Quando se trata de aprender melhor como combater a Satanás, o crente precisa fugir com muito cuidado de dois extremos. O primeiro é a tendência de ignorar este inimigo, e tratar todo o assunto de demonologia com indiferença. Uma das estratégias mais astutas de Satanás é nos deixar ignorantes do seu poder e modo de agir. Uma vez ouvi um pastor afirmar que se ele se envolvesse tão-somente com o evangelho, se procurasse alcançar almas, e se colocasse toda sua atenção na pessoa do Senhor Jesus Cristo, não teria de se preocupar muito com Satanás.


Tal opinião parece muito piedosa e espiritual, mas na verdade é contrária às Escrituras e é muito perigosa. Qualquer cristão que decide se ocupar com o evangelho, com ganhar almas perdidas, e com conhecer mais a Jesus, se torna um alvo especial de Satanás. Ignorar as armas que o Senhor providenciou para a guerra contra Satanás e seu reino é suicídio espiritual. Dentro de pouco tempo encontraremos desastre espiritual se ignorarmos este inimigo.


O outro extremo a ser evitado é uma preocupação exagerada com Satanás e seu reino. A outra estratégia de Satanás é nos tornar mais conscientes do reino dele do que do Pai celestial, do Senhor Jesus, e do bendito Espírito Santo. A grande ênfase da Palavra de Deus é sobre a vitória consumada que podemos apropriar através do nosso Senhor Jesus Cristo. Mesmo reconhecendo o temível poder e astúcia de Satanás, todo o teor das Escrituras afirma que ele é um inimigo derrotado.


Um problema comum para quem está sofrendo ataques de Satanás é ficar mais preocupado com pensamentos sobre como ele faz para tentá-lo, afligi-lo, ou oprimi-lo do que em meditar sobre a vitória que Cristo ganhou. Estar consciente deste perigo é um grande passo para evitar a preocupação exagerada com Satanás.


Satanás é um ser espiritual, tão real e vivo quanto eu e você. Controla um vasto reino altamente estruturado de seres espirituais que têm o mesmo intento e propósito maléfico que ele tem – ou seja, de se opor à vontade e aos planos de Deus. Este vasto reino de trevas tem a humanidade como foco principal da sua estratégia.


Começando com o ataque sutil de Satanás contra Adão e Eva, e por toda a Bíblia, aqueles que tinham comunhão e união vital com Deus eram justamente as pessoas que enfrentavam este inimigo na sua estratégia mais traiçoeira.


O apóstolo Paulo parece ter experimentado na sua vida uma consciência progressivamente mais ampla a respeito das suas próprias batalhas espirituais com o diabo. Suas epístolas contêm numerosas referências a estas grandes batalhas, mas a epístola aos Efésios é o manual do cristão sobre guerra espiritual contra o diabo e o seu reino. Tanto a grandiosidade do conflito, como a certeza da nossa vitória, estão claramente expostas para nós em Efésios 6.10-18. Considere comigo alguns princípios importantes para uma guerra eficaz contra Satanás que podemos rebuscar neste texto clássico.






Forte Para a Batalha



Primeiro, é a vontade de Deus que todos os crentes sejam "fortalecidos no Senhor e na força do seu poder" (Ef 6.10). Não há razão para que o crente seja derrotado e destruído pelo poder de Satanás. Devemos permanecer como inimigos fortes e decididos de todos os propósitos de Satanás. Sua mais sofisticada estratégia e seu poder mais concentrado não precisam representar nenhuma ameaça para qualquer cristão. Força no Senhor, e todo o poder de que podemos precisar, temos à nossa disposição. Que fato importante é este!



A guerra contra Satanás sempre precisa ser vista nesta perspectiva. Enquanto estivermos usufruindo dos recursos que nos foram oferecidos, quando a fumaça desaparecer do campo de batalha, ainda estaremos de pé, o inimigo baterá em retirada, e no fim será esmagado sob nossos pés (Rm 16.20).



O segundo princípio importante na guerra contra Satanás é ter um entendimento bíblico do quê estamos combatendo. Paulo nos diz em Efésios 6.10 que devemos colocar toda a armadura de Deus para podermos permanecer diante das ciladas do diabo. Aquela palavra ciladas transmite a idéia de um inimigo astuto, traiçoeiro e ardiloso. Ele é extremamente sutil e esperto nos seus métodos de agir contra nós. Podemos ver isto vez após vez na prática. Com os cristãos, ele tem o maior prazer em trabalhar simultaneamente nos dois extremos contra a posição de equilíbrio. Por exemplo, Satanás faz igualmente bem o papel de tentador e de acusador. Como tentador, deleita-se em injetar nas nossas mentes pensamentos e desejos perversos. Depois como acusador, adora se escarnecer de nós, mostrando que tipo de pessoa desprezível somos por termos abrigado pensamentos tão maldosos e pecaminosos. Devemos estar preparados para Satanás usar as estratégias mais traiçoeiras, covardes, e sutis contra nós, o que só poderemos discernir claramente quando o Senhor ilumina sua Palavra e nos concede sua sabedoria.



Este entendimento do nosso inimigo também inclui uma consciência das potestades das trevas que agem junto com ele no seu reino das trevas. Efésios 6.12 nos mostra um dos quadros mais claros de todas as Escrituras a respeito deste reino. Nossa guerra não é uma batalha contra inimigos de carne e sangue. Quanto mais fácil seria, se fosse assim! Se você pudesse pelo menos ver seus inimigos, e saber quando estão próximos, assim como vê outros seres humanos! Mas o reino de Satanás é um reino de seres espirituais que não podem ser vistos ou tocados.



Escritores de livros de suspense já usaram muitas vezes a idéia de uma pessoa invisível, mostrando as enormes vantagens que esta teria sobre os mortais comuns. Os seres demoníacos são espíritos, invisíveis, imateriais, mas não menos reais. Lutamos e haveremos de lutar muito, contra estes seres. Envolve combate, pessoa a pessoa, corpo a corpo. Quando estudava no colegial, participei da equipe de luta livre por um tempo. Luta livre é um dos esportes mais cansativos, e que exige mais fisicamente, entre todos os jogos competitivos. Exercer perícia e força muscular contra o rival neste esporte é um desafio extremamente difícil.



É este tipo de batalha que enfrentamos com estes seres espirituais invisíveis. É uma situação de conflito íntimo, exigente, e esgotante.



Estes seres espirituais também são muito estruturados, organizados e disciplinados. Percebemos este fato pela maneira em que os inimigos que estão sob o controle de Satanás são mencionados em Efésios 6.12. Vemos um quadro muito semelhante ao que existe numa organização militar. É como num país, onde o Presidente é o comandante supremo de todas as forças armadas, e abaixo dele há os generais, almirantes, outros oficiais, e finalmente o humilde soldado raso.



Em Efésios 6, temos uma hierarquia semelhante. Satanás é o comandante supremo das forças das trevas. É o estrategista superior, e abaixo dele há todo um sistema organizado e disciplinado para executar os seus desejos.



O primeiro nível abaixo de Satanás é um grupo de comandantes chamados principados ou príncipes. Estes seres poderosos têm enorme responsabilidade e poder para conduzir os interesses de Satanás. Creio que há diferentes níveis de autoridade entre estes príncipes. Temos uma pequena idéia da sua maneira de agir, e do seu poder, no relato registrado em Daniel 10, onde o mensageiro angélico enviado por Deus para falar com Daniel encontrou resistência da parte do príncipe da Pérsia. Quando finalmente chegou, depois de três semanas, o anjo explicou a Daniel que demorou por causa da luta com o príncipe da Pérsia. Só depois que Miguel, o arcanjo, veio para vencer este príncipe, foi que o anjo pôde completar sua jornada e chegar a Daniel.



Isto não sugere que Satanás tem um príncipe sobre cada nação, responsável por executar seus planos diabólicos contra aquela nação? Abaixo dele há outros príncipes que conduzem os planos de Satanás contra a estrutura política, ou contra a estrutura educacional, ou contra a estrutura de entretenimento daquele país.



O próximo nível abaixo nesta estrutura organizada do mal são as potestades. Estas são provavelmente mais numerosas e um pouco menos independentes e poderosas que os príncipes. Entretanto, o próprio nome sugere uma atividade muito forte que são capazes de exercer contra os cristãos.



Depois das potestades vêm os dominadores deste mundo tenebroso. Estes seres são bem mais numerosos; porém são os verdadeiros executores no nível de comando. No exército, seriam semelhantes aos tenentes e sargentos. Estes dominadores das trevas têm diretamente sob seu comando um vasto exército de seres espirituais no último nível, chamados de forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Entendo que estes são os demônios mencionados tantas vezes durante o ministério do Senhor na terra. Existem multidões numerosas destes seres, tantos que uma legião habitava num só homem, de acordo com Marcos 5.9.



Estas são as forças espirituais do mal contra as quais devemos batalhar. De fato, a Palavra apresenta um quadro temível deste sistema invisível, astuto, e altamente organizado, contra o qual estamos posicionados. Não temos a escolha de permanecermos neutros ou indiferentes; o inimigo pressiona e traz a batalha até nós, e é o propósito e desejo soberano de Deus que entremos para combater um bom combate.






