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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Adoniran Judson



Nasceu em Malden, Massachusetts, EUA, no dia 9 de agosto de 1788; morreu no mar em 12 de abril de 1850.

O primeiro missionário estrangeiro batista dos EUA. Filho de um ministro da Igreja Congregacional graduado no Rhode Island College (Brown University), Judson inscreveu-se no Seminário de Andover em 1808. Seus pensamentos foram direcionados para missões, e com outros estudantes de Andover, enviou pedidos ao Conselho da Associação Geral de Massachusetts a respeito de como poderiam realizar o desejo de falar do evangelho “aos pagãos”. Em 1810 este grupo congregacional respondeu organizando a Junta Americana de Comissionados para Missões Estrangeiras, a primeira agência a enviar missionários para outros países dos Estados Unidos.


Em 5 de fevereiro de 1812, Judson casou-se com Ann Hasseltine (1789-1826), e duas semanas mais tarde os dois viajaram para Índia como missionários da Igreja Congregacional. Na longa viagem pelo mar, Judson estudou a doutrina do batismo no Novo Testamento. Logo após chegar na Índia, convenceu-se de que o batismo infantil não é bíblico, doutrina aceita pelos Congregacionais, e, por sua vez, convenceu também sua esposa. Os dois foram (re) batizados em Calcutá no dia 6 de setembro de 1812, por William Carey, um missionário batista inglês. Luther Rice, um outro missionário americano que viajou em um navio diferente, mas pela mesma Junta, teve uma experiência similar e foi batizado em 1º de novembro de 1812.


Renunciando a ajuda dos congregacionais, Judson escreveu cartas aos batistas dos EUA, oferecendo-se como missionário, se eles fizessem uma organização para o seu sustento. Em conseqüência deste desafio e em resposta aos esforços vigorosos de Luther Rice, que retornou aos EUA para propagar a causa dos missionários no mundo, a Convenção Geral da Denominação Batista dos EUA para Missões Estrangeiras foi fundada em 1814. Ou seja, primeiro ocorreu o aparecimento de missionários, para que depois fosse criada uma sociedade de sustento aos missionários.

Esta organização, conhecida popularmente como "Convenção Trienal" serviu como a agência para a sustentação de missionários batistas americanos no estrangeiro (tanto para batistas das igrejas do norte como do sul), até a organização da Convenção Batista do Sul em 1845.


