em favor de uma retomada espiritual contra todas as forças apóstatas que se opõem a Cristo.

A pergunta que levanto agora é simples e profunda: como podemos nós – você e eu – responder a este chamado de Deus?

Enfrente os Fatos

Primeiro teremos que abrir nossos olhos aos fatos. "Faze-lhe conhecer, pois, todas as suas abominações", foi a ordem que veio a Ezequiel (22.2). Mas Jerusalém queria ver? Não! Ela preferiu continuar vivendo no seu paraíso enganoso de prosperidade iníqua.
Considere estes flashes de denúncias em Ezequiel: "Fizeste-te culpada, e pelos teus ídolos que fabricaste te contaminaste... Os príncipes de Israel, cada um conforme o seu poder, tiveram domínio sobre ti (abusaram do poder) ... As minhas coisas santas desprezaste, e os meus sábados profanaste... No meio de ti cometem perversidade ... Os príncipes (líderes) são como lobos que arrebatam a presa... Os sacerdotes transgridem a minha lei, e profanam as minhas coisas santas."

O Espírito de Deus não tem prazer algum em publicar ou divulgar estas falhas degradantes e perversas da sociedade e da igreja. Ele as traz à tona por uma única razão: para bombardear nossa consciência. Temos que ser despertados, nem que seja através de flechadas divinas, senão a sentença de juízo, com mais tempo ou menos tempo, soará sobre nossas cabeças descobertas.
Como os avivamentos sempre começam dentro da igreja, é indispensável para sua chegada que nós que estamos de dentro enfrentemos os fatos. Conselhos poderosos de igrejas e conferências se reúnem, aprovam resolução após resolução, fazem pronunciamento após pronunciamento, enchem o ar com palavras sofisticadas, e daí? Os grandes deste mundo já descobriram que os que se chamam "filhos de Deus" não são muito sérios. Se fossem, começariam a pôr em ordem sua própria casa.

Enfrente a Verdade Sobre

Si Mesmo

Além disso, se você quiser ser um dos instrumentos de Deus para o avivamento, terá de começar consigo mesmo. Um dos provérbios poderia ser aplicado aqui, com toda sua aspereza, àqueles que são chamados por Deus para promover o avivamento. "Os olhos do louco vagam pelas extremidades da terra" (Provérbios 17.24). Isto significa que o louco se recusa a enfrentar as realidades da sua própria vida. Um escritor popular sobre psiquiatria prática disse certa vez: "Embora você esteja mais interessado em si mesmo do que em qualquer outra coisa no mundo, ainda assim possui uma característica extremamente estranha – uma indisposição de enfrentar a verdade sobre si mesmo!"

Se quisermos ter avivamento espiritual nas nossas igrejas, teremos de alguma forma de combater esta mania de confessar os pecados dos outros ao invés dos nossos próprios. Ao criticar outras pessoas, estamos tentando esconder nossas próprias falhas. Isto é fatal para o bem da nossa alma. É fatal para a vinda e continuidade do avivamento.

Por volta de 1830, Charles Finney foi o instrumento do Espírito de Deus para trazer avivamento para a cidade de Rochester, Nova York e região. Como resultado, mais de 100.000 pessoas entraram nas igrejas como cristãos recém-convertidos. Nas suas palavras: "Um avivamento religioso pode ser esperado quando cristãos começam a confessar seus pecados uns aos outros". Se outra pessoa não fosse encontrada para confirmar sua declaração, teríamos o apóstolo Tiago, que escreveu: "Confessai os vossos pecados uns aos outros... para serdes curados" (Tg 5.16).

Orar por um avivamento é algo que custa caro. Antes de podermos ter regozijo espiritual, precisamos ter humilhação espiritual. E isto não começa com o outro irmão, mas comigo mesmo. "Falemos claramente, de uma vez por todas," diz Cecil Rose, "auto-exame honesto e introspecção não são a mesma coisa. ‘Introspecção’ é olhar para dentro de si, mas não fazer nada a respeito. ‘Auto-exame’ significa permitir que Deus lhe dê um checape geral com vistas a uma cura radical."

É a cura radical que precisamos, senão continuaremos a ser parte do problema ao invés de parte da solução.

Obediência Sacrificial a Deus

Uma terceira coisa que se requer de nós, se quisermos ser pioneiros do avivamento, é prestar a Deus obediência sacrificial. Ouça novamente o que Deus diz: "Busquei entre eles um homem que levantasse o muro, e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse..." Este não é um serviço simples. Exige heroísmo, a disposição de suportar adversidade.

O problema com noventa por cento dos membros de igreja é que entramos no clube do conforto, e deixaríamos o mundo ir para o inferno antes de causar inconveniência a nós mesmos por amor ao Evangelho. Somos vítimas enganadas de sentimentalismo religioso, o que aparece por exemplo na maneira em que transbordamos de entusiasmo em torno de projetos aos quais estamos ligados, ou que favorecem nossos amigos e parentes, enquanto ao mesmo tempo friamente ignoramos as responsabilidades normais de discípulos de Jesus, e a chamada constante para ganhar almas.

O mundo eclesiástico está cheio de cristãos e até de líderes que, mesmo por amor do crucificado Filho de Deus, não se dispõem a sacrificar seu conforto para realizar uma tarefa que somente discípulos totalmente dedicados podem fazer!

Os pioneiros de avivamento precisam ver como tal discipulado é vazio e ineficaz. Precisam parar de se desculpar por não oferecer uma obediência total ao Senhor Jesus, seja qual for seu custo. Muitas vezes estamos falando sobre ministério de tempo integral, quando deveríamos estar acertando antes nossa entrega de coração total para Deus. Não podemos ficar brincando com palavras. O que se requer são entrega e obediência reais.

Poder de Propagação

Para sermos pioneiros de avivamento, temos mencionado três coisas: (1) Enfrente os fatos; (2) Comece consigo mesmo; (3) Ofereça a Deus obediência sacrificial. Há uma quarta palavra que gostaria de incluir: Acredite no poder de propagação do avivamento.

Uma fraqueza da nossa cultura com sua mentalidade de marketing é que colocamos propaganda no lugar da propagação. Propagação é quando algo se estende e multiplica em virtude da liberação de forças interiores – a força da verdade, do amor, e da boa vontade. Não é um processo artificial; é vital.

O avivamento, depois de iniciado, tem um jeito de expandir-se numa reação em cadeia, justamente como a liberação de energia atômica. Um punhado de homens e mulheres humildes em Jerusalém experimentaram avivamento no dia de Pentecoste. Havia apenas umas cento e vinte pessoas. Mas o que receberam de Deus tinha o poder da autopropagação. Espalhou-se de forma tão impressionante pelo Império Romano, que alguns historiadores estimam que dez milhões de pessoas foram alcançadas pelo movimento cristão no primeiro século.

Geralmente tudo começa com a união de algumas poucas mentes e corações numa comunhão de preocupações comuns, e companheirismo de oração com confissão de pecados. Foi isto que aconteceu na Inglaterra no século 18. Wesley e Whitefield pregavam nos campos abertos para até 20.000 pessoas de uma só vez. Mas isto só aconteceu depois que a reação em cadeia havia alcançado plenamente o estágio de explosão. Começou com um pequeno grupo de homens na Universidade Oxford, que estavam preocupados sobre o avivamento nas suas próprias almas e na vida dos cristãos da Grã-Bretanha.