A Armadura Providenciada



Por Deus



O terceiro princípio geral do nosso combate contra Satanás encontrado em Efésios 6.10-18 é a importância da armadura providenciada por Deus. Como cristãos, devemos agir agressivamente no sentido de tomar a armadura e colocá-la sobre nós.



Cada vez que enfrentamos o inimigo, e entramos em batalha contra ele, devemos verificar se estamos com a armadura no seu lugar. Diariamente, precisamos tomar posse da armadura que Deus nos deu, e nos vestir adequadamente para a batalha. É uma batalha íntima, dura, corpo a corpo, e constante, e enfrentá-la sem armadura é impensável.



À medida que você se equipa com toda a armadura de Deus, começará a meditar sobre esta armadura, e a usá-la muitas vezes durante o dia.



Meditar sobre cada peça da armadura que Deus nos providenciou estimulará muito a sua vida de louvor e adoração. É a armadura completa de Deus. É a provisão completa e total que ele nos deu, suficiente para nos equipar a enfrentar o pior que Satanás poderá nos preparar.



A seguir ofereço uma oração como exemplo do que se pode fazer para colocar sua armadura, ao mesmo tempo mostrando como isto pode ser expandido para uma experiência de louvor e adoração ao nosso Senhor.



Pai Celestial, desejo ser-lhe obediente, fortalecendo-me no Senhor e no poder da tua força. Reconheço que é essencial colocar a armadura que providenciaste, e eu o faço agora com gratidão e louvor por teres providenciado tudo que preciso para permanecer firme na vitória contra Satanás e seu reino. Concede-me sabedoria para discernir as táticas e estratégias traiçoeiras de Satanás contra mim. Capacita-me a lutar com vitória contra os principados, potestades, dominadores, e espíritos malignos que conduzem a batalha das trevas contra mim.



Com confiança tomo o cinto da verdade que me ofereces. Tomo aquele que é a verdade como minha força e proteção. Rejeito as mentiras e os caminhos enganosos que Satanás usa para ganhar vantagem contra mim. Concede-me sabedoria e discernimento para reconhecer os caminhos sutis e enganosos que Satanás usa para que eu aceite as suas mentiras como verdades. Desejo crer somente na verdade, viver a verdade, falar a verdade, e conhecer a verdade. Obrigado, pois Satanás não pode resistir o uso ousado da verdade.



Obrigado pela couraça da justiça que me ofereces. Aceito-a ansiosamente, e a coloco como minha proteção.



Obrigado por me lembrar desta forma que toda minha justiça vem somente de ti. Abraço a justiça que é minha pela fé no Senhor Jesus Cristo. É sua justiça que é minha através da justificação. Rejeito e repudio toda confiança na minha própria justiça, que nada mais é que trapos de imundícia. Peço que me purifiques de todas as vezes que considerei minha própria bondade como aceitável diante do Senhor. Levanto a justiça do meu Senhor diretamente contra todas as obras de Satanás contra mim. Expresso meu desejo de andar em justiça diante de Deus hoje. Pela fé aproprio a justiça de Cristo, e o convido a viver sua santidade na minha vida hoje, para que eu possa experimentar sua justiça no contexto da minha vida diária. Dependo da justiça do meu Senhor como minha proteção. Sei que Satanás terá de fugir diante da justiça de Deus.



Obrigado Senhor, pelas sandálias da paz que me deste. Desejo que meus pés fiquem firmes na rocha sólida de paz que me ofereceste. Tomo posso da paz de Deus que é minha através da justificação. Desejo a paz de Deus que toca nas minhas emoções e sentimentos através da oração e da santificação (Fp 4.6). Obrigado por saber que, à medida que eu caminhar em obediência a ti, o Deus da paz andará comigo (Fp 4.9), e que como Deus da paz, tu estás esmagando Satanás sob meus pés (Rm 16.20). Compartilharei estas boas novas de paz com todos que teu Espírito colocar em contato com minha vida e testemunho. Obrigado por não me ter dado um espírito de covardia, mas de amor, de poder, e de moderação (2 Tm 1.7). Obrigado, pois Satanás não pode resistir à tua paz.



Com anseio, Senhor, levanto o escudo da fé contra todos os mísseis ardentes que Satanás e suas hostes atirarem contra mim. Reconheço que tu és meu escudo, e que na tua encarnação e crucificação tomou sobre ti todas as flechadas de Satanás que eu merecia. Pela fé, dependo de ti para me proteger de cima e de baixo; à minha direita e à minha esquerda; à minha frente e por trás de mim – a fim de que seja cercado, qual muralha em minha volta, encapsulado por ti, de forma que Satanás não ache meio de me ferir ou de me impedir de cumprir tua vontade hoje. Estou disposto a aceitar quaisquer dardos inflamados de Satanás que permitires que me toquem, mas os considerarei como fogo apurador que vêm da tua providência para meu aperfeiçoamento e glória (1 Pe 1.7). Obrigado Senhor, pois és um escudo perfeito e completo, e Satanás não pode me tocar a não ser dentro do teu propósito soberano.



Reconheço que minha mente é um alvo preferido dos caminhos enganosos de Satanás. Recebo de ti o capacete da salvação. Tua salvação assim cobre minha mente e meus pensamentos. Reconheço que o Senhor Jesus Cristo é minha salvação. Protejo minha cabeça com ele. Que eu pense teus pensamentos, sinta teu amor e compaixão, e discirna tua vontade e direção em todas as coisas. Que minha mente esteja ocupada com a obra contínua, diária e redentora do meu Senhor em e através da minha vida. Que a salvação do meu Senhor pare e derrote todos os pensamentos satânicos que vierem à minha mente.



Com alegria, pego a espada do Espírito que é a Palavra de Deus. Afirmo que tua Palavra é a Palavra confiável e infalível de Deus. Decido crer nela e viver na sua verdade e poder. Concede-me o amor pela tua Palavra que vem do Espírito Santo. Perdoa-me e purifica-me do pecado de negligenciar tua Palavra. Capacita-me a memorizar e meditar na sua verdade. Concede-me memória e habilidade para usar tua Palavra contra todos os ataques sutis de Satanás, assim como meu Senhor Jesus usou a Palavra contra ele. Capacita-me a usar tua Palavra, não só para me defender de Satanás, mas também para me apropriar das tuas promessas e para exercer a espada com força para derrotar o inimigo, para forçar sua retirada, e para tirar dele o terreno que ocupa, e assim ganhar grandes vitórias para meu Deus através da tua Palavra. Obrigado, pois Satanás sempre terá de fugir da tua Palavra quando é aplicada contra ele.



Obrigado, querido Senhor, pela oração. Ajuda-me a manter toda esta armadura lubrificada com oração. Desejo orar em todo tempo com profundidade e intensidade, à medida que o Espírito Santo me dirigir. Rejeito toda oração carnal como pecado. Confio no Espírito Santo para me capacitar, para interceder por mim e através de mim. Concede-me grandes súplicas, e cargas em favor de outros na família de Deus. Capacita-me a ver suas necessidades e a auxiliá-los por oração contra os ataques do inimigo. Todas estas petições, intercessões, e palavras de louvor, ofereço diante do Deus vivo e verdadeiro, no nome e mérito do meu Senhor Jesus Cristo. Amém.


Colocar sua armadura através da oração pode ser feito de forma mais resumida, ou pode ser muito mais ampliado do este modelo acima. O importante é revestir-se da sua armadura. Veja sua vital importância e aproprie-se daquilo que o Senhor lhe ofereceu para sua vitória e proteção. Como é trágico ver cristãos cambaleando e caindo sob os assaltos de Satanás, quase sem esperança de vitória. A vitória já foi providenciada. Só nos resta usá-la agressivamente, e não apenas aceitá-la passivamente.



Extraído do livro "The Adversary"(O Adversário), por Mark Bubeck, da Moody Press, 1975. Usado com permissão.
Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 19, nº 2
O Senhor é chefe supremo sobre todo principado, potestade, poder e domínio, e sobre todo nome que se possa nomear neste século ou no século vindouro. Sua posição e poder são supremos. O Cristo ressurreto entronizado à destra de Deus governa "muito acima" de toda e qualquer força que procura controlar este mundo de trevas.
Através das supremas riquezas da sua graça e bondade para conosco através de Cristo Jesus, Deus Pai nos ressuscitou juntamente com ele e "nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Ef 2.6). Desta forma, ressuscitado junto com Jesus, e sentado com ele nos lugares celestiais, pela graça de Deus, todo crente é elevado à destra de Deus, e ocupa potencialmente o trono do Senhor, junto com ele.

Cristo é o cabeça da igreja (Ef 1.22; 5.23,24). Os crentes que nasceram de novo formam seu corpo (Ef 1.22,23). Compartilhamos a autoridade de Cristo (1 Co 12.27; Ef 5.29,30; Jo 17.18; 1 Jo 4.17). Tanto cabeça como corpo foram (potencialmente) ressuscitados JUNTOS (Ef 1.19-23; 2.1-6).

