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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Rock, Rap, Samba & MPB - parte 2

Continuação da série sobre Louvor
Houve uma resistência às novas músicas e aos "novos" instrumentos.

Nós jovens (na época!) conseguimos com muito custo que o violão - que era aceito nos grupos caseiros - fosse tocado na Igreja durante o culto para que se entoasse um "corinho". Sem o microfone, é claro.

Os Corinhos eram músicas mais populares, ou sem partitura. Muitos deles vinham dos "Vencedores por Cristo" (VPC) do pastor Jaime Kemp. Ele adaptava para o português os Cânticos Populares das igrejas americanas. Veja estes dois exemplos:

"Satisfação, é
ter a Cristo,

Não há melhor, prazer já visto,
Sou de Jesus, e agora eu sinto,
Satisfação
sem fim.

......"
"Só o poder de Deus,
pode mudar teu ser.
A prova que eu te dou,
Ele
mudou o meu!"

......."

Às vezes, cantávamos "Só o poder de Deus" em ritmo de samba, mas isto, apenas em acampamentos......
A partir de 1978, Jaime Kemp deixa o VPC e continua seu trabalho junto ao Sepal. Com isso, abriu-se a oportunidade para novos compositores e músicos: Guilherme Kerr Neto, Asaph Borba, Sérgio Pimenta, Nelson Bomilcar, Jorge Rehder, Jorge Camargo, João Alexandre, Jayrinho. Novos ritmos, letras atuais e nacionais.

Os VPC cresceram maravilhosamente. Outros grupos surgiram: Elo (depois da morte do Jayrinho, virou Logos), Semente, Rebanhão (do Janires), e outros. Os discos de vinil foram lançados, foi uma benção! Não havia esta profusão de livrarias evangélicas, eram difíceis de serem achados. Não era como hoje, que encontramos CDs evangélicos até em lojas de postos de combustíveis e supermercados. Graças a Deus por isso!
As músicas que estavam na boca dos jovens em 1980 (mais ou menos) eram, "Você pode ter" e "Canção da Alvorada":

"Você pode ter
a casa repleta de amigos,
paredes e pisos cobertos de bens.
Ter um carro, do último tipo.
E andar conforme der na cabeça.
Ou pode até ser,
um cara que vive apertado,
até mesmo dentro de um lotação!
Curtindo assim mesmo um fim de semana,
ao andar conforme der na cabeça.
Mas sempre será como folha no vento,
esperando o momento de cair.
Você pode ter tudo aquilo que sonhar,
mas nunca terá a paz que existe lá dentro,
que não se encontra pra poder comprar.
Por que essa paz só tem a pessoa
que se encontra com Cristo!
(Sérgio Pimenta)
"Fim de madrugada,
Luz do Sol
arejando o dia que já vai chegar.
Pousa um passarinho na janela,
lá vem ela
Manhã!
E aqui de joelhos eu estou
contemplando a última estrela.
Cantando a canção da alvorada,
pra Te fazer feliz,
pra Te louvar,
pra Te reconhecer,
pra Te encontrar,
pra ver no sol que nada sou sem Tua luz,
Só pra saber que nada sou sem Ti
Jesus!"
(João Alexandre)

Mas, veja bem, cantávamos apenas fora da igreja.
O culto Dominical gradativamente foi absorvendo estes elementos. Um violão e um grupo de jovens cantando os "corinhos" apenas uma vez por mês foi o início.
Comos os mais velhos gostaram das letras (e para evitar o esvaziamento dos templos) passou-se a cantar os corinhos (geralmente não mais que dois) durante o próprio culto, acompanhados de um violão (sem o microfone na "boca" dele). Com o tempo, admitiram o microfone (que uma irmãzinha ficava segurando) e depois um violão elétrico.
O tempo foi passando, o Espírito Santo foi falando aos corações, novos cânticos surgiram (não eram mais chamados de corinhos) e foram subdivididos: cânticos de louvor, cânticos de guerra, cânticos de adoração, cânticos de comunhão, etc....
Troca-se o harmônio (que já estava velho e era mais caro) pelo teclado (mais barato). Com isso, foi necessário uma mesa de som, caixas acústicas melhores e mais potentes que os abelhões....
O lançamento do vinil Louvor IV pelos VPC foi uma revolução. A música "Como ribeiros" de Jorge Camargo e David Ramos foi um marco.
Admite-se um baixo; bateria, não, ou melhor, NÃO. Com o tempo, aceitaram a bateria. Alguns crentes saem da igreja por causa "dela.....". Todos voltaram...........

O tempo passa, o tempo voa, mas o Espírito sempre vence numa boa....

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