O Dr. J. Edwin Orr diz que o avivamento mais equilibrado e menos emotivo dos tempos modernos foi aquele que tomou conta dos Estados Unidos a partir de 1857. Houve um mínimo de fogo estranho, e um máximo de poder puramente espiritual. Começou, pelo menos naquele país, quando um homem solitário, Jeremiah Lamphier, ajoelhou-se em oração numa Igreja Reformada na Rua Fulton na cidade de Nova York. Alguns outros começaram a juntar-se a ele. A nação estava numa condição terrível. O crime estava alarmante. Por isto era um tempo propício para orar e propagar avivamento. Não demorou muito para esta célula, que começara com uma pessoa e crescera para cinco, transformar-se num tremendo movimento de oração intercessória. Quatro mil pessoas abarrotavam o Salão Jayden em Nova York para orar ao meio-dia.

Conversões começaram a acontecer. O país inteiro foi abalado. Quando o despertamento estava no seu auge, foi estimado que cinqüenta mil pessoas estavam se convertendo por semana no país inteiro. No decurso do avivamento, mais de um milhão de pessoas foram acrescentadas às igrejas cristãs.

Daquela tremenda liberação de poder espiritual surgiram ministérios evangelísticos como o de Dwight L. Moody. Vários movimentos poderosos surgiram também, como YMCA e YWCA (movimentos cristãos para moços e moças), e a Escola Dominical. Estes e outros foram tremendamente usados por Deus naquela época.

Deus está procurando pessoas com espíritos angustiados e corações inflamados. Faz mais de cem anos desde aquele avivamento que acabamos de mencionar, que foi chamado o Grande Despertamento. Deus quer nos dar um despertamento no nosso século! Ele está procurando pessoas que possam conduzi-lo, pessoas de espíritos angustiados e corações purificados e inflamados, e que sejam pioneiros do avivamento. Seu clamor fervoroso será como aquele de um colega pioneiro de muito tempo atrás, o profeta Habacuque: "Aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, e no meio dos anos faze-a conhecida; na ira lembra-te da misericórdia" (Hc 3.1).

Artigo extraído do jornal Arauto da Sua Vinda, ano 18, nº 2

Solitário Nunca Mais - Elmer G. Klassen

Se Deus o escolheu por uma razão muito especial, ele o desejará como propriedade exclusiva. Desejará que você o ame acima de tudo e de todos. A fim de dar-lhe liberdade para amá-lo acima de tudo, ele terá de conduzi-lo por muita solidão. A solidão abre a porta para companheirismo com Deus, e o faz ingressar na escola onde ele mesmo será o seu mestre.

Solidão foi a porção de muitas pessoas especiais na Bíblia, e de homens e mulheres que abençoaram a igreja durante a história. Rejeitar a solidão ordenada por Deus, e encher os espaços com coisas deste mundo ou com atividades para distrair-nos dele, é rejeitar o melhor de Deus e perder a maior oportunidade de ser uma parte vital no reino de Deus para toda a eternidade.

A solidão abre as portas para comunhão com Deus e para aprender lições jamais possíveis em outro lugar. Aprender a dependência de Deus é muito desejável – depois que a aprendemos. É tão desejável que se transformará em sucesso em qualquer área da vida, contanto que as lições aprendidas de Deus não sejam esquecidas.

Se aprendermos as lições durante a solidão, ganharemos intimidade e relacionamento duradouro com Deus. Aprenderemos também a ter relacionamentos duradouros com pessoas.
Quando Deus falou com Abraão para deixar sua terra, seu povo, e sua família, para ir a um país distante a fim de aprender a ter fé em Deus, ele obedeceu e aceitou uma vida de solidão para tornar-se pai de muitas nações.

José ficou solitário numa cela de prisão, depois de ser arrancado da sua família e da sua terra. Entretanto, foi assim que ganhou favor diante do mundo inteiro.

Davi aprendeu suas lições numa escola de solidão que começou já na sua infância. Depois de alcançar a fama, passou novamente por solidão que o preparou para exercer uma boa liderança. Ele aprendeu a ter comunhão com Deus e ganhou o respeito do povo de Deus daí para frente.
O apóstolo Paulo passou por anos de solidão em que buscou a comunhão com Deus. Sabemos muito pouco sobre seus anos de solidão em Tarso, depois de ter começado a evangelizar com fervor logo após sua conversão. Ele levou uns dez anos para aprender as lições e poder testemunhar a operação do Espírito Santo no seu ministério, conduzindo pessoas à conversão. Foi durante seu tempo solitário na prisão que escreveu as cartas que passaram a fazer parte do Novo Testamento.

Solidão é a escola que nos ensina a depender de Deus. Quando aprendermos esta lição, atrairá outras pessoas com o mesmo desejo. Deus também passou por tempos de solidão em nosso favor, para que hoje pudéssemos ter comunhão com ele e com outros cristãos no mundo inteiro.
Os cristãos passam por tempos de solidão, mas quando aprenderem as lições, nunca mais serão solitários. Terão comunhão com Deus e com o povo dele.

Encontrei recentemente a seguinte história verdadeira de vitória sobre solidão: Robert Harkness era um pregador e autor de hinos na Austrália. Numa certa viagem evangelística, ele ficou hospedado numa próspera fazenda de ovelhas, no interior daquele país. Na espaçosa sala de estar havia um lindo piano, e Robert aproximou-se dele, pensando em tocar alguns hinos antes se acomodar para a noite. Mas abruptamente, a dona da casa o impediu: "Você não pode tocar neste piano!"

"Por que?" ele perguntou, chocado.

A senhora passou então a explicar a história triste. "Meu filho era estudante na escola de medicina. Ele também tocava muito bem o piano. Tinha costume de tocar por horas a fio. A casa ficava cheia de música. Mas um dia foi recrutado pelo exército (Primeira Guerra Mundial), enviado para a Turquia, e nunca mais voltou. Não suporto a pensamento de qualquer outra pessoa tocar no piano do nosso filho. Sua memória é inesquecível e extremamente dolorosa para mim."

Robert Harkness ficou acuado. Mas num instante, Deus lhe mostrou como consolar este coração partido de mãe. Abrindo seu Novo Testamento, leu em 1 Pedro 5.7: "Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós". Então se despediram para a noite.

Na manhã seguinte, a senhora animadamente os convidou para tomar café, e logo foi dizendo: "Não estou mais solitária; Jesus é o Amigo de amigos para mim".

Esta frase encontrou uma ressonância no coração de Robert. "Por favor," ele disse, "repita esta frase." Depois que ela o fez, ele pediu: "Posso colocá-la à música?"

"Sim, por favor faça", ela respondeu.

Naquele momento, o piano que fora por tanto tempo um monumento morto ressuscitou-se com os acordes da música "Solitário Nunca Mais". As notas e acordes fluíram das suas mãos para as teclas do piano abandonado, expressando a alegria e esperança de se ter Jesus como o "Amigo dos amigos".

Quando visitamos os imensos cemitérios em Gallipoli, onde o filho dela morrera, um epitáfio trouxe este testemunho: "Ele trocou seu uniforme de exército por uma roupa branca resplandecente".

Abaixo a letra da música que foi composta naquela ocasião:

"Solitário Nunca Mais"
Robert Harkness

Nas veredas da vida nunca estou solitário
Meu Senhor está comigo, meu Senhor divino;
Um Guia sempre presente, confio somente nele,
Não estou mais solitário, pois ele é meu.
Não ficarei sozinho na minha tristeza,
Ele me sustentará até o fim;
A noite mais escura será transformada em manhã brilhante,
Nunca mais solitário! Ele é meu amigo.
Não estarei sozinho no vale,
Ainda que as sombras venham, não temerei;
Ele prometeu sempre me sustentar,
Nunca mais solitário! Ele estará por perto.
Nunca mais solitário, nunca mais solitário,
Pois Jesus é o Amigo dos amigos para mim;
Nunca mais solitário, nunca mais solitário,
Pois Jesus é Amigo dos amigos para mim.



