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domingo, 2 de setembro de 2007

Vem ver o amor do Criador! - parte 2

Não vou discutir a base do evolucionismo, seus tópicos principais.
Vou discutir as bases da Ciência: o Método Científico. Extraí isto do meu site de Biologia que uso com meus alunos do Ensino Médio, o Biologia Fácil.

MÉTODO CIENTÍFICO

Argumentos não removem a dúvida, de forma que a mente possa descansar na certeza do conhecimento da verdade, ao menos que encontre a experimentação".

Bacon, Roger. Opus Majus, Século XII.

Isto não passa de uma teoria

Anônimo.

A ciência é uma metodologia racional e objetiva para a aquisição do conhecimento. Uma idéia geral do método científico aplicado em ciências naturais ordena os procedimentos na: observação de fatos, formulação de problemas, coleta de dados, apresentação de hipóteses, experimentação crítica, seleção de hipóteses não refutadas e formulação de teorias. As teorias são tidas como explicações parciais e provisórias da realidade.

Ferramentas

A metodologia científica utiliza-se de certas estruturas de raciocínio ou, ainda, de princípios que auxiliam na maneira de compreender, relacionar, criticar, estabelecer parâmetros de argumentação ou de análise:

-Empirismo
Conhecimento adquirido através de nossas sensações e sentimentos, relativos ao mundo natural observável. É empírico o que tem origem na experiência imediata, não sistemática, em oposição ao conhecimento racional.

-Indução
Raciocínio que consiste em tirar conclusões gerais a partir de casos particulares, considerados como portadores de relações gerais. Da observação diária sabemos que - os pássaros possuem asas e voam (caso particular). Um exemplo de raciocínio indutivo é afirmar que - todas as aves que possuem asas voam (conclusão geral). O raciocínio indutivo é uma generalização a partir de casos particulares. O fato de que existem aves que possuem asas e não voam, as emas e as avestruzes, por exemplo, nos faz rever a conclusão. O problema do raciocínio indutivo está no fato de que a verdade das premissas não garante a verdade da conclusão.

-Dedução
Raciocínio que consiste em concluir-se uma particularidade a partir de um princípio geral . Todos os mamíferos são animais, todos os homens são mamíferos, logo, todos os homens são animais. A última proposição conclui-se logicamente das duas premissas anteriores. Considera-se que um raciocínio é dedutivo quando, de uma ou mais premissas, se conclui uma proposição que é conclusão lógica da(s) premissa(s). A dedução é um raciocínio de tipo mediato, sendo o silogismo uma das suas formas clássicas. Acompanhe o exemplo de raciocínio dedutivo e de silogismo: Observamos que todas as aves que voam possuem asas, logo, para voar, uma ave precisa ter asas.

-Inferência
Ato de se concluir pela verdade ou a falsidade de uma proposição em virtude da sua ligação com outras proposições já tidas como verdadeiras ou falsas. A inferência é imediata, quando uma proposição se conclui de outra, sem necessidade de uma terceira. Exemplo: Alguns protozoários são parasitas; logo, alguns parasitas são protozoários. A inferência é mediada, quando uma proposição se conclui de outra, que por sua vez, é mediada de outra ou de outras proposições, por exemplo, o silogismo do raciocínio dedutivo.

-Princípio da Parcimônia ou Navalha de Ockham (também grifado como Occam).
È o princípio que prioriza a simplicidade na elaboração das teorias, atribuído a Guilherme de Ockham, frade franciscano inglês do século XIV, que foi excomungado em 1328. “Se duas hipóteses explicam os dados com igual eficiência, deve prevalecer a mais simples”, a sua formulação mais conhecida em latim é: - e ssentia non sunt multiplicanda praeter necessitatem, -o essencial não deve ser multiplicado sem necessidade.

-Teoria da Ciência
Um marco na história da ciência foi o experimento de Galileu Galilei, quando em 1632, deixou cair duas pedras da torre de Piza. Considera-se que este procedimento deu início a ciência moderna, pela utilização de instrumentos, pelo valor dado à mensuração e pela busca do método experimental. Até então, não existia o experimento prático e todas as provas ocorriam através de raciocínio no plano teórico. Se as premissas iniciais fossem falsas, então as deduções não podiam ser confirmadas.

Uma primeira linha filosófica de ciência foi proposta por Francis Bacon, contemporâneo de Galileu. Sugeria começar com as observações não axiomáticas (axioma, premissa que se admite como universalmente verdadeira, sem exigência de demonstração). Devia-se partir dos fatos conhecidos relacionados com algum fenômeno natural e tentar formular princípios gerais que explicassem esses fatos. Nitidamente, Bacon propõe como processo de busca do conhecimento o método indutivo e sua generalização.

O filósofo Karl Popper (1902- 1994), severo crítico da indução, construiu o racionalismo crítico. A verificação de uma hipótese se realiza com a procura da sua refutação. Este é o princípio da refutabilidade, no qual Popper defende que não se pode demonstrar a verdade de nenhuma teoria científica, mas apenas a sua falsidade. Nunca se pode ter certeza de estarmos certos, mas podemos ter certeza de quando estamos errados.

O método indutivo de Bacon e outros e o princípio da falsealibilidade de Popper, foram criticados por Thomas Kuhn (1922- 1996), Lakatos e Feyerabend que afirmavam a possibilidade de reconstrução de hipóteses e teorias auxiliares quando não se verifica uma previsão. No livro The Structure of Scientific Revolutions, publicado em 1962, Thomas Kuhn defende a idéia de que o progresso em ciência se dá em duas etapas: uma de ciência normal e outra de mudanças drásticas, que ocorre de tempos em tempos. Kuhn destaca o conceito de paradigma, como uma espécie de “teoria ampliada”, e o apresenta como – “as realizações científicas reconhecidas universalmente, que durante um certo tempo fornecem modelos de problemas e soluções”.- Tais paradigmas orientam a pesquisa cientifica, influenciando até mesmo a maneira como um fenômeno é observado pelos pesquisadores. Nos chamados períodos de “Revoluções Cientificas”, ocorre uma mudança de paradigma; novos fenômenos são descobertos, novas proposições e métodos passam a orientar a prática e a visão dos caminhos da ciência. O conhecimento se acumula através de aproximações sucessivas. Em ciência um conhecimento vale até que novas observações ou experiências o contradigam.

Um comentário:

  1. O sacerdote e o levita discutem religião enquanto o bom samaritano ajuda o necessitado que eles acabaram de ignorar.
    ( NeoqJav / Lc 10:30-37 )

    O sentido da vida é imitar o único que vencue a morte! ( 1 Pedro 2:21 / NeoqJav )

    A falta de fé na sua própria religião é demonstrada pelo excesso de críticas as demais.
    ( Tiago 1:26,27 / NeoqJav )

    As crenças diferem as religiões, as atitudes igualam os verdadeiros cristãos delas.
    ( NeoqJav / Atos 10:34,35 )

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