No propósito de Deus, esta elevação ocorreu na ressurreição do Senhor Jesus Cristo através da identificação do crente com ele.
Para a igreja de Jesus permanecer vitoriosa nesta hora em que as forças satânicas estão unidas em formação total e mortífera contra ela, cada crente precisa compreender a necessidade de aceitar AGORA em Cristo seu lugar de autoridade espiritual, e destemidamente amarrar estas forças das trevas, aplicando o triunfo do Calvário sobre elas.

A fim de ver a obra do Reino avançar nesta hora é absolutamente essencial que os crentes em humildade, dando honra a Deus, tomem seu lugar nos lugares celestiais em Cristo, à sua destra, muito acima de todas as potestades do ar, e a partir daquela posição que as mantenham em sujeição, pela fé no Nome e autoridade do Senhor Jesus.




O Lugar de Autoridade e


Privilégio de Cada Cristão

Cristo "despojou os principados e potestades" e triunfou sobre eles (Cl 2.15). Todo crente participa plenamente nesta tremenda conquista do Calvário. Jesus, que tem autoridade absoluta sobre as forças do mal, confere esta mesma autoridade aos seus discípulos, quando diz: "Eis aí vos dei autoridade... sobre todo o poder do inimigo" (Lc 10.19).



O crente cujos olhos foram abertos para compreender seus direitos de trono em Cristo, logo aprende no exercício desta autoridade que o poder que possui nos lugares celestiais em Cristo é infinitamente maior que aquele que está por trás dos seus inimigos. Os poderes do mal são obrigados a obedecer ao crente quando este exerce com ousadia e fé sua autoridade no nome de Jesus.



Todo demônio está sujeito ao crente em Cristo através do seu Nome (Lc 10.17). As potestades e autoridades angelicais e os principados espirituais do mal nas regiões celestes podem não oferecer obediência imediata, mas o crente precisa falar a palavra de autoridade, e ordenar e prevalecer contra as forças de Satanás por onde quer que as veja agindo.



As forças das trevas se oporão tenazmente e tentarão resistir sua própria derrocada. Atacarão com ódio maligno o crente que procura aplicar a vitória do Calvário sobre elas. O refúgio do crente é EMBAIXO DO SANGUE de Jesus, onde nenhuma força ou poder do inimigo poderá penetrar.



A cruz roubou todo o poder de Satanás. Para vencê-lo, apresente o sangue de Jesus diante de todo ataque do abismo, seja este sobre sua igreja, sua família, sua mente, sua alma, seu corpo, ou suas circunstâncias. Satanás será vencido pelo sangue do Cordeiro de Deus, e pela palavra do nosso testemunho (Ap 12.11). Aplique o sangue sobre ele. Isto remove toda sua farsa de autoridade e poder.



O diabo é um inimigo derrotado. Cristo o venceu na cruz. No Calvário, ele triunfou sobre os poderes das trevas.



Agora só temos de ENTRAR na sua vitória pela fé. Não precisamos lutar contra Satanás, mas aplicar sobre ele o triunfo já consumado da cruz.



O sangue de Jesus é a provisão de Deus para vencer o inimigo. O sangue de Jesus é o símbolo da vitória completa de Cristo sobre Satanás e suas forças do mal, e da sua sujeição total àquele que está sentado sobre o trono.



Esta autoridade do Senhor, que ordena e prevalece sobre todas as forças do mal, está disponível para nós, se estivermos debaixo do sangue de Jesus e cheios do Espírito Santo. Nunca poderemos exercer este poder através do nosso próprio espírito. Se, ao lidar com o inimigo, dermos lugar para nosso próprio espírito, a derrota será certa. Quando ocuparmos o assento no trono de Jesus, o inimigo não pode atacar. A estratégia do inimigo é seduzir o crente para sair da sua posição de autoridade, a fim de deixá-lo perturbado, angustiado, confuso, deprimido, ou voltado para si mesmo.



O assento de autoridade muito acima do inimigo, em união com Cristo, é a segurança do cristão (Ef 1.15-23; 2.1-6). Pela fé, peça a Deus para cobrir cada parte do seu ser consciente e subconsciente com o sangue de Jesus. Então diga em voz alta: "O sangue de Jesus está protegendo agora cada parte da minha vida, e está destruindo agora o poder do diabo". Uma posição definida na autoridade do Senhor precisa ser tomada, recusando-se totalmente a dar lugar ao diabo, seja em qual forma está se manifestando na igreja, no lar, no corpo, na mente ou no espírito.






"Nem Deis Lugar ao Diabo"



Qualquer coisa que nos tira de uma atitude de adoração, paz, alegria, e consciência da presença de Deus, tem origem satânica. Sempre que os poderes das trevas se aproximarem do seu lar, ou igreja, ou vida pessoal, precisam ser desafiados no Nome e na autoridade de Jesus Cristo. Diga em voz alta: "Isto é o diabo, e eu agora o resisto no Nome e no poder do Senhor que o venceu no Calvário".



Dissensões surgem em igrejas, em famílias, entre amigos. Por trás de toda contenda, perplexidade, e confusão está Satanás. Para quebrar seu poder, use toda arma que conhece, suplicando a Deus na base do Calvário, e clamando a Deus para julgar o adversário (o diabo) (Lc 18.7,8). O diabo somente solta as pessoas, ou as questões da igreja e das famílias, quando é obrigado. Deus resiste, ele mesmo, aos soberbos. Mas a nós é confiado o poder de resistir ao diabo (Tg 4.6-12).



"Nem deis lugar ao diabo" (Ef 4.27) é uma ordem de Deus. Estamos diariamente deslocando o diabo e seu controle tirânico nos assuntos deste mundo perverso em que vivemos? Estamos indo de encontro aos seus ataques sobre mente, alma e corpo, sobre igrejas e lares, com contra ataques no Espírito? Estamos dizendo no Nome do Senhor e pela sua autoridade: "O príncipe deste mundo agora está expulso"? Estamos vivendo em Efésios 6, obedecendo às ordens de Deus de "ser fortes", "revestir-se de toda a armadura de Deus", "lutar", "permanecer", "resistir", "tomar a espada", e "orar com toda perseverança"?






Com Ousadia Aproprie-se da Vitória do Calvário



Deus já nos deu poder para subjugar todo o poder do inimigo (Mt 18.18-20). Deus entregou a todo crente a responsabilidade de expulsar o diabo dos lugares que não lhe pertencem. O diabo é um usurpador. Não tem direito a qualquer área de pessoa ou igreja alguma. Somente nós seremos culpados se ele continua exercendo controle. Cristo pela sua morte deixou o diabo sem poder para resistir ao crente que, pela fé e obediência, tomar a autoridade concedida por Cristo, e a usar. O diabo agora não tem nenhum poder a não ser aquele que o permitirmos usurpar (1 Jo 3.8).



É nosso dever nos opor ao diabo em todo lugar em que o vemos agindo. Deixá-lo sem desafio é roubar Jesus do seu triunfo no Calvário. O Senhor disse que se resistíssemos ao diabo, ele fugiria de nós. Aqueles que obedecem ao Senhor e oferecem uma resistência ousada e perseverante, provam que isto é verdade, e que ele realmente foge como Deus prometeu (Tg 4.7). Precisamos diariamente, em humilde fé na obra consumada de Cristo, tomar nosso lugar nos lugares celestiais à sua destra, e exercer a autoridade que ele nos outorgou, amarrando com destemor os poderes das trevas por onde as encontrarmos.



Por trás da dissensão e da contenda, da perplexidade e confusão que há em igrejas e lares hoje, estão aqueles poderes malignos das trevas. Na autoridade do Senhor, precisam ser expulsos.



Num determinado centro de avivamento, a oposição de fora cresceu tanto que parecia que a obra seria destruída. Finalmente, o pastor-evangelista reuniu um grupo de oração, e pediu que tomasse uma posição junto com ele, debaixo do sangue de Jesus, para amarrar o poder do inimigo. Depois de um tempo de oração e louvor, oraram unidos em voz alta: "No Nome do Senhor Jesus, e pela sua autoridade, amarramos o homem forte que está incitando o povo para atacar a obra de Deus" (ver Mt 12.29). Não tiveram mais problemas. A oposição começou a brigar entre si, e seu poder para se opor à igreja foi quebrado.






Aplicando os Direitos



Redentores Hoje



Numerosos exemplos podem ser citados para demonstrar que em cada situação onde, pela fé, o filho obediente de Deus reivindica seus direitos de trono em Cristo, e exerce sua autoridade com ousadia, ninguém consegue impedi-lo.



Uma mulher ficou angustiada por causa do filho que tinha hábito incorrigível de mentir. Depois de aprender sobre a autoridade do Nome de Jesus, sem alarde, mas com firmeza, repreendeu os espíritos mentirosos no Nome dele, e o filho foi liberto.