Artigo extraído do jornal Arauto da Sua Vinda, ano 18, nº 2

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Jesus, alegria dos homens - por J S Bach




Esta é uma das mais lindas músicas já compostas por seres humanos! Ouça a música e leia a letra!




Jesus continua sendo minha alegria,

o conforto e a seiva do meu coração

Jesus refreia a minha tristeza,

Ele é a força da minha vida

É o deleite e o sol dos meus olhos,

O tesouro e a grande felicidade da minha alma,

Por isso, eu não deixarei ir Jesus

do meu coração e da minha presença.

(Coral nº 10 da Cantata BWV 147)

Bem-aventurado sou, porque tenho Jesus.

Oh, quão firmemente eu o seguro,

Para que traga refrigério ao meu coração,

quando estou triste e abatido.

Eu tenho Jesus, que me ama e se confia a mim.

Ah! Por isso não o deixarei,

Mesmo que meu coração se quebre.

(Coral nº 6 da Cantata BWV 147)


Johann Sebastian Bach

Credo Missionário

1. O propósito de Deus – Deus é soberano e tem
chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente
ao mundo para fazer discípulos de todas as nações. E que
apesar de nossas falhas, Seu reino está se expandido.
(Mt 25:19; Jo 20:21; At 15:14)

2. A autoridade da Bíblia – Afirmamos que a Palavra
de Deus como inerrante e infalível, sendo ela apenas,
sob o poder do Espírito Santo, capaz de operar a salvação em
cada cultura. (Rm 1:16; 2Tm 3:16)

3. A unicidade e universalidade de Cristo -
Afirmamos que só existe um salvador, Jesus Cristo, e
um só evangelho, embora haja uma variedade de maneiras
de se realizar a obra de evangelização do mundo.
(Jo 4:42; At 4:12)

4. A natureza da evangelização – A evangelização
em si mesma é a proclamação do Cristo bíblico
e histórico como Salvador e Senhor, com o propósito de
persuadir os homens, para que por intermédio Dele recebam
perdão de pecados e reconciliem-se com Deus.
(At 20:47; 2Co 5:11, 20)

5. A responsabilidade social cristã – Afirmamos
que a reconciliação do homem com o homem não significa
a reconciliação deste com Deus, nem a ação social, nem a
evangelização. “A fé sem obras é morta”, e é nosso dever
cristão amparar os necessitados indiscriminadamente.
(Gn 1:26-27; Lc 6:27,35; Tg 2:14-26)

6. A igreja e a evangelização
– A igreja ocupa
o ponto central do propósito divino e ela é o instrumento
para difusão do evangelho. A evangelização mundial requer
que a igreja toda leve a todo o mundo o evangelho
integral em trabalho mútuo de cooperação. (Jo 17:21-23;
At 1:8; Gl 6:14; Fp 1:27)

7. Cooperação na evangelização – O propósito
de Deus é que haja na igreja uma unidade visível de pensamento.
Confessamos que o nosso testemunho, algumas
vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo
que devemos nos esforçar em eliminar. (Ef 4:1-6; Jo 17:21)

8. Esforço conjugado de igrejas – Todas as igrejas
devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam
estar fazendo para alcançar o mundo, revelando assim o
caráter universal da igreja de Cristo. (Hb 12:23)

9. A urgência missionária – Com mais de dois terços
da humanidade ainda não eficientemente evangelizada,
como igreja, sentimo-nos envergonhados da nossa negligência.
Sendo cada geração responsável pela sua geração,
esta é a hora da igreja orar fervorosamente visando à evangelização total do mundo. (Jo 4:9; Rm 9:1-3; 10:11-16)

10. Evangelização e cultura – Afirmamos que a cultura
de um povo em parte é boa e em outra parte é má, devido à
Queda, por isso deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras,
para que possa ser redimida e transformada para a glória
de Deus. Diante disso, a evangelização mundial requer o desenvolvimento de estratégias e metodologias novas e criativas.
( Mc 7:8,9,13; Rm 2:9-11; 2Co 4:5)

11. Educação e liderança – Reconhecemos a
grande necessidade de melhorar a educação teológica, especialmente em se tratando de líderes de igrejas, existindo
em todo povo enorme necessidade de ensino e treinamento
para seus pastores e leigos nativos. (At 14:21-24; Tt 1:5,9)

12. Conflito espiritual – Cremos que estamos envolvidos
em guerra constante contra os principados e potestades
do mal, que buscam destruir a igreja e malograr sua
tarefa de evangelizar o mundo, semeando falsas doutrinas e
mundanismo em nosso meio. O momento demanda vigilância
e discernimento. (Jo 17:15; Ef 6:10-20; 2Co 4:3)

13. Liberdade e perseguição
– A liberdade de
praticar e propagar o cristianismo de acordo com a vontade
de Deus é um direito nosso, conforme a Declaração Universal
dos Direitos Humanos, mas não devemos nos esquecer de
que Jesus nos advertiu de que a perseguição seria inevitável.
(Mt 5:10-12; At 4:16.21)

14. O poder do Espírito Santo – A evangelização
mundial só se concretizará com uma igreja cheia do Espírito
Santo, sendo Ele quem convence o homem do pecado.
O Espírito Santo é o espírito de missões e tem um profundo
interesse pelas nações. (Jo 7:37-39; At 1:8; 1Co 2:4,5)

15. O retorno de Cristo – Afirmamos que a promessa
da segunda vinda de Cristo representa um incentivo
a missões. Cremos que o período intermediário entre
sua ascensão e o seu segundo retorno deve ser usado
para o cumprimento da nossa missão como Povo de Deus.
A obra missionária não poderá parar enquanto Ele não vier.
(Mc 13:10; 2Pe 3:13; Ap 7:9)

Extraído de Veredas Missionárias

Contatos humanos - E. A. Nida

Artigo extraído na íntegra do site Horizontes América Latina. Formulado a partir de trechos do livro Costumes e Culturas, de Eugene Nida – Uma introdução à Antropologia Missionária, 2a edição em português 1988, Edições Vida Nova.



Introdução
1. O apóstolo Paulo era de Tarso, uma cidade universitária da época. O convívio dele flutuava entre duas culturas: a judaica e a gentílica grego-romana. Ele não apenas conhecia bem as duas culturas, como fazia parte delas.

2. Embora Paulo seja um padrão para o trabalho transcultural, só houve dois lugares visitados por ele que eram considerados primitivos.

3. Um desses lugares foi a ilha de Creta. Ele mesmo não começou aquele trabalho. Provavelmente, foram João Marcos e Barnabé na famosa separação das equipes missionárias. Paulo nem mesmo trabalhou em Creta, mas enviou Tito. E teve uma passagem muito rápida por ali. Até que ele quis ficar uns 4 meses, mas a tripulação do navio que ia para Roma não quis e quase naufragaram (At 27.7-23). Mesmo assim, os cretenses tinham costumes de piratas, mas foram colonizados pelos gregos há 1500 anos antes de Cristo.

4. Outro campo missionário transcultural para Paulo foi a ilha de Malta. De fato, este foi o único lugar que Paulo visitou que podemos afirmar que se tratava de cultura diferente da cultura judaico-grego-romana que Paulo tão bem conhecia.

5. Não foi uma visita programada, nem uma viagem missionária. Mas foi o resultado do naufrágio daquele navio cheio de prisioneiros.

6. Por um lado podemos dizer que Paulo chegou acidentalmente (naufrágio), mas por outro lado devemos crer que foi a providência divina que o lançou ali.