Forçados para fora da Índia pela Companhia Britânica das Índias Orientais, o casal Judson estabeleceu-se na Birmânia em 1813. Logo nos inícios dos trabalhos, a senhora Judson teve um parto prematuro e o primeiro filho (Roger) do casal faleceu. Judson e sua mulher, ambos com "dom de línguas e de sabedoria" começou imediatamente a traduzir a Bíblia para o birmanês. Ambos aprenderam o birmanês. Adoniram estudou o antigo idioma pali, que era o idioma em que estavam escritos os livros budistas. Ann estudou o idioma tai, que se falava em Sião (Tailândia). Em 1817 os batistas norte-americanos enviaram um impressor. O Evangelho de Mateus em birmanês foi lançado neste mesmo ano. Batizaram o primeiro birmanês em 1819. Escreveram também diversos hinos, sendo o mais conhecido o "Vem, Santo Espírito, Pomba Divina". Com sua saúde abalada, Ann volta para os EUA, retorna para a Birmânia 2 anos e 3 meses depois. Após a sua volta, publicam o Novo Testamento em birmanês. Contudo, Adoniram Judson terminou a tradução de toda a Bíblia apenas em 1834, Ann não viu a obra completada.
Depois de muitas tentativas o trabalho batista foi estabelecido firmemente na Birmânia. Por muitos anos este campo permaneceu como o principal da Missão dos Batistas da Convenção do Norte. O trabalho crescia muito bem. Sua igreja cresce de 10 para 18 nativos convertidos e batizados.
Neste momento começa a guerra entre a Birmânia e a Grã-Bretanha. Como os Judson recebiam sustento dos batistas americanos através dos ingleses, as autoridades birmanesas pensaram que Adoniram fosse um agente e como conseqüência, ele foi feito prisioneiro por 21 meses e sofre tortura física e mental. Sua esposa batalhou arduamente por sua causa e, por fim, conseguiu libertá-lo. Com a prisão apenas quatro nativos permaneceram na igreja. Esta batalha abalou seriamente a sua saúde e Ann Hasseltine Judson acabou morrendo em 1826. Neste mesmo ano morre sua filha Maria.
Adoniram começa o trabalho com a tribo dos karens. Com o recebimento da notícia da morte de seu irmão nos EUA, retorna para casa após 18 anos.
Nos EUA faz sermões que inspiram centenas de jovens. Um casal, George e Sarah, o acompanha de volta à Birmânia. George morre no campo missionário.
Judson termina a tradução da Bíblia para o birmanês em 1834, neste mesmo ano casa-se com Sarah H. Boardman, viúva do missionário George Dana Boardman, que havia morrido três anos antes. Nasce uma menina, que foi chamada de Abby Ann. Nascem mais 3 filhos: Adoniram Brown, Elnathan e Henry. Sarah têm sua saúde enfraquecida após o parto e o pequeno Henry morre com 1 ano e 7 meses de idade. Após alguns anos nasce outro filho, também chamado Henry. Nascem mais dois filhos: Charles e Edward.
Como a saúde de Sarah está enfraquecida, eles voltam para os EUA de licença em 1845. Recebendo a boa vinda de um herói, estimulou o interesse em missões estrangeiras onde quer que ia. Sarah morre neste mesmo ano.
Em 1846 casou-se com Emily Chubbuck, uma escritora bem conhecida e, seis semanas depois voltam para a Birmânia. Ele tinha então 58 anos. Três de seus filhos permanecem nos EUA: Adoniram, Elnathan, e Abby Ann.
Os últimos anos de Adoniram Judson foram gastos, na maior parte, no trabalho em um dicionário Birmanês-Inglês. Nasce Emily France. A doença crônica tornou-se mais severa. Os médicos indicam uma viagem no mar como tratamento. Nesta mesma viagem, Adoniram Judson morre e é enterrado na Baia do Mar de Bengala, no dia 12 de abril de 1850. Dez dias após sua morte, Emily dá a luz o segundo filho do casal, Charles, porém, ele morre no mesmo dia.
Na sua maior dor, a saber, após a morte de sua primeira esposa e principal colaboradora nos trabalhos de tradução: Ann, Adoniram trabalhou com com o povo Karen. Apesar de parecer não ter tido resultado algum até a sua morte, um integrante do povo Karen, Ko Tha Byu, testemunhou Jesus Cristo ao seu povo. Ko, com seu testemunho e pregação com a Bíblia em birmanês (que os Judson traduziram), conseguiu alcançar para Jesus quase todo o seu povo. O povo karen foi o estopim do grande crescimento da igreja evangélica birmanesa. Até os nossos dias, esta igreja ainda está presente e é a principal força numérica na região, 4% de cristãos na população de maioria budista (são mais de 2 milhões de monges para uma população de 47 milhões) . Hoje, os karens representam 7% da população de Myanmar (antiga Birmânia) e também estão presentes em países vizinhos.
Adoniram Judson não viu isto acontecer, o que ele viu foi poucas conversões e muitas mortes entre os seus familiares. Independente disso, Judson combateu o bom combate, acabou a sua carreira e guardou a fé. Nós podemos chegar a não ver os frutos do nosso trabalho, contudo, não podemos nos preocupar com isso. A obra é do Senhor, é Ele o dono da videira. Nós somos apenas os ramos....
Bibliografia:

> Livro: Notable Baptists: Adoniram Judson, por Edward Judson (filho de Adoniram com Sarah), publicado em 1894. Encontrado no site www.wholesomewords.org.

> Biografia de Adoniram Judson, do site (www.sbhla.org) da Biblioteca dos Arquivos Históricos da Convenção Batista do Sul, EUA.

> E até aos confins da Terra: Uma História Ilustrada do Cristianismo, volume 9: A era dos novos horizontes – Justo L. Gonzalez. 1991, São Paulo – SP, páginas 140 a 144.


Estudo preparado por mim para a EBD da minha igreja, Classe dos Jovens

4 comentários:

  1. Meu nome foi dado em homenagem a este grande missionário do Deus vivo. Me chamo Adoniron Judson Carvalho, e tenho a honra de levar este nome. Espero que a cada dia eu me torne 0,00000001% do que foi este missionário do Senhor.
    Abraços cordiais,
    Adoniron Judson Carvalho

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  2. Olá Adoniron, graça e paz

    Que nome bonito você tem. Na verdade, o nome, em si mesmo, já é missionário, pois alguém pode perguntar: "é por causa do adoniran barbosa?". Então você poderia responder: "...não é o barbosa, é o judson, você conhece?"
    Um bom início de conversa, não é?

    Gilson

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  3. Lendo acerca dos omens que fizeram diferença para Deus em nossa história, eis que me deparo com a vida de Adoniran Judson. Que coisa linda de se ver quand a entrega do hmem é cometa desta forma. Que o espírito continue levantando pessoas, " eis- me aqui Senhor" para abençoar os perdidos e exaltar o Seu santo nome.
    Deus te abençoe Gilson!

    Giovana.

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  4. Seu trabalho é abençoador! Já ouvi várias vezes a vida de Adoniran Judson, no site dos Heróis da Fé, mas me incomodava querer saber o início da história, pois no site só inicia com a guerra entre Birmânia e a Grã-Bretanha, e ele, considerado um agente da Grã. Inspiração, esta vida, que me leva mais ao joelho e ao sacrifício por amor ao Senhor. Obrigada, Gilson Moura.

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