No trabalho de evangelismo pessoal, muitas vezes se encontra dificuldades em lidar com almas perdidas. A mente do interessado parece estar cega e amarrada. Uma atitude quieta e decidida de vitória sobre espíritos de oposição muitas vezes traz uma libertação imediata ao cativo.



Em outro caso, um obreiro cristão muitas vezes sentia um poder estupeficador vir sobre sua mente, paralisando sua vontade. Muitas vezes ficou oprimido e perplexo. Ele não sabia a respeito da ação de espíritos estranhos, e não resistia aos ataques, mas ficava passivo e incapaz diante deles.



Um dia sentiu um toque de Deus para dizer em voz alta: "Isto é o diabo. Eu o resisto no Nome e poder do Senhor que o venceu na cruz". Experimentou alívio imediato da opressão que atuava sobre seu corpo e mente. Sua mente ficou livre. Sua vontade estava forte para resistir. Sua fé na vitória do Calvário o desembaraçou do emaranhado de circunstâncias perplexas que por anos haviam impedido seu testemunho e vida de oração.



A Palavra de Deus é clara: "O vosso adversário, o Diabo... ao qual resisti firmes na fé..."(1 Pe 5.8,9; Tg 4.7).



Um cristão fervoroso que tinha experiência genuína com Deus era perseguido continuamente por aflição e infortúnio. Sempre se submetia a esta situação infeliz que durara toda sua vida, acreditando que era alguma providência divina para sua disciplina. Um dia, ao ouvir uma pregação que claramente desmascarava as obras sinistras dos poderes das trevas, ele pôde finalmente entender seu engano.



Aprendeu a tomar uma posição de autoridade sobre os poderes das trevas no Nome de Cristo e a desafiá-los. Aprendeu também a apropriar-se dos seus direitos de obter emprego e outras provisões necessárias para sua vida, e a proibir estes poderes de barrar seu progresso dentro da vontade de Deus. Levou três dias de combate aos poderes da oposição satânica, mas neste tempo a corrente de infortúnios diabólicos foi quebrada, e pela fé na vitória de Cristo, sua vida foi arrancada da mão do adversário. Pouco tempo depois, obteve um emprego e sua vida começar a andar de maneira diferente.






Expulsando Forças do Mal



Geralmente clamamos a Deus para repreender o inimigo e mudar situações. Mas Deus nos encarregou de exercer este poder, com base na vitória do Calvário.



Isto é válido também em relação a recursos para o avanço da obra do Senhor. Satanás procura impedir este avanço, fechando as portas financeiras. Os cristãos têm o poder de se unirem e concordarem para que estas barreiras à misericórdia e benevolência cristã desapareçam (Mt 18.18-20).



Um obreiro cristão que estava engajado numa obra que sofria por falta de recursos, depois de não receber uma resposta às suas orações neste sentido, passou a repreender os demônios, e a amarrar os obstáculos à oração. Cada vez que lhe faltava fundos, exerceu esta autoridade em união com Cristo, e viu a liberação de fundos necessários para a obra maravilhosa que desenvolvia para o Mestre.



Nestes dias perigosos, quando os poderes das trevas percebem sua iminente derrocada, haverá resistência como nunca em todas as frentes, de tal forma que todas as orações dirigidas a Deus precisarão também de resistência a Satanás a fim de prevalecer.



O meio de ter a autoridade de Cristo nestes combates é reconhecê-lo como Senhor das nossas vidas. Somente na medida em que o aceitamos como Senhor é que poderemos pela fé entrar num conhecimento experimental e contínuo desta vitória suprema que ele proviadenciou para nós.



"Vemos ... Jesus coroado..." (Hb 2.9).






Este artigo foi escrito por Sarah Foulkes Moore, co-fundadora (com o marido) da edição internacional deste jornal há sessenta anos nos E.U.A. Já foi publicado diversas vezes naquele jornal, e de forma avulsa, e já ajudou inúmeras pessoas a compreender sua posição de autoridade em Cristo.
Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 19, nº 2
Alguns anos atrás, fui atingido por uma verdade evidente, mas que para mim foi uma descoberta surpreendente: vi que o modo mais eficaz de se batalhar no Espírito e orar é usar as Escrituras. Depois disso quase não consegui mais participar de reuniões normais de oração, onde geralmente se canta alguns hinos ou cânticos, ouve-se uma palavra, e quase não se pratica a oração.

Gosto de reuniões de oração onde algo prático acontece, onde o diabo é desafiado, ou onde algo novo no plano construtivo de Deus é apreendido. A reunião existe para este propósito, e é através de oração que Paulo diz que deseja conquistar aquilo para o qual foi conquistado (Fp 3.12).
Abandone todas as teorias sobre inspiração; não perca seu tempo argumentando ou discutindo em círculos. Reconheça este fato: se você abrir o Livro de Deus na sua presença, e começar a ler, uma palavra, uma frase, um pensamento vai chamar sua atenção. Você deve fazer uma pausa naquele ponto e meditar. Na maioria das vezes, Deus está reivindicando algo especial na sua vida; ou se é algo que já entregou ou obedeceu, agora ele quer transmitir a mesma mensagem através de você, numa aplicação muito mais ampla.




Pegue a Espada de Deus



Pegue aquela palavra. É Deus lhe entregando sua Espada. Portanto, não a perca. Não deixe o diabo roubá-lo desta arma, que poderá ser usada para derrotá-lo, e para executar o plano de Deus.



Quando você não puder se derramar ou se expressar em oração, mesmo assim é possível colocar sua mão sobre uma palavra, uma frase, ou um versículo, e segurá-lo diante de Deus, desafiando todo o inferno a impedir seu cumprimento. Isto é fazer guerra. Isto é tomar e usar a Espada do Espírito. E até o cristão menos preparado tem direito de o fazer.



Ressurge na minha mente de repente a história de uma senhora que posteriormente foi missionária. Certa vez ela estava com um amigo que discutia furiosamente a respeito das Escrituras, praticamente negando sua autoridade. Quando a encontrei pouco depois, ela estava em lágrimas, profundamente perturbada no seu interior. "Será que é realmente a Palavra de Deus? Foi inspirada por Deus? Como posso ter certeza?"



Falei com ela: "Pegue sua Bíblia; levante-a, e – se realmente acreditar nisto – diga o seguinte: ‘Eu declaro que esta é a Palavra de Deus. É sua Palavra. Deus realmente fez com que homens santos fossem conduzidos pelo Espírito Santo a escrever o que ele queria. E aqui está, e eu creio em Deus, no seu Filho, e no seu Espírito Santo; qualquer coisa ao contrário é uma mentira que eu rejeito’". Em poucos minutos, ela suspirou profundamente e sentiu liberação no seu espírito. Porém, nem ela e nem eu pudemos esquecer facilmente do efeito daquela confissão.



Isto pode parecer infantil, mas posso lhe assegurar que é algo que o diabo detesta. Se depender dele, você nunca se posicionará na Palavra de Deus desta forma. Mas produz resultados tremendos e definidos, como milhares de pessoas podem testificar.



Então pense neste assunto de colocar as Escrituras diante de Deus. Determine que vai realmente se dedicar à oração. Coloque tudo o mais de lado, talvez até a alimentação, durante toda uma manhã, ou uma noite, e se entregue totalmente ao assunto da oração. Ore com a atitude que achar melhor – com palavras, com suspiros, com mãos levantadas, ou com seu dedo no Livro aberto, talvez escrevendo o que pôde ver no Espírito, colocando sua assinatura embaixo, e com um fervoroso "Amém" para tudo que Deus prometeu.



Oh, estas promessas, estes manuscritos de Deus, com suas espantosas revelações, e as implicações correspondentes! Que biblioteca! Que tesouro! Que vida! "As palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida" (Jo 6.63).



Amado, as revelações da Palavra devem se tornar objetos de fé para nós. São para usar. São para implementar. Tenha a ousadia!



Tenho descoberto que é bom fazer duas coisas: levantar diante de Deus a sua Palavra, e também colocar uma pessoa, ou pessoas, ou lugar, diante dele. E em todo tempo dizer Amém à sua vontade.






Mãos Levantadas



Na primeira carta de Paulo a Timóteo, há uma exortação para fazer "...súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens", e depois como espécie de clímax, ele diz: "Quero, portanto, que os varões orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade" (1 Tm 2.1,8).



Por que devemos levantar as mãos ao orar? Pode ser que uma incapacidade física tenha levado Paulo a descobrir um modo muito eficaz de focalizar e expressar aquilo que nem sempre pode ser exprimido em palavras.



Ainda muito jovem adquiri este hábito, e posso recordar de alguns incidentes extraordinários onde vi o diabo ser derrotado e Deus intervir como resultado desta estratégia de ser agressivo na batalha, até ver o final vitorioso. Por um tempo depois abandonei a prática, mas depois voltei por meio de emergências com uma consciência renovada do seu valor. Paulo devia estar com tanta convicção da sua eficácia como método, que fez uma observação especial sobre isso a Timóteo, com as palavras significativas "sem ira e sem animosidade", indicando que ambas seriam perigosas.