7. A chegada de Paulo na ilha de Malta serve de inspiração e modelo para o trabalho missionário indígena.

8. A começar pelo acesso, chegar até à ilha de Malta era um desastre (At 27.41-28.1). Os trajetos para alguns trabalhos missionários indígenas são sofríveis (Exemplo: Foz do Içana).

9. O trabalho transcultural antes de tudo é um contato com uma outra realidade. Para o missionário recém-chegado pode não parecer real, mas é que a realidade é um tanto diferente da realidade que ele está acostumado.

Proposição: O candidato ao trabalho missionário deve se preparar para o contato com outra cultura. A estadia de Paulo na ilha de Malta dá um vislumbre do contato do missionário com o campo de trabalho futuro.

O contato com os bárbaros

1. Há uma forte campanha para evitar termos como estes, mas sempre existiram culturas de costumes primitivos, menos desenvolvidas em relação ao desenvolvimento normal do mundo. São os chamados “povos isolados”.

2. Os gregos apelidaram esses grupos de bárbaros, pois como não falavam grego, a língua oficial, tudo o que falavam aos ouvidos dos gregos soava como “bar bar”, como uma criança articulando as primeiras sílabas.

3. O termo se generalizou até chegar aos nossos tempos. A discriminação não está propriamente no termo, mas em considerar-se mais humano do que esses povos.

4. Alguns povos isoladas são bravos. O saudoso missionário Abraão Koop, da Missão Novas Tribos dizia que os Paacas Novos receberam os primeiros missionários com flechas. Assim foi com a tribo Sawi na Papua Nova Guiné, cuja história é relatada no livro “Senhores da Terra”.

5. Os primeiros missionários da New Tribes Missions foram mortos pelos índios Ayoré da Bolívia. As cinco viúvas continuaram o trabalho e viram os assassinos de seus maridos se converterem.

6. Antes da Missão Novas Tribos, três ingleses vieram para o Pará fazer contato com os Kaiopó. Os três foram mortos. Foi escrita a história, não traduzida para o português, desses três jovens. O livro se chama “Os três Freddys”, pois tinham o mesmo nome e a mesma convicção. Isto foi em 1927.

7. Nem todos os bárbaros, ou povos isolados, são hostis. Os missionários das Novas Tribos se preparam para um contato difícil com os Zo’é (na época os Poturu). Para a surpresa de todos o contato foi pacífico. Mais hostis foram os antropólogos que expulsaram os missionários da tribo.

8. O contato com os bárbaros da ilha de Malta foi tão pacífico que eles nem queriam os pertences das pessoas, mas pelo contrário, cuidaram deles e de suas necessidades físicas (v.2).

9. O missionário terá, portanto, contato com pessoas de verdade, amigos de verdade, mas de costumes e maneiras de civilização, às vezes, totalmente diferentes para ele.

O contato com animais peçonhentos

1. É impossível negar a realidade de que o missionário encontrará cobras no campo. O Brasil é um país tropical e tem as mais belas e perigosas variedades de cobras. Em Minas Gerais ver cobras é comum; em Mato Grosso matar cobras é comum; no Amazonas ver e matar cobras é inevitável.

2. Daniel Royer, professor no Instituto Missionário Shekinah, em 1988: “Se o medo dominar a pessoa, ele deixará de comer milho por medo de cobras”.

3. Todos os missionários já foram protegidos de picadas de cobra sem mesmo o saberem. Não existem só as cobras que vemos; aquelas que passam antes de nós ou aquelas que chegam depois de nós, também são reais. Os anjos protegem os missionários, também, das cobras. Criancinhas são protegidas por eles muitas vezes. Se algum missionário ou filho for picado não significa que os anjos dormiram, mas que Deus por alguma razão quis que aquilo acontecesse.

4. Índios são picados por cobras. Os missionários já foram picados por cobras. Ambos são humanos e as cobras não fazem distinção.

5. O missionário Bill Moore entregou ao Senhor sua filhinha de cinco anos. Uma surucucu foi o instrumento de Deus para levar a criança. Élden, filho do missionário Coy, foi picado por cobra.

6. Os animais peçonhentos, insetos perigosos e outros animais são uma realidade do trabalho missionário. O missionário terá contato com esses bichos.

O contato com as crendices do povo

1.O missionário poderá ser visto, às vezes, como um intruso e coisas erradas que, porventura, acontecerem na tribo podem ser atribuídas à ira dos espíritos sobre o povo por causa do missionário (v.4).

2.A tribo Maku guarda o costume milenar de proibir que mulheres vejam o rosto do homem que usa máscara em uma de suas festividades. A penalidade para tal ato é abrir uma grande cova, entrar toda a aldeia dentro e colocar fogo para que todos morram. Os missionários não estão isentos de serem a “maldição” e tampouco estariam livres da penalidade.

3. Outros exemplos — Índios que se abaixam na canoa ao chegar perto de uma montanha com um filete de água. Explicação: É a urina de um demônio que escorre pela montanha.
Índios que saem para o meio da selva uma vez por ano e depositam alimento em cima de uma pedra. Explicação: Alimentando os espíritos que poderiam fazer mal à aldeia. Na China os velhos são venerados e depois de mortos adorados e invocados. Já os esquimós exterminam os velhos, colocando-os numa jangada e mandando para as águas gélidas para morrerem. Muitas culturas não toleram o segundo gêmeo e matam apaziguando os maus espíritos.


4. Os povos estão cheios de crendices. Os nativos da ilha de Malta receberam bem Paulo, mas ao ser picado pela cobra viram-no como um assassino sendo perseguido por forças sobrenaturais.

5. Todo missionário aprende a desenvolver um estudo de cultura chamado “Os Universais”. Cada aspecto da cultura deve ser observado e anotado pelo missionário. Mas ao começar a anotar as crendices o missionário logo vê que a tarefa é imensa. As crendices deles vão de um extremo para o outro. No caso dos maltenses Paulo ou era um homicida ou um deus (v.5-6).

6. O missionário deve ficar atento, pois este é o contato mais sério e difícil dos povos explicarem. É o contato com suas crendices.

O contato com chefes de aldeia

1. O missionário deve se apressar em fazer um bom contato com chefe da aldeia. Isto não significa que será o líder da igreja, mas para ter liberdade de trabalho o missionário precisa ter a aprovação do chefe.

2. Paulo foi bem recebido e ganhou três dias de hospedagem com o chefe da aldeia (v.7).

3. O candidato à obra missionário precisa aprender a respeitar as autoridades desde já, pois seria o fim de seu ministério se não aceitasse a autoridade de um chefe de aldeia e ultrapassasse as suas instruções. É um contato que precisa de treinado desde já. Aprender a obedecer sem questionar.

O contato com doentes

1. O candidato ao trabalho missionário indígena faz coisas que dificilmente faria em nossa sociedade. Nem mesmo seria prudente e legal, ou seja, tratar dos doentes.

2. O curso de enfermagem será muito útil, mas nem todos podem ser enfermeiros. A equipe ideal é aquela que tem pessoas com várias habilidades.

3. Mas de qualquer forma, os doentes são uma realidade para o missionário. O amor pelos perdidos deve se estender para o cuidado com a sua saúde. As coisas mais básicas para nós são incomuns para muitos índios. Por exemplo: fazer um índio tomar comprimidos por 15 dias. Ou o missionário aplica injeções ou cuida do índio como cuidaria de um filho: acorda para dar remédio e faz uma escala para levar o tratamento até o final.

4. Agora multiplique isto por 100, 150, 200 ou mais pessoas. E quando a aldeia é acometida por uma epidemia? E quando há casos em que é necessário pagar um vôo de emergência? Lembre-se que a Missão não custeia remédios e nem viagens. E não poucas vezes o missionário presenciará a morte de crianças e adultos. Outras vezes será acusado pela morte deles por tirar do curandeiro para tratar com remédios.

