Jesus, o motilone - parte 8

Missões e Adoração | 30.5.08 | Deixe seu comentário

Refém! - parte 5
Por Bruce Olson, Maio 1990

Beleza no meio da dor
Em fevereiro, os responsáveis insistiram para que eu me declarasse partidário da sua organização militante. Respondi que não poderia justificar que, para alcançar objetivos políticos e sociais, teria de matar, e por isso não participaria. O meu título de repente mudou de "preso político" a "prisioneiro de guerra".
Os prisioneiros de guerra sempre eram executados. Guerrilha inventou toda uma lista de "acusações", e então eu fui formalmente condenado à morte.
Todos os líderes tentaram me violar psicologicamente. "Os índios te abandonaram" Foi-me dito. "Temos falado com eles, e nem um se preocupa se você vai viver ou morrer." Não podia acreditar, porque certamente se lembravam dos 28 anos que tinha gasto em conjunto com eles. Eles ainda eram minha família, porém, com as repetidas afirmações dos guerrilheiros, comecei a duvidar. Seria possível?
A tortura física que eu sofri durante esse período foi tão terrível, que eu provavelmente nunca falava sobre isso, mas então me forçaram a assistir a outras execuções de reféns. A mais comum era os reféns se ajoelharem na lama, apoiavam uma pistola de grosso calibre na testa e disparavam. A tampa do cérebro voava. Ocasionalmente foi utilizado fuzilamento, cujas balas espalhavam partes do corpo através das árvores e folhagens, como se fossem montes de lixo sangrentos. "É assim que você vai ficar se não assinar uma confissão" disseram-me.
Mas houve também momentos de profunda emoção. Nesse período sofri um ataque de diverticulite, perdi cerca de dois litros de sangue. Um médico que a guerrilha tinha contratado sentiu que poderia salvar-me através de uma transfusão sanguínea no meio da selva.
Imediatamente surgiu uma disputa sobre quem teria a "honra" em doar seu sangue, foi eleita um jovem que tinha se tornado cristã. Após a transfusão permaneceu ao meu lado, foi uma ocasião muito gratificante para mim.
"Agora, o meu sangue flui em suas veias, Papai Bruchko", disse ela. Havia lágrimas em seus olhos. E também nos meus.

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Sobre o autor: Meu nome é Gilson de Moura, sou cristão evangélico há mais de 30 anos. Missionário, porém mais "com as ideias" do que com os joelhos e bolso. Adorador do Deus Vivo! Casado com a Mari, pai da Camila e do Daniel. Na igreja, sou coralista e professor da Escola Bíblica. Também sou professor de Escola Pública do Ensino Fundamental Séries Finais. Autor do Blog Missões e Adoração.

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Minhas Igrejas

Aceitei o Senhor Jesus como Senhor e Salvador do meu corpo, alma e espírito em 1979, com apenas 11 anos na Igreja Presbiteriana Moriah, em Americana, SP. Em 1982 fui batizado, na época a igreja chamava-se Igreja Presbiteriana do Bairro São Domingos e o pastor era o Pr. Pedro Alves de Oliveira. Em 1998, por ceder às minhas concupiscências, afastei-me da igreja do Senhor. Em 2000 reconciliei-me com a igreja do Senhor na Igreja Batista do Caminho em Santa Bárbara d'Oeste. Em 2009, para ficar próximo do meu serviço, tornei-me membro da Primeira Igreja do Evangelho Quadrangular em Paulínia-SP. Em 2010, mudei para a Terceira Igreja do Evangelho Quadrangular do Pr. Eliseu e Pra. Luciana, ainda em Paulínia, na Vila Nunes, por motivo de proximidade entre residência, igreja e trabalho!