Não há espaço para vingança ou incredulidade na esfera da oração, mas além disso, o que as mãos levantadas de uma alma transparente e disposta a lutar podem significar? Toda uma situação pode ser colocada diante de Deus no silêncio da sua soberania, enquanto forças invisíveis são dirigidas para cumprir sua vontade e desfazer as obras do diabo.



Paulo não está defendendo uma atitude mental, que poderia ser meramente focalizar alguma perigosa força psíquica sobre os outros, o que seria uma falsificação diabólica da verdadeira oração da fé. Mas isto não nos deve impedir daquilo que é genuíno, em que todas as forças redimidas, em cooperação com Deus, são arregimentadas para trazer mudanças em assuntos pessoais e questões do mundo, de modo que sejam conformadas à suprema vontade de Deus. Leia toda a passagem de 1 Timóteo 2 e procure orar desta forma. Creio que terá uma surpresa agradável, assim como terá também quando começar a orar por todos os homens, ao invés de orar por apenas alguns.






A Onipotência Rompe Barreiras Através da Fé



Quando se começa a perceberalguns dos espantosos enredos que envolvem as nações em facções nacionais e internacionais, com ciúmes, ódio, agressões, pilhagens, e assim por diante, não há outra alternativa senão concluir que todas estas situações resultam da manipulação das forças invisíveis descritas em Efésios 6.10-12, e Colossenses 2.15, forças que foram completamente derrotadas por Cristo na cruz. E a única solução para estas situações aterrorizantes e desconcertantes é a intervenção do Poder Supremo de Deus, para impedir o diabo do seu objetivo de arruinar completamente a raça humana.



É aqui que o homem de oração, por quem Deus está sempre procurando, entra com a vitória da Cruz de Cristo, e como Arão de antigamente, faz "cessar a praga", vira a batalha, e "com os poderosos reparte o despojo". A onipotência de Deus entra em cena por meio da fé do povo de Deus, e não sei de nenhum método que para mim melhor expressa tudo que sinto, que penso, e que desejo, do que reivindicar com mãos levantadas que a vontade de Deus seja feita de fato.



Portanto, orando desta forma, levanto a igreja diante do Senhor, ou seja "oro por todos os santos" (Ef 618). É um refrigério e fonte de vida poder tocar em todos, ou em qualquer um em particular, através do Senhor, acrescentar o meu "Amém" ao deles, e o deles ao meu no Espírito. É algo tremendo esta união com outros em Cristo, e é algo muito real – a unidade do Espírito. Tenha a coragem de mantê-la!



Levo nações, parlamentos, e líderes e suas políticas diante de Deus; às vezes especificamente, às vezes como um todo; às vezes mencionando nomes, às vezes como grupos. Não é algo casual, mas posso fazê-lo até quando envolvido em outros trabalhos. É "orar sempre... no espírito". Este exercício espiritual é que toma posse de você, não é você que toma posse dele.



Algumas passagens bíblicas me vêm à mente. "...todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas"(Hb 4.13). Eu me agarro a esta afirmação. "Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai dum balde, e como um grão de pó na balança" (Is 40.15). Eu coloco ali meus pés e procuro obter uma visão maior de Deus. Experimente ler Isaías 40, quando sente que não tem mais forças, ou está no fim de tudo. Depois levante-o diante de Deus com um Amém constante no coração.






Oração é uma Tarefa



É impossível dar aqui mais do que apenas uma idéia geral dos diferentes tipos de atividade em oração. O Espírito Santo ensinará a todos que quiserem aprender. Mas oração é uma tarefa importante. Não se preocupe com métodos, tradições ou convenções. Procure alcançar um objetivo. Busque resultados. Confie que Deus fará tudo que prometeu. Algumas coisas receberá agora, como primícias ou amostras. Outras virão necessariamente no futuro, embora você esteja no eterno agora de Deus e chame "à existência as coisas que não existem" (Rm 4.17). Tal fé se torna um escudo invencível.



Persevere. Não foi assim que Paulo exortou: orando, suplicando, vigiando e perseverando (Ef 6.18)? Mas por quê? Se você se dispuser a enfrentar problemas em oração, com certeza encontrará a necessidade de praticar tudo isso, pois não há uma esfera tão repleta de estrategistas bem treinados como nesta esfera do invisível. Mas pela cruz, através de Cristo, Deus pode implementar sua vontade e derrotar o diabo cada vez.

Fonte: Arauto da Sua Vinda, Ano 19, nº 2
Este é o segundo artigo numa série de mensagens sobre Isaías 63 e 64


Ó Senhor, por que nos fazes desviar dos teus caminhos? Por que endureces o nosso coração, para que te não temamos? Volta, por amor dos teus servos e das tribos da tua herança. Só por breve tempo foi o país possuído pelo teu santo povo; nossos adversários pisaram o teu santuário. Tornamo-nos como aqueles sobre quem tu nunca dominaste e como os que nunca se chamaram pelo teu nome. Oh! Se fendesses os céus e descesses! Se os montes tremessem na tua presença, como quando o fogo inflama os gravetos, como quando faz ferver as águas, para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, de sorte que as nações tremessem da tua presença!" (Isaías 63.17- 64:2)

Isaías intensifica sua súplica nestes versículos. No começo da sua oração, instou com o Senhor para visitar seu povo, porque sentiam falta do seu sorriso, da sua mão sustentadora, e do seu coração compassivo (Is 63.15,16). Agora vai além disso. Seu clamor nestes versículos é: "Precisamos de ti!"
Esta parte da oração de Isaías, então, sinaliza uma mudança dramática no modo de pensar do povo de Israel, o povo que Isaías estava representando nesta oração. Até então pensavam ingenuamente que podiam prosseguir tranqüilos sem Deus; que para todo efeito sua presença era dispensável. Mas Isaías vê no futuro quando estarão sentados no meio dos escombros das suas vidas despedaçadas; e vê que voltarão enfim ao reconhecimento de que ter Deus consigo não é opcional, mas essencial.
Devemos lembrar sempre que Isaías está olhando para o povo de Deus. Este é o fato mais chocante. Pensaríamos que seria preciso enfatizar a necessidade de Deus somente para aqueles que o não conhecem, mas esta passagem é uma prova contundente de que o povo de Deus pode tornar-se perigosamente auto-suficiente. A igreja hoje é diferente em algum aspecto do povo daquela época? Estamos realmente conscientes da nossa inteira incapacidade e da nossa total falta de perspectiva enquanto separados de Deus? Ou estamos dependendo da nossa própria sabedoria e habilidade para lutar contra Satanás e suas forças?
Se não tivermos cuidado, podemos achar que apertar todos os botões certos produzirá resultados espirituais duradouros. Reduzimos a obra da igreja a manobras astutas dentro de possibilidades estatísticas e terminologia psicológica. Estamos fazendo exatamente o que Davi se recusou a fazer: lutar com a armadura de Saul. Podemos ser polidos e instruídos, porém não ter poder. Precisamos reconhecer que Deus pode fazer mais em um minuto com seu poder, do que nós em toda uma vida com nossas "estratégias". Ah, se pudéssemos ver nossa necessidade de Deus, e ver gerado em nós uma profunda fome por ele!



A passagem acima revela duas grandes razões por que o povo de Deus precisa do seu poder.






1. Para Ter Avivamento



Em nenhuma outra área a tendência de confiar na nossa própria força e sabedoria se mostra mais forte do que neste assunto de buscar avivamento. Durante o século passado, ouvimos que avivamento é algo que podemos mais ou menos criar no momento que o quisermos. É simplesmente uma questão de empregar certas técnicas.



A oração de Isaías revela a tolice total deste conceito. Se fosse possível para o povo de Deus avivar a si próprio, esta oração teria sido totalmente desnecessária. Mas vemos pelo contrário que a condição do povo era tal que somente Deus poderia solucionar.



Primeiro ele confessa a dureza de coração do povo, e ao mesmo tempo mostra duas maneiras em que esta dureza se manifesta (v. 17). Primeiro, o coração duro fica cada vez mais insensível às ordens de Deus, e se distancia delas. Segundo, o coração duro se isola de qualquer sentimento de temor a Deus.



Em outras palavras, quando nosso coração se endurece para com Deus, ficamos desleixados e indiferentes sobre o pecado nas nossas vidas. Tornamo-nos cada vez mais negligentes e descuidados sobre os caminhos de Deus. Deus tem caminhos certos para nós, que são caminhos de alegria e justiça (Is 64.5), mas quando nossos corações se endurecem, nos envolvemos com nossos caminhos e deixamos de nos importar com os caminhos de Deus.



Certa vez, vi um adesivo no pára-choque de um carro que dizia: "Há apatia demais neste país, mas quem se importa?" É exatamente este o problema do coração duro. Sabemos que estamos nos desviando de Deus e dos seus caminhos, mas estamos ficando mais e mais apáticos; simplesmente não nos importamos.