5. O candidato deve desenvolver a prática da oração pelos enfermos e deixar de pensar só em si. Paulo teve contato com um doente na ilha de Malta (v.8-9). Lembre-se que Paulo era doente e estava indo para a prisão e saído de um naufrágio, mas no momento não estava se lamentando, porém, pensando nos outros.

6. Um contato certo que o missionário terá de enfrentar, é o contato com doentes e alguns deles com doenças contagiosas.

O contato com a honra

1. Talvez o contato mais perigoso que o missionário terá de enfrentar não é com índios bravos, com cobras, com as crendices, com o chefe ou com doenças contagiosas, mas o contato com a honra.

2. A humildade precede a honra, mas é possível uma outra ordem. Quando missionários não são humildes o suficiente para receber honras, pode ser a ruína deles.

3. Achar que pessoas não viveriam sem o nosso trabalho é a pior arrogância do missionário, pois com tal atitude ele está menosprezando os seus companheiros de ministério e a Deus que Lhe dá capacidade para trabalhar.

4. Paulo foi honrado pelos maltenses e até recebeu oferta deles. Mas Paulo chegou naquela ilha por causa de um naufrágio, foi usado por causa da misericórdia de Deus e saiu dali com as honras que deveriam ser devolvidas a Deus assim que entrasse de volta para a embarcação.

5. Cuidado com o contato com a honra. Quando o missionário fica mais conhecido, ele deve manter a mesma atitude humildade daquela com a qual começou a sua carreira.

Conclusão

1. A vida do missionário é uma vida de contato. Os contatos são reais, porém, uma realidade diferente da sua própria.

2. O contato com povos primitivos (bárbaros). O contato com animais perigosos (cobras). O contato com as crendices do povo. O contato com chefes de aldeia. O contato com doentes (e doenças contagiosas). O contato com a honra.

3. O preparo missionário ajudará a amenizar o choque desses contatos e a dependência de Deus fará possível esses contatos.

Tradução da Bíblia para línguas indígenas do Brasil - Cácio Silva

Artigo extraído na íntegra do site Antropos, escrito pelo Pr. Cácio Silva em outubro de 2005 e publicado naquele site em maio de 2006 . Ele é pastor presbiteriano e missionário da Missão AMEM. Juntamente com sua esposa Elisângela, está seguindo para a Amazônia, para trabalho entre indígenas. Tem mestrado em missiologia pelo CEM, onde também leciona fenomenologia da religião, e habilitação em lingüística pela ALEM. http://www.caciosilva.com.br/.




Realizações, Desafios e Possibilidades.


Seguindo por uma trilha, logo avistei, no sopé de uma pequena montanha, na outra margem do riacho, uma palhoça bem rudimentar. Formato retangular, cobertura e paredes de capim, sendo a metade bem fechada, sem janelas, e a outra metade totalmente aberta. De longe parecia não ter ninguém. Atravessei o riacho, de águas cristalinas e pouco profundas. Subi o barranco e então avistei a figura de um ancião indígena à minha espera. Na parte aberta da palhoça um fogo aceso. Uma criança engatinhando brincava nas proximidades. A imagem era singela. A simplicidade material e a riqueza cultural ali se misturavam. Aproximei-me e rompi o silêncio com uma das poucas expressões que conhecia naquela língua: “may xeka!” – “olá!” (literalmente “muito bom!”). Ao que o ancião prontamente me respondeu.


Logo descobri que se tratava de Totó Maxakali, um dos anciões mais antigos daquele povo. Comecei a conversar e me apresentei, enquanto vasculhava o local com um olhar discreto. De repente ele me perguntou, com um português muito limitado, se eu conhecia “Aroldo”. Entrou na palhoça e saiu com um livro cuidadosamente embrulhado num saco plástico. Desembrulhou com cuidado, mostrou-me orgulhosamente e disse: “amigo Aroldo”. Na capa estava escrito “Topa Yõg Tappet” – “O Livro de Deus”. Era um exemplar do Novo Testamento Maxakali, cuja tradução havia sido concluída vinte anos atrás. “Aroldo” é a forma aportuguesada que usam para referirem-se a Harold, o tradutor.


Harold e Frances Popovich são americanos, missionários da SIL – Sociedade Internacional de Lingüística, que vieram para o Brasil em março de 1958. Depois de alguns meses estudando o português, seguiram para o nordeste de Minas Gerais, para trabalhar com os Maxakali, chegando ali em fevereiro de 1959. Sendo o povo falante quase que exclusivamente da língua materna, o primeiro passo foi aprender a língua Maxakali. Foram os primeiros a fazer um estudo sistemático dessa língua. Desenvolveram um alfabeto para a mesma, criaram cartilhas de alfabetização e traduziram o Novo Testamento, concluindo o mesmo em 1981, após 22 anos de árduo trabalho. Esse processo muito contribuiu para a valorização da língua e revitalização da cultura. Dos oito grupos indígenas de Minas Gerais, os Maxakali é o único que preservou de forma efetiva a língua e suas instituições culturais. Mas o trabalho dos Popovich contribuiu também para a preservação étnica do povo, dando assistência na área de saúde e coibindo invasões das terras por parte de fazendeiros da região. Quando ali chegaram, os Maxakali estavam em acelerado processo de extinção, reduzidos a 197 pessoas! Hoje somam mais de mil indígenas. Esse é apenas um exemplo das dezenas de projetos de tradução bíblica que já foram e estão sendo desenvolvidos entre grupos indígenas em solo brasileiro.


O QUE JÁ FOI FEITO E QUEM FEZ


Temos atualmente no Brasil 2 Bíblias completas e 32 Novos Testamentos traduzidos para línguas indígenas. Resultado do esforço de dezenas de igrejas enviadoras, 7 agências missionárias, 66 tradutores e mais de 150 falantes nativos diretamente envolvidos no processo de tradução.



Vejamos o que os números indicam sobre todo esse trabalho.


Tradutores


Os 66 tradutores são oriundos de 6 diferentes países: 40 americanos (sendo 2 desses com nacionalidade brasileira, por serem filhos de missionários), 12 ingleses, 7 canadenses, 3 brasileiros, 3 alemães (sendo 1 com nacionalidade brasileira) e 1 colombiano. Deste quadro, 24 são solteiros, dos quais 23 são mulheres e um único homem (padre). Dos 42 tradutores casados, 34 trabalharam como casais e 8 homens se dedicaram sozinhos ao trabalho direto de tradução, via de regra estando a esposa envolvida em algum outro ministério igualmente importante como educação e saúde. No total, foram 41 mulheres e 25 homens.


Transformando estes números em percentuais, pode-se perceber que, quanto à nacionalidade 95,4% são estrangeiros, dos quais 63,5% são oriundos dos Estados Unidos da América. Quanto ao estado civil 51,5% são casados e quanto ao sexo 60,7% são mulheres. Isto nos mostra que os projetos de tradução até então concluídos foram feitos quase que exclusivamente por força missionária estrangeira, com uma participação relativamente equilibrada de missionárias solteiras e casais missionários.


Organizações


Das 7 organizações missionárias envolvidas, 1 é internacional (SIL) e as demais nacionais ou nacionalizadas: MNTB – Missão Novas Tribos do Brasil, MEVA – Missão Evangélica da Amazônia, MICEB – Missão Cristã Evangélica do Brasil, ALEM – Associação Lingüística Evangélica Missionária, JAMI – Junta Administrativa de Missões da Convenção Batista Nacional e a missão católica Salesiana. Entretanto, 26 das 34 traduções foram gerenciadas pela SIL, seguidas de 3 traduções da MNTB, 2 da MEVA, 1 da parceria MICEB e SIL, 1 da parceria ALEM e JAMI e 1 dos Salesianos. Portanto, 76,5% vem de força estrangeira. Entre as agências nacionais há uma saudável tendência a parcerias.


