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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Jesus, o motilone - parte 6

Refém! - parte 3
Por Bruce Olson, Maio 1990

Subestimar o inimigo.
Em janeiro eu já tinha sido transferido para um terceiro acampamento. Em uma pequena clareira, os guerrilheiros construíram abrigos com palmeiras, mas eu fui forçado a dormir ao ar livre, sem proteção contra chuvas torrenciais, de modo que os insetos faziam festa em mim dia e noite.
Para combater o tédio, eu pedi que me permitisse ouvir os seus discursos políticos, que os deixaram satisfeitos. Na primeira manhã eu os vi lutando para transmitir as diferenças entre socialismo, comunismo e da democracia. Então eu lhes dei uma explicação bastante completa e, em seguida, vários guerrilheiros me perguntaram se desejava agir como mediador de debates. Com poucos estudos, ou planos ou mesmo sem eles, muitos guerrilheiros haviam se deixado apenas influenciar pelas opiniões de seus líderes revolucionários, os partidários de Castro. Este recurso deu-me uma oportunidade para expor novas idéias.
Após me conhecerem melhor, os guerrilheiros mais jovens começaram a chamar-me de Papai Bruchko. Os motilones me deram o apelido Bruchko, porque assim conseguiam pronunciar Bruce Olson. Por brincadeira, os jovens guerrilheiros acrescentaram "papai", porque aos 47 anos, era velho o suficiente para ser pai deles. Admitia que as suas atitudes eram amigáveis porque tentavam atrair-me para a sua organização.
À medida que continuamos nossas discussões, me ofereci para ensinar-lhes a ler e escrever. Os dirigentes viram nisso como prova de que eu estava interessado em juntar-se a eles, e fui autorizado. Um dia, durante as aulas, o principal responsável tirou um elástico das meias e começou a atirar nas formigas que andavam no chão. Este aí não ouviu uma palavra do que eu disse, pensei.
No entanto, minutos depois, esse mesmo ‘aluno’ fez uma revisão profunda e resumiu minha aula. Isso me ensinou a não subestimar os guerrilheiros, porque nada deixavam passar sem atenção.

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