A outra manifestação de um coração duro é não sentir qualquer temor a Deus. Antigamente, os cristãos falavam bastante de temer a Deus, mas hoje as pessoas ficam nervosas quando se fala disso. Sempre que se encontra um texto nas Escrituras que fala de temor a Deus, alguém se apressa em dizer que isto não quer dizer medo de Deus. Não tenho tanta certeza disso. Creio que há bastante motivo de se ter medo de Deus. Deus prometeu disciplinar seus filhos quando caíssem em pecado.



Esta oração de Isaías foi em favor de pessoas que viriam experimentar as amargas dores da disciplina. Elas só orariam com as palavras de Isaías depois que sua terra natal fosse devastada, seu templo e cidade sagrada reduzidos a cinzas, e elas próprias levadas cativas para Babilônia.



Quem não deveria ter medo de tal experiência terrível? Somente um tolo! Se estas pessoas tivessem sentido medo de Deus e do seu castigo, poderiam ter escapado de todo esse sofrimento e dor.



Mas veja a causa da dureza de coração. Isaías diz: "Ó Senhor, por que nos fazes desviar dos teus caminhos? Por que endureces o nosso coração, para que te não temamos?" De acordo com Isaías, Deus endurecera seus corações! Como isto pode ser! Ou Isaías está simplesmente culpando a Deus pelos pecados do povo?



Aqui vemos algo que não é pregado com freqüência, mas que é verdadeiro. Quando o povo de Deus começa a se desviar pouco a pouco para o caminho do pecado, Deus oferece-lhe por algum tempo oportunidades de arrependimento. Se estas oportunidades forem desprezadas, ele o entrega de forma mais completa aos seus caminhos tortuosos. A primeira manifestação da sua disciplina é no sentido de retirar de nós o desejo de voltar para ele.



A tristeza dos nossos tempos atuais está justamente aqui. Temos ouvido durante anos que se não nos arrependermos dos nossos pecados, Deus enviará juízo sobre nós. Podemos pensar que estamos escapando de tais conseqüências, porque nada de tão mal nos tem acontecido. O que não entendemos é que o juízo de Deus já começou. Nossa própria apatia sobre coisas espirituais é a primeira parte do juízo de Deus sobre nós.



Veja como é fútil dizer que podemos ter avivamento na hora que o quisermos. O problema é que nossos corações estão tão endurecidos que não queremos avivamento. Só Deus pode remover esta dureza. Não existe nenhuma forma de estímulo ou indução que o resolverá; tem de ser o próprio Deus!



Mas o profeta ainda não terminou. Diz ainda que o povo precisa de Deus porque foram pisados (Is 63.18,19). Esta condição aparece de duas formas. Primeiro, por terem sido completamente dominados pelos seus inimigos (v.18), e segundo, porque chegaram ao ponto de serem iguais a pessoas sobre quem Deus nunca governou.



É impossível descer para um ponto mais baixo do que este: dominados por ímpios, e até mesmo se assemelhando aos ímpios que os venceram. Nem é preciso dizer o quanto este quadro se encaixa com nossa situação hoje. Nossos inimigos parecem estar triunfando sobre nós por toda parte. Ensinamentos cristãos são ridicularizados e se tornam alvo de deboche na televisão e no cinema. O respeito cristão pela vida é desafiado de forma monstruosa através do massacre indiscriminado de fetos pelo aborto. E ao invés de resistir a estas coisas, muitos cristãos estão se apressando a encobri-las ou a se acomodar a elas. Com toda certeza, estamos nos parecendo com os ímpios que nos venceram!



Outra vez digo: Precisamos de Deus! Somente Deus pode nos restaurar da nossa condição de povo pisado e vencido pelos inimigos. Somente Deus pode remover nosso opróbrio e nos restaurar para onde deveríamos estar.



Mas precisamos de Deus não só para avivamento; precisamos dele também...






2. Para a Conversão de pecadores



"...para fazeres notório o teu nome aos teus adversários", Isaías orou. Este é o objetivo da igreja. Queremos ver o nome de Deus revelado àqueles que não o conhecem. Mas fico a pensar se entendemos a complexidade desta tarefa, e como dependemos inteiramente de Deus para realizá-la.



Isaías usa três metáforas para comunicar o que está envolvido em Deus fazer notório o seu nome. Primeiro, ele fala dos montes tremerem, "derreterem" (tradução do termo usado na versão KJV em inglês), ou ainda "escoarem" (Edição Corrigida), diante da presença de Deus. Que símbolo apropriado é a montanha para a vida do pecador! O pecador é uma cordilheira de montanhas disposta em oposição a Deus. Tem em seu coração montanhas de resistência, dureza, obstinação, incredulidade, orgulho e cegueira, que se opõem ao conhecimento de Deus.



Isaías também menciona a frieza da água. Tão frígido é o coração do pecador que qualquer influência espiritual logo é esfriada e exterminada. Ele precisa urgentemente de fogo para derreter o gelo e fazer a água ferver.



Finalmente, Isaías também menciona os gravetos. A idéia aqui é de pequeno galhos, ramos e folhas, todos entrelaçados e emaranhados. É uma figura do coração humano, cheio de ervas daninhas, galhos, e toda espécie de vegetação selvagem, fora de controle. São os espinhos da parábola de Jesus (Mt 13.7,22). Antes que o pecador possa se converter, a Palavra de Deus precisa encontrar boa terra para poder lançar raízes. Enquanto há ervas e espinhos, a Palavra não pode se estabelecer. O mato precisa ser queimado primeiro.



Estas imagens devem reforçar para nós a verdade que pecadores estão na mais temível e deplorável condição imaginável, e ao mesmo tempo a verdade correspondente de que pecadores não são facilmente ganhos para o Senhor. Podemos nos armar com toda espécie de técnica evangelística, argumento sagaz, e propaganda cativante a respeito dos programas de entretenimento que estamos promovendo na igreja; mas ainda não seremos capazes de vencer a dureza, a frieza, e o emaranhado que há no coração do pecador. Podemos organizar teatros e seminários, podemos conversar animada-mente sobre como estamos entusiasmados com nossa igreja, e de como ficamos mais vibrantes depois que nos tornamos cristãos – e mesmo assim o pecador ficará olhando sem entender nada, ou irá embora achando graça.



Só há uma coisa que pode derreter a montanha, ferver a água, e consumir o mato entrelaçado do coração do pecador – e isso é o fogo de Deus! O poder de Deus é o que precisamos! Estou convencido de que a igreja não poderá realmente evangelizar enquanto não se colocar de joelhos para buscar o poder que convence, o poder que converte, e que vem de Deus!



A igreja, então, tem duas grandes necessidades. Precisa de avivamento para si mesma, e de conversão para aqueles que não conhecem a Deus. Ela é completamente incapaz de realizar estas coisas por si mesma. Que todos nós que fazemos parte da igreja, e que ansiamos por ver avivamento e conversões, nos coloquemos de joelhos para orar junto com Isaías: "Desce, Senhor. Precisamos de ti!"

Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 19, nº 2
Pensávamos antigamente que a vontade humana inteiramente rendido a Deus era o requisito fundamental para nos conduzir a uma vida de vitória, mas estamos percebendo agora que isto em si não é suficiente. Precisa haver também um espírito quebrantado, que nos capacitará a aceitar a vontade de Deus alegremente, sem resistência.

Uma vontade rendida a Deus e um espírito quebrantado não são a mesma coisa. A vontade está na esfera do intelecto, e corresponde à lei. O espírito está na esfera do coração, e corresponde à graça. A vontade submissa sozinha não traz poder para vencer.

Deus chamou seu povo para fora do Egito, por intermédio de Moisés. Libertou-o com poder e grandes prodígios, muitas vezes deixando-o emudecido e assombrado, como no Monte Sinai, diante de seus relâmpagos e trovões.
Quando estavam face a face com o poder de Deus, ficavam penitentes, e diziam: "Tudo o que Deus falou, faremos", mas logo que a provação passasse, a sede saciada, ou a fome satisfeita, começavam a murmurar e a se queixar de Deus e da sua maneira de agir. Mostravam desta forma que, embora a vontade estivesse de acordo, dizendo: "Nós faremos", seu espírito não estava quebrantado, e se rebelava interiormente contra os caminhos de Deus.
A nação inteira, durante quarenta anos, apesar de continuar seguindo a Deus, reclamava e questionava a Deus, até que todos com exceção de duas pessoas perecessem no deserto. A chave da vitória destas duas pessoas foi que tinham um "outro espírito", um espírito obediente e quebrantado (Nm 14.24; 32.11,12; Dt 1.36).
O Senhor me fez entender que esta falta de quebrantamento de espírito é a causa de muitas dificuldades e fracassos na experiência cristã.

Quebranta-me, Senhor!


Dobra-me!

O propósito de Deus é que nosso espírito junto com nossa vontade possam render-se a ele, trazendo desta forma todo nosso ser sob seu domínio, e tornando-o responsivo à sua vontade. A razão por que vemos tantos cristãos vivendo uma vida de luta e fracasso é que se recusaram a ser exercitados e domados pela mão disciplinadora de Deus. Estão totalmente sem quebrantamento no seu espírito.