Tempo investido nas traduções


Das 34 traduções de Novos Testamentos, 2 foram feitas entre 8 e 9 anos, 8 entre 11 e 20 anos, 10 entre 21 e 29 anos, 11 entre 31 e 38 anos e 3 entre 41 e 46 anos. Contando da chegada do primeiro missionário tradutor ao campo até o momento da publicação, a média geral é de 26,5 anos de trabalho. Estão incluídos aqui os intervalos no processo de tradução, por motivos como férias, licença por problemas de saúde e ausências do campo por proibições políticas. O Novo Testamento mais rapidamente traduzido foi o Nheengatu (8 anos) e o que gastou mais tempo foi o Xavante (46 anos). Isto não reflete a habilidade ou falta de habilidade dos tradutores, mas sim, outros elementos como a complexidade da língua, a disponibilidade de falantes nativos com facilidade em tradução e a quantidade de intervalos no processo. Desses Novos Testamentos, 2 são adaptações: do Kaxinawa do Peru (25 anos) e do Tukano da Colômbia (9 anos).


As 2 Bíblias completas representam esforços continuados às traduções dos respectivos Novos Testamentos. Com a tradução do Antigo Testamento Wai-Wai, concluído em 2002, essa língua tornou-se a primeira entre as indígenas do Brasil a ter uma Bíblia completa. Foram 28 anos para traduzir o Antigo Testamento somando um total de 53 anos de trabalho para traduzir toda a Bíblia. Já o Antigo Testamento Guarani-Mbyá foi concluído em 17 anos, que somados aos 12 anos investidos na tradução do Novo Testamento totalizam 29 anos de trabalho. Todos esses números nos mostram que o trabalho de tradução bíblica para línguas indígenas tem sido árduo, exigindo muita perseverança, paciência e dedicação. Inclusive as adaptações, que no pensar de muitos é trabalho fácil, mostram-se não tão fáceis assim.


Começos e conclusões


O primeiro trabalho de tradução para língua indígena teve início em 1949 (Wai-Wai). Na década de 1950 outros 13 projetos foram iniciados, seguidos por mais 15 na década de 1960 e 4 nos anos setenta. Das traduções aqui em análise apenas uma teve início na década de 1990, sendo esta de iniciativa brasileira (Tukano). A primeira tradução concluída foi em 1965 (Baniwa), seguida por outras 4 na década de 1970, 13 na década de 1980, 11 nos anos noventa e 5 nos primeiros anos do século 21.


Portanto, as décadas de 1950, 60 e 70 foram marcadas pelo maior fluxo de missionários vindo para o Brasil com projeto de tradução. No início dos anos oitenta, houve uma grande pressão por parte do governo coibindo o ingresso de novos missionários em solo brasileiro para trabalho entre indígenas. Isto pode explicar esta pausa a partir da década de 1980. O esforço de tradução bíblica para línguas indígenas brasileiras tem, portanto, 56 anos de história.


Troncos e Famílias Lingüísticas


De acordo com o lingüista Aryon Rodrigues , as línguas indígenas brasileiras estão agrupadas em dois grandes troncos lingüísticos e em algumas famílias não agrupadas em troncos. Tronco e família lingüística são termos técnicos para indicar agrupamentos de línguas que possuem uma origem comum. É como o caso do português que pertence à mesma família lingüística do espanhol, francês e italiano, família esta chamada românica, tendo o latim como língua mãe. Digamos que são línguas irmãs. Mas a família românica é irmã da família germânica, que abarca o alemão, inglês, holandês e sueco, e da família eslava, formada pelo russo, polonês, checo e outras.



Desta forma, o português seria língua prima do inglês e do russo, por exemplo. Essas três famílias lingüísticas juntas formam o tronco lingüístico indo-europeu. O mesmo acontece com as línguas indígenas. Temos no Brasil os troncos Tupi e Macro-Jê, cada um com várias famílias lingüísticas. Temos as famílias Aruak, Karib, Tukano, Maku e outras que não se agrupam em troncos, e ainda algumas línguas isoladas que não se agrupam em nenhuma família ou tronco.
Das nossas 34 traduções, 10 são de línguas do tronco Tupi, sendo 8 da grande família Tupi-Guarani, uma da família Munduruku e uma língua não classificada em família (Sateré-Mawé). Outras 9 são do tronco Macro-Jê, sendo 5 da grande família Jê e as demais respectivamente das famílias Maxakali, Karajá, Bororo e uma língua não classificada em família (Rikbaktsa). As demais 14 línguas são de famílias não agrupadas em troncos, sendo 5 da família Aruak, 4 Karib e as demais respectivamente das famílias Nambikuara, Pano, Arawá, Guaikuru e Tukano. Por fim, temos 1 tradução em língua isolada (Tikuna).


Portanto, todos os principais troncos e famílias lingüísticas indígenas já possuem traduções bíblicas. Se considerarmos que, em muitos casos, uma tradução em língua irmã serve como bom ponto de partida para uma nova tradução, temos então um bom caminho andado.


População indígena


Das 34 traduções, 7 representam povos com mais de 10 mil pessoas. 3 representam povos com 5 a 10 mil pessoas. 17 são de línguas cujas populações somam entre mil e 5 mil pessoas. E as outras 7 traduções são de povos com menos de mil pessoas. Isto aponta a tendência natural de investir esforços em direção a línguas com populações maiores. Mas torna-se também desafiador, se considerarmos que cerca de dois terços dos povos indígenas do Brasil possuem menos de mil pessoas.


Regiões


Na região norte estão 18 das 34 traduções. No centro-oeste 11, no nordeste 2, outras 2 no sul e 1 no sudeste. É natural que seja assim, visto que, a grande maioria dos grupos indígenas está exatamente nas regiões norte e centro-oeste do país. E também pelo fato de grande parte dos povos do nordeste e sudeste já ter perdido suas línguas maternas, falando apenas o português. Mas pelo menos 14 dessas traduções são usadas além das fronteiras brasileiras, em países vizinhos como Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Peru, Paraguai, Uruguai e Argentina. Temos também o caso de um Novo Testamento traduzido na Colômbia sendo usado em território brasileiro (Kuripako). Isto se dá pelo fato de vários povos indígenas viverem sobre as fronteiras geopolíticas do Brasil.


A Palavra em Mais de uma Língua


Desta forma, no vasto solo brasileiro, a Bíblia Sagrada é conhecida também como “Deusu JesusweTaeshu Yuba Bena Yuiniki, Hawe Unanuma” – “O Livro de Deus que, através de Jesus, nos deu novas notícias anos atrás” (Kaxinawa), “Deus Athi Kapapirani Hida” – “O Papel da Fala de Deus” (Paumari) e “Pahpãm Jarkwa” – “O Livro da Palavra Bem Respeitada do Pai de Todos Nós” (Ramkokamekrá-Canela). Deus é também conhecido como “Itukó’oviti” – “Criador” (Terena), “Nhanderuete” – “Nosso Pai Verdadeiro” (Guarani-Mbyá) e “Waptokwa Zawre” – “Nosso Grande Criador” (Xerente).


O QUE ESTÁ SENDO FEITO E QUEM ESTÁ FAZENDO


De acordo com Paulo Bottrel, do Banco de Dados do Departamento de Assuntos Indígenas da AMTB – Associação de Missões Transculturais Brasileiras, existe atualmente 52 projetos de tradução bíblica em andamento para línguas indígenas brasileiras. Alguns em fase final de editoração e outros em fase inicial de análise lingüística. Em alguns casos o texto bíblico já está na gráfica (como o Novo Testamento Xerente, com publicação prevista para 2006) e em outros o missionário tradutor chegou no campo há poucos meses e está aprendendo as primeiras palavras na língua. O número atual de tradutores não é preciso, mas certamente soma mais de 80 missionários. Boa parte é de estrangeiros, mas a maioria já é de brasileiros. Pelo menos 8 agências missionárias estão atuando com tradução. Um percentual expressivo de projetos está sendo desenvolvido pela SIL, mas grande parte já é iniciativa de agências nacionais, como a MNTB, ALEM, MEVA e outras. As parcerias são muitas, tanto entre as agências brasileiras como entre brasileiras e a SIL. Um fato facilmente observável é que várias agências não diretamente envolvidas com tradução fazem parcerias com aquelas especializadas na área.


Os dados apontam um crescente envolvimento da igreja brasileira na tarefa de traduzir a Palavra para línguas indígenas. Devemos ser gratos aos missionários estrangeiros que aqui atuaram, pois não apenas traduziram a Bíblia para várias línguas do nosso país, mas também contribuíram em muito para o despertamento de obreiros e igrejas nacionais.


Das 52 línguas alvos de tradução, 4 pertencem à grande família lingüística Jê, do tronco Macro-Jê. Outras 14 são de três famílias do tronco Tupi: Tupi-Gurani (10), Mondé (3) e Ramarama. A maioria (32) pertence a dez famílias lingüísticas não agrupadas em tronco: Arawá (10), Karib (5), Pano (4), Yanomami (4), Maku (4), Tukano, Katukina, Mura, Nambikuara e Txapakura. E ainda, 2 línguas isoladas são alvos de tradução (Aikanã e Jabuti). Isto aponta um processo já esperado. As línguas mais conhecidas e analisadas (Tupi e Macro-Jê) foram naturalmente as primeiras a serem alvejadas por projetos de tradução. Agora, o esforço de tradução se expande cada vez mais para línguas menos conhecidas.


Um fato digno de nota é que dos 52 projetos de tradução hoje em andamento, 28 são direcionados a povos com menos de 500 pessoas e outros 11 para povos com uma população entre 500 e mil pessoas. Ou seja, 39 projetos visam línguas indígenas com menos de mil falantes. Outras 11 são línguas com mil a 5 mil pessoas, 1 com população entre 5 a 10 mil e apenas 1 com população acima de 10 mil. Novamente pode-se perceber a tendência natural de alcançar primeiro os povos maiores e avançar em um segundo momento para os menores.


Destes projetos, 39 estão na região norte do país, 11 no centro-oeste e 2 no nordeste, o que também segue a realidade populacional. Como já dito, a grande maioria dos povos indígenas do Brasil, ainda falantes da língua nativa, está exatamente no norte e centro-oeste. Além dos 52 projetos de tradução do Novo Testamento, temos ainda 7 Antigos Testamentos sendo traduzidos para línguas que já têm o Novo Testamento completo. Pelo menos 3 desses projetos estão com a conclusão prevista para 2006. Geralmente, enquanto se traduz o Antigo Testamento é feita uma revisão do Novo.


O QUE RESTA A SER FEITO E QUEM FARÁ


O que podemos concluir a partir dos dados acima é que muito já foi feito em termos de tradução bíblica no Brasil. É mais de meio século de história e os grupos que já têm a Palavra e aqueles que estão sendo alvos de tradução somam 86 línguas. Grande parte é resultado do esforço de igrejas, agências e missionários estrangeiros, mas a igreja brasileira também tem respondido de forma positiva nas últimas décadas ao desafio de tradução.


A tradução tem contribuído para o surgimento de igrejas indígenas fortes e com liderança autóctone. Tem possibilitado que muitos indígenas conheçam a revelação divina em suas próprias línguas. Tem valorizado línguas maternas e contribuído para a preservação das mesmas. Tem sido um instrumento de revitalização cultural de muitos povos. Tem analisado e documentado línguas ainda desconhecidas. Ou seja, além do seu eterno e incalculável valor espiritual, a tradução bíblica possui também um inestimável valor cultural e científico. Como reconhece Ruth Monserrat , a grande maioria das análises lingüísticas entre indígenas do Brasil foi feita por missionários, em especial da SIL. Isto fica igualmente evidente na obra clássica sobre línguas indígenas do Brasil, “As Línguas Brasileiras”, do professor Aryon Rodrigues, considerado pai da lingüística brasileira. Nas 57 notas de rodapé do seu livro, ele cita a SIL 68 vezes. Das 314 fontes pesquisadas, 109 são da SIL, sem contar as dezenas de artigos, dissertações e teses de missionários da SIL publicados em revistas de lingüística e antropologia em várias universidades do Brasil e exterior.


Mas apesar do muito que já foi feito, temos ainda um grande desafio pela frente. De acordo com a pesquisadora Bárbara Grimes , são faladas no Brasil cerca de 185 línguas indígenas. Como já exposto, 34 já possuem a Palavra traduzida e outras 52 têm um projeto de tradução em andamento. Os Kuripako usam o Novo Testamento traduzido para a sua língua na Colômbia e outros 7 povos usam Novos Testamentos traduzidos para línguas parentes e mutuamente inteligíveis. É o caso dos Katuena, Mawayana e Xereu que fazem uso da Bíblia Wai-Wai por compreenderem aquela língua. Portanto, restam pelo menos 91 línguas sem tradução da Palavra de Deus. Destas, 15 já foram investigadas e a conclusão é que carecem de tradução. As demais precisam ainda ser investigadas, mas certamente grande parte das mesmas é igualmente carente de tradução bíblica.


Estima-se que tenha no Brasil algo em terno de 30 milhões de evangélicos, distribuídos em cerca de 188 mil igrejas locais . Bastaria então que cada 600 mil evangélicos ou que cada 3.760 igrejas locais se responsabilizassem por uma língua. Poderíamos até concluir que no caso da tradução bíblica para línguas indígenas do Brasil a seara é pequena para tantos trabalhadores! Mas sabemos que isto é simplismo e a situação não é bem assim. Mesmo sendo um número mensurável, o desafio continua sendo grande se considerado o despertamento ainda insuficiente da igreja brasileira para esta área e os desafios que envolvem uma tradução.


Treinamento Missionário


Antes de iniciar uma tradução é preciso analisar a língua de forma profunda. Segundo o lingüista-tradutor Norval da Silva , deve-se começar pela análise fonética para perceber quais são os sons, seguindo com a análise fonológica para compreender como os sons se articulam, passando pela análise morfológica para compreender a estrutura interna das palavras, alcançando a análise gramatical para compreender como as palavras são articuladas na formação de orações, até chegar no nível do discurso para compreender as diferentes formas discursivas da língua.



Portanto, além do caráter cristão bem moldado e um chamado consciente, um tradutor precisa de uma boa formação lingüística com ênfase em tradução. Temos hoje no Brasil basicamente três centros de formação missionária que oferecem treinamento lingüístico: MNTB, ALEM e JOCUM. Mas o apenas treinamento lingüístico não é suficiente também. É preciso ainda um bom treinamento na área teológica com ênfase em exegese e missiológica com ênfase em antropologia. Isto demanda tempo e investimento.


Tradução e Evangelização


Dos 258 povos indígenas brasileiros, 133 possuem presença missionária evangélica e 20 possuem igrejas com liderança autóctone. Destas 20 igrejas autóctones, 14 possuem o Novo Testamento traduzido para suas línguas e as outras 6 têm acesso ao texto bíblico em alguma língua compreendida pelo povo.