Paulo foi um exemplo de quebrantamento de espírito. Em Atos 9, lemos sobre sua conversão, onde com um golpe de mestre do Deus Todo-Poderoso, o perseguidor e agitador Saulo foi transformado no sempre obediente e quebrantado Paulo. O que aconteceu a Paulo naquela hora precisa acontecer em algum momento a todo homem ou mulher que quiser experimentar uma vida de vitória sobre a carne.



Vemos em Atos 9.5,6: "E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que faça?" (Atos 9:5-6).



Saulo descobriu o que estava errado na sua vida. Ele estava dando coices contra Deus, mas logo que o percebeu, rendeu-se. Deus tirou o "coice" da sua vida! Ele disse: "O que queres que eu faça?" não como alguém que está aterrorizado, ou sentindo obrigação, mas por querer saber a vontade do seu Senhor.






Morto com Ele para Poder Reinar com Ele



A vontade sempre diz: "O que tenho de fazer?" Mas o espírito quebrantado diz: "O que queres que eu faça?" Vi que a rebeldia está no espírito, não na vontade.



É aqui que muitos queridos erram. Estão totalmente certos de que Deus está falando, e não têm intenção de desobedecer. Como os israelitas, dizem: "Faremos tudo", mas o fazem com um "coice" no seu espírito, o que destrói a paz e impede a bênção.



Deus me fez ver como é possível se dispor até a dar a própria vida, e ao mesmo tempo o fazer com um espírito sem nenhum quebrantamento, em contraste total com aquele que disse: "Eis-me aqui... para fazer, ó Deus, a tua vontade" (Hb 10.7). Não importava se era sucesso ou a mais amarga perseguição, era tudo igual: "Deleito-me em fazer a tua vontade" (Sl 40.8) – nada de reclamação, nada de resistir, nem questionar, apenas quebrantamento absoluto de espírito.



Se fosse diferente, a missão de Jesus na terra teria falhado. Você pode imaginar Jesus obedecendo ao Pai durante toda sua vida, mas com seu espírito amargurado, clamando a cada passo para a provação ser amenizada, para ser liberado dela, para a carga ser retirada dele, ou para mudar suas circunstâncias?



Não é apenas sua total rendição da vontade que desperta nossa admiração, mas a consciência de que todo seu ser acompanhou a vontade em alegre obediência. E assim aprendemos o que significa o Cordeiro que foi morto (Ap 5.6). E nós, sua noiva, seremos unidos a este Cordeiro. Mas como podemos ser unidos a ele, se também não tivermos passado pela morte?






O Espírito Errado



Muito já foi escrito e falado a respeito da morte do eu, e muito esforço honesto foi despendido por aqueles que buscam a vida vitoriosa. Infelizmente, todos nossos esforços ainda não nos deixaram mortos, mas mais parecidos com os profetas de Baal no Monte Carmelo, apenas retalhados e machucados até que corpo, alma e espírito ficaram feridos, doloridos e contundidos.



Qual é, então, a saída, se é que desejo e esforço honestos não nos podem levar à vitória? Percebi que algo está radicalmente errado dentro de nós, e que a raiz que estava procurando é o espírito sem quebrantamento.



É tão necessário ter um espírito certo, quanto é ter um coração limpo – um coração purificado do pecado, e um espírito quebrantado, de onde o "coice" foi removido. Como podemos obtê-lo? Descobrimos em Ezequiel 36.26: "Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo". Meu coração deu um salto de alegria quando vi que Deus já providenciou uma saída.



"Porei dentro de vós espírito novo," sem nenhum esforço meu, uma obra de Deus, como se fosse criado um novo espírito humano, substituindo o velho e duro espírito por um que saiba ceder, que seja obediente, que não se queixará, mas que será total e permanentemente um com Deus. Ó que alívio divino!






Convicção de Necessidade



O que nós temos de fazer é sentir nossa necessidade, levá-la a Deus, e fazer a troca. O que acontecerá depois? Ele nos mostra em Ezequiel 36.27: "Porei dentro de vós o meu Espírito e farei (não ajudarei) que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis".



As pessoas estão clamando por avivamento e pelo derramamento do Espírito. Vi por que não estão recebendo. Deus não quer batizar sua carne nem a minha com seu Espírito.



Ao falar do azeite sagrado, a Escritura diz: "Não se ungirá com ele o corpo do homem que não seja sacerdote". Ele não batiza nosso intelecto, mas o Espírito Santo vem sobre nosso espírito, e nos traz sabedoria por meio do coração, ao invés de ser pela cabeça. Davi viu depois do seu grande pecado que sua necessidade era de um espírito quebrantado (Sl 51.17).



É por este motivo que Deus freqüentemente escolhe alguém de pouca cultura, e pouca capacidade intelectual, como ocorreu no caso de Sammy Morris, um garoto africano, a quem Deus batizou de tal forma no Espírito, que muitos se admiraram dele.



"Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes" (1 Co 1.27). Se não fosse assim, o homem usaria a Deus, ao invés de Deus usar o homem. Ele visita graciosamente o homem com seu Espírito em ocasiões, e há verdadeiro poder pentecostal, mas como não pode confiar poder ao homem, estas manifestações intermitentes representam o melhor que Deus pode fazer através de um espírito sem quebrantamento.



Mas quando a vontade é entregue a Deus, e um novo espírito é recebido, Deus pode pôr dentro deste espírito o seu Espírito Santo, e uma vida de poder e vitória será garantida.



Enquanto lê estas linhas, entregue a Deus o velho espírito duro e sem quebrantamento, e permita que ele coloque no seu interior o espírito novo, e surgirá uma nova alegria de viver. Seja seu chamado o ministério de limpeza ou de pregação, será tudo a mesma coisa, pois como nosso Senhor, você dirá: "Deleito-me em fazer a tua vontade".



O caráter e a obra de muitos cristãos honestos trazem a etiqueta "sem quebrantamento", e por isto o Senhor permite muitas provações que estão além da nossa compreensão, além da nossa fé, e até mesmo, além da nossa capacidade de suportar. Mas tudo isso é para que não só a vontade se renda a Deus, mas para que sejamos pressionados a trocar nosso espírito humano, sempre em guerra com Deus, pelo espírito novo que nos foi prometido, que é quebrantado, tratável, humilde, e sem arrogância (2 Co 1.8-11).



Jesus nos ensina que seu jugo deve estar sobre nós, para aprendermos dele (Mt 11.28-30).



Em Ezequiel 36.37, Deus nos mostra como este coração de pedra, este espírito duro e sem quebrantamento pode ser removido. "Ainda por isso serei consultado da parte da casa de Israel, que lho faça". Se o buscarmos, e o quisermos, ele fará!
Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 19, nº 1
"Atenta desde os céus e olha desde a tua santa e gloriosa habitação. Onde estão o teu zelo e as tuas obras poderosas? A ternura das tuas entranhas e das tuas misericórdias detém-se para comigo! Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão nos não conhece, e Israel não nos reconhece. Tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome" (Isaías 63:15-16).

Isaías recebeu uma visão do futuro de seu povo. Viu os babilônios chegando, devastando a terra, levando o povo para o cativeiro, e deixando sua terra natal totalmente desolada e deserta. Viu o povo definhando no cativeiro, e ansiando pela sua pátria enquanto se passava um ano sombrio após outro. Finalmente, viu também o povo restaurado para sua terra, e entendeu que esta restauração era símbolo do Messias que viria estabelecer o reino eterno.
Na passagem acima, o profeta estava orando depois de visualizar seu povo no ponto mais baixo possível. O Espírito o moveu a fazer a oração que estaria nos corações e lábios do povo naquele horrível momento que estava por vir.
A essência desta oração se expressa nestas palavras comoventes: "Oh! Se... descesses!" (Is 64.1). Todo o resto, ou conduz para esta petição, ou flui a partir dela. No restante da oração, o profeta está se armando com argumentos para persuadir Deus a voltar ao seu povo em bênção e poder. São argumentos que poderíamos usar para persuadir um membro da família que está ofendido, ou distante, a voltar e restaurar um relacionamento quebrado.
Ao seguir os argumentos de Isaías, veremos certamente, até com uma certa perfeição, como cabem exatamente na nossa situação hoje. Como Israel, estamos longe de Deus e não estamos experimentando suas bênçãos. Estamos desesperadamente necessitados da sua presença que renova e aviva. Comecemos desde já a clamar com Isaías: "Oh, desce Senhor!"
Armemo-nos com os mesmos argumentos que ele usou, e levantemos nossas vozes aos céus com tal quantidade, e com tamanha freqüência e intensidade, que Deus será movido a nos visitar em grande poder. Unamos nossas vozes para compor este coral crescente que constantemente bombardeará as portas dos céus. Decidamos agora mesmo a não nos dar descanso e a não dar descanso a Deus até que o povo do Senhor seja por "objeto de louvor na terra" Is 62.6,7).
O primeiro argumento que Isaías utilizou para persuadir Deus a descer está nas primeiras palavras da sua oração. Ele parece dizer: "Desce, Senhor, estamos com saudades!" Você já sentiu saudades de alguém? Então sabe como é sentir sua mente atraída às características e ações especiais daquela pessoa. Talvez comece a pensar de repente do seu sorriso, ou do calor de um toque singelo. Talvez até esteja se condenando por não ter realmente dado valor, ou atenção, à presença daquela pessoa especial. Se for assim, deve poder sentir a profunda dor nas palavras de Isaías, ao descrever as coisas de que o povo sentirá falta, por conta da ausência de Deus.