Em contrapartida, dos 34 povos com tradução bíblica em suas línguas, apenas esses 14 acima mencionados possuem igrejas com liderança autóctone. Outros 8 povos já foram alcançados mas ainda não possuem liderança autóctone. E pelo menos 12 permanecem sendo um desafio missionário em termos de evangelização. Alguns por terem sido alcançados de forma insuficiente e outros por permanecerem ainda sem nenhuma comunidade cristã local. Isso deixa claro que é possível traduzir a Bíblia sem plantar igrejas, mas é quase impossível plantar uma igreja forte e com liderança própria sem viabilizar o uso da Bíblia na respectiva língua do povo.Grande parte dos tradutores não consegue conciliar tradução e evangelização, devido a intensidade do trabalho. Na maioria dos casos, quando tem Bíblia mas não tem igreja, o interesse pela mesma é muito pequeno, por não ser vista como algo da cultura.


Tradução e Educação


O lingüista-tradutor Ronaldo Lidório chama-nos a atenção para outro desafio, relacionado à educação. A tradução desvinculada da alfabetização na língua materna tem resultado em alguns Novos Testamentos para não leitores no Brasil. Isto não aponta falta de cuidado ou estratégia dos tradutores, mas sim a impossibilidade de às vezes conciliar tanto trabalho. Tem surgido bons cursos de educação bilíngüe nos centros de treinamento missionário, mas faz-se necessário maior investimento e conscientização desta necessidade. Tanto o desafio da evangelização como o da educação, evoca a necessidade de enviar equipes, onde cada missionário se dedique a áreas específicas. Mas esta visão deve passar pelas agências missionárias e alcançar as igrejas, para que haja um avanço efetivo nesta direção.


Possibilidades


Tem-se visto nos últimos anos um crescente interesse por tradução bíblica no Brasil. A cada ano novos vocacionados se inscrevem em cursos de lingüística e tradução. Porém, a ida efetiva para o campo não tem se concretizado na maioria dos casos. Isto aponta para uma conscientização ainda insuficiente da igreja brasileira, incluindo seus seminários e agências missionárias. Enquanto isto, a força missionária estrangeira continua ativa, porém, diminuindo. E ainda não temos notícias de um envolvimento efetivo de tradutores indígenas.


O lingüista-tradutor Isaac de Souza classifica a caminhada missionária em direção aos indígenas do Brasil em três “ondas”: estrangeira, nacional e indígena. A onda estrangeira já fez e tem feito a sua parte. Devemos sempre louvar a Deus pelos muitos missionários estrangeiros que recebemos em nosso país. A onda nacional pode e deve assumir de forma mais consciente o desafio da tradução bíblica em terra brasileira. Mas há lugar também para a onda indígena. Como sugere o líder indígena Henrique Terena , os próprios indígenas podem ser um braço forte nesta ação missionária em direção aos povos minoritários do nosso país. O CONPLEI – Conselho de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas, já conta hoje com 1.200 associados . Portanto é hora de investir no treinamento de indígenas para traduzir a Palavra de Deus para outros indígenas. Isto também não é tão simples, demandando tempo e treinamento, mas é possível.
No desafio da tradução para os grupos indígenas do Brasil, há lugar para as três ondas.



Analisando o trabalho missionário estrangeiro no Brasil, o missiólogo Carlos Caldas conclui que uma das principais áreas para estrangeiros ainda hoje é exatamente a tradução. Concordando com ele, podemos concluir que a tradução da Bíblia para as línguas ainda à espera da Palavra no nosso Brasil, poderá ser levada a cabo numa ação conjugada de tradutores estrangeiros, nacionais e indígenas.


O sentimento de Totó Maxakali é o mesmo de muitos indígenas que têm a Palavra de Deus em suas línguas. O indígena Francisco Luiz, do povo Kuripako, testemunhou dizendo: “Antes de conhecermos a Palavra de Deus, vivíamos com medo dos espíritos da mata. Não tínhamos paz nenhuma e sempre existiam conflitos entre nós e os vizinhos. E, por quase nada, espancávamos as nossas mulheres e nossos filhos. Os pajés nos enganavam; nossa vida era só temor; tínhamos medo de tudo e de todos! Mas a Palavra de Deus nos trouxe paz e iluminou as nossas vidas” . Orello Francisco, do povo Kadiwéu, também testemunhou: “A Bíblia que eu tenho é em português. É uma língua que eu acho difícil de falar e entender. Agora que eu estou ajudando na tradução da Bíblia para a minha língua é que eu entendo bem melhor quem é Deus, aquilo que Ele quer me falar e tudo aquilo que eu devo fazer” . E Zelito, do povo Tenharim, apelou: “Queremos as Escrituras na nossa língua. Temos que conservar a nossa cultura. Todos os povos precisam ter as Escrituras traduzidas nas suas próprias línguas” . Como Igreja do Senhor, precisamos atender a este apelo!


Cácio Silva Outubro de 2005
FONTESBOTTREL, Paulo (org.). Banco de Dados. Brasília: AMTB, Departamento de Assuntos Indígenas, 2005.

CALDAS, Carlos. O Último Missionário – Os Missionários Estrangeiros estão Deixando o Brasil. Qual a Perspectiva para a Nova Liderança Evangélica? São Paulo: Mundo Cristão, 2001.

GRIMES, Barbara F. (ed.). Ethonologue. Vl. 1. Languages of the World. Dalas: SIL, 2000.Mais que Uma só Língua. São Paulo: SBB e Chapada dos Guimarães: CONPLEI, 2004.

LIDÓRIO, Ronaldo. Novas Fronteiras. São Paulo: APMT, 2001.

LIMPIC, Ted (org.). CD-ROM Despertando a Visão. São Paulo: SEPAL, 2005.

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas Brasileiras – Para o Conhecimento das Línguas Indígenas. São Paulo: Loyola, 1994.

TERENA, Henrique. A Cultura Indígena e a Necessidade do Evangelho. IN: LIDÓRIO, Ronaldo (org.). Indígenas do Brasil – Avaliando a Missão da Igreja. Viçosa: Ultimato, 2005.

SILVA, Norval Oliveira da. Traduzindo a Bíblia para Povos Indígenas. IN: LIDÓRIO, Ronaldo (org.). Indígenas do Brasil – Avaliando a Missão da Igreja. Viçosa: Ultimato, 2005.

SOUZA, Isaac Costa de. De Todas as Tribos – A Missão da Igreja e a Questão Indígena. Viçosa: Ultimato, 1996.


NOTAS
Os dados deste tópico foram obtidos em pesquisa junto ao Banco de Dados do Departamento de Assuntos Indígenas da AMTB – Associação de Missões Transculturais Brasileiras, agências envolvidas em projetos de tradução e diretamente com alguns tradutores. Muitos nomes de povos indígenas são grafados de diferentes formas. Esse texto obedece a convenção de 1953 da ABA – Associação Brasileira de Antropologia, a qual é largamente adotada no meio antropológico e lingüístico brasileiro. Línguas Brasileiras. 1994. Os dados deste tópico foram obtidos basicamente no Banco de Dados da AMTB. Aryon Rodrigues. Línguas Brasileiras. 1994. p.6. Ethonologue. 2000. pp.267-280. Ted Limpic. Despertando a Visão. 2005. Traduzindo a Bíblia para Povos Indígenas. 2005. p.207. Novas Fronteiras. 2001. p.19. De Todas as Tribos. 1996. p.37. A Cultura Indígena e a Necessidade do Evangelho. 2005. p.38. De acordo com Henrique Terena, em palestra no IV CBM, Águas de Lindóia, outubro de 2005. O Último Missionário. 2001. p.87. Mais que Uma só Língua. 2004. p.25. Idem. p.17. Idem. p.38.