Em primeiro lugar, ele fala de...









1. Sentir Falta do Sorriso de Deus



"Atenta desde os céus," ele diz. Como é apropriado começar aqui. Ele reconhece que o povo não receberá nada, enquanto primeiro não conseguir que Deus olhe e atente para sua miserável condição. Ele compreendeu que Deus, com efeito, escondeu o rosto do seu povo. Deixou-os para "se virarem" sozinhos, pois estavam imaginando que podiam prosseguir muito bem sem Deus, e por isso precipitaram-se rapidamente no pecado.



Isto pode ser um choque a muitos. Nossa imagem popular de Deus o coloca sentado no céu, sorrindo bondosamente sobre nós, indiferente das nossas escolhas ou ações. Parece que nos esquecemos daquilo que Isaías revela sobre Deus: que sua habitação é "santa e gloriosa" (Is 63.15). Tornamo-nos abertos e liberais sobre o pecado, e ora fazemos brincadeiras, ora fechamos nossos olhos; entretanto Deus continua se opondo a ele de forma irredutível. Podemos negociar com o pecado, e até chegar a fazer acordos de paz com ele, mas Deus jamais o fará. Quando começamos a sorrir com benevolência para o pecado, Deus deixa de sorrir para nós, e vira seu rosto para longe de nós.



Isto o surpreende? Não deveria. Há muito tempo, Deus definiu sua atitude sobre o pecado na vida de seu povo. Não deixou dúvida alguma sobre isto bem no início da história do povo de Israel. Foi assim que prometeu tratar com seus pecados: "Nesse dia, a minha ira se acenderá contra ele; desampará-lo-ei e dele esconderei o rosto, para que seja devorado; e tantos males e angústias o alcançarão, que dirá naquele dia: Não nos alcançaram estes males por não estar o nosso Deus no meio de nós? Esconderei, pois, certamente, o rosto naquele dia, por todo o mal que tiverem feito, por se haverem tornado a outros deuses" (Deuteronômio 31:17-18).



Nada satisfaz ou emociona mais do que sentir o agrado de Deus sobre sua vida; do mesmo modo, nada é mais pavoroso do que viver sem o seu sorriso. Não é esta a razão que a igreja está neste estado atual? Apesar de contar com toda espécie de promoção engenhosa, programa atraente, e pregador eloqüente, não está experimentando a plenitude das bênçãos de Deus; ele se entristeceu por causa de seus pecados e escondeu o rosto dela. Oremos com fervor, para que o Deus de misericórdia, o Deus de graça, volte a manifestar o esplendor da sua face!



Mas, além de sentir falta do sorriso de Deus, Isaías também fala de...






2. Sentir Falta da Mão



Sustentadora de Deus



Deus tem demonstrado seu poder vez após vez em favor do povo de Israel. De fato, antes de iniciar esta grande oração, o profeta recontou a maior manifestação do poder de Deus de todos os tempos em favor de Israel. Foi quando milagrosamente abriu o Mar Vermelho e permitiu que escapassem de Faraó e do seu exército (Is 63.12-14).



Mas agora nada estava mais claro para Isaías do que isso: que Deus estava retendo seu poder de Israel. Enquanto contemplava o futuro, via Israel sendo derrotado, o belo templo sendo reduzido a um montão de ruínas, a maioria do povo sendo levado como escravos a Babilônia. Uma pergunta corria pela sua mente: "Onde está Deus?" (v. 11). Então, quando faz esta oração, imediatamente pergunta: "Onde estão o teu zelo e as tuas obras poderosas?" Ele quer saber por que Deus não demonstrou sua energia e poder em seu favor, como fizera em tantas ocasiões anteriores; e por que estava deixando Israel para se virar sozinho.



O povo de Deus já ouviu muitas vezes o mundo insultá-lo, dizendo: "Onde está o teu Deus?" (Salmo 43.2,10; 79.10; 115.2). Mas é algo muito triste quando o povo de Deus precisa fazer esta pergunta a si mesmos. Somos felizes se podemos responder aos céticos, mostrando indicações atuais do poder de Deus. Mas o que devemos fazer quando Deus retém de nós o seu poder, e não podemos apontar a nenhuma evidência?



Para manter credibilidade no mundo, a igreja precisa ter o poder de Deus. Ela está envolvida numa grande batalha espiritual, e somente o poder de Deus a capacitará a prevalecer. Engenhosidade e sabedoria humanas simplesmente não são capazes de enfrentar o desafio. Tentar fazer este tipo de obra sem o poder de Deus é como tentar quebrar enormes rochas de granito somente com nossas mãos.



O problema é que a igreja tenta subsistir com seu próprio poder. Confia nas suas próprias habilidades. A sabedoria humana pode produzir muitas coisas, e a igreja quer passar a imagem de que isto vem da mão de Deus, mas o mundo não o aceita. Ainda nos bombardeiam com a pergunta perturbadora: "Onde está o teu Deus?" E se ficarmos quietos, e examinarmos nosso coração, seremos obrigados a admitir que as muitas coisas que estamos produzindo são substitutos baratos e rotos para o verdadeiro poder de Deus. Seremos compelidos a clamar a Deus: "Onde estão o teu zelo e as tuas obras poderosas?"



Finalmente, na abertura desta oração, Isaías fala também de...






3. Sentir Falta do Coração Compassivo de Deus



Ele pergunta: "A ternura das tuas entranhas e das tuas misericórdias detém-se para comigo?" A expressão "ternura das tuas entranhas" é uma expressão hebraica que significa anseio do coração, ou compaixão.



Isaías estava fazendo a pergunta inevitável. Se Deus esconde seu rosto, e retém seu poder, isto significa que não ama mais seus filhos? Enquanto Isaías começa a ponderar a questão, imediatamente percebe que Deus ainda é seu Pai. Abraão e Jacó, os patriarcas segundo a carne, poderiam não querer reconhecer como filhos este povo que estava aí, tamanho era seu pecado, mas o nome de Deus é eterno. Em outras palavras, ele é coerente com sua natureza. Por causa do seu caráter imutável, Isaías sabia que Deus perdoaria a Israel pelos seus pecados, se houvesse arrependimento. Esta certeza é que incentivava Isaías a fazer sua oração.



Mas há uma verdade maior aqui que não podemos ignorar. Deus pode nunca deixar de nos amar quando entramos em pecado, mas de fato retém suas expressões de amor, e assim nos faz imaginar que nunca seremos amados de novo. Podemos argumentar e nos convencer que Deus ainda nos ama, o que é uma conclusão verdadeira e boa, mas nunca substituirá as manifestações palpáveis do amor de Deus em si. Quanto melhor seria não ter de nos convencer que Deus nos ama, e ter em nossa experiência diária as abundantes manifestações do seu amor!



Estas palavras iniciais da oração de Isaías lembram-nos de como nossas vidas deveriam ser. Deveríamos estar conscientes do sorriso de Deus, deveríamos ver o poder de Deus, e deveríamos poder nos deleitar no amor de Deus. Nada é melhor do que viver assim.



E deveríamos reconhecer novamente como é terrível perder essas coisas. Muitos terão de admitir que as perdemos, que estamos vivendo muito abaixo do lugar onde deveríamos estar. Se este é realmente o caso, paremos e pensemos na grandeza das coisas que estamos perdendo, e agora mesmo comecemos a clamar: "Desce, Senhor! Estamos com saudades!"



Esta é a primeira numa série de artigos sobre esta oração de Isaías 63 e 64. No próximo número, publicaremos o capítulo seguinte.
Fonte: Arauto da Sua Vinda, ano 19, nº 1

Minhas Igrejas

Aceitei o Senhor Jesus como Senhor e Salvador do meu corpo, alma e espírito em 1979, com apenas 11 anos na Igreja Presbiteriana Moriah, em Americana, SP. Em 1982 fui batizado, na época a igreja chamava-se Igreja Presbiteriana do Bairro São Domingos e o pastor era o Pr. Pedro Alves de Oliveira. Em 1998, por ceder às minhas concupiscências, afastei-me da igreja do Senhor. Em 2000 reconciliei-me com a igreja do Senhor na Igreja Batista do Caminho em Santa Bárbara d'Oeste. Em 2009, para ficar próximo do meu serviço, tornei-me membro da Primeira Igreja do Evangelho Quadrangular em Paulínia-SP. Em 2010, mudei para a Terceira Igreja do Evangelho Quadrangular do Pr. Eliseu e Pra. Luciana, ainda em Paulínia, na Vila Nunes, por motivo de proximidade entre residência, igreja e trabalho!